quinta-feira, 22 de março de 2018

"Deus criou Adão e Eva e não Adão e Ivo"

"Deus criou Adão e Eva e não Adão e Ivo".

Por Miguel Rios - via Facebook - 20/03/2015

Deus tava entediado, fez um curso de cerâmica e resolveu moldar um boneco. Soprou e deu-lhe vida. Vê que bafo da gota. Aí Adão entediado exigiu uma companheira. Vê a carência. Deus arrancou uma costela dele (tipo o que Thalia fez) e PAM! Eva na área. Viviam eles com os bichinhos, sem trabalhar, nem bater um prego em um sabonete Dove molhado (ninguém reclama que o governo sustentava, né?), no maior paraíso. Só não podiam comer de uma fruta que Deus proibiu, era dele. Vê a proteção de privilégios exclusivos. 

Aí Adão e Eva, depois de usarem alguma ervinha mais aditiva, bateram um papo com uma cobra e resolveram desobedecer. Foram lá e mandaram a fruta pro bucho. Adão botou a culpa em Eva, que havia lhe seduzido, como se ele não fosse maior de idade. Vê o machismo, a criancice e a falta de responsabilidade em assumir os erros.

Deus deu piti e expulsou eles do bem-bom. Viraram sem-teto por causa de uma fruta roubada. Vê a crueldade. A família perder hospedagem e ajuda de custo porque fez um ato que qualquer maloqueiro faz. No máximo, uma pena alternativa de replantar árvores.

Mas Adão e Eva tiveram de começar a ralar e ralar e rolar pra botar menino no mundo. Tiveram dois pirraias. Abel era todo limpinho, comportadinho, santinho, roupinha transada, cabelinho escovado e recebia os elogios. Caim era mais sapeca, desajustado, malamanhado e sobravam as lapadas pra ele. Ou seja, o mais rebelde, problemático, que deveria ter acompanhamento e mais atenção, era desprezado. O mais equilibrado era posto nas alturas, ganhava os afagos, o preferido até de Deus. Vê a meritocracia.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Os coxinhas ficaram com vergonha de falar de política depois do Golpe de 16?

EXISTE UM MEDO DE FALAR DE POLÍTICA. 

Por Cris Penha - via Facebook - 12/03/2018

Quando vou às festas que ainda me convidam (kkk), política virou assunto proibido. As vezes até combinam: "ó, ninguém fala de política", pelo menos não na mesa, só ao pé do ouvido. Vamos falar apenas de esportes, cinema, culinária e do clima? 

Só quando o PT governava que se falava de política, onde a classe média das festas que eu frequentava reclamava de tudo, até da tapioca de R$ 10. 

Uma vez cheguei numa festa e o anfitrião na frente de todos: "este é o único petista legal que eu conheço". Como assim? O resto é bandido e a direita é 100% honesta? Ou "bolsa família é pra comprar o voto dos pobres". Achei que isso era quando davam cesta básica na véspera da eleição e depois sumiam deixando todos morrerem de fome por 4 anos. 

E no elevador: "calor hoje né?" ou "que esfriada que deu". Hoje, ninguém mais toca no assunto, reclama da corrupção, do preço dos combustíveis, da tentativa descarada de abafarem tudo num grande acordo nacional e muito menos batem panela.

As pessoas estão aceitando passivamente perderem aposentadorias, pensões, direitos trabalhistas, programas sociais, o sonho de viver num país desenvolvido para todos e sem corrupção sem nem ao menos discutir alternativas. Isso talvez seja um misto de vergonha por parte de alguns e de indiferença por parte dos que queriam apenas tirar o PT. 

Mas toda essa passividade diante da perda dos próprios direitos e da destruição do Brasil? O que explica isso? 

Provavelmente o poder da mídia que diz 24 horas por dia que estamos no caminho certo, que não há outro jeito, que esses que tomaram o poder são honestos, que a Justiça não entrou no Acordo Nacional. Como no texto de Bertold Brecht, o Brasil parece cada vez mais um país de analfabetos políticos, vide a expressiva intenção de votos em Bolsonaro e a quantidade de seguidores do MBL.

Por isso que todos nós temos que fazer a nossa parte, falar sim de política, discutir em todos lugares, abrir os olhos da população por que ninguém fará isso por nós. E não só nas redes, mas em todos os lugares. 

A política precisa ser discutida sempre por que quem não gosta ou não acompanha de perto será governado pelos que gostam até demais, pelos motivos que sabemos. 

Nós, que não somos políticos profissionais mas cidadãos, não somos inimigos nem adversários. Todos nós queremos o melhor para o Brasil. 

Como no futebol, cada um tem a sua receita para esse país vencer. Mas não se iludam que esse é o objetivo dos que tomaram o poder no Brasil, por que nunca foi e nunca será. A história é a prova!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Bomba! Moro, Bretas e Dallagnol condenam a si mesmos a 43 anos pelo recebimento de auxílio-moradia.

