domingo, 23 de abril de 2017

O brasileiro é um escravo da mídia. Manipulado 24 horas por dia, o brasileiro não pensa por si mesmo

O brasileiro é um escravo da mídia.

Por Cris Penha - via Facebook - 23/04/2017 

Infelizmente o ódio plantado pela mídia dividiu a sociedade, famílias e amigos. Não se debate ideias, políticas sociais e econômicas. Acabou o diálogo. Os especialistas escolhidos a dedo explicam as causas da crise econômica e as receitas pra sair dela de acordo com os interesses dos donos das emissoras e do mercado financeiro. Dividiram pra conquistar o poder indiretamente, já que pelas urnas não conseguiam.
Charge: Zeppa Ferrer
Criminalizaram tudo que foi feito desde 2003, como se o país fosse uma Suécia em 2002, ao mesmo tempo que blindaram as políticas liberais e a corrupção dos partidos de direita. Culparam apenas a esquerda pela corrupção, quando a delação da Odebrecht deixou claro que o problema é histórico, generalizado e passa pelo nosso sistema político arcaico, onde a população tem sua parcela de culpa por eleger políticos corruptos e sem compromisso com a maioria da população.

Nem com tudo que estamos vendo, com o país sendo governado por uma quadrilha de delatados por corrupção, com essas reformas que destroem direitos históricos, com o corte de programas sociais importantes, com a entrega das riquezas nacionais, o povo se une pelo país. Por muito menos a população foi às ruas em 2013 quando o país crescia: 20 centavos e serviços públicos padrão Fifa. Ganharam de Temer o desmonte desses serviços e estão pouco se lixando. Por muito menos arrancaram Dilma: pedaladas fiscais. Hoje o déficit público é maior, culpam os aposentados por isso, nem se menciona a mais alta taxa de juros do planeta e ninguém não quer nem saber. Por que não tem a mesma reação hoje?

A grande mídia, altamente concentrada no país nas mãos de poucas famílias e suas retransmissoras, rádios e jornais locais nas mãos de políticos de direita, teve papel fundamental ao longo da história de combater e destruir políticos nacionalistas com visão social e blindar seus corruptos de estimação até os levarem ao poder. Não é diferente agora. Pra inflar manifestações de rua, jogaram a culpa da corrupção em um partido e em Dilma que nem acusada de pedir ou receber propina é. Pra destruir políticas sociais implantadas da última década, fizeram o diabo. E ainda fazem, como vemos com Lula, que se cometeu erros merecia o mesmo tratamento que a mídia dá aos seus políticos de estimação, como Aécio, Serra, Alckmin, FHC, Temer, todos com denúncias graves nas costas, mais até do que Lula. Percebe-se que a intenção não é destruir Lula por uma questão de corrupção (se provada), mas pelo que ele fez e representa.

A mídia defende os próprios interesses e os interesses dos anunciantes: grandes empresas que vão ganhar muito com essa reforma trabalhista e a terceirização irrestrita. Esconde que sempre tiveram ligação com o Estado, conseguindo empréstimos bilionários, vultosas verbas de publicidade mesmo na crise. Que apoiaram diversos movimentos anti democráticos e que foram contra a maioria das conquistas dos trabalhadores, como o 13º salário por exemplo. Manipulado 24 horas por dia, o brasileiro não pensa por si mesmo, aceita o que a grande mídia diz mesmo quando vai contra seus interesses. Só protesta se esta mandar. Hoje blindam o governo Temer dizendo que as reformas não podem parar para que o povo aceite o que aí está, mesmo sendo um governo nefasto e corrupto.

É quase impossível lutar contra algo assim, se a própria população não se liberta. O brasileiro é um escravo da mídia. Nós tentamos alertar desde o início, desde 2014 o que estava em jogo. Pessoalmente, assim como muitos aqui, fui xingado e ridicularizado mas quem vai pagar o pato? Quem vai ser terceirizado? Quem vai perder direitos trabalhistas e se aposentar com 65 anos após quase meio século de contribuição? Quem ajudou a colocar um governo ainda pior em termos de corrupção? Quem nunca entendeu que o problema passava por reforma política? Que o objetivo por trás do impeachment/golpe nunca foi acabar com a corrupção? Que estavam sendo usados pelo Pato Amarelo delatado que vai lucrar nas costas dos paneleiros com essas reformas?

Me desculpem esse texto grande, textão para os midiotas que nos colocaram nessa situação e que acham que é possível explicar a realidade do país em uma frase. Cansei de perder tanto tempo assim defendendo quem está mais preocupado com o time de futebol, a final do BBB ou com a novela. Claro que não vou desistir, continuarei fazendo a minha parte, talvez com menos frequência do que já faço pois realmente cansa. Mas o brasileiro merece o que está por vir. Merece perder direitos históricos. Merece pagar o pato. Pelo menos até 2018 quando esperamos que já tenham percebido a triste situação em que se colocaram e, consequentemente, o país.

sábado, 22 de abril de 2017

O golpe de 2016 evoluiu para a ditadura jurídico-midiática da Rede Globo com a Lava Jato e setores da PF, judiciário e STF

O Brasil sob a ditadura Globo-Lava Jato

Por Jeferson Miola - Via Facebook - 22/04/2017 
É difícil aceitar a dolorosa realidade, mas o Brasil está, efetivamente, sob um regime ditatorial. O golpe de 2016 e o regime de exceção evoluíram para a ditadura jurídico-midiática da Rede Globo com a Lava Jato e setores da PF, judiciário e STF. Assim como na ditadura instalada com o golpe de 1964, a engrenagem desta ditadura também contou com a participação decisiva da Rede Globo.

O editorial do jornal O Globo deste 22 de abril, por ironia o dia que marca 517 anos da descoberta do Brasil pelos dominadores portugueses, revela a simbiose estratégica entre a Globo e a força-tarefa da Lava Jato. Ambos, a serviço de interesses estrangeiros, adotam idêntica linguagem, empregam os mesmos métodos, e partilham do mesmo ódio fascista aos seus inimigos.

No editorial “Cerco de depoimentos confirma Lula como o chefe”, o Globo conclui existir “estridente evidência de que Lula não poderia desconhecer aquilo tudo”. No dicionário do regime de exceção, “estridente evidência” é sinônimo de “não temos provas, mas temos muita convicção”.

A imputação da Globo – “Lula como o chefe” – é variante daquela acusação leviana, apresentada no power-point do fanático procurador Deltan Dallagnol: “Lula é o comandante máximo do esquema de corrupção”.

Num tom inquisitorial, medieval, O Globo sentencia: “O desnudamento de Lula em carne e osso, em praça pública, com os pecados da baixa política brasileira, parece apenas começar”. Por outra ironia da história, esta frase dantesca foi escrita no dia seguinte ao feriado nacional de 21 de abril, data em que se homenageia o revolucionário Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier, líder da Inconfidência Mineira na luta de libertação do Brasil da Coroa Portuguesa que em 21/4/1792 foi enforcado, esquartejado e as partes do seu corpo expostas “em carne e osso, em praça pública” – como preconiza a Globo – para desencorajar os revoltosos pela liberdade e pela independência.

O sistema político foi estrategicamente destroçado. Os sem-voto hoje deliberam sobre a política e os destinos do país, num contexto de flagrante ilegitimidade e desordem institucional. O Brasil não se movimenta para nenhum lado antes de assistir, todas as noites, as edições maniqueístas do Jornal Nacional – verdadeiras ogivas nucleares lançadas para dizimar a imagem do maior líder popular do país.

O que seria inconcebível numa democracia saudável é naturalizado no regime de exceção – como, por exemplo, o vídeo dos obscurantistas procuradores Dalagnoll e Carlos Fernando insuflando a população contra o Congresso para impedir a aprovação do projeto de lei que pune o abuso de autoridade deles próprios, posto que se consideram soberanos, acima das Leis e da Constituição.

O Congresso, dominado por uma maioria de parlamentares corruptos e ilegítimos que perpetrou o golpe de Estado com o impeachment fraudulento da Presidente Dilma, promove a destruição dos direitos econômicos e sociais e entrega a soberania nacional esperando, em troca, ser retribuído pela ditadura jurídico-midiática.

