sábado, 28 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013 da FIESP avisa: Dilma estava certa, quem acreditou nos "velhos do Restelo" perdeu dinheiro. "Hoje o Velho do Restelo não pode, não deve e, eu asseguro, não terá a última palavra no Brasil." (Dilma)


LINK DA IMAGEM: 247 - Os donos dos grandes jornais brasileiros não gostaram de ser comparados pela presidente Dilma Rousseff ao Velho do Restelo, personagem de Luís de Camões, que dizia que nada daria certo nas navegações de Portugal. "Hoje o Velho do Restelo não pode, não deve e, eu asseguro, não terá a última palavra no Brasil."

Retrospectiva 2013 da FIESP avisa: crise era mentira da Globo. Quem acreditou, perdeu dinheiro.
Por: Zé Augusto - Blog Amigos do Presidente Lula - 28/12/2013

Miriam Leitão, uma profeta dos prejuízos, na TV Globo.
Quem se informa através dela, costuma perder dinheiro.
O Comitê da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás da conservadora FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) soltou uma nota com o sugestivo título"Retrospectiva 2013 – Um ano de preparação para o crescimento no setor de petróleo e gás", informando que:

- O noticiário do PIG (Partido da Imprensa Golpista, composto pela Globo, Folha, Estadão, Veja, etc) detonando a Petrobras e apostando em crises era só mentirinha.

Enquanto eles detonavam a economia brasileira no noticiário, a FIESP promoveu o ano inteiro caravanas de treinamento para capacitar indústrias a aproveitarem o crescimento da indústria do petróleo que está acontecendo.

- Lamenta informar que quem acreditou na Miriam Leitão, no Sardenberg e no Aécio Neves, está perdendo negócios e dinheiro. Se quiser voltar a ganhar precisa correr atrás do prejuízo, e investir rápido na capacitação para se tornarem fornecedoras do setor de Petróleo e Gás, aproveitando a enorme oportunidade que está aberta.

Aliás, Miriam Leitão nesta semana fez mais uma surrada e previsível coluna dizendo que ouviu um economista tucano, dizendo que o empresariado estaria desanimado. É isso que a nota da FIESP desmente.

Eis a nota (grifos meus em amarelos):

Retrospectiva 2013 – Um ano de preparação para o crescimento no setor de petróleo e gás

Em torno do Comitê da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás (Competro), a Fiesp levou às indústrias todas as informações necessárias para aproveitar as oportunidades desse mercado
Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp
2013 foi o ano de despertar as indústrias para o grande potencial de negócios e riquezas advindas da exploração de petróleo na camada do pré-sal na costa brasileira.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Kotscho manda uma Carta de Natal aos amigos presos. Caros Delúbio, Genoino e Zé, nestes dias que antecedem o Natal, tenho pensado muito em vocês.

Carta de Natal aos amigos presos: por aqui, tudo igual
Ricardo Kotscho - Balaio do Kotscho - 23/12/13 às 09h23

Caros Delúbio, Genoino e Zé,

nestes dias que antecedem o Natal, tenho pensado muito em vocês. Pelas voltas que a vida dá e o destino leva, como este ano não será possível dar um abraço em cada um, escrevo esta carta para contar como anda a vida por aqui.

Para não dizer que continua tudo absolutamente igual, como está aí no título, pela primeira vez na história a seleção de handebol feminino do Brasil ganhou o título mundial, com um técnico dinamarquês, jogando contra as donas da casa, em Belgrado, na Sérvia. Foi bonita a festa das meninas.


Fora isso, vocês não estão perdendo grande coisa. Parece que o Brasil já entrou no piloto automático de fim de ano, com a rotina das notícias se repetindo irritantemente. Denúncias continuam sendo publicadas a granel em todas as latitudes, mas investigações que envolvem tucanos se arrastam a passos de tartaruga. A CPI do trensalão na Assembleia Legislativa de Geraldo Alckmin, já devidamente blindada, arrasta-se a passos de tartaruga manca. Do mensalão tucano em Minas, então, nem se fala mais.

O cerco contra o Zé continua implacável. Não querem mesmo que ele trabalhe fora da cadeia, como prevê o regime semiaberto, nem para tomar conta de uma biblioteca. Para dar uma ideia do clima de intolerância e perseguição que persiste, o "Painel do Leitor" da Folha desta segunda-feira publica uma carta da presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia, Regina Céli de Sousa, para advertir:

"Em relação a emprego oferecido a mensaleiro, informamos que o exercício da profissão de bibliotecário é privativo do bacharel em biblioteconomia, conforme a legislação determina (...) As infrações à legislação são passíveis de autuação, procedimentos administrativos e criminais, quando necessários, com aplicação das devidas penas".

Ou seja, pedem a aplicação de novas penas a quem já foi condenado, quer trabalhar e está há mais de um mês no regime fechado. A vida é dura, como costumava dizer o Zé.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Coxinhas, tremei! ONU diz que SUS é referência internacional. Sistema de saúde público brasileiro é referência internacional, diz Banco Mundial

Coxinhas, tremei! ONU diz que SUS é referência internacional
Miguel do Rosário -Tijolaço - 22/12/2013

Todos sabem, ONU inclusa, que o sistema de saúde brasileiro ainda precisa melhorar muito. A avaliação positiva do Banco Mundial e da ONU, que chancela a avaliação, se dá em relação ao estágio de desenvolvimento industrial do Brasil e à sua arrecadação fiscal per capita. Nestes pontos, o Brasil ainda está bem atrás da Europa e Estados Unidos.

A ONU analisou a trajetória do sistema, e a participação dele no processo de redução das mortalidades por doenças. O estudo completo da ONU pode ser baixado aqui (14 mega).

*
Saiu no site da ONU:

Sistema de saúde público brasileiro é referência internacional, diz Banco Mundial

O Sistema Único de Saúde do Brasil – conhecido como SUS – lançou os alicerces de um sistema de saúde melhor para o país, contribuindo para o bem-estar social e a melhoria da qualidade de vida da população, é o que afirma o livro “20 anos de Construção do SUS no Brasil”, recentemente lançado pelo Banco Mundial.

O livro busca analisar a trajetória do programa desde sua criação, destaca progressos trazidos pelo SUS e aponta que, com base nessa experiência e apesar de todas as dificuldades inerentes a um país em desenvolvimento, o Brasil é hoje referência internacional na área de saúde pública e exemplo para outros países que buscam sistemas mais igualitários de saúde.

Com a criação do SUS, o Brasil foi um dos primeiros e poucos países fora da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a prever na legislação o acesso universal aos serviços de saúde, reconhecendo a saúde como direito do cidadão e dever do Estado.

O livro destaca que os esforços para a ampliação dos gastos em saúde e de uma melhor alocação dos recursos federais e estaduais, privilegiando as áreas e populações mais pobres do país, contribuíram para uma forte ampliação do acesso da população aos serviços básicos de saúde, com importante impacto na redução da mortalidade.

Entre os desafios do SUS, o estudo identifica que o aporte de recursos à saúde precisa ser equacionado e que a capacidade gerencial do sistema ainda é um obstáculo importante. Além disso, há questões reconhecidas sobre as quais é preciso evoluir, como a melhora da qualidade e da coordenação do cuidado e a continuidade da expansão na cobertura da atenção primária.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

TVT. Melhor e Mais Justo: Guerra da informação. A mando de quem parte da mídia distorce os fatos? Debate com Cynara Menezes, Maria Frô, Eduardo Guimarães, Wagner Nabuco

Melhor e Mais Justo: Guerra da informação

"A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa". A frase de George Orwell, escritor e jornalista britânico ilustra bem como opera...