Bomba! Moro, Bretas e Dallagnol condenam a si mesmos a 43 anos pelo recebimento de auxílio-moradia. 

O juiz Moro condenou a si mesmo por receber auxílio-moradia e morar em duplex próprio (Duplex de Curitiba). A pena foi de 43 anos, 7 meses e 7 dias sem receber auxílio-moradia. Em seguida, coincidentemente, Bretas se aplicou a mesma pena. Já Dalagnol, apresentou uma denúnica contra si mesmo e pede uma pena de 43 anos, 7 meses  e 7 dias sem direito a qualquer "penduricalho". 

Até o trânsito em julgado da sentença, todos tem a liberdade de continuar recebendo as cifras e furando o teto constitucional. 

Da Redação Causa-me Espécie - 08/02/2018 (637º dia do Golpe de 16)


A Lei é Para Todos e Para Si
A reação do triunvirato da Lava Jato (Moro, Dallagnol e Bretas) foi imediata, após as divulgações pela Folha de SP, que os três recebem auxílio-moradia mesmo sendo proprietários de imóveis. 

Duplex De Curitiba
Dr. Moro, o grande tribuno da Nação, o mais imparcial magistrado de todos os tempos desde a Roma e Grécia antigas, a encarnação da Deusa Themis para muitos fãs, o pai, o filho e o espírito santo da Lava Jato, após gritar "eureka!", decidiu condenar a si mesmo a ficar 43  anos, 7 meses  e 7 dias sem receber auxílio-moradia. A prova apença aos autos foi a reportagem da Folha de SP, que divulgou que Moro recebe desde 2014 auxílio-moradia mesmo sendo dono - comprovado em cartório - de um duplex em Curitiba.

Sua esposa, Dona Rô, que mora com ele, foi absolvida. Na sentença, Moro afirmou que não há provas da participação da Rô no usufruto dos valores recebidos como auxílio-moradia pelo cônjuge. Seu passaporte, inicialmente retido, foi devolvido.

Em sentença, já aclamada "irretocável" por um de seus pares, Dr. Moro, além de se condenar a pedir escusas aos súditos da República de Curitiba, também se condenou a restituir aos cofres públicos todos os valores recebidos por auxílio-moradia desde 2014, devidamente corrigidos. Caso não disponha da quantia em cash, seu duplex será leiloado.

In Moro We Trust
Segundo fontes próximas ao semi-deus, a benevolente decisão foi inspirada por uma de suas milhares de fãs. Uma elegante senhora, quatrocentona de Curitiba e frequentadora do mesmo requintado restaurante do casal Moro, deixou cair um bilhete sobre sua mesa, onde consta: "Devolva. Não fica bem a pessoas do nosso estrato social aceitar migalhas do governo". E sumiu entre as mesas do lugar, ao som de “Nearer, My God, To Thee” (“Mais perto de ti, meu Deus”), ao violino. 

Que Deus tenha misericórdia desta Nação
Dr. Bretas, juiz carioca, o primeiro do triunvirato a ser denunciado pela Folha de SP ("Casado com juíza, Marcelo Bretas foi à Justiça para que ambos pudessem receber auxílio-moradia") e Folha de SP ("Casa de Bretas já foi matéria de revista"), proferiu pelo Twitter uma sentença ainda mais dura a si mesmo e a sua esposa, também juíza. A pena foi de 43 anos, 7 meses e 7 dias sem receber o duplo penduricalho

Apensa à sentença, Bretas sapecou uma citação bíblica:
"Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração." Mateus: 6:19-21
O magistrado prometeu voltar ao Vaticano para se confessar com o Papa Francisco. 

Meu Auxílio Moradia, Minha Vida
D. Dallgnol, procurador do MPF, após ser denunciado pela Folha de SP ("Deltan Dallagnol recebe auxílio-moradia mesmo com imóvel próprio"), não se fez de rogado e autodenunciou ao Dr. Moro pelo mesmo motivo. Pediu uma pena de 43 anos, 7 meses e 7 dias sem receber qualquer penduricalho

Dosimetria 
Especialista ouvida pelo Blog, Dra. Janaína Sonrisal Colesterol, da ESPA - Escola Superior de Penas Aplicadas, concluiu que as penas são de uma precisão cirúrgica, comum a juízes que tenham conecção com o dívino. E os rumores que os três tenham combinado o voto, não passa de "fake news", maledicência! Quem leu o Código Da Vinci e O Segredo entenderá os números.

10 Medidas Contra o Auxílio-Moradia
Dallagnol já prepara um powerpoint com as "10 Medidas". Planeja viajar o Brasil e o mundo em campanha para promover e coletar assinaturas para um Projeto de Lei que visa acabar com tal "mimo-penduricalho" concedido a cerca de 30 mil autoridades da União, ao custo de R$ 1,6 bi ao ano, segundo estudos do Senado.