Os empreiteiros já condenados na Lava Jato agora mudam o conteúdo dos depoimentos prestados no início da Operação e passam a fabricar mentiras [como a invenção de que Lula teria mandado destruir provas] para que o justiceiro Sérgio Moro consiga inventar, na audiência judicial de 3 de maio, um crime que caiba no Lula.

A prisão dos empreiteiros é usada como barganha e moeda de troca para fazer com que estes mesmos grupos capitalistas que corrompem o sistema político há décadas, ajudem a ditadura Globo-Lava Jato na missão doentia de liquidar Lula e o PT.

Em novembro de 2016, o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, mentiu e prestou falso testemunho no TSE com o objetivo de dar causa à cassação do registro do PT pelo tribunal presidido pelo tucano Gilmar Mendes, no que foi desmascarado pelas provas apresentadas pela defesa da Dilma. Apesar do dolo comprovado, o safado empresário ficou impune, não foi punido. 

A mudança das delações da Odebrecht e da OAS, forçada para incriminar o ex-presidente Lula, é um atentado ao Estado de Direito e à democracia. Esta prática corrente, de arbítrio da Lava Jato, só é possível porque a Operação foi concebida como um organismo monolítico dos militantes tucanos incrustrados na PF, no MP e no judiciário – todos eles [delegados da PF, procuradores e juízes], sem exceção, com manifestações odiosas nas redes sociais – anti-PT, anti-Lula e pró-PSDB.

Não existe na força-tarefa um único funcionário público com perspectiva jurídica dissonante, o que asseguraria equilíbrio, isenção e imparcialidade da Lava Jato. O controle ideológico da Operação por aqueles agentes partidarizados é absoluto; e, por isso, a Lava Jato se converteu neste campo livre e desimpedido para o arbítrio que se conhece.

A Lava Jato se afastou definitivamente do escopo investigativo e criminal e adentrou no território perigoso do nazi-fascismo; naquilo que Hannah Arendt conceituou como “a banalidade do mal” – um ambiente institucional propício às escolhas autoritárias, ditatoriais, fascistas.

A situação do Brasil no pós-golpe se encaminha para um regime ditatorial de novo tipo, diferente dos regimes ditatoriais do passado. A ditadura de hoje não é civil-militar; porque é jurídico-midiática.

O padrão da resistência democrática, por isso, tem de mudar, não pode seguir o mesmo curso. A Lava Jato espezinhou totalmente o sistema político [a sobrevivência do Temer e da cleptocracia golpista se deve a isso]; a Operação vergou a resistência do grande capital, que é uma espécie de Estado paralelo dentro do Estado de Direito, fazendo com que os grandes capitalistas se insurjam [contraditoriamente] contra Lula, o governante que mais expandiu o capitalismo brasileiro.

Agora, com a ditadura jurídico-midiática, a Globo e a Lava Jato assumem a dominância absoluta do projeto transnacional de dominação anti-popular e anti-nacional.

A luta em defesa da Constituição e pela restauração do Estado de Direito no Brasil tem de subir de patamar – a desobediência civil é um direito humano inalienável; um direito legítimo e uma forma de luta eficiente contra as ameaças totalitárias e contra as formas de dominação baseadas na tirania e na opressão.

sábado, 15 de abril de 2017

Fernando Horta: Guarde suas avaliações éticas para quando você for votar para miss mundo ou para o próximo papa

É a Síria que leva bomba, mas é a esquerda brasileira que se despedaça.
Por Fernando Horta - Via Facebook - 15/04/2017


Nos últimos dois dias a esquerda brasileira está numa luta intestinal da qual só pode sair mais merda (com o perdão do trocadilho). É um defeito grande de todas as esquerdas do mundo acharem-se reserva moral da luta anti-imperialista e anti-capitalista. Cada um querendo mostrar que sua careca é mais limpa e mais lustrosa e que até o seu bumbum é tão cheiroso quanto o de neném recém trocado.

Enquanto isto, a direita, que esta semi-morta, respira e se apoia. As delações do odebrecht expõem 3 coisas e somente 3 coisas certas:


1) A Odebrecht só é o que é em função do seu parasitismo com o Estado Brasileiro


2) Este parasitismo começou nos tempos de Emílio Odebrecht, ou seja lá nos idos dos anos 60 e 70


3) As empresas brasileiras fazem política e os políticos brasileiros são capitalistas argentários.

De resto, tudo precisa ser investigado e apurado. Para a direita e esquerda. Com relação ao Lula pesam duas coisas e nenhum crime:


1) Tudo o que falam dele é do período POSTERIOR ao de ser presidente


2) Usar seu prestígio pessoal em benefício de A ou B não é contra a lei em país algum.


3) Receber dinheiro pelo seu conhecimento, sua retórica ou seus contatos chama-se "capitalismo" e "networking".


O resto são ilações, inveja, desonestidade intelectual, preconceito, discurso de ódio, traição de quintas colunas e etc. Escolha onde o seu discurso se encaixa.


E guarde suas avaliações éticas para quando você for votar para miss mundo ou para o próximo papa. Política não é uma aula de jardim de infância onde crianças puras expressam suas ideias e vontades de forma livre buscando o elogio das professoras.


Política é suja, baixa, violenta e pragmática. Se você quiser governar, vai ter que aceitar negociar com feudos de poder encalacrados localmente ou burocraticamente. Só faz discurso do purismo ético na política um fascista ou a esquerda que nunca ganhou eleição.

O momento exige pragmatismo. O momento exige união. Parem de picuinhas.


Edit1: E tudo o que o Emílio Odebrecht disse, nós historiadores conhecemos no mundo todo desde o século XVIII. Não existe capitalismo sem corrupção. O que leva ao entendimento que a corrupção é um subproduto do capitalismo.


Edit 2: Todo o empresariado brasileiro fez e faz exatamente como o Odebrecht, talvez em escala um pouco menor. Vá em qualquer município brasileiro e veja o que é uma licitação.


Edit 3: a mesma cara de santo do Mainardi negando a sua delação fez a Luciana Genro ... então ... menos "moral de cuecas" e mais pragmatismo.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Frei Betto e as delações premiadas que multiplicam judas brasileiros e plena Semana Santa

Delações premiadas ou suspeitas?, por Frei Betto

"Empresários e altos funcionários públicos sabem que o comprimento da língua pode reduzir a extensão da pena"

Por Frei Betto - Jornal GGN - 14/04/2017

Passei pela prisão duas vezes (1964 e 1969-73). Fui submetido a inúmeros interrogatórios. O objetivo dos algozes era obter delações. Sem prêmios, exceto livrar-se de mais torturas físicas.

Sob o governo Médici se prometeu liberdade imediata ao preso político que, na TV, arrependesse de suas atividades e louvasse o “milagre brasileiro” do regime militar. Em São Paulo, apenas meia dúzia aceitou a proposta.

As delações aceitas pelos juízes Moro e Fachin merecem ser acolhidas com cautela. Para empresários e altos funcionários públicos, habituados a salários astronômicos e vida nababesca, estar preso é uma tortura. E sabem que o comprimento da língua pode reduzir a extensão da pena. Por isso delatam.

Nenhuma delação pode ser aceita como fato consumado, como ocorria no stalinismo. É preciso apresentar provas de que os delatados de fato transgrediram a lei. Mandaram a ética e os escrúpulos às favas.

Em plena Semana Santa, a lista de Fachin não merece ser encarada como a multiplicação dos Judas brasileiros, a serem sumariamente condenados e malhados. O Direito deve prevalecer sobre as nossas divergências, antipatias e ressentimentos em relação aos políticos citados.

Vale frisar que visceralmente corrupta é a institucionalidade política brasileira, na qual o eleitor vota e o poder econômico elege. A nação espera, há décadas, a profunda reforma que torne a nossa democracia verdadeiramente representativa e participativa.

Frei Betto é escritor e colunista de O Globo, autor de “Calendário do Poder” (Rocco), entre outros livros.

domingo, 2 de abril de 2017

O capitalismo não é mais um capitalismo de empresários e trabalhadores, mas um capitalismo de rentistas

Rentistas ou empresários?

