segunda-feira, 17 de julho de 2017

O barulho e o silêncio das panelas revelam a hipocrisia que embalou e embala discursos sobre corrupção no Brasil.

Bob Fernandes: "Fingir" e fingimentos: indignação com corrupção, Saúde, festa em "Palácio"...

Por Bob Fernandes - Via Facebook - 17/07/2017 
Charge Mas Que Mário?
Ricardo Barros, Ministro da Saúde, a Saúde pública, conclamou: "Vamos parar de fingir que pagamos o médico e o médico tem que parar de fingir que trabalha".

Isso no país em que a chegada de médicos cubanos provocou escândalo e gritaria. De médicos, associações, e manifestantes.

Passados três anos os médicos cubanos continuam no Brasil. E... fez-se o silêncio de associações, médicos e manifestantes.

Talvez porque os médicos cubanos já tenham atendido mais de 60 milhões de pessoas. Sinal de que 60 milhões de pessoas não eram atendidas.

Ou mal tinham atendimento, como agora confessa o ministro da Saúde, a Saúde pública.

Revelador o silêncio em relação aos médicos cubanos. Certos silêncios revelam, assim como barulhos de ocasião.

Na quarta-feira, 12, com a condenação de Lula, foguetório nos chamados "bairros nobres" de São Paulo. Panelas voltaram a retinir.

Na quinta, só um dia depois, Temer e seus 40 tiveram vitória na Câmara: rejeitada denúncia contra ele, Temer. Que para vencer trocou 12 deputados na CCJ. E não apenas...

Em dois meses Temer liberou R$ 1 bilhão para emendas de deputados e senadores. E o que se viu e ouviu no dia em que os 40 de Temer rejeitaram a primeira das denúncias?

Nada. Nem uma manifestação de massa. Nem mesmo duas colheres de chá num batuque. São Paulo e Brasil afora um silêncio estrondoso.

Silêncio profundamente revelador. Da hipocrisia que embalou e embala discursos sobre corrupção no Brasil.

Revelador do moralismo caolho, aquele que só enxerga e grita quando a corrupção é a dos adversários.

Barulho se ouviu foi em Curitiba. Ricardo Barros fingiu não ser o ministro da Saúde de Temer.

Fingiu não ser o ministro de um país com filas em hospitais e postos de saúde, e país com 14 milhões de desempregados.

Filha do ministro, a deputada estadual Maria Victória (PP), casou-se no sábado. A mãe, Cida Borghetti, é vice-governadora e pré-candidata ao governo.

Festança para 1.200 convidados...Entre a igreja do Rosário e a recepção, no Palácio Garibaldi, protestos. Com chuva de ovos, garrafas, pedras, cuspe, lixo... e Polícia.

O Tribunal da Globo funciona como um espetáculo de ilusionismo. O mágico usa uma série de truques para distrair a plateia

Tribunal da Globo condena Lula pela segunda vez

Por Ricardo Amaral - Via GGN - 17/07/2017

A matéria do Fantástico (16/07) sobre a sentença do juiz Sergio Moro confirma a sórdida aliança entre a Rede Globo e a Operação Lava Jato para atacar o ex-presidente Lula. Em 13 minutos de massacre midiático, a Globo tentou empurrar ao público uma grande mentira: a de que a sentença teria sido baseada em provas, não apenas em teses dos procuradores e convicções do juiz.

O esforço de propaganda não muda a realidade: Lula foi condenado sem provas. A defesa demonstrou que o tríplex do Guarujá sempre pertenceu à OAS e tem seus direitos econômicos alienados a um fundo gerido pela Caixa. E a acusação não provou qualquer relação entre Lula e os desvios da Petrobrás, algo ignorado tanto pela sentença quanto pelo Fantástico.

Mas a Lei de Moro baseia-se fundamentalmente em condenar por meio das manchetes, não do Direito. A Globo sabe que a sentença é frágil e não deve prosperar em instâncias mais sérias do Judiciário; a não ser que seja amparada por uma forte campanha de mídia. Por isso armou seu próprio Tribunal, que absolve Moro de seus muitos erros e condena Lula sem apelação.

O Tribunal da Globo funciona como um espetáculo de ilusionismo. O mágico usa uma série de truques para distrair a plateia (cortinas de fumaça, jogos de luz, dançarinas, tambores) e, ao final, o que não era passa a existir no palco, pois as mãos do mágico são mais rápidas que os olhos da plateia.

No Fantástico, o truque do mágico é distrair o público lançando ao palco o contrato regular com a cooperativa que iniciou o projeto (não com a OAS), um papel rasurado (por quem?) e sem assinatura, um par de notas fiscais da loja de móveis, as falas de 2 réus que contradizem 73 testemunhas; é ocultar a defesa de Lula para encerrar o número com seu veredito ilusório.

A matéria não mostra nada que prove, de fato, que o apartamento foi dado a Lula ou que ele tenha recebido qualquer vantagem, em dinheiro ou de outra forma. Nada que o relacione aos desvios da Petrobrás. Mas na falta de material substantivo, o Tribunal da Globo emprega adjetivos para sentenciar que há provas “documentais, periciais e testemunhais”.