Eu Moro Com Ele
Uma esposa de juíz que recebe o penduricalho solicitou, em anonimato, que sites de humor parem de fazer piadas com a situação. Como tem feito o Sensacionalista (Mulher de Moro lança a página “Eu Moro com ele e você paga”) e The Piauí Herald (Revista de decoração lança edição especial auxílio-moradia). Já outra esposa indignada, ameaçou mandar seus filhos para a Suíça, pois estão sofrendo bullying no colégio.

Lamentável! 

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Brizola para Lula: "Confio que algo de positivo ainda vai de acontecer." - "Se não for pela ação do Judiciário, será pelo poder das ruas."

Brizola: ‘Julgamento de Lula foi um teatro’

Por Marceu Vieira - 25/01/2018

Em nova alucinação, o cronista digital voltou a entrevistar sua lembrança de Leonel Brizola – desta vez, no dia da condenação de Lula em segunda instância.

Brizola pula a fogueira - Campanha eleitoral de 1982 - Irajá, Rio de Janeiro - foto Aguinaldo Ramos

Governador, daí onde está agora, o senhor acompanhou o julgamento do Lula?

Sim, Romeu. Eu, de cá onde estou, a tudo assisto e tudo ouço. Vi tudo isso com grande apreensão e tristeza. Francamente, sinto muita tristeza. Este velho coração, já parado, ficou mais engelhado, tu podes acreditar. Vi tudo isso, principalmente, com a preocupação de quem não pode mais estar aí para manifestar a sua indignação. Por isso, mais uma vez, pedi permissão aos líderes do universo, que um dia tu, que és novilho precoce, também saberás quem são, para acompanhar mais esse calvário, que não é só do Lula, creias, mas de todo o povo brasileiro. Pedi permissão também para dizer através de ti, novilho precoce, como tantos que aí vejo, algumas palavras.

Novilho precoce?

Tu me perdoes. Não te ofendas, Orfeu. Novilho precoce é aquele abatido quando ainda não completou 30 meses. É como vejo os sonhos da tua geração. A tua geração foi abatida em tantos sonhos desde que esses facínoras, não é verdade?, se aferraram ao poder no fim da ditadura. Deu-se, então, a ditadura econômica, comandada por esses filhotes da ditadura militar. Houve a vitória do povo com Lula, depois com a dona Dilma, mas, no fundo, tisc, no fundo, eles, os facínoras, estiveram sempre ali, de prontidão, o tempo todo, comandando os carreiros com suas varas finas, a guiar a boiada rumo ao abatedouro da ditadura econômica. Francamente, acredito que o PT, num dado momento, achou que a fatura já estava ganha e deu rédeas a esta gente. Eu sinto pena de ti e de tantos novilhos precoces abatidos em seus sonhos. E sinto, sobretudo, creias, uma profunda dó do Brasil.

O julgamento do Lula foi injusto?

Só a maldição do Coisa Ruim poderia fazer alguém, em sã consciência, acreditar que o que se passou com o Lula transcorreu de uma maneira limpa e justa. Francamente! Lula, vá lá, cometeu por aí os seus equívocos. Pecados veniais. Francamente, Lula costeou o alambrado algumas vezes, e até ultrapassou a cerca em ocasiões importantes, fazendo festa de cusco interessado num naco de carne, ou mesmo cegando os olhos para os donos do poder econômico e político, que ameaçavam a sua governabilidade. Mas, a rigor, não vejo em nada um crime que justifique esse calvário imposto pelo juiz Louro ao ex-presidente.

O senhor fala do juiz Moro?


Alfeu, perdoes este velho já morto, que vem de longe, e ainda não se habituou ao nome do magistrado. Mas, francamente, com todo o respeito aos louros, ele, o juiz, está mais para Louro, a ave, não é verdade?, aquela que reproduz o que o dono repete e não pensa nem sabe o que diz. Só reproduz o que lhe ensinam na repetição.

O juiz Moro estaria a serviço de que dono?

Francamente, a rigor, não vejo de outra forma. Ele, o Mouro, não parece ter a virtude da isenção, que se presume que os magistrados devam ter. Está claro, nas suas decisões, a quem ele serve. Veja como ele se comporta com os do lado de lá! Chega a ser perigoso para o Judiciário ter o destino do Brasil nas mãos desse jovem juiz, cujo objetivo, a mim me parece, é apenas o de esmagar Lula e suas possibilidade de retorno à Presidência. E a quem interessa que Lula esteja fora da disputa?! Não sei quais são as convicções políticas do meritíssimo, o que ele supõe como país ideal para os seus filhos. Mas se tem tem rabo de jacaré, dente de jacaré, couro de jacaré, só pode ser jacaré! Vejo essa artilharia contra o Lula diferente do bombardeio daquele cantor, por exemplo, o Tigrão, francamente, que ataca, ataca, ataca com sua língua afiada, e nada propõe para pôr no lugar do que deseja desconstruir. Essa gente a que o juiz Louro serve sabe muito bem o que quer perpetuar.