Por Bresser-Pereira - via Facebook - 01/04/2016

O capitalismo foi um capitalismo de empresários capitalistas e trabalhadores. Havia luta pela distribuição da renda entre eles – a luta de classes –, porque os empresários eram liberais, mas havia também solidariedade, porque, como os trabalhadores, eram nacionalistas, porque sabiam que o mercado interno era seu grande ativo, que precisava ser protegido da cobiça do Ocidente. A combinação dialética entre liberalismo e nacionalismo econômico ou desenvolvimentismo era o segredo político do capitalismo. Porque este envolvia um compromisso, uma coalizão de classes, cuja expressão maior e melhor foi a social-democracia.
Ontem, o presidente Temer sancionou a lei da terceirização. Mais um passo no sentido de destruir os direitos trabalhistas. Uma violência contra os trabalhadores. Sancionou-a em nome dos empresários? Não creio. Sancionou-a em nome dos rentistas. E talvez de empresários tristemente equivocados.

O capitalismo não é mais um capitalismo de empresários e trabalhadores, mas um capitalismo de rentistas, financistas e executivos das grandes empresas. O empresário é uma figura em extinção. Existe ainda espaço para ele, porque há ainda espaço para a criatividade, a inovação e o risco. Existe espaço para eles na agricultura e em alguns serviços. Mas um espaço que diminui todos os dias. E, na área da indústria, no Brasil, quase desapareceu, desde que, em 1990, com a abertura comercial, o país desmontou seu mecanismo de neutralização da doença holandesa e as empresas industriais passaram a ter uma grande desvantagem competitiva.

Muitos empresários – aqueles que não faliram, nem venderam suas empresas para as multinacionais – trataram de também serem rentistas sobreviver. Mas, objetivamente, são ainda empresários, porque administram diretamente suas empresas. Serão, também, subjetivamente, empresários, ou venderam sua alma ao liberalismo financeiro-rentista que vem do Ocidente rico e também está em profunda crise?

Esta é uma pergunta que precisamos fazer aos empresários, e a nós mesmos. Porque não vejo qualquer futuro para o Brasil se a resposta for, “sim, não há mais empresários, apenas rentistas e altos executivos”. Porque, assim, continuaremos uma economia quase-estagnada, como é também a economia do Ocidente. Porque Brasil continuará dominado por um liberalismo injusto, ineficiente, e dependente que aprova “reformas” antissociais e antinacionais como é a lei da terceirização. Porque um capitalismo sem empresários é um capitalismo sem alma.

https://web.facebook.com/bresserpereira/posts/1512304048811441

segunda-feira, 27 de março de 2017

Pleased to meet you hope you guessed my name: PLUTOCRACIA - But what's confusing you is just the nature of my game: LIBERALISMO

O capitalismo não tolera a democracia

Por Milly Lacombe - 27/03/2017 - via Blog da MIlly 

Se uma decisão afeta a sua vida você tem o direito a participar dela, diz o mais básico conceito democrático. Todos aqueles que juram amor eterno aos valores da democracia sabem que a ausência de democracia é ter que conviver com decisões que você não ajudou a tomar.

Diante dessa premissa, e assistindo passivamente tantas e históricas conquistas sociais serem jogadas no lixo, é possível afirmar que vivemos em uma democracia?

“Ah, mas vocês elegeram esses representantes”, alegam alguns. O que elegemos, acima de tudo, foi um programa de governo, foram políticas com as quais poderíamos conviver. E é isso o que nos está sendo roubado.

Conversando com conhecidos me parece claro que muitos acreditam que capitalismo e democracia são sinônimos, e por isso têm arrepios se escutam falar de socialismo ou comunismo, achando que, sendo capitalismo sinônimo de democracia, socialismo é sinônimo de ditadura.

Essas mentes simplórias, doutrinadas até a raiz pela propaganda e pelo noticiário, não são capazes de entender a gravidade do momento, muito menos perceber que a vida delas está prestes a virar de pernas para o ar com a perda de tantos direitos trabalhistas.

Cegas pelo véu da ignorância, se recusam a enxergar o abismo bem à frente e apenas repetem o mantra propagandista que diz que o capitalismo é irmão da democracia.

Para ajudar a entender o que está acontecendo com o Brasil e com o mundo traduzi e resumi uma palestra que Noam Chomsky deu, em 2014, a respeito do tema “Capitalismo e Democracia”.

Sobre a relação entre capitalismo e democracia:
Uma das relações entre capitalismo e democracia é a contradição. Se você ler os apóstolos do liberalismo [a ideologia dos partidos de direita que representam os interesses dos mais ricos, como PMDB e PSDB] eles não falam em democracia, mas em liberdade.

Essa liberdade a que se referem não é a liberdade de você controlar o seu trabalho e sua vida, mas liberdade de se submeter a uma autoridade maior, é isso o que os liberais chamam de liberdade.

Eles não falam em democracia. Eles não gostam de democracia. E eles estão certos: capitalismo e democracia são mesmo inconcebíveis.

Sobre o liberalismo

Os liberais [gente como Alckmin, Doria, esse pessoal do MBL etc, apenas para regionalizar a coisa] são favoráveis à tirania privada, a pior forma de tirania, a tirania da concentração privada de riqueza que não precisa prestar contas a ninguém.

Sobre regulação do mercado


O liberalismo clássico não era contra a intervenção do Estado do mercado, como o atual é. O liberalismo clássico era a favor das regulações desde que fossem em benefício do trabalhador, e contra a intervenção que beneficiava os mestres. Esse é o liberalismo clássico, não o que estamos vendo hoje.

É espantoso que estudantes se sintam atraídos pelo tipo de ideologia do liberalismo atual. Uma democracia capitalista se auto-destruirá. O capitalismo se auto-destrói.

Sobre soberania nacional

Em 1945 os Estados Unidos já dominavam a economia mundial e em fevereiro desse ano convocaram uma reunião com os países líderes do mundo ocidental a fim de pedir que todos se opusessem ao nacionalismo que nascia na America Latina, que era baseado na ideia que a população de um país deveria se beneficiar das riquezas desse pais.

Isso é diabólico para o poder econômico. Para ele, são os Estados Unidos e seus aliados que devem se beneficiar das riquezas dos outros países, e não suas populações.

Sobre o fim da democracia


Compare a opinião pública com a política pública. É uma comparação direta, existem muitas pesquisas que revelam a opinião do povo a respeito dos mais variados temas.

Os resultados mostram que os 70% mais pobre da população estão literalmente sem representação política. A opinião deles não tem nenhuma influência na criação das novas políticas. Os representantes que eles elegem não prestam nenhuma atenção neles.

Quando você vai subindo pelas camadas sociais passa a ver mais influência na política, e quando chega ao topo, ao 0,1% mais rico, onde está uma colossal concentração de renda, são eles, (os bilionários) que basicamente criam as políticas que bem entendem.

Isso não é democracia, é plutocracia.

Sobre o noticiário


É preciso um sistema educacional bastante eficaz para evitar que as pessoas enxerguem o que está acontecendo.

sábado, 25 de março de 2017

Esquerdopatas, aqueles que estarão do seu lado quando seus direitos estiverem sendo retirados pelo governo, legislativo e judiciário.

QUEM SÃO OS ESQUERDOPATAS

Por Fernando Horta - via Facebook - 25/03/2017 
Quando você tiver sido molestada ou estuprada e ninguém estiver ao seu lado, sabe quem vai lutar com você? As feministas, aquelas esquerdopatas.

Quando você for demitido sem direitos e sem receber absolutamente nada para que possa sustentar sua família, sabe quem vai te defender? Os trabalhistas, aqueles esquerdopatas.

Quando você sofrer violência policial, for agredido intimidado, sequestrado... Sabe quem vai te ouvir, acolher e ajudar nesta luta? Os defensores dos direitos humanos, aqueles mesmos esquerdopatas.

Quando tirarem de você as escolas públicas ou a oportunidade de um ensino superior gratuito e de qualidade, sabe quem vai estar lá fazendo greve e apanhando da PM pelos teus direitos? Os professores, aqueles esquerdopatas.

