D. Marisa não está no SUS, mas Lula fez Sírio Libanês atender o SUS
Por Eduardo Guimarães - Blog da Cidadania - 28/01/207
Na semana que finda, os que ainda conservam a humanidade em um país que está se tornando desumano sofreram um duro golpe. A esposa do ex-presidente Lula sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, o tipo mais grave. A partir dali, seguiu-se uma tempestade de selvageria, desumanidade, ódio e maldade que agride as pessoas decentes.
De alguns anos para cá, o ex-presidente Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff tiveram cânceres e, agora, a esposa do ex-presidente, dona Marisa Letícia, foi vitimada pelo AVC. Nem Lula nem Dilma fundaram o SUS nem tampouco são responsáveis pelos problemas de atendimento que possa haver na rede pública de saúde brasileira, mas ao adoecerem com tanta gravidade receberam ataques que nenhum outro presidente recebeu ao adoecer e ter que se tratar em hospitais.
Por exemplo: ano passado, em julho, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso descobriu que tinha um problema cardíaco e teria que usar um marca-passo. Foi internado no Hospital do Coração, em São Paulo, para realizar o procedimento. Nenhum dos subumanos que atacaram Lula, Dilma e dona Marisa exigiram que ele se tratasse no SUS. Por quê?
Se o fato de ser presidente de um país em que o sistema público de saúde tem falhas obriga esse presidente, durante ou após o mandato, a usar esse sistema em caso de doença, isso não deveria valer para todos os presidentes e ex-presidentes? Por que só ex-presidentes petistas são cobrados dessa forma?
As ponderações acima são apenas exercício de retórica porque todos sabem que o intuito de pessoas como as duas mulheres na foto acima e da horda de monstros que infecta a internet não decorre de questões de interesse público, mas de perversidade, de gana de fazer sofrer quem pensa diferente.
O SUS melhorou muito durante os governos do PT. Foi criado o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em 2003, as UPA’s (Unidades de Pronto Atendimento 24 horas), o programa Mais Médicos, que garantiu a vinda de 14.462 médicos estrangeiros para cobrir o déficit de profissionais em localidades mais isoladas e pobres nas quais a população nunca tinha tido médico. Mas essa não é a questão.
Nenhum presidente da República é responsável sozinho pelo SUS. Os governos estaduais e municipais também têm responsabilidade. E todos sabem que nenhum governador ou prefeito que não seja do PT é cobrado pela saúde pública por gente como essa que agrediu dona Marisa no momento mais terrível de sua vida.
Essa gente diz ter religião, em geral uma religião que prega amor ao próximo, perdão, generosidade… Eis por que religião não diz nada, não serve para aquilo que deveria, ou seja, tornar as pessoas melhores. Há muito ateu que segue muito mais os preceitos do cristianismo que esses ratos de igreja que cometem atos desalmados como as duas mulheres da foto no alto da página.
Mas o que é mais irônico nem é isso. Dona Marisa está sendo agredida por estar em um hospital dito “VIP” como ocorre com qualquer pessoa da família de um político importante, mas foi graças ao marido dela que não apenas o SUS melhorou muito como muitas pessoas humildes, que se tratam no SUS, tiveram acesso a esse tipo de hospital “classe A”.
Sim, é isso mesmo. Lula foi o primeiro presidente a fazer com que os hospitais “chiques” atendessem o SUS.
O Ambulatório de Filantropia do Hospital Sírio-Libanês (HSL) completou em outubro do ano passado dez anos de atendimento a pacientes com câncer de mama referenciadas pelo Sistema Único de Saúde.
A partir de 2005, o Núcleo de Mastologia do Sírio Libanês realizou 2.371 cirurgias plásticas e, em pelo menos mil destes casos, também foram feitas reconstruções e simetrização das mamas, durante o mesmo procedimento cirúrgico da mastectomia.
Mas não é só. A obra de Lula para dar oportunidade a pacientes do SUS para tratamento em hospitais “de bacana” foi muito mais longe.
Seis hospitais filantrópicos da rede particular formalizaram em 2008 uma rede de apoio aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de 2009, hospitais como Albert Einstein, Sírio Libanês, Oswaldo Cruz e Samaritano, que estão entre os mais caros de São Paulo, começaram a garantir o atendimento da população carente em suas unidades em troca de isenção de tributos federais.