Quem é esse Tigrão, governador?

O cantor… Eu não saberia classificar. Funkeiro talvez não seja. Acho que é do iê-iê-iê, uma espécie de astro do iê-iê-iê brasileiro, que anda apartado da grande mídia. Ele tem uma música que admiro, que diz: “A vida passa na TV.” Nem sempre a vida real passa na TV. Mas este verso desse Tigrão, na verdade, diz um pouco do meu sentimento.

Governador, não seria Lobão?

Sim, é esse. Peço perdão a ele pelo meu engano, Aristeu.

Marceu, governador.

Ah, quanto a ti, já me desculpei muitas vezes. Sempre troquei teu nome. Tu me desculpes, Marcel. Mas deixe-me concluir. O juiz não é como esse Tigrão, que expõe seu desejo de demolir tudo isso que aí está sem oferecer uma alternativa capaz de estancar o sangue do povo brasileiro. Tu sabes que eu também jamais morri de amores pelo Lula. Há questões fundamentais nas quais divergimos ao longo de toda a minha passagem por este plano. Mas não vejo no Brasil alternativa melhor neste momento do que o Lula. O povão humilde, as nossas crianças de pés descalços e canelas ruças, as mulheres oprimidas, os nossos irmãos negros, quem melhor para olhar por eles? Penso que esse seja o Lula. Por isso, os interésses econômicos o temem tanto, porque querem o leite da vaca só para si! Quem melhor para estancar as perdas internacionais que mantêm tudo isso que aí está?! No meu entendimento, honestamente, o Lula.

Governador, o presidente Temer disse que…

Um momento, Argeu! Tu me desculpes interromper. Não quero falar desse Temer. Esse Temer, a rigor, não é nada! É um rito de passagem, um bonecão do posto, não é verdade?, tu me entendes, um bonecão do posto que está ali, tisc…, está ali só para cumprir a tarefa de quem de fato comanda as ações, que é o poder econômico, que é essa elite apodrecida, que, daqui onde estou eu pressinto, um dia vai morrer de velha sem que ninguém vá ao seu funeral! A rigor, é o que vai acontecer! A elite brasileira vai morrer de velha, podre, sem que ninguém vá ao seu funeral!

Voltando ao julgamento, o senhor acreditava na possibilidade de absolvição do Lula?

Veja, Pirineu. Como se diz nos pampas, o cenário sempre esteve mais feio do que o diabo chupando limão, não é verdade? Tudo se deu como o grande poder desejava que as coisas sucedessem. Mas, honestamente, mantenho a minha fé no bom senso dos juízes que ainda julgarão novos recursos do ex-presidente. A mim, sempre pareceu improvável o cenário de 3 a 0 a favor do Lula. Mas acreditava numa análise mais equilibrada nessa segunda instância do que os 3 a 0 contra ele. Eu me recolho com grande tristeza depois de assistir ao que assisti em Porto Alegre.

O aumento da pena de Lula, na sua opinião, sinaliza que…


Permita-me concluir. O tempo é o maior de todos os juízes. O tempo também julgará esses desembargadores, como também julgará o juiz Louro. Os regentes dessa sustentação ao juiz, a meu ver, são mais assanhados do que lambari de sanga. São mais ásperos do que língua de gato. Mas, a rigor, esse julgamento do Lula não passa de uma bazófia para o juiz Mouro. Na verdade, foi um teatro apenas! Um teatro! A rigor, foi um teatro, com final já previsto. Lula, para eles, já estava esgualepado que nem cincha de bagual. Mas lhe asseguro, Doalcei, Lula é forte e resistirá. Disso, creias, eu não tenho dúvidas. Confio que algo de positivo ainda vai de acontecer.

No Judiciário?


Se não for pela ação do Judiciário, será pelo poder das ruas.

O senhor acompanhou o comício do Lula e da Dilma em Porto Alegre na véspera do julgamento?

Sim. Confesso que assisti a tudo com muita alegria e saudade daquele cenário. Eu mesmo já estive ali, diante de multidão até maior, modéstia à parte, proferindo as minhas crenças e as minhas verdades. No meu último quarto de hora neste ambiente terreno de vocês, era do que mais sentia falta, de falar co franqueza para o nosso povão.

O senhor ainda acredita que Lula consiga se candidatar?


Veja, Ateneu. Quando eu estava no exílio, e aqui ainda mal se falava em abertura política, ninguém acreditava que o Leonel Brizola pudesse voltar e se eleger governador. Sobretudo de um estado como o Rio de Janeiro, onde funcionava o intestino da ditadura, não é verdade? No Rio de Janeiro, estava o intestino grosso da ditadura! Mas este velho combatente, como tu sabes, desembarcou na Guanabara e derrotou até mesmo a fraude! E tiveram de nos engolir! De modo que não duvido das possibilidades do Lula. Uma nuvem escura se precipitou sobre o campo popular, que é o nosso, que é o do Lula, mas a tempestade, tu creias, tisc…, não dura para sempre. Nem o dilúvio de Noé durou para sempre. De modo que mantenho a minha crença.