Quando passarem a te servir comida transgênica sem pesquisas suficientes e inundadas de agrotóxicos, sabe quem estará lá para te defender e lutar pela tua saúde alimentar? O MST, aqueles esquerdopatas.

Quando os juros forem tão altos e os salários tão baixos que você tenha perdido a dignidade social, sabe quem estará lá em greves, fazendo piquetes, organizando estudos contrapondo os absurdos? Os partidos de esquerda, obviamente esquerdopatas...

Quando você estiver sendo agredido ou prejudicado em função do Deus que você ora, sabe quem estará lá ao seu lado encarando os fundamentalistas? Os ateus e defensores do estado laico, aqueles esquerdopatas.

Quando você estiver sem forças para negociar aumento de salário ou melhorias necessárias para o teu trabalho, sabe quem estará lá na linha de frente tomando bomba e gás na cara? Isso mesmo, os sindicalistas, aqueles esquerdopatas.

Quando você não acreditar que o governo, o judiciário o legislativo estejam retirando teus direitos, tua aposentadoria e vendendo as riquezas do teu país, sabe quem estará lá votando contra, xingando, travando votação e etc.? Os partidos de esquerda, cheios de esquerdopatas.

Enquanto isto, sabe onde estão o teu deputado defensor da "família", o teu pastor defensor de "cristo", o teu senador defensor da "liberdade" ou o teu ídolo defensor do "livre mercado"? Estão em casa descansando, aproveitando o dinheiro que ganharam defendendo os que eram contra ti e prometendo continuar te entregando em troca de mais dinheiro e poder.

"Esquerdopatas" são como as mãos, os pés, ou qualquer outro membro que você só sente falta quando perde. E este é o momento em que todos estamos perdendo. Pense.

terça-feira, 21 de março de 2017

A Operação Carne Fraca é a Lava Jato do setor agropecuário, para que nos limitemos a só vender carne in natura.

A QUEM ATENDE A OPERAÇÃO CARNE FRACA?

Por Francisco Costa - Via Facebook - 21/03/2017
Charge Renato Aroeira
Estou lendo postagens e comentários dignos de bolsonaristas, telespectadores da Globo, coxinhas massa de manobra da Fiesp, e congêneres, os analfabetos políticos, os que opinam sobre tudo sem saber de nada, que se justificam na direita mas não entre os que sejam pelo menos simpáticos à esquerda.

Um dos argumentos usados é que quando a Polícia Federal fez esta mesma palhaçada com e esquerda, com espetacularização, exposição midiática, abuso de poder... A direita não se manifestou, e que agora é a hora da forra.

Primeiro: pensar assim é confessar que não quer a moralização do país, mas que a imoralidade troque de lado, passando a nos beneficiar, uma posição tão imoral quanto apoiar a Lava Jato.

Segundo: argumentam que defender o agronegócio é defender os latifundiários.

É verdade que o escândalo da carne atinge em cheio a União Democrática Ruralista-UDR, de Ronaldo Caiado, a Sociedade Nacional de Agricultura-SNA, de Kátia Abreu, a Bancada do Boi, o grande latifúndio, só que essa gente responde a pouco mais de 20% das propriedades e quase todos tem os seus abatedouros, sós ou em cooperativas.

Setenta por cento da produção brasileira de carne (aves, suínos e bovinos) está nas mãos de pequenos e médios produtores, isolados, em cooperativas ou terceirizados, no que eles chamam de parceria (o abatedouro vende os filhotes – pintos, leitões ou bezerros, os parceiros criam e engordam e o abatedouro compra, descontando o que custou o filhote. São dezenas, senão centenas de milhares de brasileiros pobres trabalhando nesse sistema, principalmente nos três estados do sul).

A chamada burguesia rural tem dinheiro no mercado de capitais, lastro patrimonial para contrair dívidas nos bancos, reserva patrimonial (mais de uma propriedade), capital de giro... Segura com facilidade uma crise, e os pequenos e médios produtores? 

Três milhões de “peões” trabalham em fazendas e abatedouros e já sentem o desemprego rondar.
Isto contando os empregos diretos.

Se considerarmos que a desaceleração do setor, com diminuição de rebanhos e criatórios, implicará na redução drástica na produção e venda de produtos veterinários: medicamentos, vacinas aditivos alimentares...; do consumo de soja e milho, usados na formulação das rações, determinando queda de preços e redução da área plantada... Podemos multiplicar o número de desempregados e pequenos produtores quebrados.

Agora dois dados que a maioria dos que opinam não sabem: só 20% da carne bovina produzida, 20% da carne suína e 30% da carne de aves são exportadas, nos propiciando aproximadamente oito bilhões de dólares (mais de vinte e quatro bilhões de reais) por ano nas reservas cambiais.

80% da carne bovina, 80% da carne suína e 70% da carne de aves são consumidas no mercado interno, no Brasil, por brasileiros.

E o segundo dado, criminosamente omitido pela mídia: existem 4 837 abatedouros e processadores de carne, no Brasil. Vou repetir: 4 837 abatedouros e processadores de carne, e SÓ FORAM ENCONTRADAS IRREGULARIDADES em 21 abatedouros e processadores, menos de 0,5% de propriedades desse setor, uma empresa em cada duzentas.

Os relatórios da Polícia Federal falseiam com a verdade em alguns pontos e lançam dupla interpretação em outros.

A lei não permite que a carne seja embalada diretamente em papelão, e por motivos óbvios: o papelão absorve a umidade da carne, desidratando-a e se transformando em criatório de bactérias, por causa da umidade e a presença de sucos orgânicos, alimentando-as. A carne deve ser embalada em plástico ou papel impermeável (papéis manteiga ou celofane) e aí, sim, colocada em caixas de papelão.

Como os caras colocaram a carne diretamente nas caixas, não digitaram carne no papelão, mas papelão na carne, levando o consumidor a pensar que estava comendo papelão nos embutidos.
Os embutidos levam farelo de soja, mais barato que papelão. Trocar é aumentar o custo de produção, o que nenhum empresário faria.

Depois o citar substâncias sem esclarecer o que são e para que servem, caso do ácido ascórbico, a comumíssima vitamina-C, que pode ser usada mesmo em grandes quantidades, já que é hidrossolúvel (dissolve-se na água), sendo eliminada na urina (perigosas, se usadas em super dosagens são as vitaminas lipossolúveis. Como se dissolvem em gordura, ficam armazenadas em nosso corpo). Sem saber, o povo se assustou com a vitamina-C.

E a quem atende essa suruba?

Vou dar a pista: o Brasil já foi o maior produtor e exportador de borracha e café in natura do mundo (de café continua sendo).

Tudo ia muito bem, até que resolvemos industrializar a borracha aqui, vendendo os seus produtos e não in natura.

Os gringos se aproveitaram de uma prática usada por brasileiros desonestos, de colocar paus e pedras na borracha, para que pesasse mais (é vendida a peso) e passaram a fazer o mesmo, depreciando a nossa borracha, ao mesmo tempo que plantando seringais no leste asiático, hoje maiores produtores de borracha in natura, industrializada na Europa e nos Estados Unidos.

O mesmo com o café: enquanto vendemos café in natura tudo bem. Começamos a vender café embalado (torrado e moído, pronto para consumo) ou industrializado (solúvel, balas e doces...) e passaram a colocar milho, gravetos, folhas... No nosso café, de maneira que continuamos a só exportar os grãos in natura, com a nossa indústria cafeeira desmoralizada no exterior, e aqui já dá para entender: as gigantes da agroindústria brasileira já quase não vendem carne in natura, mas beneficiada (embutidos, pastas, defumados, temperadas, em cortes...), concorrendo diretamente com a Austrália e os Estados Unidos, e aí a Operação Carne Fraca, a Lava Jato do setor agropecuário, para que nos limitemos a só vender carne in natura.

A lava Jato destruiu as nossas empreiteiras, a nossa tecnologia nuclear, a indústria bélica de ponta (drones e radares) e está fazendo de tudo para destruir a Petrobrás, já tendo destruído pelo menos quatro milhões de postos de trabalho, desempregando quatro milhões.

A Carne Fraca é a Lava Jato do Campo.