A frase de George Orwell, escritor e jornalista britânico ilustra bem como opera boa parte dos grandes meios de comunicação que, diariamente, manipulam informações e influenciam o modo de pensar e de agir da sociedade, normalmente com o ímpeto de atender interesses mercadológicos, de grupos políticos ou instituições governamentais.

Diante desse cenário, existem perguntas ainda não respondidas: é possível ser mídia independente? Há como produzir informações e conteúdos com independência financeira e editorial? A chamada mídia alternativa, muitas vezes, não reproduz o mesmo modelo da mídia tradicional, e se diferencia apenas por apresentar o contraponto?

O Melhor e Mais Justo analisa essas e outras questões que envolvem a democratização da comunicação e aproveita o rico espaço de comunicação para fortalecer e enriquecer a capacidade crítica da sociedade.​

Melhor e Mais Justo exibido em 19/12/2013

Tema: Guerra da Informação - A mando de quem parte da mídia distorce os fatos?
PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3

http://www.youtube.com/watch?v=5EQEqfi34mA

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Sonegação no Brasil é 20 vezes maior que gasto com Bolsa Família, diz Sinprofaz

Sonegação no Brasil é 20 vezes maior que gasto com Bolsa Família, diz Sinprofaz
11/12/2013 - 15h24
Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A sonegação no Brasil é 20 vezes maior do que o valor gasto com o Programa Bolsa Família. O cálculo é do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), que volta a exibir hoje (11), em Brasília, o Sonegômetro, para mostrar os prejuízos que o país tem com a sonegação.

O placar, online, indica que a sonegação fiscal no Brasil está prestes a ultrapassar a casa dos R$ 400 bilhões. Desenvolvido pelo Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), o Sonegômetro apresenta, em tempo real, o quanto o país deixa de arrecadar todos os dias.

Para o presidente do Sinprofaz, Heráclio Camargo, a sonegação caminha em conjunto com a corrupção. “A sonegação e a corrupção caminham juntas porque a corrupção precisa do dinheiro da sonegação para financiar as campanhas de políticos inescrupulosos e fomentar o círculo vicioso da lavagem de dinheiro”, disse ele.

“Infelizmente, o Brasil é leniente”, ressaltou Camargo, porque permite a inscrição, com o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), de empresas localizadas em paraísos fiscais. Segundo o presidente do Sinprofaz, basta procurar em todos os jornais, em notícias recentes e em todas as operações da Polícia Federal.

“É só observar que, em todos os mensalões de todos os partidos, usam-se mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro, e o governo federal não muda essa sistemática de permitir que empresas instaladas em paraísos fiscais sejam donas de hotéis, de restaurantes. São negócios que têm uma fachada lícita, mas muitos deles servem para lavar dinheiro”, reclamou.

Nos cálculos feitos por Camargo, R$ 400 bilhões representam aproximadamente 10% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riqueza produzidas no país), 25% do que é arrecadado. É 20 vezes mais do que se gasta com o Bolsa Família. De acordo com Camargo, mesmo com os questionamentos sobre esse programa, ele é benéfico para a economia, pois os recursos dele criam um circulo “virtuoso” da economia local. “Imagine se pegássemos 20 vezes esse valor e investíssemos em saneamento básico, na melhoria dos salário dos professores e na estruturação das carreiras de Estado. Seria um outro país, com R$ 400 bilhões a mais do que temos agora.”

Isso sem contar os valores da dívida ativa, que está em R$ 1,4 trilhão, acrescentou Heráclio. Ele destacou que os procuradores sequer têm um servidor de apoio por procurador, enquanto os juízes têm de 15 a 20 servidores. “Os culpados pelo sucateamento da Procuradoria da Fazenda Nacional são o Ministério da Fazenda e a Advocacia-Geral da União.” Para ele, é importante que a sociedade cobre, pois existem 300 vagas em aberto para a carreira de procurador e não há, também, carreira de apoio para combater o que ele considera "sonegação brutal" [R$ 400 bilhões] e tentar arrecadar melhor essa dívida de R$ 1,4 trilhão.

“São quase R$ 2 trilhões que estão aí para ser cobrados, e o governo pune os mais pobres e a classe média com uma tributação indireta alta e, notadamente, com a contrapartida baixa que é dada pelo Estado brasileiro, afirmou.

Edição: Nádia Franco

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sábado, 7 de dezembro de 2013

Mandela e Fidel Castro

"Dizem que foi o homem que acabou com a odioso "apartheid" sul-africano, o que é uma meia-verdade. A outra metade do mérito cabe a Fidel e a Revolução Cubana, que com sua intervenção na guerra civil angolana selou o destino dos racistas, ao derrotar as tropas do Zaire (hoje República Democrática do Congo), o Exército Sul-Africano e dois exércitos mercenários angolanos organizados, armados e financiados pelo os EUA através da CIA.

Graças à sua heroica colaboração, na qual uma vez mais se demonstrou o nobre internacionalismo da Revolução Cubana, se conseguiu manter a independência de Angola, assentar as bases para a posterior emancipação da Namíbia e disparar o tiro de misericórdia contra o "apartheid" sul-africano.Por isso, interado do resultado da crucial batalha de Cuito Cuanavale, em 23 de março de 1988, Mandela escreveu desde o cárcere que o desfecho do que foi chamado de "a Stalingrado Africana" era "o ponto de inflexão para a libertação do nosso continente, e do meu povo, do flagelo do apartheid".
 Atílio A. Borón, do jornal Página 12, da Argentina

MADIBA (1918-2013)
Blog O ANTI-PIG - 07/12/2012 

Os últimos anos têm nos reservados obituários difíceis de suportar. Ano passado se foram, nos últimos meses, Eric Hobsbawn e Oscar Niemeyer, o estudioso e o artista, o metódico e o gênio, o historiador e o inovador, humanistas que elevaram a dignidade da espécie a qual pertencemos.

Agora, depois do adeus a Hugo Chavez, lamentamos a passagem de Mandela. Nas palavras do presidente sul-africano Jacob Zuma, "Esta nação perdeu um grande filho". Vou além, e digo que o mundo se despediu de um gigante, talvez como os que povoaram a terra no princípio dos tempos. Um colosso em estatura moral.

(...)

Plutarco foi o criador do gênero que conhecemos como biografia. Sua monumental obra, Vidas Paralelas, traz 23 pares de relatos da vida de um grego e a de um romano. A mais conhecida é a que contrapõe Alexandre a Júlio César. Não de hoje, mas é fato que no mundo moderno, há um paralelo entre Mandela e Lula. A origem humilde, na essência de suas respectivas pátrias, a luta contra a legalidade instituída de forma iníqua, a formação de um partido político que representa o povo à margem das decisões e, o principal, a renúncia à vingança como forma de fazer política, apesar das absurdas injustiças que sofreram. Os "grandes interlocutores dos pobres", nas palavras de Bono Vox.

sábado, 30 de novembro de 2013

Fundamentos da economia são as pessoas, ó turma do tripé…

Link da imagem
"O homens e mulheres que vivem enchendo a boca para repetir, como um mantra, a tal história da “perda das conquistas” de Fernando Henrique, de “tripé macroeconômico”, deveriam ver estes números olhando nos olhos das pessoas que eles retratam, porque se trata de gente e não de simples números.