Em 2009, Lula assinou a Medida Provisória 446, que regulamentou o apoio de hospitais classificados como filantrópicos aos hospitais do Sistema Único de Saúde. Seis instituições firmaram o acordo e apresentaram por escrito suas propostas de melhorias para a rede SUS
Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz, Hospital do Coração (HCor), Samaritano e Moinhos de Vento deixaram de recolher quase R$ 1 bilhão de encargos trabalhistas. Em troca, realizaram cerca mais de uma centena de projetos de apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS). Alguns deles, afirmam especialistas, supriram carências importantes da rede pública.
Nunca antes na história deste país um presidente da República melhorou tanto o SUS quanto o presidente Lula, com medidas como a supra descrita e outras tão importantes quanto, como o Programa Mais Médicos, que permitiu que milhões de brasileiros se consultassem com um médico pela primeira vez na vida. E justamente esse presidente é atacado dessa forma.
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domingo, 29 de janeiro de 2017
domingo, 14 de setembro de 2014
Médicos com Dilma: nem só de coxinhas de jaleco é formada a classe médica do país
Médicos com Dilma: nem só de coxinhas de jaleco é formada a classe médica do país
Maria Frô - 13/09/2014
O manifesto pode ser acessado em Médicos com Dilma. Há espaço para depoimentos e novas assinaturas. Há também uma Fã Page no Facebook
Conheça o Programa Mais Médicos e ouça a avaliação de médicos brasileiros efetivamente comprometidos com a saúde pública sobre o programa:
Carta dos Médicos em Apoio à reeleição da Presidenta Dilma!
Médicos com Dilma, por mais Futuro

1. No nosso trabalho como médicos e médicas, seja atendendo diretamente a população ou em outras funções no Sistema Único de Saúde (SUS), percebemos claramente o impacto das políticas públicas nas condições de vida do povo brasileiro nos últimos anos. Acompanhamos com empatia e senso de responsabilidade as dores e a vida sofrida do povo, os ganhos sociais e as alegrias do povo. Arregaçamos as mangas fazendo o nosso melhor. E assim como participamos das transformações pelas quais o Brasil passou nos últimos anos e não deixamos de nos posicionar em defesa dos interesses nacionais, hoje novamente o fazemos.
domingo, 22 de dezembro de 2013
Coxinhas, tremei! ONU diz que SUS é referência internacional. Sistema de saúde público brasileiro é referência internacional, diz Banco Mundial
Coxinhas, tremei! ONU diz que SUS é referência internacional
Miguel do Rosário -Tijolaço - 22/12/2013
Todos sabem, ONU inclusa, que o sistema de saúde brasileiro ainda precisa melhorar muito. A avaliação positiva do Banco Mundial e da ONU, que chancela a avaliação, se dá em relação ao estágio de desenvolvimento industrial do Brasil e à sua arrecadação fiscal per capita. Nestes pontos, o Brasil ainda está bem atrás da Europa e Estados Unidos.
A ONU analisou a trajetória do sistema, e a participação dele no processo de redução das mortalidades por doenças. O estudo completo da ONU pode ser baixado aqui (14 mega).
*
Saiu no site da ONU:
Sistema de saúde público brasileiro é referência internacional, diz Banco Mundial
O Sistema Único de Saúde do Brasil – conhecido como SUS – lançou os alicerces de um sistema de saúde melhor para o país, contribuindo para o bem-estar social e a melhoria da qualidade de vida da população, é o que afirma o livro “20 anos de Construção do SUS no Brasil”, recentemente lançado pelo Banco Mundial.
O livro busca analisar a trajetória do programa desde sua criação, destaca progressos trazidos pelo SUS e aponta que, com base nessa experiência e apesar de todas as dificuldades inerentes a um país em desenvolvimento, o Brasil é hoje referência internacional na área de saúde pública e exemplo para outros países que buscam sistemas mais igualitários de saúde.
Com a criação do SUS, o Brasil foi um dos primeiros e poucos países fora da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a prever na legislação o acesso universal aos serviços de saúde, reconhecendo a saúde como direito do cidadão e dever do Estado.