Não é por acaso que o epicentro do escândalo da carne fica no estado do Paraná, o mesmo da Lava Jato, hoje um estado funcionando como território politicamente ocupado pelos Estados Unidos.
Cabe ao parlamento brasileiro abrir uma CPI para investigar a quem tem servido a Polícia Federal, inclusive acabando com o mensalão legal criado por FHC e tolerado por Lula e Dilma, pago pelos Estados Unidos à Polícia Federal brasileira.

Não à Operação Carne Fraca, mais um crime contra nós.

Francisco Costa
Rio, 21/03/2017

domingo, 19 de março de 2017

Editorial das Organizações Hariovaldo Prado - “O que é bom para os Estados Unidos da América é bom para os Estados Unidos do Brazil”

Este é um país que vai pra frente – o retorno

Por  Dr. Aratinga Weddelii - Hariovaldo Prado - 14/03/2017

Alvíssaras!

Com a ascensão ao poder do atual projeto político de governo, vivemos um novo ciclo de milagre brazileiro. O cidadão comum volta a ter esperança no presente e no futuro. O executivo (perfeitamente legítimo), legislativo (congresso com a melhor safra de políticos dos últimos tempos) e judiciário (mais imparcial que nunca), em perfeita harmonia com o povo, foram os responsáveis pela elevação dos valores morais e éticos, resultando no fim da corrupção, impulsionando o Brazil Potência.

Livres dos programas corruptos de distribuição de renda, inclusão social, segurança alimentar, acesso à Universidade, redução da miséria, entre vários, resgatou-se a agenda positiva, cuja estratificação social readquire sua gama e amplitudes de antanho.

Na esfera jurídica, ao invés de aparelhar o estado, promove talentos como Moraes no STF, para se juntar com Mendes e outros, mantendo a imparcialidade, apartidarismo, e independência dos poderes. O ministério público, junto com a primeira instância, tomam ações patrióticas. Em Davos, o mundo se encanta com um processo jurídico para atender ao mercado. As empresas brazileiras, corruptas, estão sendo substituídas pelas estrangeiras, honestas. Com isso, embora num primeiro momento possa parecer desastroso para os interesses locais, em nível global, há grandes vantagens.

O congresso, com responsáveis homens públicos, trabalha pelo bem da nação, em detrimento dos seus próprios interesses individuais. A sessão do dia 17/abril/2016 mostra a grandeza da casa. A democracia, que lá os colocou, pelo voto consciente, agradece a bela obra. São os bons políticos em exercício que interromperam o governo Dilma.

O executivo, com um time selecionado de hábeis gestores, coloca este Brazil Grande nos caminhos da ordem e do progresso. Norteados pela credibilidade e competência, atrai investimentos dos países do capitalismo central, principalmente na área do petróleo, trazendo empresas estrangeiras para nos passar a limpo. Cria os mecanismos para a retomada econômica, crescimento do PIB, gerando empregos. Assim, “ninguém segura este país”.

O BNDES, ao invés de financiar construção de portos em Mariel, financia empresas estrangeiras para adquirir as brazileiras. Afinal, continua valendo a máxima: “O que é bom para os Estados Unidos da América é bom para os Estados Unidos do Brazil”. Esse é o caminho da soberania e do desenvolvimento.

Nos últimos dias houve melhoria na vida de todos. Voltamos a ter dinheiro no bolso e isso é tudo de bom. E vai melhorar ainda mais com o congelamento de investimentos em educação e saúde. Teremos a escola sem partido, para ensinar às crianças a saudosa EMC – Educação Moral e Cívica, criada no governo do Marechal Castello Branco, no projeto MEC-USAID. Os Hospitais padrão FIFA, sonhos de gerações, tornar-se-ão realidade. Os impostos abaixaram sensivelmente. E ainda há a expectativa da reforma da previdência, interrompendo a mamata de sustentar vagabundos aposentados.

Enfim, respiramos ares de otimismo, ou até de ufanismo. Não é para menos.

A imprensa imparcial é testemunha: é só notícia boa!
Este é um país que vai pra frente.
Brasil, conte comigo!

PS: será ainda melhor se chegar à presidência o homem honesto que ajudou a acabar com a corrupção no Brasil: seu nome é Aécio. Na vice-presidência, Eduardo Cunha, hoje, preso político, por perseguição do lulopetismo.

sábado, 18 de março de 2017

Uma pergunta me intriga: será que todo esse estrago na economia brasileira foi orquestrado lá fora?

Uma pergunta me intriga: será que todo esse estrago na economia brasileira foi orquestrado lá fora?

Por Florestan Fernandes Júnior - Via Facebook - 18/03/2017

Três concorrentes brasileiros incomodavam os EUA: Petróleo, Empreiteiras e industria de Embutidos (salsichas, presuntos, linguiças, etc). 

Nos últimos anos várias empresas desses setores se transformaram em multinacionais e operavam fortemente na América Latina, Africa, Asia e até nos Estados Unidos. 

Desde 2015 essas empresas brasileiras estão sendo varridas do mercado internacional através de investigações por fraudes e corrupção.

De gigantes voltaram a ser anãs. 

Agora entendo o sentido da frase de Obama quando disse que o Lula era o cara. Era o cara que comandava o país a ser alvejado. Éramos penetras na festa dos ricos. 

Operávamos com a mesma desenvoltura para ganhar licitações como fazem as grandes do mundo: Siemens, Alstom, Bombardier, etc. 

Todas investigadas recentemente, mas preservadas e trabalhando normalmente, inclusive aqui no nosso país em obras como a do metrô. 

Uma pergunta me intriga: será que todo esse estrago na economia brasileira foi orquestrado lá fora?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Disparada de Lula nas pesquisas põe direita em pânico

Disparada de Lula nas pesquisas põe direita em pânico

Por Eduardo Guimarães - Blog da Cidadania - 17/02/2017

Xico Graziano, o eterno assessor de FHC, entrou em pânico ao ler a 133ª pesquisa CNT-MDA simplesmente porque a CNT é controlada pelo tucanérrimo Clésio Andrade. Ou seja, é um dos institutos de pesquisa mais insuspeitos de ser petistas.

Graziano é uma figura bastante conhecida no meio político por sua verborragia e pelas demonstrações desabridas de vassalagem para com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Nos últimos anos, Graziano têm se metido em várias polêmicas.

Em 2014, seu filho Daniel Graziano, então coordenador do departamento Administrativo, Financeiro e de Recursos Humanos do Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC), foi convocado a depor em uma delegacia de São Paulo em inquérito sobre informações falsas publicadas na Internet contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2014-04-24/filho-de-assessor-de-fhc-e-convocado-para-explicar-boatos-contra-lulinha.html

O caso terminou em acordo, mas o pai de Daniel continuaria dando demonstrações públicas de “lealdade” ao ex-chefe. Porém, só o desespero pode levar esse sujeito a propor a volta de um político que apareceu com 13% dos votos em pesquisa recente do Datafolha sobre quem foi o melhor presidente que o Brasil já teve.

Detalhe, Lula apareceu com 40%.

Ano passado, em novembro, Xico Graziano faz publicar na Folha de São Paulo um artigo propondo, entrelinhas, a pura e simples nomeação de FHC como presidente da República.

Naquele artigo, o ex-chefe de Gabinete da Presidência no governo FHC aproveitou a onda que pregava eleição indireta de um presidente da República substituto caso Michel Temer fosse derrubado pelo TSE, e “sugeriu” que o tucano fosse nomeado presidente pelo Congresso, como se estivéssemos na ditadura militar.

Outro que “pirou” com a disparada de Lula nas pesquisas foi Reinaldo Azevedo, colunista da Folha de São Paulo, conhecido por seu antipetismo amalucado. Apesar de ter afirmado que Lula estaria “morto”, agora está dizendo que ele não só está vivo como pode se reeleger presidente.

Aliás, o jornal onde Reinaldo escreve não está menos desorientado com a disparada de Lula. A pesquisa CNT/MDA foi divulgada na tarde de quarta-feira, mas só foi aparecer na Folha nesta sexta-feira simplesmente porque Reinaldo Azevedo divulgou em sua coluna que comunica ao distinto público que, declarado morto por si, anteriormente, Lula “ressuscitou”.

