domingo, 23 de abril de 2017

O brasileiro é um escravo da mídia. Manipulado 24 horas por dia, o brasileiro não pensa por si mesmo

O brasileiro é um escravo da mídia.

Por Cris Penha - via Facebook - 23/04/2017 

Infelizmente o ódio plantado pela mídia dividiu a sociedade, famílias e amigos. Não se debate ideias, políticas sociais e econômicas. Acabou o diálogo. Os especialistas escolhidos a dedo explicam as causas da crise econômica e as receitas pra sair dela de acordo com os interesses dos donos das emissoras e do mercado financeiro. Dividiram pra conquistar o poder indiretamente, já que pelas urnas não conseguiam.
Charge: Zeppa Ferrer
Criminalizaram tudo que foi feito desde 2003, como se o país fosse uma Suécia em 2002, ao mesmo tempo que blindaram as políticas liberais e a corrupção dos partidos de direita. Culparam apenas a esquerda pela corrupção, quando a delação da Odebrecht deixou claro que o problema é histórico, generalizado e passa pelo nosso sistema político arcaico, onde a população tem sua parcela de culpa por eleger políticos corruptos e sem compromisso com a maioria da população.

Nem com tudo que estamos vendo, com o país sendo governado por uma quadrilha de delatados por corrupção, com essas reformas que destroem direitos históricos, com o corte de programas sociais importantes, com a entrega das riquezas nacionais, o povo se une pelo país. Por muito menos a população foi às ruas em 2013 quando o país crescia: 20 centavos e serviços públicos padrão Fifa. Ganharam de Temer o desmonte desses serviços e estão pouco se lixando. Por muito menos arrancaram Dilma: pedaladas fiscais. Hoje o déficit público é maior, culpam os aposentados por isso, nem se menciona a mais alta taxa de juros do planeta e ninguém não quer nem saber. Por que não tem a mesma reação hoje?

A grande mídia, altamente concentrada no país nas mãos de poucas famílias e suas retransmissoras, rádios e jornais locais nas mãos de políticos de direita, teve papel fundamental ao longo da história de combater e destruir políticos nacionalistas com visão social e blindar seus corruptos de estimação até os levarem ao poder. Não é diferente agora. Pra inflar manifestações de rua, jogaram a culpa da corrupção em um partido e em Dilma que nem acusada de pedir ou receber propina é. Pra destruir políticas sociais implantadas da última década, fizeram o diabo. E ainda fazem, como vemos com Lula, que se cometeu erros merecia o mesmo tratamento que a mídia dá aos seus políticos de estimação, como Aécio, Serra, Alckmin, FHC, Temer, todos com denúncias graves nas costas, mais até do que Lula. Percebe-se que a intenção não é destruir Lula por uma questão de corrupção (se provada), mas pelo que ele fez e representa.

A mídia defende os próprios interesses e os interesses dos anunciantes: grandes empresas que vão ganhar muito com essa reforma trabalhista e a terceirização irrestrita. Esconde que sempre tiveram ligação com o Estado, conseguindo empréstimos bilionários, vultosas verbas de publicidade mesmo na crise. Que apoiaram diversos movimentos anti democráticos e que foram contra a maioria das conquistas dos trabalhadores, como o 13º salário por exemplo. Manipulado 24 horas por dia, o brasileiro não pensa por si mesmo, aceita o que a grande mídia diz mesmo quando vai contra seus interesses. Só protesta se esta mandar. Hoje blindam o governo Temer dizendo que as reformas não podem parar para que o povo aceite o que aí está, mesmo sendo um governo nefasto e corrupto.

É quase impossível lutar contra algo assim, se a própria população não se liberta. O brasileiro é um escravo da mídia. Nós tentamos alertar desde o início, desde 2014 o que estava em jogo. Pessoalmente, assim como muitos aqui, fui xingado e ridicularizado mas quem vai pagar o pato? Quem vai ser terceirizado? Quem vai perder direitos trabalhistas e se aposentar com 65 anos após quase meio século de contribuição? Quem ajudou a colocar um governo ainda pior em termos de corrupção? Quem nunca entendeu que o problema passava por reforma política? Que o objetivo por trás do impeachment/golpe nunca foi acabar com a corrupção? Que estavam sendo usados pelo Pato Amarelo delatado que vai lucrar nas costas dos paneleiros com essas reformas?