O Fantástico valeu-se, mais uma vez, dos recursos narrativos, visuais e dramáticos que caracterizam o jornalismo de guerra da Globo. A palavra dos repórteres e apresentadores (só aparentemente neutra) é reforçada pela reprodução de trechos da sentença, de modo a aumentar artificialmente sua credibilidade.

A narrativa contra Lula é sobreposta por imagens da fachada do prédio, fotos internas do apartamento, cenas de prisão e de depoimentos, imagens fora de contexto do próprio Lula e de dona Mariza. São cenas da vida real utilizadas para embalar o enredo de ficção que se quer transmitir ao público.

Dois “especialistas” são chamados a interpretar unilateralmente a sentença, poupando repórteres e locutores do serviço mais sujo. Ganharam seu minutos de glória e garantiram vaga na longa lista de comentaristas amestrados da imprensa. A Globo, naturalmente, não mostrou “especialistas” que pensam diferente de Moro.

A fala do advogado de Lula, encaixada ao final da matéria e sem direito a recursos cênicos, torna-se mera formalidade após dez minutos de convencimento do público por meio de “provas”, imagens e falas dos “especialistas”. Na Globo, o jornalismo de guerra dá-se ao requinte de registrar o “outro lado”, mas só depois que a vitória parece assegurada.

O Tribunal da Globo condenou Lula pela segunda vez, ignorando as provas de sua inocência e antecipando o que espera ser a decisão dos tribunais superiores. O truque do Fantástico será repetido mil vezes, até que a mentira se pareça com uma verdade, completando o ciclo midiático-judicial da Lei de Moro.

A intenção da Globo é convencer o público de que Lula está fora do jogo eleitoral, sem aguardar o pronunciamento das instâncias superiores. Esperam colher o resultado nas próximas pesquisas. Mas mesmo que elas apontem perda de intenção de voto, Lula permanece vivo e representa o mais forte sentimento das ruas: o desejo de mudança, para que o país volte a crescer e gerar empregos.

Por isso, em outra frente, editoriais e colunistas da Globo pressionam o Judiciário a acelerar o processo e antecipar o desfecho da longa caçada ao ex-presidente Lula. Afinal, quem pode prever como estarão o país e as pesquisas daqui a um ano? Qual o nome, qual o projeto que os golpistas terão para apresentar até lá? Não tenho dúvidas: o Tribunal da Globo continuará em sessão até conseguir tirar Lula das eleições, ou até ser derrotado pelo voto popular.

sábado, 15 de julho de 2017

Falta mais o quê para o STF mandar prender todos os deputados que receberam e anular este golpe?

Falta mais o quê para o STF mandar prender todos os deputados que receberam e anular este golpe?

Por Fernando Horta - Via Facebook - 15/07/2017


Então já sabemos que não houve crime de responsabilidade, nem nas pedaladas (http://g1.globo.com/…/pericia-conclui-que-dilma-nao-partici…), nem no plano Safra (https://oglobo.globo.com/…/pedalada-de-dilma-no-plano-safra…).

Sabemos que o Nardes do TCU é corrupto até o talo (http://www1.folha.uol.com.br/…/1854127-ex-diretor-de-estata…)

Sabemos que o Temer confessou que o impeachment foi por não aceitar a tal "Ponte para o futuro" (https://theintercept.com/…/michel-temer-diz-que-impeachmen…/)

Sabemos que o Jucá confessou que era para "estancar a sangria" (http://www1.folha.uol.com.br/…/1774018-em-dialogos-gravados…)

Sabemos que o Odebrecht pagou deputados para o impeachment (https://oglobo.globo.com/…/marcelo-odebrecht-diz-que-acerto…)

Sabemos que o Joesley também pagou deputados para votarem pelo impeachment (http://politica.estadao.com.br/…/geral,publicitario-liga-jo…)

Sabemos que o Cunha se elegeu comprando deputados (http://g1.globo.com/…/joesley-diz-que-deu-r-30-milhoes-para…)

E que Cunha travou o governo Dilma para fazê-la cair (http://www.bbc.com/…/noticias/2016/05/151008_cunha_camara_ab)

E que agora Cunha está delatando todos os deputados que receberam dinheiro para votar pelo impeachment (http://www.ocafezinho.com/…/cunha-delata-o-golpe-votos-pel…/)

E que Dilma foi inocentada pelo TSE (http://www.correiobraziliense.com.br/…/como-votou-cada-mini…)

Falta mais o quê para o STF mandar prender todos os deputados que receberam e anular este golpe?

Falta alguém perder a calma e a civilidade? é isto que o tribunal está esperando ... que se faça algo fora da normalidade?

quinta-feira, 13 de julho de 2017

As pessoas deveriam ao menos pensar, colocar o ódio de lado e perguntar: a quem interessa tirar Lula das eleições de 2018?

Nem o paneleiro sendo estuprado em seus direitos, o midiota entende.

Por Cristiano Penha - via Facebook - 13/07/2017

Charge Jota Camelo

Paneleiros comemorando a queda do governo do PT que foi o que mais deu verbas e autonomia aos órgãos de investigação, como a PF, MPF, CGU e AGU, que hoje sofrem cortes de verbas e perda de autonomia, sem falar nos enormes avanços sociais e econômicos dos quais todos se beneficiaram, mas que tentam esconder ou distorcer como se fosse possível apagar a história da memória de milhões de brasileiros.

Não passam de massa de manobra da elite brasileira. 