Marceu Vieira é jornalista, compositor, ficcionista e cronista do cotidiano. Iniciou-se no jornalismo na extinta "Tribuna da Imprensa" e seguiu na profissão, sempre repórter em tempo integral, nas redações de "O Nacional", "Veja", "O Dia", "Jornal do Brasil", "Época" e "O Globo". Hoje, é jornalista independente.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Santayana: 15 passos para manter uma colônia ou eliminar o seu concorrente. Qualquer semelhança com o Brasil do Golpe de 16 é mera coincidência.

COMO MANTER UMA COLÔNIA OU ELIMINAR UM CONCORRENTE.

Por Mauro Santayana  em seu Blog - 18/01/2018


(Do blog com equipe) - Inspirados pelo livro de 1937, de Dale Carnegie, “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, e por personagens recentes de nossa história, subitamente elevados à condição de celebridades, ousamos, como no caso do Pequeno Manual do Grande Manuel, nos aventurar no atrativo mercado das obras de auto-ajuda, em 15 passos (três a mais que os alcoólatras anônimos) com o tema “Como manter uma colônia ou eliminar um concorrente”.

Sem mais preâmbulos, vamos à receita:

1 - Comece por cortar a sua possibilidade de financiamento, apoiando a criação de leis que impeçam o seu endividamento, mesmo que ele tenha uma das menores dívidas públicas entre as 10 maiores economias do mundo e centenas de bilhões de dólares em reservas internacionais, que você esteja devendo muito mais do que ele com relação ao PIB, e que ele seja o seu quarto maior credor individual externo. 

2 - Apoie, por meio de uma mídia comprada cooptada ideologicamente e também de entrevistas de "analistas" do "mercado", estudos e "relatórios" de "consultorias de investimento" controladas a partir de seu país e da pressão de agências de classificação de risco, às quais você não daria a menor bola, um discurso austericida, privatista e antiestatal para a economia do seu concorrente. 

3 - Com isso, você poderá retirar das mãos dele empresas e negócios que possam servir de instrumento para o seu desenvolvimento econômico e social, inviabilizar o seu controle sobre o orçamento público, e eliminar a sua liberdade de investimento em ações estratégicas que possam assegurar um mínimo de independência e soberania em médio e longo prazo. 

Companhias estatais são perigosas e devem ser eliminadas, adquiridas ou controladas indiretamente. 

Elas podem ser usadas por governos nacionalistas e desenvolvimentistas (que você considera naturalmente hostis) para fortalecer seus próprios povos e países contra os seus interesses.

4 - Aproveite o discurso austericida do governo fantoche local para destruir o seu maior banco de fomento à exportação e ao desenvolvimento, aumentando suas taxas de juro e obrigando-o a devolver ao Tesouro, antecipadamente, centenas de bilhões em dívidas que poderiam ser pagas, como estava estabelecido antes, em 30 anos, impedindo que ele possa irrigar com crédito a sua economia e apoiar o capital nacional, com a desculpa de diminuir - simbólica e imperceptivelmente - a dívida pública.

5 - Estrangule a capacidade de ação internacional de seu adversário, eliminando, pela diminuição da oferta de financiamento, o corte de investimentos e a colocação sob suspeita de ações de desenvolvimento em terceiros países, qualquer veleidade de influência global ou regional.

Com isso, você poderá minar a força e a permanência de seu concorrente em acordos e instituições que possam ameaçar a sua própria hegemonia e posição como potência global, como o é o caso, por exemplo, da UNASUL, do Conselho de Defesa da América do Sul, do BRICS ou da Organização Mundial do Comércio.

6 - Induza, politicamente, as forças que lhe são simpáticas a paralisar, judicialmente - no lugar de exigir que se finalizem as obras, serviços e produtos em andamento - todos os projetos, ações e programas que puderem ser interrompidos e sucateados, provocando a eliminação de milhões de empregos diretos e indiretos e a quebra de milhares de acionistas, investidores, fornecedores, destruindo a engenharia, a capacidade produtiva, a pesquisa tecnológica, a infraestrutura e a defesa do país que você quer enfraquecer, gerando um prejuízo de dezenas, centenas de bilhões de dólares em navios, refinarias, oleodutos, plataformas de petróleo, sistemas de irrigação, submarinos, mísseis, tanques, aviões, rifles de assalto, cuja produção será interrompida, desacelerada ou inviabilizada, com a limitação, por lei, de recursos para investimentos, além de sucessivos bloqueios e ações e processos judiciais. 

7- Faça a sua justiça impor, implacavelmente, indenizações a grandes empresas locais, para compensar acionistas residentes em seu território. 