O livro destaca que os esforços para a ampliação dos gastos em saúde e de uma melhor alocação dos recursos federais e estaduais, privilegiando as áreas e populações mais pobres do país, contribuíram para uma forte ampliação do acesso da população aos serviços básicos de saúde, com importante impacto na redução da mortalidade.
Entre os desafios do SUS, o estudo identifica que o aporte de recursos à saúde precisa ser equacionado e que a capacidade gerencial do sistema ainda é um obstáculo importante. Além disso, há questões reconhecidas sobre as quais é preciso evoluir, como a melhora da qualidade e da coordenação do cuidado e a continuidade da expansão na cobertura da atenção primária.
Miguel do Rosário -Tijolaço - 22/12/2013
Todos sabem, ONU inclusa, que o sistema de saúde brasileiro ainda precisa melhorar muito. A avaliação positiva do Banco Mundial e da ONU, que chancela a avaliação, se dá em relação ao estágio de desenvolvimento industrial do Brasil e à sua arrecadação fiscal per capita. Nestes pontos, o Brasil ainda está bem atrás da Europa e Estados Unidos.
A ONU analisou a trajetória do sistema, e a participação dele no processo de redução das mortalidades por doenças. O estudo completo da ONU pode ser baixado aqui (14 mega).
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Saiu no site da ONU:
Sistema de saúde público brasileiro é referência internacional, diz Banco Mundial
O Sistema Único de Saúde do Brasil – conhecido como SUS – lançou os alicerces de um sistema de saúde melhor para o país, contribuindo para o bem-estar social e a melhoria da qualidade de vida da população, é o que afirma o livro “20 anos de Construção do SUS no Brasil”, recentemente lançado pelo Banco Mundial.
O livro busca analisar a trajetória do programa desde sua criação, destaca progressos trazidos pelo SUS e aponta que, com base nessa experiência e apesar de todas as dificuldades inerentes a um país em desenvolvimento, o Brasil é hoje referência internacional na área de saúde pública e exemplo para outros países que buscam sistemas mais igualitários de saúde.
Com a criação do SUS, o Brasil foi um dos primeiros e poucos países fora da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a prever na legislação o acesso universal aos serviços de saúde, reconhecendo a saúde como direito do cidadão e dever do Estado.
O livro destaca que os esforços para a ampliação dos gastos em saúde e de uma melhor alocação dos recursos federais e estaduais, privilegiando as áreas e populações mais pobres do país, contribuíram para uma forte ampliação do acesso da população aos serviços básicos de saúde, com importante impacto na redução da mortalidade.
Entre os desafios do SUS, o estudo identifica que o aporte de recursos à saúde precisa ser equacionado e que a capacidade gerencial do sistema ainda é um obstáculo importante. Além disso, há questões reconhecidas sobre as quais é preciso evoluir, como a melhora da qualidade e da coordenação do cuidado e a continuidade da expansão na cobertura da atenção primária.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
OPAS: “Mais Médicos” é arrojado e inovador. O Brasil, que já é reconhecido como líder global em saúde pública, se encontrará em uma posição privilegiada para compartilhar informações a respeito dos seus programas nacionais e sua cooperação internacional na área de saúde.
Fernando Brito - Tijolaço - 9 de outubro de 2013 | 12:12
Carissa Etienne, diretora geral da Organização Pan-Americana de Saúde, a mais antiga instituição médica do mundo, publicou hoje um artigo em O Globo que deveria ser lido por todas as pessoas que acham que o “Mais Médicos” é um programa de natureza eleitoral.
Reproduzo um trecho, que espero na esperança de que se cure o “complexo de vira-latas” de luxo que se tem em relação à saúde brasileira. Ela tem estruturas precárias, filas, carências de toda a espécie.
Mas é a única política social que, neste país, evolui sem recuos nos últimos 25 anos, desde a criação do SUS e da universalização do direito de acesso aos serviços de saúde, para uma população imensa, carente e com dispersões geográficas gigantescas.
Coisas que, estamos vendo, não são realidade em muitos países avançados economicamente, como os Estados Unidos, que só enxergam a medicina como um negócio privado.
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| Dra. Carissa Etiene - Diretora da OPAS |
Que bom se os médicos brasileiros pudessem ser vistos como o que são: protagonistas de uma história dos progressivos sucessos de um país na luta contra a pobreza e o abandono do ser humano.