Mas agem como se fossem mega empresários, banqueiros e corruptos, os únicos a ganhar com tudo isso e com essas reformas. 

Além de tudo, muitos sofrerão as consequências do governo golpista com essa reforma trabalhista, previdência e teto de gastos, até mesmo empresários com a perda de demanda. 

Se não sofrerem diretamente no bolso, talvez sintam na pele, literalmente, o aumento da violência causado por ausência de políticas sociais e de igualdade de oportunidades, como já ocorre aqui e em qualquer país do mundo que apresente elevada desigualdade, mesmo em países avançados.

Alguns pensam que se o PIB crescer, tudo melhora. 

Engano, pois o PIB pode avançar, mas para uma pequena parcela da população como sempre foi até 2002. 

As pessoas deveriam ao menos pensar, colocar o ódio de lado e perguntar: a quem interessa tirar Lula das eleições de 2018? A quem interessou o golpe? Nem o paneleiro sendo estuprado em seus direitos, o midiota entende. 

Se o problema fosse corrupção, hoje as ruas estariam cheias de paneleiros protestando contra Temer, Aécio e essa lista de políticos com patrimônios suspeitos muito superiores ao tríplex. 

Mas acho que é demais pedir pra essas pessoas pensarem, após se intoxicarem com o veneno destilado diariamente pela mídia brasileira na TV, internet, jornais, rádios e revistas. 

Só quando sofrerem no bolso e na pele as consequências do golpe e dessa possível fraude eleitoral em 2018, é que talvez entendam. 

Talvez! Por que o estrago no cérebro pode ter sido permanente e mesmo se ferrando, podem gostar e pedir mais, tipo votando no PSDB ou em Bolsonaro, o que eu não duvido.

sábado, 1 de julho de 2017

Pausa para o luto, partiu Paulo Nogueira. Por Renato Rovai

Um pouco da blogosfera parte com o genial Paulo Nogueira

Como eu adorava aquela “pausa para uma gargalhada” que ele usava no meio de alguns artigos, principalmente quando tratava de episódios envolvendo sabujos midiáticos.

Por Renato Rovai - Revista Forum - 30/06/2017
A primeira notícia desta manhã chegou carregada de tristeza. Paulo Nogueira, do DCM, morreu. Não o tive como um amigo próximo (infelizmente) e o encontrei pessoalmente apenas uma vez com ele, quando visitou minha casa numa reunião de blogueiros. Mas o tinha como amigo. Como companheiro de batalha. E o admirava como um irmão mais velho que tinha tido a coragem de enfrentar os conglomerados midiáticos para os quais trabalhou por muito tempo quando a porta da internet abriu novas possibilidades aos jornalistas.

Anteontem, sem saber que ele estava doente, lhe enviei um inbox solicitando uma entrevista para o meu doutorado. A minha tese vai tratar da história do jornalismo digital. Queria conversar com o Paulo sobre os meandros da criação do DCM e lhe ouvir sobre as mudanças que identificava na profissão desde a criação dos primeiros portais no Brasil até os dias atuais. Infelizmente ficamos sem isso.

Ele tão solicito sempre que o procurava por ali, não respondeu esta mensagem.

Mas respondeu outras. E por isso, tenho a satisfação de dizer que organizei um livro, o Golpe 16, que entre outros artigos, tem um saboroso dele.

E se teve algo que diferenciou a trajetória de Paulo foi o sabor dos seus textos. Paulo escrevia como se fosse um chef e estivesse preparando um prato a ser degustado num banquete. Um banquete nunca só para lords, mas também para plebeus. Seu estilo era inconfundível. Não tinha nada de rebuscado, por isso era tão jornalístico. Mas era quase literário, porque não havia uma única palavra solta, sem sentido.

Muitas vezes me peguei lendo algo sem saber de quem e no meio do caminho parava pra identificar o autor, porque algo me dizia que era dele. Batata, sempre era.

Como eu adorava aquela “pausa para uma gargalhada” que ele usava no meio de alguns artigos, principalmente quando tratava de episódios envolvendo sabujos midiáticos.

Enfim, Paulo parte. Do núcleo mais duro desta blogosfera suja que começou a se encontrar e fazer um pouco de história no primeiro encontro de 2010 ele é o primeiro.

É triste ver alguém partir assim, relativamente jovem e com tanta energia para a batalha. Mas a vida nos ensina nestes momentos que ela também é assim.

Paulo merece uma grande homenagem daqueles com quem ombro a ombro disputou narrativas nestes últimos anos. Não sei ainda qual, mas tenho certeza que os seus inúmeros leitores e amigos vão saber escolher.

E o Kiko e seus familiares precisam saber que Paulo não passou batido. Que ele passou batendo e levando, mas de cabeça erguida. E que isso é que torna alguns diferentes. E Paulo Nogueira foi um deles. Dos poucos.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

30 de junho, o dia da infâmia. O dia que o STF elogiou e exaltou Aécio Neves: "um notório suspeito de corrupção, identificado, denunciado, filmado e revelado como autor de crimes comprovados e sobejamente conhecido"

A BOFETADA

Por Mário Marona - Via Facebook - 30/06/2017
Charge Osmani Simanca

Inconformado com a derrota nas urnas, recorreu ao judiciário para anular a eleição.