Vamos, portanto, a eles, olhando seres humanos em cada uma destas informações."
(...)
"Não é preciso fazer um texto de tom “ideológico”, basta transcrever os comentários técnicos do IBGE:

“Nesta década, houve um aumento significativo da proporção de trabalhadores em trabalhos formais, que passou de 44,6%, em 2002, para 56,9%, em 2012. Neste período, o crescimento foi de 12,3 pontos percentuais e ocorreu uma variação um pouco maior no caso das mulheres (13,1 pontos percentuais). Dentre os fatores que contribuíram para esse resultado, pode-se citar a retomada do crescimento econômico, o aumento da renda real, a redução do desemprego, a política da valorização do salário mínimo e a política de incentivo à formalização,como, por exemplo, a criação do Simples Nacional.”

E junto com o trabalho decente veio uma renda menos indecente"

Fundamentos da economia são as pessoas, ó turma do tripé…
Fernando Brito - Tijolaço - 29/11/2013



A pesquisa Síntese de Indicadores Sociais, divulgada esta manhã pelo IBGE é longa e detalhada.

Merece, portanto, que suas mais de 250 páginas sejam lidas e analisadas com atenção.

Mas há alguns dados impressionantes, que seleciono para vocês.

Dados que mostram a imensa injustiça e o imenso desafio de corrigi-las.

E como uma década de políticas socialmente justas nos fizeram avançar.

domingo, 24 de novembro de 2013

Presidenta Dilma comemora o sucesso na concessão do Galeão e de Confins

Presidenta Dilma comemora o sucesso na concessão do Galeão e de Confins
Blog do Planalto - 24/11/2013

A presidenta Dilma Rousseff comemorou neste domingo (24), em postagem na página do Palácio do Planalto no Facebook, o sucesso no leilão da concessão dos aeroportos do Galeão e de Confins. A presidenta declarou que o governo federal tem o objetivo de oferecer serviços públicos de qualidade e, no caso dos aeroportos, construiu um modelo capaz de investir mais e oferecer mais conforto aos passageiros.

“Na sexta-feira, leiloamos a concessão de mais dois aeroportos – Galeão e Confins – e dois fortes consórcios ganharam, pagando mais de R$ 20 bilhões de ágio. No Galeão e em Confins, empresas internacionais, que dirigem aeroportos com grande movimentação de passageiros – Cingapura, Zurich e Munich -, ganharam em parceria com grandes empresas nacionais, a Odebrecht e a CCR”, afirmou a presidenta Dilma.

Ela ressaltou que as companhias privadas são bem-vindas porque trazem melhores práticas do exterior, além de aumentar a capacidade de investimento no país.

“Comemoro o sucesso dos leilões de aeroportos porque confirma o interesse de companhias brasileiras e estrangeiras em investir no Brasil. Demonstram confiança no País e em nosso futuro”, disse.
Link das imagens: Facebook 

CONCESSÃO, SIM
Facebook - Dilma Rousssef
O governo acaba de arrecadar 20,8 bilhões de reais com a concessão dos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Belo Horizonte.

O valor representa ágio – ou seja, diferença entre os 5,9 bilhões de reais do lance mínimo inicial e o total arrecadado – de 251%.

Para quem ainda não entendeu, vamos explicar de novo. Concessão NÃO É privatização.

sábado, 23 de novembro de 2013

Eleições 2014. A cruzada anti-aborto já começou. Estreia "Bood Money - Aborto Legalizado"

"Nos EUA, o objetivo da peça panfletária é tentar reverter a decisão da Suprema Corte que legalizou o aborto. Por aqui, me parece haver três metas claras: primeiro, derrubar a decisão do STF sobre o aborto de anencéfalos, que o filme sobre Vitória irá reforçar; em segundo lugar, aprovar no Congresso o absurdo estatuto do nascituro, que estabelece pena de prisão para quem abortar e dá pensão aos filhos de mulheres que não abortarem, inclusive em caso de estupro; e, por último, influir na eleição de 2014 contra qualquer possibilidade de discussão da legalização do aborto no País como uma questão de saúde pública."

A cruzada anti-aborto já começou
Cynara Menezes - Socialista Morena - 23/11/2013

Enquanto o PSDB e o PT se digladiam pelo poder, os fundamentalistas já estão pavimentando o caminho para, novamente, mergulhar a disputa presidencial e o País no obscurantismo. E temo que nenhum dos dois partidos terá a coragem necessária para romper de uma vez por todas com a dependência, com fins meramente eleitoreiros, das lideranças religiosas medievais, erguendo a bandeira do estado laico que a modernidade exige.

No último final de semana tive uma experiência sinistra. Entrei ao acaso no cinema para ver o filme Blood Money – O Aborto Legalizado. A curta resenha que li dizia se tratar de um documentário contra o aborto. Fiquei curiosa. Ao comprar o bilhete, pensei: “Deve estar vazio”. Qual não foi a minha surpresa ao descobrir que havia no máximo meia dúzia de lugares vagos na sala do Espaço Itaú, cinema onde normalmente entram em cartaz filmes considerados “cult”. Ou entravam, sei lá.

Vi o documentário inteiro boquiaberta. Para começar, não é um filme religioso, mas a religião aparece como subtexto todo o tempo: uma Bíblia na mesa aqui, uma cruz detrás do entrevistado acolá, uma imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus ao fundo… Para dar um verniz “humanista” à coisa, quem apresenta o documentário, dirigido por David Kyle, é a sobrinha de Martin Luther King, a pastora conservadora Alveda King, empenhada em espalhar a mentira de que o tio era contrário à legalização do aborto.

domingo, 17 de novembro de 2013

Leonardo Boff e o "mensalão". O grande interesse não se concentra na condenação dos acusados, mas através de sua condenação, atingir de morte o PT. Uma elite econômica e intelectual, das mais atrasadas do mundo, conspira, especialmente, através de uma mídia e de seus analistas, amargurados por sucessivas derrotas . Estes grupos se propõem apear o PT do poder e liquidar com seus líderes.

"(...) Essas elites tolerariam Lula no Planalto, apenas como serviçal, mas jamais como presidente. Não conseguem digerir este dado inapagável. Lula presidente representa uma virada de magnitude histórica. Essas elites perderam. E nada aprenderam. Seu tempo passou. Continuam conspirando, especialmente, através de uma mídia e de seus analistas, amargurados por sucessivas derrotas como se nota nestes dias, a propósito de uma entrevista montada de Veja contra Lula. Estes grupos se propõem apear o PT do poder e liquidar com seus líderes."

Para além do “mensalão”
Leonardo Boff - Brasil de Fato - 17/09/2012
De saída quero dizer que nunca fui filiado ao PT. Interesso-me pela causa que ele representa pois a Igreja da Libertação colaborou na sua formulação e na sua realização nos meios populares

Há um provérbio popular alemão que reza: “você bate no saco, mas pensa no animal que carrega o saco”. Ele se aplica ao PT com referência ao processo do “mensalão”. Você bate nos acusados, mas tem a intenção de bater no PT. A relevância espalhafatosa que o grosso da mídia está dando à questão mostra que o grande interesse não se concentra na condenação dos acusados, mas através de sua condenação, atingir de morte o PT.

sábado, 16 de novembro de 2013

Biógrafo de Che: “Que herói a direita tem para colocar em camisetas? Pinochet?”

"(...)o legado que deixou, de que um homem pode tentar mudar o mundo e que pode deixar um exemplo que estimule outros a segui-lo – inclusive depois de morto –, é mais duradouro. Universalmente, o Che é, fracassado em vida ou não, visto como um herói, um símbolo de rebeldia e princípios diante de um status quo injusto. Isto é o que enlouquece os de direita, o que os incomoda: que o Che siga potente como um símbolo, um mártir, um herói. Que herói eles têm para ostentar à raiz da Guerra Fria, alguém que a garotada queira pôr em camisetas? Pinochet??? "

Biógrafo de Che: “Que herói a direita tem para colocar em camisetas? Pinochet?”
Cynara Menezes - Socialista Morena - CartaCapital - 16/11/2013

Em 2007, quando o assassinato de Che Guevara completou 40 anos, a revista Veja, cujo modelo de jornalismo já conhecemos (leia aqui sobre minha experiência na semanal da Abril) publicou uma reportagem de capa, ao estilo “guia politicamente incorreto” de seus foquinhas amestrados, para tentar demolir o mito. Dias depois, uma carta pública do biógrafo de Che, o premiado jornalista norte-americano Jon Lee Anderson, desmentia o teor da reportagem praticamente por completo, acusando seu autor de ter sido parcial e desonesto (leia aqui).