O que espanta é o espanto dessa gente. Há quase três anos que a mídia, a Lava Jato, os partidos de direita, os movimentos antipetistas e uma militância histérica e canalha praticam toda sorte de atrocidades com o ex-presidente.

Nas últimas semanas, fascistas chegaram a organizar manifestações para comemorar a agonia da falecida esposa de Lula em seu leito de morte e, pelo lado da Justiça, Sergio Moro chegou a intimar dona Marisa Letícia a depor na Lava jato no dia de sua missa de sétimo dia. E ainda estão espantados por a população estar enxergando essa campanha infame contra aquele que pesquisas mostram que o Brasil considera o melhor presidente da história.

A Lava Jato, a mídia, os partidos de direita, os movimentos antipetistas e essa militância doentia que ataca Lula sem piedade, sem parar, a toque de golpes baixos vai acabar elegendo-o presidente no primeiro turno, em 2018.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A reforma trabalhista do governo (sic) Temer pode desobrigar empregadores a pagar o piso de categorias ou até mesmo o salário mínimo

Brasileiro poderá trabalhar 14 horas diárias sem receber horas extras

Por André Campos | 09/02/17 - Repórter Brasil

Reforma trabalhista permite que sindicatos e empregadores estendam a jornada de trabalhadores sem aumento da remuneração

A reforma trabalhista do governo Michel Temer pode permitir que horas de trabalho antes remuneradas como horas extras sejam incorporadas à jornada normal sem pagamento adicional. Atualmente, todo empregado que faz hora extra tem direito a receber um adicional de, no mínimo, 50% sobre o valor da hora normal.

Isso acontece porque a proposta permite que sindicatos e empregadores negociem jornadas de até 220 horas mensais, mas não estabelece critérios claros para diferenciar o que seria, dentro desse limite, horário regular ou trabalho extraordinário.

“A intenção é justamente permitir acordos coletivos com jornadas longas, de 10, 12 ou até 14 horas num dia, sem o pagamento de horas extras”, avalia Valdete Severo, juíza do Trabalho no Rio Grande do Sul.

Na ponta do lápis, o prejuízo ao trabalhador pode ser grande. Alguém que ganha dois salários mínimos, R$ 1.874,00, pode perder cerca de R$ 366,28 por mês – o equivalente a 20% da renda. Isso aconteceria no caso desse funcionário trabalhar todas as 220 horas mensais previstas na proposta, o que soma 2.640 horas ao ano. De acordo com as regras atuais, ao menos 344 horas na jornada anual desse funcionário seriam horas extras.

Leia mais:
Como a reforma trabalhista pode aumentar a sua carga horária
“Negociado sobre legislado” pode reduzir salários e estimular corrupçãoComo equilibrar as contas da Previdência sem cortar aposentadorias
STF toma a frente do debate trabalhista e pode liberar a terceirização
5 provas de que a lei trabalhista já mudou, mas você nem percebeuA reforma trabalhista pode acontecer a qualquer momento

Esta é, na verdade, uma estimativa conservadora. As perdas do trabalhador seriam ainda maiores se levássemos em conta os feriados e os casos de trabalho aos domingos, quando as horas extras precisam ser pagas com 100% de acréscimo.

Menos que o salário mínimo

Outra mudança importante será na remuneração por produtividade, que passa a ficar sujeita aos arranjos feitos em acordos e convenções coletivas. O maior receio é que isso desobrigue empregadores a pagar o piso de categorias ou até mesmo o salário mínimo. Para Jorge Ferreira dos Santos Filho, coordenador da Articulação dos Empregados Rurais do Estado de Minas Gerais, esses são problemas que já acontecem na prática no meio rural, mas que são passíveis de punição pela justiça.

A reforma pode desobriar empregadores a pagar o piso de categorias ou até mesmo o salário mínimo

Um exemplo é a colheita do café. Trabalhadores recebiam menos do que o salário mínimo em ao menos metade de 30 cafezais inspecionados pelo Ministério Público do Trabalho na região sul da Bahia entre maio e agosto de 2016. Segundo o procurador Ilan Fonseca, que coordenou as ações, a remuneração da lata – medida de aproximadamente 60 litros onde os empregados colocam o café colhido – gira em torno de R$ 2 a R$ 4, dependendo do local. “Muitos, especialmente os mais idosos, não conseguem receber mais do que R$ 500 ou R$ 600”, relatou o procurador.

Esta reportagem foi realizada com o apoio da DGB Bildungswerk.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Janio de Freitas: Não há panelaços e bonecos infláveis para os acusados do governo Temer

Não há panelaços e bonecos infláveis para os acusados do governo Temer

Janio de Freitas - Folha de São Paulo - 12/02/2017


Charge Osmani Simanca
Agora ficou mais fácil compreender o que se tem passado no Brasil. O poder pós-impeachment compôs-se de sócios-atletas da Lava Jato e, no entanto, não há panelaço para o despejo de Moreira Franco, ou de qualquer outro da facção, como nem sequer houve para Geddel Vieira Lima. Não há panelaços nem bonecos inflados com roupa de presidiário.

Logo, onde não há trabalhador, desempregado, perdedor da moradia adquirida na anulada ascensão, também não há motivo para insatisfações com a natureza imoral do governo. Os que bancaram o impeachment desfrutam a devolução do poder aos seus servidores. Os operadores políticos do impeachment desfrutam do poder, sem se importar com o rodízio forçado, que não afeta a natureza do governo.

Derrubar uma Presidência legítima e uma presidente honesta, para retirar do poder toda aspiração de menor injustiça social e de soberania nacional, tinha como corolário pretendido a entrega do Poder aos que o receberam em maioria, os geddeis e moreiras, os cunhas, os calheiros, os jucás, nos seus diferentes graus e especialidades.

Como disse Aécio Neves a meio da semana, em sua condição de presidente do PSDB e de integrante das duas bandas de beneficiários do impeachment: “Nosso alinhamento com o governo é para o bem ou para o mal”. Não faz diferença como o governo é e o que dele seja feito. Se é para o mal, também está cumprindo o papel a que estava destinado pela finalidade complementar da derrubada de uma Presidência legítima e de uma presidente honesta.

Não há panelaço, nem boneco com uniforme de presidiário. Também, não precisa. Terno e gravata não disfarçam.
(...)

POLÍTICA, SIM
Ficou comprovado que a Lava Jato e mesmo o seu juiz programavam vazamentos nas vésperas dos dias importantes na campanha contra Dilma e Lula. Só por "interesse político" – evidência que ninguém na Lava Jato tem condições honestas de negar.
(...) 

Artigo completo no link 

sábado, 11 de fevereiro de 2017

"(...) a “elite” (aspas) brasileira comete suicídio: não bastasse estampar a iniquidade dessas instituições que ela, historicamente, impôs ao país, a classe dominante, ao predar a classe média, bota a perder os alicerces que (também historicamente) lhe dão sustentação."

A elite brasileira suicida-se

Por Ruben Bauer Naveira - GGN - 07/02/2017

​“Nós vamos, um dia, amadurecer como povo e realizar nossa potencialidade. E vamos então varrer a canalha” (Darcy Ribeiro)

Essa frase curta, “a elite brasileira suicida-se”, contém dois erros.

Primeiro: jamais houve elite neste país. O que temos aqui não passa de uma classe dominante que, por preguiça intelectual, volta e meia é chamada de elite – conceito que, em qualquer país, diz respeito a um extrato social que avoca para si a responsabilidade de traçar o destino da sua nação e fazê-lo cumprir. Nunca houve nada assim no Brasil, lugar em que os horizontes da classe dominante não passam da acumulação predatória e do consumo ostentatório.

Segundo: no curto prazo, a classe dominante não corre risco de morte. Não há então nenhum suicídio iminente. Será, porém, no médio-longo prazo, que a classe dominante brasileira acabará por perceber, da pior maneira possível, que terá sido a sua própria natureza que lhe terá conduzido a seu fim.

Darcy Ribeiro sonhou com um povo que, por tomada de consciência, completava o seu processo de formação. O que ele não podia imaginar era que tal salto seria induzido de forma tão paradoxal, pela inconsequência da própria classe dominante. Mesmo que ainda demore muitos anos, o ponto-de-não-retorno foi ultrapassado, é então questão de tempo.