Me desculpem esse texto grande, textão para os midiotas que nos colocaram nessa situação e que acham que é possível explicar a realidade do país em uma frase. Cansei de perder tanto tempo assim defendendo quem está mais preocupado com o time de futebol, a final do BBB ou com a novela. Claro que não vou desistir, continuarei fazendo a minha parte, talvez com menos frequência do que já faço pois realmente cansa. Mas o brasileiro merece o que está por vir. Merece perder direitos históricos. Merece pagar o pato. Pelo menos até 2018 quando esperamos que já tenham percebido a triste situação em que se colocaram e, consequentemente, o país.

sábado, 22 de abril de 2017

O golpe de 2016 evoluiu para a ditadura jurídico-midiática da Rede Globo com a Lava Jato e setores da PF, judiciário e STF

O Brasil sob a ditadura Globo-Lava Jato

Por Jeferson Miola - Via Facebook - 22/04/2017 
É difícil aceitar a dolorosa realidade, mas o Brasil está, efetivamente, sob um regime ditatorial. O golpe de 2016 e o regime de exceção evoluíram para a ditadura jurídico-midiática da Rede Globo com a Lava Jato e setores da PF, judiciário e STF. Assim como na ditadura instalada com o golpe de 1964, a engrenagem desta ditadura também contou com a participação decisiva da Rede Globo.

O editorial do jornal O Globo deste 22 de abril, por ironia o dia que marca 517 anos da descoberta do Brasil pelos dominadores portugueses, revela a simbiose estratégica entre a Globo e a força-tarefa da Lava Jato. Ambos, a serviço de interesses estrangeiros, adotam idêntica linguagem, empregam os mesmos métodos, e partilham do mesmo ódio fascista aos seus inimigos.

No editorial “Cerco de depoimentos confirma Lula como o chefe”, o Globo conclui existir “estridente evidência de que Lula não poderia desconhecer aquilo tudo”. No dicionário do regime de exceção, “estridente evidência” é sinônimo de “não temos provas, mas temos muita convicção”.

A imputação da Globo – “Lula como o chefe” – é variante daquela acusação leviana, apresentada no power-point do fanático procurador Deltan Dallagnol: “Lula é o comandante máximo do esquema de corrupção”.

Num tom inquisitorial, medieval, O Globo sentencia: “O desnudamento de Lula em carne e osso, em praça pública, com os pecados da baixa política brasileira, parece apenas começar”. Por outra ironia da história, esta frase dantesca foi escrita no dia seguinte ao feriado nacional de 21 de abril, data em que se homenageia o revolucionário Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier, líder da Inconfidência Mineira na luta de libertação do Brasil da Coroa Portuguesa que em 21/4/1792 foi enforcado, esquartejado e as partes do seu corpo expostas “em carne e osso, em praça pública” – como preconiza a Globo – para desencorajar os revoltosos pela liberdade e pela independência.

O sistema político foi estrategicamente destroçado. Os sem-voto hoje deliberam sobre a política e os destinos do país, num contexto de flagrante ilegitimidade e desordem institucional. O Brasil não se movimenta para nenhum lado antes de assistir, todas as noites, as edições maniqueístas do Jornal Nacional – verdadeiras ogivas nucleares lançadas para dizimar a imagem do maior líder popular do país.

O que seria inconcebível numa democracia saudável é naturalizado no regime de exceção – como, por exemplo, o vídeo dos obscurantistas procuradores Dalagnoll e Carlos Fernando insuflando a população contra o Congresso para impedir a aprovação do projeto de lei que pune o abuso de autoridade deles próprios, posto que se consideram soberanos, acima das Leis e da Constituição.

O Congresso, dominado por uma maioria de parlamentares corruptos e ilegítimos que perpetrou o golpe de Estado com o impeachment fraudulento da Presidente Dilma, promove a destruição dos direitos econômicos e sociais e entrega a soberania nacional esperando, em troca, ser retribuído pela ditadura jurídico-midiática.