“O que você fez com Che é o equivalente a escrever sobre George W. Bush utilizando apenas o que lhe disseram Hugo Chávez e Mahmoud Ahmadinejad para sustentar seu ponto de vista”, escreveu Anderson, cujo livro é apontado pela própria Veja como “a mais completa biografia de Che”. Espantosamente, este libelo de mau jornalismo vem sendo utilizado nos últimos anos pela direita indigente intelectual brasileira para tentar reduzir Che a um “assassino”, como se o contexto, uma revolução, não justificasse mortes. Tem colunista de jornal aí que só se refere a ele como “porco fedorento”. Este é o nível deles.

Mas qual o interesse dos cérberos reaças de enlamear Che Guevara? Será que é porque não tem nenhum ídolo do lado de lá para servir de modelo aos jovens a não ser torturadores, generais ditadores e exploradores da miséria do mundo? Leiam abaixo a entrevista que fiz com Jon Lee Anderson para CartaCapital na época e vejam o que ele responde.
***
(O jornalista Jon Lee Anderson. Foto: divulgação)
Guerra é guerra*
O jornalista norte-americano Jon Lee Anderson, autor de Che Guevara – Uma Biografia (Editora Objetiva), considerado o mais completo relato sobre a vida do guerrilheiro executado em 1967, rebate incisivamente as acusações de que Che fosse não um herói, mas um assassino frio que se regozijava de matar seus inimigos. Lee Anderson é colaborador da revista The New Yorker desde 1998.Respeitado correspondente internacional, escreveu, além do livro sobre Che, A Queda de Bagdá (Editora Objetiva) e Guerrillas (inédito no Brasil), em que analisa os mujaheddin do Afeganistão, a FMLN (Frente Farabundo Martí de Liberación Nacional), de El Salvador, a Unidade Nacional Karen (KNU) birmanesa, a Frente Polisário do Saara Ocidental e um grupo de jovens palestinos que luta contra Israel na Faixa de Gaza.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Jornalismo independente e o Programa Mais Médico. Diário do Centro do Mundo quer ir a Melgaço, no Arquipélago de Marajó, no Pará - cidade com pior IDH do Brasil, que nunca teve médico, agora recebe o primeiro pelo Mais Médico.

Queremos ir a Melgaço, uma cidade que nunca teve médico. E contamos com você
Paulo Nogueira - DCM - 13/11/2013

É com prazer que o DCM dá seu primeiro passo numa inovação trazida pela internet ao jornalismo digital: o crowdfunding.

Basicamente, é a parceria que se estabelece entre leitores e veículo em torno de uma determinada pauta de interesse das duas partes.

A pauta que escolhemos tem a alma do DCM – expressa na luta por dar voz a quem não tem.
Link da imagem: Conheça Melgaço, no Pará, a cidade com o pior IDH do Brasil
Decidimos ir a uma das cidades mais pobres do Brasil, Melgaço, no Arquipélago de Marajó, no Pará. Até a chegada do programa Mais Médicos, não havia um simples consultório médico à disposição dos habitantes de Melgaço.

Queremos mostrar a transformação na cidade: como era a vida sem médicos e como as pessoas encaram a perspectiva de enfim poder tratar decentemente da saúde.

Queremos também mostrar o primeiro médico que se instalou na cidade: as razões de sua escolha, suas impressões iniciais e seus desafios.

Este projeto se traduzirá num diário e num documentário. À frente dele estará a jovem e premiada documentarista Alice Riff.

Submetemos a ideia ao maior site brasileiro da área de crowdfunding, o Catarse. Ela foi acolhida, e agora é a fase de recolher doações de pessoas que, como nós, se entusiasmem pelo projeto.

Os valores podem ser os mais diferentes, como você terá a oportunidade de constatar no Catarse. O objetivo é chegar à soma que permita a Alice e um assistente passarem uma semana em Melgaço, e o custo da edição. Nem um real a mais.

Prêmios a doadores estão no Catarse. Um deles estipula um encontro com a autora no qual ela falará de sua experiência, responderá a questões e mostrará, em primeira mão, o documentário.

É a internet encontrando caminhos para a prática de um jornalismo independente – e também com a dose exata de um ativismo.

É nossa experiência inicial. E temos a convicção de que será a primeira de muitas, nas quais brasileiros sempre à margem da mídia corporativa receberão, do DCM, voz e cara.



Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.


Dr. Melgaço

Um projeto de Jornalismo por Diário do Centro do Mundo 



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Brasil agregará mais petróleo ao mundo até 2025 do que o Oriente Médio. Vamos ser mais importantes para suprir o crescimento da demanda de petróleo do que a Arábia Saudita, do que o Iraque, do que o Irã, do que o Kuwait somados!


Brasil agregará mais petróleo ao mundo até 2025 do que o Oriente Médio
Fernando Brito - Tijolaço - 13 de novembro de 2013 | 10:25

Quem quiser se iludir, que se iluda.

Pode ficar achando que a mídia está preocupada com a receita da Petrobras ao defender o aumento – necessário, aliás – dos preços dos combustíveis.

Ou que a turma do “vende-país” que se assanha para voltar, de carona com Aécio Neves ou Eduardo Campos – tanto faz, como diz FHC – é que sabe fazer “leilão bão”.

Ou ainda que não insuflam os bem intencionados – mas ingênuos – que acham que se pode deixar o petróleo dormindo lá no pré-sal, esperando que o Divino Espírito Santo nos arranje o dinheiro para explorarmos sozinhos, com tudo o que isso envolve de centenas de bilhões de dólares de investimento.
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Agora, que quiser entender, de verdade, o que está por detrás dessa história, olhe o gráfico acima, divulgado ontem pela Agência Internacional de Energia, em seu relatório anual. A Agência é um órgão da OCDE reúne os países desenvolvidos e alguns poucos em desenvolvimento, e o Brasil não é um deles.

Sim, é isso mesmo que você está vendo lá nos dados: o Brasil vai contribuir MAIS que o Oriente Médio no crescimento da produção de petróleo mundial até 2025. E o resto do mundo tem previsão de queda na produção.

Entendeu? Vamos ser mais importantes para suprir o crescimento da demanda de petróleo do que a Arábia Saudita, do que o Iraque, do que o Irã, do que o Kuwait somados!

Será que você se recorda do quanto foi investido em guerra, armamento, sabotagem e intervenção nestes países nos últimos 30 anos?

Será que aqui não vale uns tostõezinhos para quem gastou tanto, em dólares e em vidas humanas, para garantir seu suprimento de petróleo?

A partir daí, meu preclaro amigo e minha arguta amiga, deixo por sua conta imaginar.

Só digo ainda duas coisas, apoiado neste segundo gráfico.


A primeira é de que previsão da AIE para o Brasil é modesta e conservadora, sobretudo no segundo período, de 2025 a 2035. O potencial de nosso pré sal é maior que esse e nem está integralmente revelado.