Antes de mais nada, nenhum país vive sem instituições, e as nossas se inviabilizam a olhos vistos. Instituições que, historicamente, foram construídas segundo os interesses da classe dominante: Charles Darwin, em sua estada no Brasil em 1832, registrou, repugnado, que “não importa a monta das acusações que possam pesar contra um homem de posses, é certo que em pouco tempo ele estará livre”.

Para que servem as instituições?

Ao menos a título formal, instituições existem para servir à sociedade e para edificar o futuro da nação. Como foi dito, no Brasil isso jamais aconteceu (como poderia, se não temos elite?) mas, pelo menos, ainda se guardavam as aparências. Agora, esfrega-se na cara da sociedade que as instituições existem tão somente para servir a si próprias.

Nossas instituições funcionam normalmente. Elas cumprem seus ritos e protocolos, executam seus orçamentos, nelas se tomam decisões e se definem políticas públicas. Mas, perante a sociedade, instituições vivem de veracidade ou, ao menos, de verossimilhança. Instituições até podem servir a si próprias enquanto fingem que servem ao bem comum, mas não podem simplesmente se cansar de fingir e estampar perante a sociedade uma realidade que ela preferiria não conhecer. Desencanto é sem volta.

As instituições brasileiras têm funcionalidade, o que elas não têm é sentido.

Para que se cumpra a antevisão de Darcy, o mais difícil já aconteceu. Graças à insegurança, cegueira, afobamento, inconsequência e ganância sem freios da classe dominante (mais uma vez passando recibo de não ser merecedora de ser vista como elite), o conjunto da sociedade vai se dando conta que essas instituições são imprestáveis, e terão que ser transmutadas.

Falta ainda algo já não tão difícil, na medida em que depende de nós: a unificação da sociedade em torno de um projeto para essa transmutação.

Ora, o atributo número um para tal projeto será sua qualidade de, justamente, unificar a sociedade. Terá que ser este o ponto de partida para a concepção do projeto.

O propósito deste artigo é apresentar três propostas concretas nesse sentido, respectivamente formuladas em torno dos conceitos de Constituinte dos Cidadãos, de Grupos de Diálogo e de Democracia Direta, as quais serão descritas ao final do texto.

A paixão não-correspondida da classe média pela classe dominante

Previsivelmente, a classe dominante lança mão do expediente clássico de dividir para governar. Por via da manipulação, ela atiçou preconceitos latentes da dita classe média, com duplo propósito: jogá-la contra as classes desfavorecidas e contra quem governasse em favor destas; e alinhá-la aos seus interesses, ainda que contrários aos dela própria.

(Nota: este processo se encontra descrito em profundidade no recente livro de Jessé de Souza, A Radiografia do Golpe: Entenda como e porque você foi enganado. Para uma introdução ao argumento de Jessé, ver https://www.facebook.com/souza.jesse225/posts/10203070013027649).

Muito simplificadamente, a classe média, desde sempre inconformada com os privilégios dos “de cima” (em especial o privilégio de fazer leis para serem cumpridas por todos, menos eles próprios), privilégios que ela condena da boca para fora mas que intimamente inveja e anseia para si, ficou ainda mais desconfortável a partir do momento em que os “de baixo” passaram também a contar com acesso, por mínimo que fosse, à Terra Prometida (leia-se, aos recursos do Estado). “Todo mundo mama, menos eu!”, foi como ela sentiu.

A classe média é hoje, possivelmente, a mais numerosa no país:

- a classe E são os miseráveis;

- a classe D são os pobres;

- a classe C é a classe média baixa;

- a classe B é a classe “média-média”;

- a classe A é a classe média alta.

Nenhuma dessas é classe dominante.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Lula fez Hospital "de bacana" a atender pelo SUS. Seis hospitais filantrópicos, "chiques", da rede particular formalizaram em 2008 uma rede de apoio aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

D. Marisa não está no SUS, mas Lula fez Sírio Libanês atender o SUS
Por Eduardo Guimarães - Blog da Cidadania - 28/01/207

Na semana que finda, os que ainda conservam a humanidade em um país que está se tornando desumano sofreram um duro golpe. A esposa do ex-presidente Lula sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, o tipo mais grave. A partir dali, seguiu-se uma tempestade de selvageria, desumanidade, ódio e maldade que agride as pessoas decentes.

De alguns anos para cá, o ex-presidente Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff tiveram cânceres e, agora, a esposa do ex-presidente, dona Marisa Letícia, foi vitimada pelo AVC. Nem Lula nem Dilma fundaram o SUS nem tampouco são responsáveis pelos problemas de atendimento que possa haver na rede pública de saúde brasileira, mas ao adoecerem com tanta gravidade receberam ataques que nenhum outro presidente recebeu ao adoecer e ter que se tratar em hospitais.

Por exemplo: ano passado, em julho, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso descobriu que tinha um problema cardíaco e teria que usar um marca-passo. Foi internado no Hospital do Coração, em São Paulo, para realizar o procedimento. Nenhum dos subumanos que atacaram Lula, Dilma e dona Marisa exigiram que ele se tratasse no SUS. Por quê?

Se o fato de ser presidente de um país em que o sistema público de saúde tem falhas obriga esse presidente, durante ou após o mandato, a usar esse sistema em caso de doença, isso não deveria valer para todos os presidentes e ex-presidentes? Por que só ex-presidentes petistas são cobrados dessa forma?

As ponderações acima são apenas exercício de retórica porque todos sabem que o intuito de pessoas como as duas mulheres na foto acima e da horda de monstros que infecta a internet não decorre de questões de interesse público, mas de perversidade, de gana de fazer sofrer quem pensa diferente.

O SUS melhorou muito durante os governos do PT. Foi criado o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em 2003, as UPA’s (Unidades de Pronto Atendimento 24 horas), o programa Mais Médicos, que garantiu a vinda de 14.462 médicos estrangeiros para cobrir o déficit de profissionais em localidades mais isoladas e pobres nas quais a população nunca tinha tido médico. Mas essa não é a questão.

Nenhum presidente da República é responsável sozinho pelo SUS. Os governos estaduais e municipais também têm responsabilidade. E todos sabem que nenhum governador ou prefeito que não seja do PT é cobrado pela saúde pública por gente como essa que agrediu dona Marisa no momento mais terrível de sua vida.

Essa gente diz ter religião, em geral uma religião que prega amor ao próximo, perdão, generosidade… Eis por que religião não diz nada, não serve para aquilo que deveria, ou seja, tornar as pessoas melhores. Há muito ateu que segue muito mais os preceitos do cristianismo que esses ratos de igreja que cometem atos desalmados como as duas mulheres da foto no alto da página.

Mas o que é mais irônico nem é isso. Dona Marisa está sendo agredida por estar em um hospital dito “VIP” como ocorre com qualquer pessoa da família de um político importante, mas foi graças ao marido dela que não apenas o SUS melhorou muito como muitas pessoas humildes, que se tratam no SUS, tiveram acesso a esse tipo de hospital “classe A”.

Sim, é isso mesmo. Lula foi o primeiro presidente a fazer com que os hospitais “chiques” atendessem o SUS.

O Ambulatório de Filantropia do Hospital Sírio-Libanês (HSL) completou em outubro do ano passado dez anos de atendimento a pacientes com câncer de mama referenciadas pelo Sistema Único de Saúde.

A partir de 2005, o Núcleo de Mastologia do Sírio Libanês realizou 2.371 cirurgias plásticas e, em pelo menos mil destes casos, também foram feitas reconstruções e simetrização das mamas, durante o mesmo procedimento cirúrgico da mastectomia.

Mas não é só. A obra de Lula para dar oportunidade a pacientes do SUS para tratamento em hospitais “de bacana” foi muito mais longe.

Seis hospitais filantrópicos da rede particular formalizaram em 2008 uma rede de apoio aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de 2009, hospitais como Albert Einstein, Sírio Libanês, Oswaldo Cruz e Samaritano, que estão entre os mais caros de São Paulo, começaram a garantir o atendimento da população carente em suas unidades em troca de isenção de tributos federais.