Os empreiteiros já condenados na Lava Jato agora mudam o conteúdo dos depoimentos prestados no início da Operação e passam a fabricar mentiras [como a invenção de que Lula teria mandado destruir provas] para que o justiceiro Sérgio Moro consiga inventar, na audiência judicial de 3 de maio, um crime que caiba no Lula.

A prisão dos empreiteiros é usada como barganha e moeda de troca para fazer com que estes mesmos grupos capitalistas que corrompem o sistema político há décadas, ajudem a ditadura Globo-Lava Jato na missão doentia de liquidar Lula e o PT.

Em novembro de 2016, o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, mentiu e prestou falso testemunho no TSE com o objetivo de dar causa à cassação do registro do PT pelo tribunal presidido pelo tucano Gilmar Mendes, no que foi desmascarado pelas provas apresentadas pela defesa da Dilma. Apesar do dolo comprovado, o safado empresário ficou impune, não foi punido. 

A mudança das delações da Odebrecht e da OAS, forçada para incriminar o ex-presidente Lula, é um atentado ao Estado de Direito e à democracia. Esta prática corrente, de arbítrio da Lava Jato, só é possível porque a Operação foi concebida como um organismo monolítico dos militantes tucanos incrustrados na PF, no MP e no judiciário – todos eles [delegados da PF, procuradores e juízes], sem exceção, com manifestações odiosas nas redes sociais – anti-PT, anti-Lula e pró-PSDB.

Não existe na força-tarefa um único funcionário público com perspectiva jurídica dissonante, o que asseguraria equilíbrio, isenção e imparcialidade da Lava Jato. O controle ideológico da Operação por aqueles agentes partidarizados é absoluto; e, por isso, a Lava Jato se converteu neste campo livre e desimpedido para o arbítrio que se conhece.

A Lava Jato se afastou definitivamente do escopo investigativo e criminal e adentrou no território perigoso do nazi-fascismo; naquilo que Hannah Arendt conceituou como “a banalidade do mal” – um ambiente institucional propício às escolhas autoritárias, ditatoriais, fascistas.

A situação do Brasil no pós-golpe se encaminha para um regime ditatorial de novo tipo, diferente dos regimes ditatoriais do passado. A ditadura de hoje não é civil-militar; porque é jurídico-midiática.

O padrão da resistência democrática, por isso, tem de mudar, não pode seguir o mesmo curso. A Lava Jato espezinhou totalmente o sistema político [a sobrevivência do Temer e da cleptocracia golpista se deve a isso]; a Operação vergou a resistência do grande capital, que é uma espécie de Estado paralelo dentro do Estado de Direito, fazendo com que os grandes capitalistas se insurjam [contraditoriamente] contra Lula, o governante que mais expandiu o capitalismo brasileiro.

Agora, com a ditadura jurídico-midiática, a Globo e a Lava Jato assumem a dominância absoluta do projeto transnacional de dominação anti-popular e anti-nacional.

A luta em defesa da Constituição e pela restauração do Estado de Direito no Brasil tem de subir de patamar – a desobediência civil é um direito humano inalienável; um direito legítimo e uma forma de luta eficiente contra as ameaças totalitárias e contra as formas de dominação baseadas na tirania e na opressão.

sábado, 15 de abril de 2017

Fernando Horta: Guarde suas avaliações éticas para quando você for votar para miss mundo ou para o próximo papa

É a Síria que leva bomba, mas é a esquerda brasileira que se despedaça.
Por Fernando Horta - Via Facebook - 15/04/2017


Nos últimos dois dias a esquerda brasileira está numa luta intestinal da qual só pode sair mais merda (com o perdão do trocadilho). É um defeito grande de todas as esquerdas do mundo acharem-se reserva moral da luta anti-imperialista e anti-capitalista. Cada um querendo mostrar que sua careca é mais limpa e mais lustrosa e que até o seu bumbum é tão cheiroso quanto o de neném recém trocado.