Se as ações caírem, quem as comprou deve ser bilionariamente compensado, com base em estórias da carochinha montadas com a cumplicidade de “relatórios” “produzidos” por empresas de “auditoria” oriundas do seu próprio país-matriz, mesmo aquelas conhecidas por terem estado envolvidas com numerosos escândalos e irregularidades. 

Afinal, no trato com suas colônias, o capitalismo de bolsa, tipicamente de risco, não pode assumir nada mais, nada menos, do que risco zero. 

8 - Concomitantemente, faça com que a abjeta turma de sabujos – alguns oriundos de bancos particulares - que está no governo, sabote bancos públicos que não estão dando prejuízo, fechando centenas de agências e demitindo milhares de funcionários, para diminuir a qualidade e a oferta de seus serviços, tornando as empresas nativas e o próprio governo cada vez mais dependentes de instituições bancárias - que objetivam primeiramente o lucro e cobram juros mais altos - privadas e internacionais.

9 - Levante suspeitas, com a ajuda de parte da imprensa e da mídia locais, sobre programas e empresas relacionadas à área de defesa, como no caso do enriquecimento de urânio, da construção de submarinos, também nucleares, e do desenvolvimento conjunto com outros países – que não são o seu - de caças-bombardeios.

Abra no território do seu pseudo concorrente escritórios de forças "policiais" e de "justiça" do seu país, para oferecer ações conjuntas de "cooperação" com as forças policiais e judiciais locais.

Você pode fazer isso tranquilamente - oferecendo até mesmo financiamento de “programas” conjuntos - passando por cima do Ministério das Relações Exteriores ou do Ministério da Justiça, por exemplo, porque pelo menos parte das forças policiais e judiciais do seu concorrente não sabem como funciona o jogo geopolítico nem tem o menor respeito pelo sistema político e as instituições vigentes, que são constantemente erodidas pelo arcabouço midiático e acadêmico – no caso de universidades particulares - já cooptados, ao longo de anos, por você mesmo.

Seduza, "treine" e premie, com espelhinhos e miçangas – leia-se homenagens, plaquinhas, diplomas, prêmios em dinheiro e palestras pagas - trazendo para "cursos", encontros e seminários, em seu território, com a desculpa de "juntar forças" no combate ao crime e ao “terrorismo” e defender e valorizar a "democracia", jornalistas, juízes, procuradores, membros da Suprema Corte, “economistas”, policiais e potenciais "lideranças" do país-alvo, mesmo que a sua própria nação não seja um exemplo de democracia e esteja no momento sendo governada por um palhaço maluco, racista e protofascista com aspirações totalitárias.

10 - Arranje uma bandeira hipócrita e "moralmente" inatacável, como a de um suposto e relativo, dirigido, combate à corrupção e à impunidade, e destrua as instituições políticas, a governabilidade e as maiores empresas do seu concorrente, aplicando-lhes multas bilionárias, não para recuperar recursos supostamente desviados, mas da forma mais punitiva e miserável, com base em critérios etéreos, distorcíveis e subjetivos, como o de "danos morais coletivos", por exemplo.

11 - Corte o crédito e arrebente com a credibilidade das empresas locais e o seu valor de mercado, arrastando, com a cumplicidade de uma imprensa irresponsável e apátrida, seus nomes e marcas na lama, tanto no mercado interno quanto no internacional, fazendo com que os jornais, emissoras de TV e de rádio "cubram" implacável e exaustivamente cada etapa de sua agonia, dentro e fora do país, para explorar ao máximo o potencial de destruição de sua reputação junto à opinião pública nacional e estrangeira. 

12- Dificulte, pelo caos instalado nas instituições, que lutam entre si em uma demoníaca fogueira das vaidades por mais poder e visibilidade, e pela prerrogativa de fechar acordos de leniência, o retorno à operação de empresas afastadas do mercado. 

Prenda seus principais técnicos e executivos - incluídos cientistas envolvidos com programas de defesa - forçando-os a fazer delações sem provas, destruindo a sua capacidade de gestão, negociação financeira, de competição, em suma, no âmbito empresarial público e privado. 

13 - Colha o butim resultante de sua bem sucedida estratégia de destruição da economia de seu concorrente, adquirindo, com a cumplicidade do governo local - que jamais teve mandato popular para isso – fabulosas reservas de petróleo e dezenas de empresas, entre elas uma das maiores companhias de energia elétrica do mundo, ou até mesmo uma Casa da Moeda, a preço de banana e na bacia das almas. 

14 - Impeça a qualquer preço o retorno ao poder das forças minimamente nacionalistas e desenvolvimentistas que você conseguiu derrubar com um golpe branco, há algum tempo atrás, jogando contra elas a opinião pública, depois de sabotar seus governos por meio de simpatizantes, com pautas-bomba no Congresso e manifestações insufladas e financiadas de fora do tipo que você já utilizou com sucesso em outros lugares, em ações coordenadas de enfraquecimento e destruição da estrutura nacional local, como no caso do famigerado, quase apocalíptico, esquema da “Primavera Árabe” ou a tomada do poder na Ucrânia por governos de inspiração nazista. 