No Congresso, liderou um movimento de sabotagem política e econômica do governo eleito, em prejuízo do país e do povo.

Foi, com estas duas atitudes, o mentor e autor primário do golpe que derrubou uma presidente eleita por 54 milhões de votos, apenas sob o pretexto de que ela teria cometido pedaladas fiscais.

Foi flagrado agindo nos bastidores para neutralizar as investigações e proteger os congressistas aliados também acusados de corruptos pela polícia.

Em gravações, foi identificado como achacador de empresários.

Mesmo proibido de exercer o mandato, promoveu em casa uma reunião com seus aliados, e distribuiu foto do encontro, informando que estavam ali tomando decisões políticas de interesse do Senado.

A irmã chegou a ser detida temporariamente por agir em seu nome para extorquir dinheiro de corruptores.

Um grampo de sua conversa com o empresário corruptor mostra que indicou um primo para receber as propinas, e o rapaz foi filmado pela polícia exercendo esta atividade.

Neste grampo legal, chegou a afirmar que o intermediário da propina tinha que ser alguém que pudesse ser assassinado, caso delatasse o crime, ainda que o tom fosse de bravata.

Nada disso foi suficiente para que o STF acolhesse nem o pedido de sua prisão nem a perda de seu mandato.

Está de volta ao Senado, livre para continuar fazendo o que sempre fez, às claras e às escondidas.

Aqui, nem precisamos discutir as alegações jurídicas da sentença. Imagino-as lógicas e amparadas na lei e nos direitos individuais.

O que é preciso dizer, na verdade, é que a verdadeira agressão ao povo brasileiro, a ruidosa e infame bofetada que pôde ser ouvida em todo o país, foi dada pelo ministro Marco Aurélio Melo ao afirmar que não condenaria Aécio Neves porque o voto do eleitor tinha que ser respeitado.

Quantos votos, afinal, o ministro do STF considera dignos de respeito? Que respeito ele manifestou, quando pôde, aos eleitores que deram um segundo mandato a Dilma Rousseff?

Esta sexta-feira, 30 de junho, não entrará para a história como o dia da infâmia porque, desde o ano passado, a concorrência a tal título é grande e numerosa.

Mas repito o que escrevi mais cedo, ao ficar espantado com a sentença do ministro:

Quando um notório suspeito de corrupção, identificado, denunciado, filmado e revelado como autor de crimes comprovados e sobejamente conhecidos é, além de absolvido, elogiado e exaltado pelo juiz que devia puni-lo, não resta nada a esperar da justiça, que nunca mais pode ser escrita neste país com letra maiúscula.

Parabéns paneleiros, isentões. falsos moralistas e golpistas por ação ou por omissão.

VOCÊS VENCERAM.

sábado, 17 de junho de 2017

Cinema: O Silêncio dos Paneleiros - Em exibição nas melhores varandas gourmets e cozinhas americanas.

O Silêncio dos Paneleiros - O drama cômico mais assistidos nos últimos 12 meses. 

Em exibição nas melhores varandas gourmets e cozinhas americanas. 


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Exclusivo: Caos aéreo vivido por Miriam Leitão vai virar filme e fraude no Wikpédia novelão mexicano

Exclusivo: Caos aéreo vivido por Miriam Leitão vai virar filme.

Da redação Causa-me Espécie - 15/06/2017 (399º dia do Golpe de 16)

O drama por qual passou a grande jornalista e comentarista econômica das organizações Globo, Dona Miriam Leitão, nas asas da Avianca (Voo 6237 – poltrona 15C), será filmado.

O longa-metragem, com 3 horas e meia de duração, contará "ipsis litteris"a estória dramática escrita pela premiadíssima jornalista, em seu artigo-denúncia (Ódio a bordo) de 13/06/2017 no jornal em que trabalha, O Globo. No artigo, Miriam relata agressões verbais vindas de petistas, contra sua pessoa e seu patrão (Globo). 

Além das duas horas de voo Brasília-Rio de Janeiro, o filme abordará a tensão pré e pós-embarque.

A Verdade é Dura
Embora tenha havido diversos desmentidos da versão contada por Miriam, ou buracos apontados na sua narrativa,  o filme será fiel ao artigo. 

A superprodução terá o selo de uma grande estúdio de Hollyood especialista em drama aéreo e inspirado nos clássicos: Aeroporto 77, Voo 93 (United 93), Air Force One (Força Aérea Um), Sem Escalas, Serpentes a Bordo e Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu, dentre outros.

O vídeo a seguir, captado por um passageiro anônimo do voo 6237, mostrando as diversas agressões sofridas pela passageira, será usada pelos roteiristas do filme, ainda sem título, que promete trazer o tão esperado Oscar ao Brasil.

Finalmente este país irá pra frente.


Outro drama vivido M. Leitão: “O Escândalo da Fraude da Wikipédia”, ocorrido a três meses das eleições presidenciais de 2014, será a trama principal de uma novela, no México. Dos mesmos diretores de Maria do Bairro e A Usurpadora.

O drama do Wikipédia foi trazido pelo jornal O Globo em 08/08/2014 e replicado no Jornal Nacional no mesmo dia, por longos 6 (seis) minutos de reportagem.