Em 2009, Lula assinou a Medida Provisória 446, que regulamentou o apoio de hospitais classificados como filantrópicos aos hospitais do Sistema Único de Saúde. Seis instituições firmaram o acordo e apresentaram por escrito suas propostas de melhorias para a rede SUS

Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz, Hospital do Coração (HCor), Samaritano e Moinhos de Vento deixaram de recolher quase R$ 1 bilhão de encargos trabalhistas. Em troca, realizaram cerca mais de uma centena de projetos de apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS). Alguns deles, afirmam especialistas, supriram carências importantes da rede pública.

Nunca antes na história deste país um presidente da República melhorou tanto o SUS quanto o presidente Lula, com medidas como a supra descrita e outras tão importantes quanto, como o Programa Mais Médicos, que permitiu que milhões de brasileiros se consultassem com um médico pela primeira vez na vida. E justamente esse presidente é atacado dessa forma.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Bomba! Temer nomeia a si mesmo para o STF e declara vaga a Presidência da República

Bomba! Temer nomeia a si mesmo para o STF e declara vaga a Presidência da República 

Num golpe de mesóclise, diante de uma lista quadrúplice, elaborada pelo QG da Revolução de 16, Temer entende que é o escolhido pela forças revolucionárias para ocupar a vaga de de Ministro do STF. 

Da Redação - Causa-me Espécie - 25/01/2017


VERBA VOLANT, SCRIPTA MANENT
Segundo fontes palacianas, Temer decidiu após receber uma cartinha encaminhada pelos apoiadores e patrocinadores da Revolução de 16. Ao abri-la, deparou-se com uma lista codificada com as iniciais dos candidatos: SM, JP, AM e MT

Michel não teve dificuldades em decifrar os três primeiros. Restando uma pitada de dúvida quanto ao último, o MT. 

Temer ficou compelido a escolher, sem mesmo ligar para a Globo e GM, entre SM e JP, dois nomes que o ajudaram chegar aonde chegou. Convenhamos!

SM, se for quem eu estou pensando, não aceitará, pois terá redução de salário. Ministro do STF não dá para ganhar acima do teto constitucional e ficar viajando para os EUA para dar palestra, sem chamar atenção. Riscá-lo-ei! 

JP, embora qualificadíssima para o cargo, já está desempenhando um grande papel voluntário para a prefeitura de um aliado, fiscalizando banheiros públicos na sua cidade. Temer riscou seu nome, após um assessor lhe mostrar reportagem em que JP, de posse de uma toga preta, estava já se achando ministra, após ser vista no RH do STF. Demodê! 

AM, se for quem penso ser, desempenha um grande papel no governo revolucionário, controlando facções, e tem uma grande missão: eliminar a maconha da América do Sul. Ele tem cara de policial, não de ministro do STF. Sem perfil. Risca! 

MT, seria Marcela Temer? Embora uma grande advogada, com um currículo espetacular e todas as credenciais para o cargo, inclusive para assumir a relatoria da Lava Jato, lembrou que sua esposa ainda não tinha a carterinha da OAB. Lamentável. Risca! 

EUREKA
Em uma de suas aulas em escolas ocupadas contra a reforma do ensino médio, na cidade-satélite de Brasília, quando lia o poema A CARTA do seu best-seller: Anônima Intimidade, o presidente teve um epifania, esbugalhando os olhos diante da estrofe:
Leu. Releu.
Não entendeu.
Mas compreendeu
Só pra dizer
"Adeus".
Se MT não é Marcela, nem Michelzinhho, nem Michel Teló, só pode ser eu mesmo! Como não pensei nisto antes? Sou um grande constitucionalista, autor de vários livros.

Inelegível por 8 anos, pela ficha-suja no TRE-SP, com a popularidade sabe-se lá onde, Temer vislumbrou ser este o melhor fim para sua carreira política. 

E ainda entre devaneios, concluiu que assim estaria matando vários coelhos com uma única cajadada: 
- Poderei ser o relator da Lava Jato, se a Cármen e a Globo deixarem. Ninguém melhor que euzinho para esclarecer alguns mal-entendidos em relação a mim, meus ministros, aos meus aliados demo-tucanos-revolucionários: 
"Santo", "Careca", "Primo", "Angorá", "Caju", "Babel", "Botafogo", "Todo Feio", "Índio", "Justiça", "Gripado", "Kimono", "Kafta", "Mineirinho", "Caranguejo", "MT", etc. 
- Com popularidade no pré-sal, serei coerente com o que disse: é difícil Dilma resistir até o fim do mandato com popularidade baixa.
- Temer, fora, fica vaga a cadeira de Presidente para uma eleição indireta? Ou quem assume é o Mineirinho? 
- Motivo Marcela a passar na prova da OAB, preparando-se para ser uma futura Ministra do STF. Quiçá, indicada pelo meu sucessor. 
- Tornar-me-ei uma grande inspiração para que Michelzinho, ao me ver naquela toga preta, siga a carreira dos pais, almejando ser um dia ministro do STF. 

P.S. Segundo uma fonte anônima, Michelzinho e "Jucazinha", além de banco imobiliário, brincam de juiz com os coleguinhas na hora do recreio, fantasiados de toguinha que ganharam no Natal.

FORA TEMER
Em cadeia nacional, Temer nomeou a si mesmo ministro do STF e sentenciou: “Assim sendo, declaro vaga a Presidência da República.”

domingo, 8 de janeiro de 2017

PCP: Primeiro Comando Plutocrata, a pior facção de todas. No passado usou tanques para golpe. Agora usa Parlamento e o Judiciário.

A pior facção de todas não aparece na mídia, mas você é prisioneiro dela.

Por : Paulo Nogueira - Diário do Centro do Mundo - 08/01/2017


E então, de tanto ler, falar e ouvir sobre prisões, me ocorreu o seguinte.

Vivemos numa realidade virtual e, na verdade, somos todos prisioneiros de uma facção chamada PCP: Primeiro Comando Plutocrata.

“Nós somos o 1%”, é o lema do PCP. “Os demais 99% que se danem.”

O PCP detesta pobres, negros, homossexuais e minorias de uma forma geral.

Existe uma exceção no capítulo dos homossexuais. Gays podem ser aceitos na facção, e até fazer carreira nela, desde que permaneçam no armário e, principalmente, tenham dinheiro.

O PCP adapta-se aos tempos e às circunstâncias. No passado, usou tanques para dar golpes. Agora, utiliza o Parlamento e o Judiciário.

A retórica é sempre a mesma: não é golpe.

Milhões de votos estão sendo destruídos? Sim.

Os interesses do 1% privilegiado falam muito mais alto que os dos demais 99%? Sim.

Mesmo assim: não é golpe, garante o PCP.

Para tentar manter quietos e dóceis os 99% da população que pagam a conta das de suas mamatas e privilégios, o PCP tem uma arma que até aqui jamais falhou: a mídia.

Os jornais dizem que o golpe não é golpe. As revistas repetem. As rádios repercutem. Os telejornais amplificam tudo com o barulho de um concerto de rock.

Pronto: o golpe deixou de ser golpe.

O Primeiro Comando Plutocrata sempre recorreu à mídia para convencer seus prisioneiros de que corruptos são os outros.

Todos os outros, sobretudo aqueles que não se conformam com o sistema de partilha de riquezas adotado pela facção.

Convém, a quem pertence aos 99%, não sair por aí criticando o contraste entre a riqueza opulenta de tão poucos e a pobreza miserável de tantos.

Os cães selvagens da facção — colunistas e comentaristas das grandes empresas jornalísticas — serão atiçados contra os que ousem se rebelar.

O PCP, com sua mídia para a qual a verdade é uma mera abstração, tem o poder de fazer surgir no imaginário coletivo um apartamento que simplesmente não existe. Ou um sítio. E depois dirá que ambos, sítio e apartamento, foram roubados por aquele homem em quem os pobres acreditam. Aquele ali, o de barba.

E assim a vida segue nos domínios do Primeiro Comando Plutocrata, do qual somos todos prisioneiros.

Perto do PCP são irrelevantes todas as facções que ocupam as primeiras páginas nestes dias.

Todas.