15 - Finalmente, faça tudo, inclusive no plano jurídico, para que se entregue a sua colônia a um governo que seja implacável contra seus inimigos locais e dócil aos seus desejos e interesses, a ser comandado de preferência por alguém que já tenha batido continência para a sua bandeira ou gritado com entusiasmo o nome de seu país publicamente.


domingo, 31 de dezembro de 2017

CORAGEM, é o que vamos para 2018 para continuar na luta contra o Golpe de 16 (em progresso).

O que mais precisamos, neste próximo ano de 2018, é de CORAGEM

Por Afranio Silva Jardim - Via Facebook - 30/12/2017

O que mais precisamos, neste próximo ano de 2018, é de CORAGEM (vejam o vídeo e a linda letra da música).

Precisamos de CORAGEM para vencer as vicissitudes do dia a dia;

Precisamos de CORAGEM para vencer esta apatia e tristeza que assolam a nossa sociedade, diante deste momento de obscurantismo;

Precisamos de CORAGEM para não nos rendermos a esta sociedade hipócrita e egoísta, sendo por ela contaminados;

Precisamos de CORAGEM para continuarmos correndo em direção ao nosso "horizonte utópico"; para que o pragmatismo não vença a poesia;

Precisamos de CORAGEM para continuarmos honrando aqueles que morreram, lutando pelos mesmos sonhos que ainda tornam nossas vidas sadias e relevantes;

Precisamos de CORAGEM para que não achemos normal a miséria e o sofrimento das pessoas que são exploradas em nossa sociedade;

Precisamos de CORAGEM para continuar a luta por uma sociedade mais justa; mesmo que esta luta importe em certas rupturas e sacrifícios pessoais.

Precisamos de coragem para "continuarmos vivos entre tantos mortos", como disse Leon Gieco, em uma de suas belas músicas.

Afranio Silva Jardim

sábado, 18 de novembro de 2017

Exclusivo ! Lula é dono da Globo e comandante máximo do esquema Fifa/Globo.

Bomba! Lava Jato declara Lula dono da Globo e comandante máximo do esquema Fifa/CBF/Globo.

Da Redação Causa-me Espécie - 18/11/2017 (555º dia do Golpe de 16)

Depois da Globo ser delatada em New York como pagadora de propina, a Lava Jato deu um cavalo de pau nas investigações envolvendo Lula e conclui que ele é um dos filhos do Dr. Roberto e dono da emissora. Dilma sabia de tudo.


A partir de uma denúncia anônima que chegou à Curitiba, via Whatsapp, a Lava Jato, nossa "Mãos Limpas" (sic), concluiu que Lula é o primogênito do Dr. Roberto Marinho e acionista majoritário das Organizações (sic) Globo e o "capo di tutti capi" da propinocracia do esquema Padrão Fifa desbarato pelo FBI.

Havia forte convicção que Lula era dono da Globo, desde que vazou a notícia da sua contratação pela emissora, para fazer par romântico com Regina Duarte no remake de Roque Santeiro, no papel de Sinhozinho Malta. 


Agora, extraiu-se mais uma prova que transforma convicção em certeza: uma foto de família encontrada em um antiquário de Paris, que publicamos aqui com exclusividade. Ela não deixa dúvidas que Lula é o Luiz Inácio Roberto Marinho, o primogênito da famiglia Marinho e bilionário da Forbes.

CHEGA DE CONVICÇÕES
Primeiro ato da República de Curitiba será mandar arquivar todos os outros casos envolvendo Lula, do Triplex do Guarujá ao Sítio de Atibaia, pela irrelevância, quando comparados ao caso em tela.

Investigar picada da jararaca na cadela do Lula, visitando clínicas veterinárias em Atibaia, é para os fracos. Desabafou um procurador diante de um PowerPoint. 

FBI - A LEI É PARA TODOS
Em parceria com o FBI, investigadores brasileiros viajarão o mundo no rastro do dinheiro da suposta propina paga pela Globo à Fifa.

O segundo ato será uma condução coercitiva de todos os sócios da Globo, dirigentes da CBF e outros delatados que estão exilados no Brasil, começando pelo seu líder máximo, #LULA2018, antes que ele seja conduzido ao Planalto em 2019.

Em paralelo, serão produzidas cenas para a continuação do filme "A Lei é Para Todos" (sic). 😂

O terceiro ato será incluir Lula e todos os sócios e dirigentes da Globo e da CBF na lista da Interpol.

Quarto e derradeiro ato será exumar outras investigações, provando, definitivamente, o que todos já sabem. Uma delas a de que Lula é o dono da Friboi, como  acredita Janaína Paschoal. 