Com  15 (quinze) meses de atraso se descobriu que, em 13/05/2013, o Wikpédia de Miriam e seu colega Sardemberg (os jornalistas econômicos mais completos do Brasil) foram alterados por um computador do Palácio do Planalto. Ou por um computador usando a rede wi-fi do Palácio. Dilma sabia?

O drama de Miriam e Sardemberg, coincidentemente, ofuscou o drama do candidato Aécio Neves (PSDB), que vivia um duplo "caos aéreo", quando se descobriu dois aeroportos construídos em terras da família de Aécio e/ou próximos a elas, durante sua gestão como governador do Estado. Os aeroportos de Cláudio e Montezuma.

A trama cibernética que poderia ter levado a Presidente Dilma ao impeachment ainda no primeiro mandato, quiçá impedido sua reeleição, caso tivesse sido instalada a CPI do wi-fi, será contada no dramalhão mexicano de 300 capítulos, ainda sem título, que promete levar o Emmy Internacional.

Aqui, com exclusividade uma das cenas do novelão: a protagonista descobre que sua filha não votou no Aécio. 

domingo, 11 de junho de 2017

Vem.aí um novo golpe apoiado pela Globo: "Parlamentarismo Já!" Entenda a guinada anti-Temer da Globo

ATENÇÃO! UM NOVO GOLPE EM 3, 2, 1...

Por Carlos D'Incao - Via Facebook - 10/06/2017
Próximo presidente no parlamentarismo terá menos poder que a Rainha da Inglaterra. 
O TSE não cassou Temer. O cenário já era previsível. No fim, ele simplesmente não foi vitimado por uma armadilha criada pela própria direita... Caso o Impeachment de Dilma não fosse aprovado ou se tornasse em um processo muito moroso, seria ali o momento do golpe.

É muito importante enxergarmos um fato lógico nessa aparente confusão: Temer não foi deposto porque representa os interesses neoliberais consolidados nas reformas trabalhista e previdenciária. Tão logo essas reformas sejam aprovadas, um novo debate será aberto: a "reforma política".

O juiz Gilmar Mendes já abriu o jogo em seu voto pró-Temer: "é necessário uma reforma política que se estabeleça um novo regime político... um semi-presidencialismo".

Pronto. Revelou o jogo da direita tucana, planejado desde a era FHC: o que se almeja no final dessa história é um novo golpe, a implementação do Parlamentarismo no Brasil.

Agora é possível entender porque a Rede Globo subitamente se tornou em uma opositora do presidente Temer. Ela planta hoje para colher amanhã. O fim do Presidencialismo é tudo o que a direita sempre quis. Nesse cenário, Lula pode até ser absolvido por Moro, pois se ganhar a eleição presidencial terá menos poderes do que a Rainha da Inglaterra.

Lembremos que no Parlamentarismo o presidente da República tem pouquíssimos poderes. O Congresso e o Senado é quem governariam o país sob a égide de um primeiro-ministro, indicado por eles. Essa forma de regime já foi refutada nas urnas pelo povo brasileiro, em plebiscito. Mas quem disse que a direita respeita as urnas?

Nos próximos meses, para continuar com o mínimo de governabilidade, Temer terá que se valer de todos os mecanismos presidencialistas para não cair. E isso já começou. Ignorou as perguntas da Polícia Federal, iniciou uma perseguição ao PGR e vai atacar com todas as forças o Ministério Público e a Lava-Jato.

Com sua popularidade nula e com uma caneta autoritária na mão, Temer será o vetor que provocará um novo debate iniciado, convenientemente, pela Rede Globo: "será que esse regime presidencialista é o melhor para o Brasil?" E ela nos dará exemplos no Mundo para tentar provar que o Parlamentarismo é o regime dos "países avançados" como o Japão, a Inglaterra, a Espanha, etc.

Obviamente que não se falará nem um pouco sobre o que será do nosso país no dia em que formos governados majoritariamente pelo nosso honrado Congresso Nacional e o nosso ilibado Senado.

Esse será o dia em que todos nós estaremos incorrigivelmente cegados pelos poderes de Brasília. Pois, como diz o ditado, "ladrão não entrega ladrão". E o Parlamentarismo é o regime da estabilidade política para os delinquentes que ocupam os cargos parlamentares.

A democracia brasileira está longe de ser perfeita, mas ela não será corrigida retirando do povo o poder de eleger diretamente o seu Chefe de Estado e o seu principal governante. E isso só é possível em um regime Presidencialista.

Além de anti-democrático esse novo golpe colocaria o país em uma condição inusitada: com o Parlamentarismo os governadores dos principais Estados brasileiros teriam, na prática, mais poderes do que o Presidente da República.

Isso já existiu, de certa forma, no nosso passado histórico: no período Regencial, quando D. Pedro II ainda não tinha idade para assumir o trono, estabeleceu-se uma espécie de Parlamentarismo no país. Resultado: uma guerra civil generalizada que quase fragmentou territorialmente o nosso país.

Mas não é esse exatamente o plano dos países imperialistas para o Brasil? Um país com um governo central fraco que, em um momento de crise econômica, poderá se fragmentar em pequenas Repúblicas...?

Não nos esqueçamos nunca que o "Brasil Grande" sempre foi uma ameaça aos países centrais, em especial aos EUA. Os países do primeiro mundo sempre nos quiseram pequenos e sempre temeram nossa grandeza territorial e populacional.