A segunda é para tomar cuidado com a conversa de “fontes limpas” de energia que, embora seja correta e deva ser perseguida por todos os países – e são os ricos que mais resistem a essa obrigação – é usada, com frequência, com a mesma hipocrisia com que se fala da Amazônia, depois de terem devastado as florestas de seus próprios países.

Nossa matriz energética para a geração de energia elétrica é e será muito, mas muito menos, poluidora do que a do restante do mundo, sobretudo a dos países desenvolvidos, que são verdes só no quintal dos outros, depois de terem cimentado os seus.

A poluição é um fato econômico e, como todos os fatos econômicos tem um lado perdedor e um ganhador. O perdedor somos toda a humanidade, mas o ganhador sabemos muito bem quais são.

Por: Fernando Brito

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Sonegômetro. Pesquisa mostra que Leão brasileiro é banguela. Brasil é “medalha de prata” em evasão de tributos, Rússia é ouro, Itália é bronze.

Pesquisa mostra que Leão brasileiro é banguela
O Cafezinho - Miguel do Rosário  11/11/2013

A organização Tax Justice Network está começando a virar um pé-no-saco dos sonegadores brasileiros.

Primeiro, causou um frisson no mundo ao revelar um ranking internacional com os países que detêm as maiores fortunas em paraísos fiscais. O Brasil estaria em quarto lugar, com seus super-ricos guardando no exterior, ilegalmente, cerca de R$ 1 trilhão.

Agora, ela volta a incomodar, dizendo que ocupamos o segundo lugar no planeta em evasão de tributos, apenas depois da Rússia. Só a Folha deu a notícia, no pé de página do Caderno Mercado.

Segundo a Tax Justice Network, o Brasil perde 13,4% de seu PIB por causa do envio clandestino de recursos para o exterior, fugindo à taxação doméstica. Nos EUA, apenas 2,3% dos tributos fogem do país. Na China, apenas 2,2%.

Esse descalabro mereceria uma campanha nas grandes mídias, até porque a sonegação dos ricos e poderosos acaba obrigando o governo a aumentar os impostos sobre a classe média.

Entretanto, seria injusto apenas culpar o empresariado. O governo tem de oferecer sistemas mais simples e justos na cobrança de tributos.

De qualquer forma, não tem como deixar de pensar na sonegação da Globo, revelada por este blog. A sonegação, agora está provado, é o maior ralo de recursos públicos do país, muito mais inclusive do que a corrupção. Segundo o sindicato nacional dos auditores fiscais, mais de R$ 400 bilhões são sonegados todos os anos.

Esses são os recursos que nos faltam para aprimorar o sistema de saúde e educação. Tem muitos Darfs a serem mostrados por aí…


NA FOLHA DE SP

PESADELO FISCAL
Brasil é “medalha de prata” em evasão de tributos

Entre as economias mais importantes, país só perde para a Rússia em sonegação; problema envolve de camelôs a multinacionais

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Papo reto. Dilma “Bolada” enquadra a mãe de Justin Bieber, o “baby bloc”. Brasil, país rico é país sem criança mimada.

Dilma “Bolada” enquadra a mãe de Justin Bieber, o “baby bloc”
Fernando Brito - Tijolaço - 7 de novembro de 2013 | 13:45

Dilma (bolada), Justin and his mother.
Na hora em que tem gente que acha que blog político não deve dar conversa para coisas feito a propaganda que a Veja fez de um energúmeno como o tal “Rei dos Camarotes”, eu fico com vontade de dizer que política é justamente isso, um olhar amplo e crítico sobre tudo o que está acontecendo e mexendo com a vida social.


E se puder ser com bom-humor, melhor ainda.

Faz dias, eu estava para escrever contra essa coisa tipo “menudo” deste rapazola, Justin Bieber, que levou dezenas de mães a ficarem, sob sol e chuva, guardando lugar para os filhos e filhas assistirem de perto. E sobre o guri ter chegado aqui sem nenhum respeito por ninguém, achando que o Brasil é a casa da sogra e as pessoas que o admiram – não lhes discuto o gosto – estão ali para serem escrachadas.

Porque teve de tudo: garrafada, orgia, pichação, cenas íntimas, xingamentos, o diabo.

Mas é isso o que dá quando a nossa elite diz que, com dinheiro e fama, vale tudo. Ou é outra coisa o que os grandes meios de comunicação fazem com a cabeça da galera mais jovem? Ou não são eles que promovem o que o o Willian Vieira chamou, em ótimo artigo naCartaCapital, de “subcelebridades”?

Mas, felizmente, não vou ter de escrever.

A Dilma Bolada, personagem fake de Jeferson Monteiro. que bomba com a garotada no facebook, faz isso muito melhor do que eu faria, num texto hilariante, que não resisto a transcrever, com o título que achei adequado colocar:

Dilma Bolada e a mãe do “baby-bloc”
Cheguei em casa e resolvi ligar pra Patricia Mallette, mãe do Justin Bieber. Depois de muito chamar, ela atendeu*:
“Pois não?”
Euzinha:
“Nossa minha filha, mais que demora pra atender um telefone. Nunca vi nada vida, hein…”
Ela encabulada:
“Quem é?”
Eu sem rodeios:
“Dilma. Dilma Rousseff! A Presidenta do Brasil, Diva do Povo, Rainha das Américas, Grande Soberana do Hemisfério Sul…”

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A caixa de pandora aberta por Antonio Prata e sua falsa guinada à direita

A caixa de pandora aberta por Antonio Prata e sua falsa guinada à direita
kiko Nogueira - DCM - 05/11/2013

“Caralho. Esse tem culhão.”

A reação do roqueiro Roger, no Twitter, ao artigo de Antonio Prata na Folha foi entusiasmada. Prata escreveu uma coluna chamada “Guinada à Direita”. Confessava que, às vésperas de completar 40 anos, havia tomado juízo e arejado as ideias.

“A rubra súcia domina o governo, as universidades, a mídia, a cúpula da CBF e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, na Câmara. O pensamento que se queira libertário não pode ser outra coisa, portanto, senão reacionário”, escreveu.

“Quando terroristas, gays, índios, quilombolas, vândalos, maconheiros e aborteiros tentam levar a nação para o abismo, ou os cidadãos de bem se unem, como na saudosa Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que nos salvou do comunismo e nos garantiu 20 anos de paz, ou nos preparemos para a barbárie”.

Mais: “O branco encontra-se escanteado”.

“Contra o poder desmesurado dado a negros, índios, gays e mulheres (as feias, inclusive), sem falar nos ex-pobres, que agora possuem dinheiro para avacalhar, com sua ignorância, a cultura reconhecidamente letrada de nossas elites, nós, da direita, temos uma arma: o humor.”

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O Bolsa Família e os gastadores de gente

O Bolsa Família e os gastadores de gente
Saul Leblon - Carta Maior - 30/10/2013

Hoje são 14 milhões de famílias beneficiadas em todo o país pelo Programa Bolsa Família com direito a uma transferência média de US$ 35 por mês.

‘Aos olhos das nossas classes dominantes, antigas e modernas, o povo é o que há de mais réles. Seu destino e suas aspirações não lhes interessa, porque o povo, a gente comum, os trabalhadores, são tidos como uma mera força de trabalho - um carvão humano- a ser desgastada na produção. É preciso ter coragem de ver este fato porque só a partir dele, podemos romper nossa condenação ao atraso e à pobreza, decorrentes de um subdesenvolvimento de caráter autoperpetuante ...”(Darcy Ribeiro;1986)

Imagem: Facebook
Em janeiro de 2003, quando o programa Fome Zero foi lançado como primeiro ato do primeiro dia útil do governo Lula, havia um clima de terceiro turno no país.