Enquanto isto, a direita, que esta semi-morta, respira e se apoia. As delações do odebrecht expõem 3 coisas e somente 3 coisas certas:


1) A Odebrecht só é o que é em função do seu parasitismo com o Estado Brasileiro


2) Este parasitismo começou nos tempos de Emílio Odebrecht, ou seja lá nos idos dos anos 60 e 70


3) As empresas brasileiras fazem política e os políticos brasileiros são capitalistas argentários.

De resto, tudo precisa ser investigado e apurado. Para a direita e esquerda. Com relação ao Lula pesam duas coisas e nenhum crime:


1) Tudo o que falam dele é do período POSTERIOR ao de ser presidente


2) Usar seu prestígio pessoal em benefício de A ou B não é contra a lei em país algum.


3) Receber dinheiro pelo seu conhecimento, sua retórica ou seus contatos chama-se "capitalismo" e "networking".


O resto são ilações, inveja, desonestidade intelectual, preconceito, discurso de ódio, traição de quintas colunas e etc. Escolha onde o seu discurso se encaixa.


E guarde suas avaliações éticas para quando você for votar para miss mundo ou para o próximo papa. Política não é uma aula de jardim de infância onde crianças puras expressam suas ideias e vontades de forma livre buscando o elogio das professoras.


Política é suja, baixa, violenta e pragmática. Se você quiser governar, vai ter que aceitar negociar com feudos de poder encalacrados localmente ou burocraticamente. Só faz discurso do purismo ético na política um fascista ou a esquerda que nunca ganhou eleição.

O momento exige pragmatismo. O momento exige união. Parem de picuinhas.


Edit1: E tudo o que o Emílio Odebrecht disse, nós historiadores conhecemos no mundo todo desde o século XVIII. Não existe capitalismo sem corrupção. O que leva ao entendimento que a corrupção é um subproduto do capitalismo.


Edit 2: Todo o empresariado brasileiro fez e faz exatamente como o Odebrecht, talvez em escala um pouco menor. Vá em qualquer município brasileiro e veja o que é uma licitação.


Edit 3: a mesma cara de santo do Mainardi negando a sua delação fez a Luciana Genro ... então ... menos "moral de cuecas" e mais pragmatismo.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Frei Betto e as delações premiadas que multiplicam judas brasileiros e plena Semana Santa

Delações premiadas ou suspeitas?, por Frei Betto

"Empresários e altos funcionários públicos sabem que o comprimento da língua pode reduzir a extensão da pena"

Por Frei Betto - Jornal GGN - 14/04/2017

Passei pela prisão duas vezes (1964 e 1969-73). Fui submetido a inúmeros interrogatórios. O objetivo dos algozes era obter delações. Sem prêmios, exceto livrar-se de mais torturas físicas.

Sob o governo Médici se prometeu liberdade imediata ao preso político que, na TV, arrependesse de suas atividades e louvasse o “milagre brasileiro” do regime militar. Em São Paulo, apenas meia dúzia aceitou a proposta.

As delações aceitas pelos juízes Moro e Fachin merecem ser acolhidas com cautela. Para empresários e altos funcionários públicos, habituados a salários astronômicos e vida nababesca, estar preso é uma tortura. E sabem que o comprimento da língua pode reduzir a extensão da pena. Por isso delatam.

Nenhuma delação pode ser aceita como fato consumado, como ocorria no stalinismo. É preciso apresentar provas de que os delatados de fato transgrediram a lei. Mandaram a ética e os escrúpulos às favas.

Em plena Semana Santa, a lista de Fachin não merece ser encarada como a multiplicação dos Judas brasileiros, a serem sumariamente condenados e malhados. O Direito deve prevalecer sobre as nossas divergências, antipatias e ressentimentos em relação aos políticos citados.

Vale frisar que visceralmente corrupta é a institucionalidade política brasileira, na qual o eleitor vota e o poder econômico elege. A nação espera, há décadas, a profunda reforma que torne a nossa democracia verdadeiramente representativa e participativa.

Frei Betto é escritor e colunista de O Globo, autor de “Calendário do Poder” (Rocco), entre outros livros.

domingo, 2 de abril de 2017

O capitalismo não é mais um capitalismo de empresários e trabalhadores, mas um capitalismo de rentistas

Rentistas ou empresários?