O quanto antes tomarmos consciência desse plano da direita brasileira, melhor será. Hoje os planos dos golpistas é exatamente esse: tornar o Brasil em uma republiqueta parlamentarista ou - melhor ainda - em várias republiquetas. Os tucanos não querem fazer do Brasil uma nova Inglaterra, querem criar uma nova Honduras, ou um novo Porto Rico.

Por isso, todas as forças progressistas devem estar atentas a essa terceira agenda do golpe: a primeira é a reforma trabalhista, a segunda é a reforma da previdência e a terceira é a reforma política.

Os donos do poder sabem que não possuem mais quadros políticos a altura de representar o Brasil. Numa eventual conjuntura onde Lula esteja impedido de se candidatar, eles sabem que a própria Dilma conseguiria vencer uma eleição presidencial.

O Presidencialismo não interessa mais para os poderes reacionários e nem para as forças imperialistas. E eles farão de tudo para destruir esse regime para impôr aquele que sempre foi o seu sonho: o Parlamentarismo à brasileira, enfestado de coronéis prontos para negociarem nossa soberania nos sujos balcões de uma nefasta capital vendida e encravada no cerrado da América do Sul.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Arrependidos, famosos pró-Aécio em 2014 aderem ao Dilma Já! "Diretas Já é golpe!"

Arrependidos, famosos pró-Aécio em 2014 aderem ao Dilma Já!

Nascido em Ilhas de Caras, o movimento "Volta, Querida - Dilma Já", encabeçado por Luciano Huck e Susana Vieira ganha corpo. O objetivo principal é pressionar o STF para anular o Golpe de 16. 

Da Redação Causa-me Espécie - 07/06/2017 (391º dia do Golpe de 16)

Fomos TODOS enganados e traídos
As últimas denúncias contra Aécio Neves pelos delatores Odebrecht e da JBS - com áudios conclusivos - deixaram grande parte do PIB artístico brasileiro atordoada. São astros e estrelas globais, atletas, cantores, empresários, apresentadores de TV e candidato a presidente, que apoiaram Aécio nas eleições de 2014.

Alguns vieram à público e se manifestaram após serem detonados nas redes sociais. Outros apagaram fotos com o "mineirinho" ou estão na moita. Márcio Garcia foi um dos mais comoventes ao falar sobre Aecinho: “Foi uma das maiores decepções da minha vida. Foi quase como se eu tivesse pego minha mulher na cama com outro.”

O constrangimento foi maior aos que, além de gravar vídeos apoiando Aécio, participaram com camiseta da CBF dos protestos contra a corrupção e pelo "fora Dilma", convocados pelo senador afastado. Para piorar, acreditaram no Temer que prometeu um ministério de "notáveis".

Cansei
A surpresa foi um movimento espontâneo, apartidário e apolítico (sem partidos, sindicatos, igrejas, Globo, Pato, FIESP, Lava Jato, Judiciário e USA), liderado por Luciano Huck, aderindo ao "Volta, Querida - Dilma Já", após uma reunião em uma tarde de sábado, naquele que será o QG do movimento, a Ilha de Caras.

Segundo fonte anônima, lá estavam dezenas de famosos ex-aecistas, dentre eles Marina Silva, Luciano Huck, Angélica, Ronaldo "Fenômeno", Neymar, Marcelo Serrado, Márcio Garcia, Susana Vieira, Alexandre Frota, Dado Dolabella, Lúcia Veríssimo, Fafá de Belém, Lobão, Fagner, "Seu Neyla" e grande elenco.

Não Me Venha Com Diretas
A fonte relatou que houve um racha sobre os rumos do movimento. Alguns famosos queriam se juntar com Wagner Moura e Gregório Duvivier que defendem Diretas Já.

Uma famosa defendeu que Diretas Já é para os fracos, é modinha, além de ser "golpe dentro do golpe" para eleger Lula, sem passar pelo clivo do mercado.

Depois de muita lavação de roupa suja, a maioria decidiu por apoiar a restituição imediata do mandato da Presidenta eleita Dilma Vanna Rousseff, em respeito aos seus 54,5 milhões de votos recebidos no pleito de 2014, o que restabeleceria de fato a democracia por aqui.

A reunião produziu um documento: Ilhas de Caras Pela Democracia, uma agenda com os compromissos assumidos pela constelação de signatários famosos.

Sem gargalhar, Fafá bradou: Queremos anulação do golpe pelo STF. VOLTA, QUERIDA! Em seguida Fafá e Fagner cantaram o hino do movimento: "Olê olê olê olá, Dilma, Dilma!"

Marina Silva prometeu trazer à causa os seres elementais e míticos das florestas brasileiras: Curupira, Boitatá, Besta Fera, Caboclo D´água, Boto Rosado, Caipora, Saci-Pererê e a Cuca.

Um famoso declarou ser imperativo para o sucesso do movimento a adesão de Mick Jagger. Outro propôs a construção de um Memorial ou Museu do Golpe de 16.

Fafá voltou a gargalhar homericamente quando Tom Cavalcanti, do núcleo humorístico, ressuscitou uma piada já falecida, ao perguntar: se Temer cair, quem assume é o Aécio?