Inconsolável com a derrota de seu eterno candidato José Serra, a mídia conservadora mostrava as garras.

O objetivo do cerco era acuar a gestão petista numa crise de desgoverno para, ato contínuo, retificar o deslize das urnas de forma saneadora.

Da universidade não faltavam contribuições obsequiosas.

Intelectuais de bico longo e ideias curtas pontificavam o despropósito de um programa de combate à fome num país onde, dizia-se de forma derrisória, esse era um problema menor.

O Fome Zero era o nome fantasia de uma ampla política de segurança alimentar.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Black blocs, o assassinato do menino Douglas e o inferno anunciado…A ação black bloc no Brasil é fruto, sim, também disso. E principalmente disso. Da violência policial.

"A ação black block no Brasil (e ela é diferente de outros países), se alguém ainda tinha dúvida, é fruto, sim, também disso. E principalmente disso. Da violência policial. Os black blocs nunca lutaram por vinte centavos, por transporte melhor ou por melhores salários dos professores. Esses meninos têm ódio da polícia. Eles pulam de ódio da polícia. Eles querem derrotar a polícia. Não são só garotos e garotas de periferia. Mas os que não são também não aceitam como legítima a ação das forças policiais. E querem derrotar a polícia.

Se acho isso bom? Se acho isso ruim? Não acho nada. Quero que a democracia que construímos seja capaz de se relacionar com essa questão sem tentar eliminar fisicamente esses meninos e meninas. E sem criminalizar suas ações e reações." 

Black blocs, o assassinato do menino Douglas e o inferno anunciado…
Renato Rovai - Revista Forum - 29/10/2013

No dia 3 janeiro à noite, bem antes das Jornadas de Junho, uma chacina chocou São Paulo. Laércio de Souza Grimas, o DJ Lah, de 33 anos, do grupo Conexão do Morro, foi assassinado com outras seis pessoas num bar do Campo Limpo, zona Sul de São Paulo. Bar que ficava em frente ao local onde tinha sido assassinado o pedreiro Paulo Batista do Nascimento, numa execução que, filmada, acabou no Fantástico da Rede Globo.

No dia 7 de janeiro, ainda em férias, escrevi um post sobre o assunto. Um dos trechos:

“Segue um relato-reportagem, a meu pedido, feito pelo repórter Igor Carvalho sobre o caso do massacre de Campo Limpo e seu contexto. Igor esteve ontem no local da chacina e conversou com uma série de pessoas que pediram anonimato. O clima em Campo Limpo e em outros bairros da periferia é terrível. Misto de revolta e medo. Perfeito para produzir reações extremadas. Quem acha que a situação atual é ruim, vai ter saudades do hoje. São Paulo pode virar um inferno. Eu, acima assinante, responsabilizo Alckmin por isso. Foi ele quem disse que quem não reagiu está vivo. E que de certa forma autorizou a bárbarie.” Você pode ler a nota inteira aqui

Bolsa Família. Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome desmonta mitos do programa. Homem adulto que recebe o Bolsa trabalha; mulher não engravida para ter o dinheiro.

CAMPELLO DERRUBA OS MITOS CONTRA O BOLSA FAMÍLIA
Conversa Afiada - 29/10/2013
Homem adulto que recebe o Bolsa trabalha ! Mulher não engravida para ter o dinheiro.

O governo lançará nesta quarta-feira (30), na comemoração do aniversário dos dez anos do Bolsa Família, em Brasília, com a Presidenta Dilma e o Nunca Dantes, um livro de 500 páginas com estudos sobre o programa.

O livro desmonta os mitos – preconceitos – contra o Bolsa Família.

O mito de quem recebe o Bolsa Família não trabalha.

Ou seja, o pobre é vagabundo.

O mito de que a mulher engravida para não sair do Bolsa Família.

Ou seja, a mulher pobre é pilantra.

O mito de que o Bolsa Família não tem “porta de saída”.

Ou seja, o Bolsa dá a vara mas não ensina a pescar.

O mito de que o Bolsa Família é um desperdício, “patrimonialista”, “paternalista”.

Ou seja, o Lula criou o Bolsa Família para assegurar os votos do Nordeste.

Paulo Henrique Amorim entrevistou, por telefone, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

Ela desmonta os mitos todos.

Eis a entrevista em áudio e texto:

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Black blocs, segundo pesquisador, são politizados, de esquerda e sobretudo de extrema-esquerda, são distintos em cada manifestação. De maneira geral, quem mais participa desses grupos são anarquistas, anticapitalistas, feministas radicais e ecologistas

Black blocs são politizados e expressam revolta contra injustiças sociais, diz pesquisador
RBA - Tadeu Breda - 28/10/2013 

Estudioso dos jovens mascarados, Francis Dupuis-Déri defende que a tática é uma reação à violência policial, e nasceu na Alemanha de 1980 da convicção de que é preciso ir além das passeatas

Link da imagem RT . Photo by Reuters / Nacho Doce
São Paulo – “É preciso perturbar e reagir quando a polícia ataca o povo.” Essa é uma das explicações que o cientista político Francis Dupuis-Déri elaborou sobre os black blocs durante os mais de dez anos em que estuda a tática dos jovens mascarados que se infiltram nas manifestações populares para atacar símbolos do capitalismo. “Apenas uma ínfima parcela da elite controla os negócios globais. Existe um sério déficit democrático no mundo. As pessoas estão revoltadas e consideram que já não basta se manifestar pacificamente.”

Professor da Universidade de Québec em Montreal (Uqam), no Canadá, Dupuis-Déri conversou com a RBA por e-mail. Respondeu a perguntas sobre a origem histórica dos black blocs, na Alemanha Ocidental, nos anos 1980, e sobre como tem sido a repressão à tática em outros lugares do mundo. Na entrevista, ficamos sabendo que os governos de São Paulo e Rio de Janeiro não foram os únicos a ferir as liberdades civis na tentativa de reprimir o descontentamento dos black blocs. “Os conflitos políticos se polarizam e o Estado age de maneira burra, através da repressão policial e da detenção dos dissidentes.”

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Kotscho. Governo Dilma vive melhor momento desde a posse

Governo Dilma vive melhor momento desde a posse
Ricardo Kotscho - 24/10/13 às 20h13

Antes mesmo da divulgação da nova pesquisa Ibope nesta quinta-feira, em que a presidente Dilma Rousseff seria reeleita já no primeiro turno em três dos quatro cenários avaliados, mesmo se Marina for candidata, o clima no Palácio do Planalto já era tão bom como faz tempo não se via. "Acho que esta é nossa melhor semana desde a posse", disse-me um dos principais interlocutores da presidente.

Uma vez por semana tenho o hábito de fazer uma ronda entre meus amigos no governo para saber como andam as coisas e já me habituei a ouvir um rosário de queixas sobre a vida difícil de quem lá trabalha, os tiros no pé, as trombadas, a incompreensão da imprensa e dos empresários, e tudo aqui que faz parte da rotina do poder.

Desta vez, antes mesmo de fazer a primeira pergunta, notei um ambiente mais descontraído e nenhuma preocupação com a pesquisa que seria divulgada poucas horas depois. Não que eles tivessem alguma informação de cocheira, mas os fatos dos últimos dias justificavam o otimismo.