Por Bresser-Pereira - via Facebook - 01/04/2016

O capitalismo foi um capitalismo de empresários capitalistas e trabalhadores. Havia luta pela distribuição da renda entre eles – a luta de classes –, porque os empresários eram liberais, mas havia também solidariedade, porque, como os trabalhadores, eram nacionalistas, porque sabiam que o mercado interno era seu grande ativo, que precisava ser protegido da cobiça do Ocidente. A combinação dialética entre liberalismo e nacionalismo econômico ou desenvolvimentismo era o segredo político do capitalismo. Porque este envolvia um compromisso, uma coalizão de classes, cuja expressão maior e melhor foi a social-democracia.
Ontem, o presidente Temer sancionou a lei da terceirização. Mais um passo no sentido de destruir os direitos trabalhistas. Uma violência contra os trabalhadores. Sancionou-a em nome dos empresários? Não creio. Sancionou-a em nome dos rentistas. E talvez de empresários tristemente equivocados.

O capitalismo não é mais um capitalismo de empresários e trabalhadores, mas um capitalismo de rentistas, financistas e executivos das grandes empresas. O empresário é uma figura em extinção. Existe ainda espaço para ele, porque há ainda espaço para a criatividade, a inovação e o risco. Existe espaço para eles na agricultura e em alguns serviços. Mas um espaço que diminui todos os dias. E, na área da indústria, no Brasil, quase desapareceu, desde que, em 1990, com a abertura comercial, o país desmontou seu mecanismo de neutralização da doença holandesa e as empresas industriais passaram a ter uma grande desvantagem competitiva.

Muitos empresários – aqueles que não faliram, nem venderam suas empresas para as multinacionais – trataram de também serem rentistas sobreviver. Mas, objetivamente, são ainda empresários, porque administram diretamente suas empresas. Serão, também, subjetivamente, empresários, ou venderam sua alma ao liberalismo financeiro-rentista que vem do Ocidente rico e também está em profunda crise?

Esta é uma pergunta que precisamos fazer aos empresários, e a nós mesmos. Porque não vejo qualquer futuro para o Brasil se a resposta for, “sim, não há mais empresários, apenas rentistas e altos executivos”. Porque, assim, continuaremos uma economia quase-estagnada, como é também a economia do Ocidente. Porque Brasil continuará dominado por um liberalismo injusto, ineficiente, e dependente que aprova “reformas” antissociais e antinacionais como é a lei da terceirização. Porque um capitalismo sem empresários é um capitalismo sem alma.

https://web.facebook.com/bresserpereira/posts/1512304048811441

segunda-feira, 27 de março de 2017

Pleased to meet you hope you guessed my name: PLUTOCRACIA - But what's confusing you is just the nature of my game: LIBERALISMO

O capitalismo não tolera a democracia

Por Milly Lacombe - 27/03/2017 - via Blog da MIlly 

Se uma decisão afeta a sua vida você tem o direito a participar dela, diz o mais básico conceito democrático. Todos aqueles que juram amor eterno aos valores da democracia sabem que a ausência de democracia é ter que conviver com decisões que você não ajudou a tomar.

Diante dessa premissa, e assistindo passivamente tantas e históricas conquistas sociais serem jogadas no lixo, é possível afirmar que vivemos em uma democracia?

“Ah, mas vocês elegeram esses representantes”, alegam alguns. O que elegemos, acima de tudo, foi um programa de governo, foram políticas com as quais poderíamos conviver. E é isso o que nos está sendo roubado.

Conversando com conhecidos me parece claro que muitos acreditam que capitalismo e democracia são sinônimos, e por isso têm arrepios se escutam falar de socialismo ou comunismo, achando que, sendo capitalismo sinônimo de democracia, socialismo é sinônimo de ditadura.

Essas mentes simplórias, doutrinadas até a raiz pela propaganda e pelo noticiário, não são capazes de entender a gravidade do momento, muito menos perceber que a vida delas está prestes a virar de pernas para o ar com a perda de tantos direitos trabalhistas.

Cegas pelo véu da ignorância, se recusam a enxergar o abismo bem à frente e apenas repetem o mantra propagandista que diz que o capitalismo é irmão da democracia.