O Brasil não está só
Carissa Etienne
(…)A Opas/OMS tem apoiado seus países-membros em suas iniciativas para fortalecer os recursos humanos em saúde. A mais recente destas iniciativas foi o arrojado e inovador programa Mais Médicos, do Brasil.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Terra da hipocrisia. Os fanáticos do Partido Republicano paralisam os EUA. O ponto central da divergência é o projeto do SUS americano, que os republicanos não aceitam e querem que seja adiado por mais um ano.
SUS americano paralisa o país
Haveria gente que a esta hora estaria pedindo pena de morte para a presidente Dilma.
O resultado é esse: uma crise monstruosa, que não tem data para terminar e pode ter resultados catastróficos para a economia interna, com reflexos evidentes para a de outros países.
Carlos Motta - Blog Crônicas do Motta - 01/10/2013
Não dá nem para imaginar o que a turma do contra falaria se o que aconteceu nos Estados Unidos tivesse ocorrido aqui no Brasil.
Não dá nem para imaginar o que a turma do contra falaria se o que aconteceu nos Estados Unidos tivesse ocorrido aqui no Brasil.
Haveria gente que a esta hora estaria pedindo pena de morte para a presidente Dilma.
![]() |
| Link da foto. ENZO APICELLA |
Mas essa semiparalisação do governo americano, por causa da falta de um acordo do Congresso para a ampliação do teto da dívida do governo, para US$ 16,7 trilhões, mostra a que ponto chega uma oposição formada por fanáticos, como essa do Partido Republicano: o ponto central da divergência é o projeto do SUS americano, que os republicanos não aceitam e querem que seja adiado por mais um ano.
O fato é que o presidente Barack Obama perdeu muito tempo pensando nos negócios dos Estados Unidos no mundo, como na maneira de derrubar o colega sírio Bashar Al Assad, que se esqueceu que tem, primeiro, de cuidar de sua casa.
O fato é que o presidente Barack Obama perdeu muito tempo pensando nos negócios dos Estados Unidos no mundo, como na maneira de derrubar o colega sírio Bashar Al Assad, que se esqueceu que tem, primeiro, de cuidar de sua casa.
O resultado é esse: uma crise monstruosa, que não tem data para terminar e pode ter resultados catastróficos para a economia interna, com reflexos evidentes para a de outros países.
domingo, 4 de agosto de 2013
Pílula do dia seguinte no SUS já reduziu 50% abortos permitidos por lei
Pílula do dia seguinte no SUS já reduziu 50% abortos permitidos por lei
Nesta semana a presidenta Dilma sancionou a lei que obriga o atendimento integral e humanizado no SUS (Sistema Único de Saúde) para vítimas de estupro, após a Câmara e o Senado ter aprovado a lei por unanimidade. A lei acolhe todas as vítimas desta violência, seja de qualquer sexo e pessoas vulneráveis, como crianças e pessoas com deficiência.
As medidas de acolhimento incluem desde o tratamento de eventuais lesões, passando por medidas preventivas como medicação preventiva para impedir contaminação por doenças sexualmente transmissíveis, atendimento psicológico, assistência social e orientação criminal, e, no caso de mulheres em idade fértil, a oferta da chamada pílula do dia seguinte, que evita o início da gravidez antes dela começar, se tomada até 72hs após a violência sexual, e é a mulher quem decide se deseja tomar. Essa medicação já era oferecida, por portaria do Ministério da Saúde, antes da lei, e, desde o início de sua aplicação, reduziu em 50% os casos de mulheres que recorrem ao aborto previsto em lei, como acontece no caso de estupro.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, falou sobre o assunto:
As medidas de acolhimento incluem desde o tratamento de eventuais lesões, passando por medidas preventivas como medicação preventiva para impedir contaminação por doenças sexualmente transmissíveis, atendimento psicológico, assistência social e orientação criminal, e, no caso de mulheres em idade fértil, a oferta da chamada pílula do dia seguinte, que evita o início da gravidez antes dela começar, se tomada até 72hs após a violência sexual, e é a mulher quem decide se deseja tomar. Essa medicação já era oferecida, por portaria do Ministério da Saúde, antes da lei, e, desde o início de sua aplicação, reduziu em 50% os casos de mulheres que recorrem ao aborto previsto em lei, como acontece no caso de estupro.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, falou sobre o assunto:
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