Com outra, o estardalhaço foi geral: De quem é a frase: "Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação"?
( ) Odete Roitman
( ) Nazaré Tedesco
( ) Carminha
( ) Sinhozinho Malta
( ) Perpétua
( ) NDA

Não Somos Coxinhas
Para se livrar da alcunha de "coxinhas", os famosos abraçarão outras causas, posicionando-se contra a reforma da Previdência, o desmonte da CLT, da Petrobras e do setor naval; contra a doação do pré-sal às petroleiras estrangeiras, a sonegação fiscal; contra o monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação – com a regulando a mídia, baseada nas regulações americana e britânica –; a favor da reforma agrária, do imposto sobre grandes fortunas, da taxação de dividendos, da demarcação de terras indígenas, da auditoria da dívida pública, do fim de paraísos fiscais, etc.

O combate à bilionária sonegação fiscal terá Neymar como patrono, que dispôs a dar palestras em escolas, acompanhado de Bernardinho. A meta é que os brasileirinhos, desde pequeninos, aprendam que sonegar é crime e compromete o futuro de todos.

Somos Todos Dilma
Os famosos foram vistos vestindo camisetas temáticas, indicando que a campanha está em estágio avançado, com o pré-lançamento pela grife de Huck de estampas exclusivas:
* NÃO ME VENHA COM INDIRETAS e DIRETAS
* A CULPA NÃO SERÁ MINHA - EU QUERO DILMA DE VOLTA
* VOLTA, QUERIDA! #AnulaSTF
* A VERDADE É DURA - DILMA COMBATEU A DITADURA
* GOLPISTAS, NÃO PASSARÃO!
* OS GOLPISTAS ERAM ASSIM
* SOMOS TODOS DILMA
* 100% DILMA

O próximo passo do movimento será gravar um vídeo de apoio à Presidenta e marchar pelo Brasil e pelo mundo promovendo shows, palestras, aulas públicas e workshops. Os famosos, abandonando o conforto dos seus lares, levarão um consolo aos homens de bem, que, assim como eles, estão se sentindo "enganados".

O primeiro showmício e lançamento da campanha será em Miami (USA), cidade em que Aécio teve o maior percentual de votos válidos: 91,79%, maior do que em qualquer cidade brasileira. Com a presença confirmada de Mick Jagger.

A mudança de verdade é Dilma de volta. Precisamos dizer mais?

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Leandro Fortes: A Globo é formadora de zumbis. Desliguem, libertem-se, vocês conseguem.

DESLIGUEM

Por Leandro Fortes - via Facebook - 25/05/2017 (378º dia do Golpe de 16)

Um monte de gente indignada porque o Jornal Nacional chamou os manifestantes de vândalos, porque o Bom Dia Brasil disse que a PM atirou para se defender de paus e pedras, que a Globo News só tem cagão, que o Jornal Hoje é patético.

Gente, simplesmente, PAREM DE VER ESSA MERDA.

Ver a Globo envenena a alma, traz desesperança, torna o presente ignóbil e o futuro, impraticável.

Aquilo é um negócio que nada tem a ver com jornalismo, muito menos com humanidade.

Esqueçam essa bobagem de tenho-que-ver-para-saber-como-eles-pensam.

Porra, eles não pensam! Funcionam apenas para manter o próprio negócio capitalizado, às custas dos zumbis que formaram, ao longo dos anos.

Libertem-se, vocês conseguem.

domingo, 21 de maio de 2017

O “golpe dentro do golpe” é entregar, em uma eleição indireta, a Presidência do país a Henrique Meirelles, com o aval da Globo.

Meirelles: um financista, vindo da J&F, no golpe dentro do golpe

Por SOS BRASIL SOBERANO · 20/05/2017 (373º dia do Golpe de 16)

O “golpe dentro do golpe” é entregar, em uma eleição indireta, a Presidência do país a Henrique Meirelles, representante histórico dos interesses do capital financeiro internacional e ex-executivo da própria J&F. Ele parece ter credenciais melhores do que as de Michel Temer para fazer as reformas ultraliberais do projeto derrotado nas urnas – e que motivaram a derrubada da presidenta eleita, Dilma Rousseff –, pelo menos na avaliação dos atores que deflagraram o ataque recente ao governo Temer, uma articulação que uniu Grupo Globo, J&F (dono da JBS) e Procuradoria Geral da República.


Essa parece ser a aposta por trás da guinada súbita do noticiário da Globo, acometido de uma inusitada indignação republicana. O editorial “A renúncia do presidente” foi divulgado no meio da tarde da última sexta-feira (19) e pede a saída de Temer com base em uma argumentação que não se constrange, contudo, de usar a Constituição para defender eleições indiretas, depois de tê-la rasgado: derrubando a presidenta eleita e promovendo o desmonte do Sistema de Seguridade Social previsto no texto constitucional de 88.

Desde a última quarta-feira (17), a sociedade assiste perplexa a uma saraivada de acusações, áudios, vídeos, comentários, fotos, que constroem um roteiro de promiscuidade e ilícitos envolvendo o governo Michel Temer, parlamentares e partidos, de um lado, e a J&F, do outro. O fato de o atual ministro da Fazenda e potencial candidato à sucessão de Temer ter sido, até a queda de Dilma, executivo de ponta do grupo corruptor não mereceu destaque. Henrique Meirelles foi presidente do conselho de administração da J&F, de 2012 a 2016, e presidente do banco Original, controlado pela J&F, entre 2015-2016. Totalmente digital e criado como projeto pessoal de Meirelles dentro do grupo, o banco Original não vai bem. Em março deste ano, segundo o jornal Valor Econômico, o Original vendeu sua marca à J&F, sua própria controladora, numa operação de R$ 422 milhões, que permitiu ao banco fechar o exercício de 2016 com lucro. Sem o negócio, teria apresentado prejuízo operacional de R$ 278,6 milhões no ano.