Para ajudar a entender o que está acontecendo com o Brasil e com o mundo traduzi e resumi uma palestra que Noam Chomsky deu, em 2014, a respeito do tema “Capitalismo e Democracia”.

Sobre a relação entre capitalismo e democracia:
Uma das relações entre capitalismo e democracia é a contradição. Se você ler os apóstolos do liberalismo [a ideologia dos partidos de direita que representam os interesses dos mais ricos, como PMDB e PSDB] eles não falam em democracia, mas em liberdade.

Essa liberdade a que se referem não é a liberdade de você controlar o seu trabalho e sua vida, mas liberdade de se submeter a uma autoridade maior, é isso o que os liberais chamam de liberdade.

Eles não falam em democracia. Eles não gostam de democracia. E eles estão certos: capitalismo e democracia são mesmo inconcebíveis.

Sobre o liberalismo

Os liberais [gente como Alckmin, Doria, esse pessoal do MBL etc, apenas para regionalizar a coisa] são favoráveis à tirania privada, a pior forma de tirania, a tirania da concentração privada de riqueza que não precisa prestar contas a ninguém.

Sobre regulação do mercado


O liberalismo clássico não era contra a intervenção do Estado do mercado, como o atual é. O liberalismo clássico era a favor das regulações desde que fossem em benefício do trabalhador, e contra a intervenção que beneficiava os mestres. Esse é o liberalismo clássico, não o que estamos vendo hoje.

É espantoso que estudantes se sintam atraídos pelo tipo de ideologia do liberalismo atual. Uma democracia capitalista se auto-destruirá. O capitalismo se auto-destrói.

Sobre soberania nacional

Em 1945 os Estados Unidos já dominavam a economia mundial e em fevereiro desse ano convocaram uma reunião com os países líderes do mundo ocidental a fim de pedir que todos se opusessem ao nacionalismo que nascia na America Latina, que era baseado na ideia que a população de um país deveria se beneficiar das riquezas desse pais.

Isso é diabólico para o poder econômico. Para ele, são os Estados Unidos e seus aliados que devem se beneficiar das riquezas dos outros países, e não suas populações.

Sobre o fim da democracia


Compare a opinião pública com a política pública. É uma comparação direta, existem muitas pesquisas que revelam a opinião do povo a respeito dos mais variados temas.

Os resultados mostram que os 70% mais pobre da população estão literalmente sem representação política. A opinião deles não tem nenhuma influência na criação das novas políticas. Os representantes que eles elegem não prestam nenhuma atenção neles.

Quando você vai subindo pelas camadas sociais passa a ver mais influência na política, e quando chega ao topo, ao 0,1% mais rico, onde está uma colossal concentração de renda, são eles, (os bilionários) que basicamente criam as políticas que bem entendem.

Isso não é democracia, é plutocracia.

Sobre o noticiário


É preciso um sistema educacional bastante eficaz para evitar que as pessoas enxerguem o que está acontecendo.

sábado, 25 de março de 2017

Esquerdopatas, aqueles que estarão do seu lado quando seus direitos estiverem sendo retirados pelo governo, legislativo e judiciário.

QUEM SÃO OS ESQUERDOPATAS

Por Fernando Horta - via Facebook - 25/03/2017 
Quando você tiver sido molestada ou estuprada e ninguém estiver ao seu lado, sabe quem vai lutar com você? As feministas, aquelas esquerdopatas.

Quando você for demitido sem direitos e sem receber absolutamente nada para que possa sustentar sua família, sabe quem vai te defender? Os trabalhistas, aqueles esquerdopatas.

Quando você sofrer violência policial, for agredido intimidado, sequestrado... Sabe quem vai te ouvir, acolher e ajudar nesta luta? Os defensores dos direitos humanos, aqueles mesmos esquerdopatas.

Quando tirarem de você as escolas públicas ou a oportunidade de um ensino superior gratuito e de qualidade, sabe quem vai estar lá fazendo greve e apanhando da PM pelos teus direitos? Os professores, aqueles esquerdopatas.

Quando passarem a te servir comida transgênica sem pesquisas suficientes e inundadas de agrotóxicos, sabe quem estará lá para te defender e lutar pela tua saúde alimentar? O MST, aqueles esquerdopatas.