DILMA SABIA?
A ex-presidenta golpeada será arrolada ao processo por saber da relação parental de Lula e Dr. Roberto. A prova cabal foi sua ida, pelos idos de 2011, fazer omelete na Ana Maria Braga

Em nota, a Globo reitera que não pratica, não tolera e tem alergia a propinas.

sábado, 21 de outubro de 2017

Primeiro tiraram a Democracia, depois a Lei Áurea, falta a Independência.

Já revogaram a Lei Áurea, só falta a independência

Por Jose Guimarães - Brasil 247 - 20/10/2017

Em nome de salvar a própria pele, o presidente ilegítimo Michel Temer extrapola todos os limites da ética, da moralidade e mesmo da lei, e chega ao escárnio de revogar a Lei Áurea e trazer de volta a escravidão ao Brasil. Foi exatamente isso que fez ao atender aos setores mais arcaicos da sociedade brasileira e editar uma portaria (1129/17) que praticamente inviabiliza a punição a quem mantém trabalhadores em condições análogas a de escravo. Tudo em troca de alguns votos para livrar a própria pele em mais um processo que enfrenta na Câmara dos Deputados.

É preciso revogar essa aberração. E, com essa finalidade, apresentamos um projeto de decreto legislativo (PDC 793/17). O momento agora é pressionar o presidente da Câmara para que coloque a proposta em votação. O Congresso não pode permitir o retorno das senlazas.

Na contramão do que determina o Código Penal, decisões do Supremo Tribunal Federal e tratados internacionais de que o Brasil é signatário, a famigerada portaria condiciona a caracterização do trabalho análogo à escravidão à limitação do direito de ir vir do trabalhador.

Esse governo finge desconhecer que, na interpretação contemporânea, não compete ao Estado proteger somente a liberdade, mas sobretudo a dignidade dos sujeitos. Com essa nova e aberrante definição, por piores que sejam as condições de trabalho, por mais exaustivas que sejam as jornadas, os "empregadores" não poderão ser autuados nem muito menos punidos.

Sob o pretexto de tornar mais claras as regras para concessão de seguro-desemprego aos trabalhadores resgatados de trabalhos forçados, o que essa portaria realmente pretende é impedir a punição dos infratores dos direitos humanos. Se não bastasse reduzir a situação de escravidão ao cerceamento da liberdade de ir e vir, o texto ministerial ainda prevê que os processos para inclusão dos infratores na "lista suja" do trabalho escravo dependerão de boletim de ocorrência feita por um policial.

Como se não bastasse, a normativa prevê ainda que somente o ministro do Trabalho pode incluir o nome dos infratores na lista suja. Vejam bem o tamanho do absurdo. Essa decisão técnica deixa de ser técnica, como ocorre atualmente, e passa a ser política, o que retira totalmente a credibilidade deste instrumento, que se tornou vital no combate ao trabalho escravo.

Pela regulamentação vigente até então, os fiscais do trabalho tinham autonomia para lavrar os autos de infração e instaurar os processos. Depois do devido direito ao contraditório, se comprovada a irregularidade, esses mesmos técnicos incluíam os maus empregadores no cadastro nacional e infratores. Obviamente, de acordo com regras e instrução técnicas detalhadas e com o Código Penal.

De acordo com o código, para ser considerado trabalho análogo ao de escravo, basta que o trabalhador seja submetido a uma das seguintes condições: trabalho forçado, servidão por dívida, condições degradantes ou jornada exaustiva. Cada uma dessas situações conta com definição em normas do próprio Ministério do Trabalho.

A legislação brasileira foi considerada pela Organização da Nações Unidas, em comunicado oficial, referência internacional no combate à escravidão moderna. Mas o ataque contra os direitos das minorias é cada vez mais pesado.

Essa portaria, aliás, é o coroamento das agressões às conquistas advindas da Constituição de 1988. As velhas oligarquias nacionais perceberam que o texto constitucional vigente colocava em risco seus privilégios seculares e colocaram em curso uma estratégia para desmontar os avanços sociais que, lentamente, eram colocados em curso.

Não por acaso, a primeira grande mudança legal depois do golpe foi o desmonte da Consolidação das Leis do Trabalho (CTL). Retrocesso, aliás, que os procuradores, ficais e juízes do trabalho já declaram que não irão aplicar, porque, como já é praxe em normas aprovadas por esse governo, contrariam a Constituição e tratados internacionais.

Depois de quase 30 anos de conquistas da cidadania, essas elites do atraso não conseguiriam impor tamanhos retrocessos pelos meios legítimos – em disputas eleitorais. Advertimos continuamente que foi para impor esse projeto ultraliberal que impetraram o golpe de Estado contra a presidenta legítima Dilma Rousseff.

Mais do que nunca, faz-se necessário cobrar do Supremo a anulação desse "impeachment", que além de fraudulento, por que sem crime de responsabilidade, foi ele mesmo criminoso, uma vez que está claro que foi comprado com dinheiro de propina. Somente assim será possível devolver ao Brasil a normalidade democrática e impedir que revoguem a independência e voltemos a ser oficialmente uma colônia.