De fato, a palavra crise sumiu do noticiário nas últimas semanas e deu lugar a sucessos do governo como o leilão do pré-sal e a aprovação do programa Mais Médicos. Hoje mesmo, os palacianos tinham boas notícias a dar: Dilma anunciou que vai liberar para mais de 1.000 prefeituras recursos da ordem de R$ 13,5 bilhões para investimentos em saneamento básico e asfaltamento.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Após o SUS, Mais Médicos é a segunda revolução no sistema de saúde, diz profissional que atuará na Bahia

Após o SUS, Mais Médicos é a segunda revolução no sistema de saúde, diz profissional que atuará na Bahia
Blog do Planalto - 22/10/2013

O baiano Fabiano Santos da Cruz, que acaba de retornar de Cuba, onde ganhou uma bolsa de estudos e se formou em Medicina, disse que o programa Mais Médicos é a segunda revolução no sistema de saúde brasileiro após a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS). Fabiano, que é natural de Ipirá, a 202 Km de Salvador, vai atuar em Feira de Santana, e pretende ser um instrumento na melhoria de vida da população que mais precisa.

Fabiano e centenas de profissionais das mais variadas nacionalidades que integram a segunda fase do programa estão alojados na Academia Nacional de Polícia, no Distrito Federal, e ainda esta semana vão viajar para as cidades em que prestarão atendimento. Eles participaram nesta terça-feira (22), no Palácio do Planalto, da cerimônia de sanção da lei que institui o Mais Médicos, e contaram ao Blog do Planalto sobre a experiência de ser parte do programa.

“Um país como o Brasil precisa muito de médicos, é uma necessidade básica. Quem não tem saúde, o que pode fazer na vida?”, questiona a médica Celia Steiman, que veio da Argentina para participar do programa. Celia conta que os intercambistas estão aprendendo muito e elogiou o SUS. “Mesmo que ainda esteja faltando alguma coisa e não esteja tudo perfeito, é muito superior o nível da medicina comunitária no Brasil”.

A venezuelana Maria Fernanda Fernández Moraes conta que está feliz por participar do Mais Médicos. “A gente vai poder fazer um trabalho muito bonito aqui, ajudando o povo brasileiro”, disse ao lado do amigo Juan Martín Estevez, a quem incentivou para que também viesse ao país. “Ela me disse: ‘Juan, é hora de abrir portas’”.

Português intensivo

Na Academia Nacional de Polícia, além de moradia provisória, os médicos estrangeiros têm aulas intensivas de português. A professora Lara Amaral acompanhou os alunos durante a cerimônia e falou sobre o trabalho. “A experiência é muito rica para as duas partes”.

“A gente trabalha com um programa de língua portuguesa e cultura brasileira. Para que eles se prepararem para o cenário que eles vão encontrar nos interiores, no sertão, no cerrado. E a gente trabalha com músicas típicas, com vídeos [...] Os médicos estão saindo capazes plenamente de ir para o consultório e atender a população”, conta Lara, que destacou ainda o respeito que recebe, em especial, dos alunos cubanos. “Eles têm uma educação, uma postura, que é de tirar o chapéu”.

domingo, 20 de outubro de 2013

Bolsa Família faz 10 anos e já vai de Nova York à Suíça. Atacado por muitos no Brasil, ele é considerado, pela ONU e ONGs internacionais um dos principais programas de combate à pobreza do mundo

Bolsa Família faz 10 anos e já vai de Nova York à Suíça
247 - 19/10/2013

Neste domingo 20, completa exatos dez anos o maior programa social do Brasil; odiado por muitos, que o consideram assistencialista, pernicioso e, sobretudo, eleitoreiro, mas pedra de toque dos governos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, o certo é que o Bolsa Família está se tornando cada vez mais imitado em todo mundo; depois de ser implantado em Nova York, com a colaboração de técnicos brasileiros, chega à Suíça nas próximas semanas, com votação marcada no congresso do país europeu famoso pela riqueza; aqui, benefícios pagos a 13,8 milhões de famílias variam de R$ 32 a R$ 306 por pessoa; lá, em versão 2.0, transferências serão de até R$ 6 mil; repita-se: R$ 6 mil!; neste 2013, investimento total do governo brasileiro é de R$ 24 bilhões; ou você acha que é gasto?



247 – O principal programa social do governo, iniciado durante a gestão do ex-presidente Lula e pedra de toque da administração Dilma Rousseff, completa 10 anos neste domingo 20 - e se globaliza. Atacado por muitos no Brasil, ele é considerado, pela ONU e ONGs internacionais um dos principais programas de combate à pobreza do mundo, tendo sido nomeado como "um esquema anti-pobreza originado na América Latina que está ganhando adeptos mundo afora" pela revista The Economist. Governos de todo mundo estão de olho", registra o Wikipédia. Para o jornal francês Le Monde, "o bolsa família amplia, sobretudo, o acesso à educação, a qual representa a melhor arma, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, contra a pobreza".

Nas próximas semanas, informa o governo da Suíça, o modelo Bolsa Família será implantado em uma pequena região do pais. Mas numa versão 2.0, com benefícios equivalentes a R$ 6 mil (abaixo). Nos Estados Unidos, Nova York foi a primeira cidade a adotar o programa, hoje atingindo cerca de 3 mil famílias, com ajuda de técnicos brasileiros.

Para a pesquisadora italiana Francesca Bastagli, da London School of Economics, o programa foi "desenhado" de forma a permitir a emancipação dos beneficiados. "O bolsa família tem uma estrutura que vai em direção contrária ao assistencialismo", acrescenta Francesca, que estuda ações de diversos países direcionadas à transferência de renda para os pobres.

No Brasil, pode-se amá-lo ou odiá-lo. Nos 10 anos de implantação do programa, sobrou pouco espaço para o meio termo da oposição. Denúncias sobre irregularidades pontuais aparecem com frequência na mídia, mas uma coisa se reconhece: ele mudou a face do Brasil, ao atingir milhões de famílias.

"O Bolsa Família acomoda a população pobre", analisou certa vez a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Para a entidade, o programa seria "só uma ajuda pessoal e familiar. É verdade que 11 milhões de famílias recebem no Nordeste e no Norte, mas isso levou a uma acomodação, a um empanzinamento".

ESTUDO INÉDITO - Mas para o governo, é mesmo a sua menina dos olhos. Em estudo inédito divulgado na terça-feira 15 em comemoração ao aniversário de uma década do programa, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômico Aplicada) revelou que a iniciativa implantada no governo Lula reduziu a extrema pobreza em 28% nos últimos dez anos, superando em 70% o patamar estabelecido pela meta do milênio da ONU.

Atualmente, o Bolsa Família atende a cerca de 13,8 milhões de famílias – quase 80 milhões de pessoas. Para a ministra Tereza Campello, o programa traz melhorias, principalmente, na redução da pobreza e na redução da desigualdade. "Nós temos dados, estatísticas robustas que comprovam os benefícios que o Bolsa Família trouxe para as famílias ao aliviar a pobreza, ao levar crianças para salas de aula, ao melhorar o desempenho escolar e a reduzir a mortalidade infantil", afirmou a ministra.

Segundo Marcelo Neri, presidente do Ipea, a cada 2% gasto com o Bolsa Família, 12,5% são transformados em benefício para a população, ou seja, o programa ajuda não só a reduzir a pobreza, mas também a estimular a economia a partir do consumo da população mais pobre. "O Bolsa Família tem um efeito multiplicador na economia, cada real que você gasta no Bolsa Família, ele faz a economia girar R$ 2,40. Ele tem um impacto sobre a pobreza, com impacto direto de 36%, ou seja, a pobreza cai de 4,9% para 3,6% com o Bolsa Família sem levar em conta os efeitos multiplicadores", afirmou.

Os dados do impacto do programa também apontam que a renda dos mais pobres cresceu em torno de quatro vezes mais rápido do que a renda dos mais ricos. O investimento pelo governo federal no Bolsa Família em 2013 é de R$ 24 bilhões, o que representa 0,46% do Produto Interno Bruto (PIB). "Ele (o Bolsa Família) gasta apenas 0,5% do PIB, então ele consegue fazer muito na pobreza e na desigualdade. Ele consegue fazer muito, gastando relativamente pouco", disse Neri.