Meirelles assumiu na J&F em março de 2012 com a missão de criar estratégias para a expansão da empresa dentro e fora do país. Em matéria da revista Exame, na ocasião, Joesley Batista, o delator e um dos donos da J&F, explicava a contratação: “O Meirelles não vai ser apenas um consultor. Vai cobrar resultados dos executivos e traçar estratégias para a expansão do negócio”. Nesse contexto, não é possível ignorar – política ou judicialmente – a participação altamente estratégica do ministro nas atividades da J&F.

Tirar um presidente por seu comprometimento com um grupo empresarial e substituí-lo por um ex-funcionário e estrategista direto do mesmo grupo não pode ter motivação republicana. O que se pretende, com a troca, é buscar legitimar o golpe dado na Presidência e que continua em curso, com ataques à vontade popular e à cidadania brasileira. (Desprezadas as demais motivações de ordem econômica puramente empresarial que podem estar envolvidas no lance, considerando que a JBS, controlada pelo J&F, é uma das maiores anunciantes do Grupo Globo).

Henrique Meirelles fez sua carreira no setor financeiro internacional. Começou no BankBoston em 1974, e lá ficou por 28 anos. Entre outras funções, ocupou a presidência da instituição no Brasil e na matriz – o BankBoston mundial. Em 1999, o banco se fundiu ao grupo financeiro Fleet, criando o FleetBoston Financial, também presidido por Meirelles. O engenheiro que virou financista acumula prêmios pelos serviços prestados ao setor bancário. Melhor Banqueiro da América Latina em 2006, Prêmio Lide de Personalidade do Ano, dado em 2010 pela organização lobista de João Doria Jr.; Prêmio Bravo Awards de Financista do Ano em 2008; Prêmio Emerging Market Awards de Melhor Banqueiro Central para América Latina, também em 2008.

Já foi do PSDB, do PMBD, e agora é filiado ao PSD, partido de Gilberto Kassab. Nenhuma sigla, contudo, reflete o compromisso fundamental de sua biografia: o setor financeiro internacional e as empresas transnacionais atreladas a ele, para os quais pretende entregar o Brasil. E já começou a fazê-lo, ao congelar os gastos públicos por um período de 20 anos, ao propor medidas que inviabilizam a aposentadoria e fomentam o mercado de previdência privada, ao atacar direitos dos trabalhadores, ou ao permitir uma política econômica sem um banco forte de apoio ao desenvolvimento, induzindo o BNDES a atuar com taxas de mercado, entre outras iniciativas que Meirelles defende em todos os eventos públicos de que participa.

Contra o golpe, e contra o golpe dentro do golpe, e quaisquer outras manobras que agravem as violações às instituições brasileiras, é preciso restabelecer legitimidade ao governo e desfazer as medidas recentes que não contam com nenhum respaldo popular: eleições gerais diretas. Já.

SOS BRASIL SOBERANO:
Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge)
Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge)

"Lula não pode ser inocente" - É o convite ao abuso, à injustiça e à perseguição. Tudo numa frase.

"Lula não pode ser inocente"

Os que acreditam que "Lula não pode ser inocente" até ontem acreditavam que Aécio era o "único caminho contra a corrupção nas eleições de 2014".

Por Fernando Horta - Via Facebook - 21/05/2017 (374º dia do Golpe de 16)

Veja como a linguagem trai. Os "anti" têm certeza "de que Lula não pode ser inocente". Veja que a certeza não é de que Lula é culpado. A diferença não é pequena.

Dizer que ele é culpado, surge como conclusão racional após algum tipo de raciocínio. Dizer que ele "não pode ser inocente" remete a uma profissão de fé que coloca o desejo como conclusão das ações. Pouco importa se Lula é inocente, "ele não pode ser".

A construção narrativa é a mesma feita sobre Goulart que não poderia se candidatar, em se candidatando, não poderia se eleger, em se elegendo não poderia governar.

Esta construção implica no ensejo de ações sociais com vistas ao fim de declarar Lula culpado. Faça-se tudo, mas ele "não pode ser inocente". É o convite ao abuso, à injustiça e à perseguição.

Tudo numa frase.

Fazer alguém que tem certeza da culpa de Lula perceber que não há nada contra ele é fácil. As provas inexistem.

Fazer alguém que tem certeza de que Lula "não pode ser inocente" é impossível. A vontade supera a racionalidade. Mesmo se o auto-convencido for um juiz.

Agora imagine confiar no julgamento de alguém que até quinta acreditava que Aécio era o "único caminho contra a corrupção nas eleições de 2014".

Será que quem votou em Aécio não ligou ao menos uma luzinha na consciência reconhecendo que seus julgamentos são falhos e mal embasados? 

Se erraram tão claramente com Aécio, não entendem que estão errando novamente afirmando que Lula "não pode ser inocente"?