Com informações do Ipea e do Blog do Planalto

Abaixo, notícia do portal Infomoney, parceiro_247:

Suíça votará projeto de Bolsa Família no valor de quase R$ 6.000 por pessoa

InfoMoney

sábado, 19 de outubro de 2013

Negócio da China. Por que é bom torcer para que a China ganhe o leilão de Libra

A China e o campo de Libra
Tijolaço - 19 de outubro de 2013 | 13:48

O jornalista Paulo Nogueira toca num ponto que já foi abordado pelo Tijolaço algumas vezes, com outro enfoque. A presença da China na parceria com a Petrobrás, explorando o Campo de Libra, é mais vantajosa para o Brasil do que a norte-americana ou britânica. No artigo, Nogueira cita uma economista zambiana que tem abordado as diferenças entre China, Europa e EUA no tratamento dos problemas do continente africano.

Enquanto Europa e EUA sempre se caracterizaram pela exploração predatória, temperada por um assistencialismo de ongs, a China tem gerado empregos, indústrias e empreendedorismo na África. Nogueira, ao final do texto, dá uma estocada no nacionalismo hipócrita e demagógico de Serra, flagrado pelo Wikileaks prometendo dar o pré-sal a Chevron, petroleira norte-americana.


Por que é bom torcer para que a China ganhe o leilão de Libra
Por Paulo Nogueira, no Diario do Centro do Mundo

Uma questão tem sido virtualmente ignorada — ou deliberadamente distorcida — no controvertido leilão do campo de libra: a presença da China.

É a chamada boa notícia.

Torcemos para que a China ganhe. É o melhor parceiro que se pode ter hoje. Em seu excelente livro “The Winner Take All”, que relata a corrida organizada e bem-sucedida chinesa em busca de recursos naturais que garantam seu futuro, a economista Dambisa Moyo mostra como a China rompeu o paradigma ocidental nessa área.

Tradicionalmente, o ocidente promoveu guerras para tomar posse de áreas ricas em recursos naturais. Por meio das bombas, estabeleceu relações que eram absurdamente desfavoráveis para os países plenos de recursos. Veja o que os Estados Unidos fazem há anos no Oriente Médio, por exemplo, para assegurar petróleo.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Bolsa Família é modelo para programa que atende cinco mil famílias em Nova York

Bolsa Família é modelo para programa que atende cinco mil famílias em Nova York

Além dos EUA, Honduras, El Salvador, Gana, Quênia e África do Sul criaram programas similares . Governo diz que 63 países enviaram equipes para conhecer o Bolsa

"Este é um inovador programa de transferência de renda com condicionalidades que visa auxiliar os novaiorquinos a romper o ciclo de pobreza e é baseado em programas bem sucedidos ao redor do mundo", disse o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, ao anunciar o Opportunity NYC, em 2007.


Bloomberg só não especificou que "ao redor do mundo", no caso, significa o Brasil. Antes de implantar o Opportunity NYC, que hoje beneficia cinco mil famílias em bairros como Harlem e Bronx, o prefeito de Nova York enviou uma equipe a Brasília para estudar o Bolsa Família, programa que serviu de inspiração para a administração novaiorquina.

Pouco depois, em entrevistas à imprensa brasileira, a vice de Bloomberg, Linda Gibbs, admitiu que o exemplo nacional foi a principal inspiração do Opportonuty NYC devido à exigência de contrapartidas como a permanência de jovens na escola.

Dez anos depois de sua criação, o Bolsa Família é o maior produto de exportação da chamada tecnologia social brasileira. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), 63 países já enviaram equipes a Brasília para conhecer melhor o programa.

Do total, 25 países são africanos. Outros 20 são da América Latina e do Caribe. Mas o Bolsa Família também chama atenção de países desenvolvidos que historicamente foram objeto de inspiração para os brasileiros, como Estados Unidos, Canadá, França, Itália, Reino Unido, Alemanha e até a Noruega, uma das nações socialmente mais avançadas do planeta.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Bolsa Família vence prêmio ISSA, o Nobel social.

Bolsa Família vence prêmio ISSA, o Nobel social
247 - 15/10/2013

Fundada na Suíça, em 1927, e reconhecida por 157 países e 330 ONGs, Associação Internacional de Seguridade Social concede seu maior prêmio ao Bolsa Família; reconhecimentos ocorrem apenas de três em três anos; atacado no Brasil, programa foi julgado como "experiência excepcional e pioneira na redução da pobreza"; em entrevista coletiva no Ipea, nesta manhã, ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, afirma que "premiação internacional reconhece o esforço do país para construir uma rede de proteção social"; estudo inédito do instituto sobre o impacto da iniciativa na economia revela que se o Bolsa Família fosse extinto, a pobreza passaria de 3,6% para 4,9%; além disso, cada real gasto com o programa, que completa 10 anos, faz a economia girar 240%

Imagem: MDS
247 – O governo não tem como não comemorar. Polêmico no Brasil, onde é alvo de ataques em razão de falhas pontuais e, também, pelo que é visto por muitos como 'caráter assistencialista', o programa Bolsa Família acaba de receber aquele que é considerado o prêmio Nobel da seguridade social.

Trata-se do Award for Outstanding Achievement in Social Security, concedido pela Associação Internacional de Seguridade Social. Com sede na Suíça, essa entidade foi fundada em 1927 e é reconhecida por 157 países e 330 organizações não governamentais. O grande prêmio, concedido depois de uma série de pesquisas in loco, só é concedido a cada três anos.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

OPAS: “Mais Médicos” é arrojado e inovador. O Brasil, que já é reconhecido como líder global em saúde pública, se encontrará em uma posição privilegiada para compartilhar informações a respeito dos seus programas nacionais e sua cooperação internacional na área de saúde.

OPAS: “Mais Médicos” é arrojado e inovador
Fernando Brito - Tijolaço - 9 de outubro de 2013 | 12:12

Carissa Etienne, diretora geral da Organização Pan-Americana de Saúde, a mais antiga instituição médica do mundo, publicou hoje um artigo em O Globo que deveria ser lido por todas as pessoas que acham que o “Mais Médicos” é um programa de natureza eleitoral.

Reproduzo um trecho, que espero na esperança de que se cure o “complexo de vira-latas” de luxo que se tem em relação à saúde brasileira. Ela tem estruturas precárias, filas, carências de toda a espécie.

Mas é a única política social que, neste país, evolui sem recuos nos últimos 25 anos, desde a criação do SUS e da universalização do direito de acesso aos serviços de saúde, para uma população imensa, carente e com dispersões geográficas gigantescas.

Coisas que, estamos vendo, não são realidade em muitos países avançados economicamente, como os Estados Unidos, que só enxergam a medicina como um negócio privado.
                                                                             Dra. Carissa Etiene - Diretora da OPAS
Graças, aliás, aos profissionais médicos dedicados à saúde pública e não transtornados com uma ideia corporativa mesquinha, que os afasta dos próprios objetivos da profissão e que está causando danos irreparáveis à imagem da categoria.

Que bom se os médicos brasileiros pudessem ser vistos como o que são: protagonistas de uma história dos progressivos sucessos de um país na luta contra a pobreza e o abandono do ser humano.

O Brasil não está só

Carissa Etienne
(…)A Opas/OMS tem apoiado seus países-membros em suas iniciativas para fortalecer os recursos humanos em saúde. A mais recente destas iniciativas foi o arrojado e inovador programa Mais Médicos, do Brasil.