Quando os juros forem tão altos e os salários tão baixos que você tenha perdido a dignidade social, sabe quem estará lá em greves, fazendo piquetes, organizando estudos contrapondo os absurdos? Os partidos de esquerda, obviamente esquerdopatas...

Quando você estiver sendo agredido ou prejudicado em função do Deus que você ora, sabe quem estará lá ao seu lado encarando os fundamentalistas? Os ateus e defensores do estado laico, aqueles esquerdopatas.

Quando você estiver sem forças para negociar aumento de salário ou melhorias necessárias para o teu trabalho, sabe quem estará lá na linha de frente tomando bomba e gás na cara? Isso mesmo, os sindicalistas, aqueles esquerdopatas.

Quando você não acreditar que o governo, o judiciário o legislativo estejam retirando teus direitos, tua aposentadoria e vendendo as riquezas do teu país, sabe quem estará lá votando contra, xingando, travando votação e etc.? Os partidos de esquerda, cheios de esquerdopatas.

Enquanto isto, sabe onde estão o teu deputado defensor da "família", o teu pastor defensor de "cristo", o teu senador defensor da "liberdade" ou o teu ídolo defensor do "livre mercado"? Estão em casa descansando, aproveitando o dinheiro que ganharam defendendo os que eram contra ti e prometendo continuar te entregando em troca de mais dinheiro e poder.

"Esquerdopatas" são como as mãos, os pés, ou qualquer outro membro que você só sente falta quando perde. E este é o momento em que todos estamos perdendo. Pense.

terça-feira, 21 de março de 2017

A Operação Carne Fraca é a Lava Jato do setor agropecuário, para que nos limitemos a só vender carne in natura.

A QUEM ATENDE A OPERAÇÃO CARNE FRACA?

Por Francisco Costa - Via Facebook - 21/03/2017
Charge Renato Aroeira
Estou lendo postagens e comentários dignos de bolsonaristas, telespectadores da Globo, coxinhas massa de manobra da Fiesp, e congêneres, os analfabetos políticos, os que opinam sobre tudo sem saber de nada, que se justificam na direita mas não entre os que sejam pelo menos simpáticos à esquerda.

Um dos argumentos usados é que quando a Polícia Federal fez esta mesma palhaçada com e esquerda, com espetacularização, exposição midiática, abuso de poder... A direita não se manifestou, e que agora é a hora da forra.

Primeiro: pensar assim é confessar que não quer a moralização do país, mas que a imoralidade troque de lado, passando a nos beneficiar, uma posição tão imoral quanto apoiar a Lava Jato.

Segundo: argumentam que defender o agronegócio é defender os latifundiários.

É verdade que o escândalo da carne atinge em cheio a União Democrática Ruralista-UDR, de Ronaldo Caiado, a Sociedade Nacional de Agricultura-SNA, de Kátia Abreu, a Bancada do Boi, o grande latifúndio, só que essa gente responde a pouco mais de 20% das propriedades e quase todos tem os seus abatedouros, sós ou em cooperativas.

Setenta por cento da produção brasileira de carne (aves, suínos e bovinos) está nas mãos de pequenos e médios produtores, isolados, em cooperativas ou terceirizados, no que eles chamam de parceria (o abatedouro vende os filhotes – pintos, leitões ou bezerros, os parceiros criam e engordam e o abatedouro compra, descontando o que custou o filhote. São dezenas, senão centenas de milhares de brasileiros pobres trabalhando nesse sistema, principalmente nos três estados do sul).

A chamada burguesia rural tem dinheiro no mercado de capitais, lastro patrimonial para contrair dívidas nos bancos, reserva patrimonial (mais de uma propriedade), capital de giro... Segura com facilidade uma crise, e os pequenos e médios produtores? 

Três milhões de “peões” trabalham em fazendas e abatedouros e já sentem o desemprego rondar.
Isto contando os empregos diretos.

Se considerarmos que a desaceleração do setor, com diminuição de rebanhos e criatórios, implicará na redução drástica na produção e venda de produtos veterinários: medicamentos, vacinas aditivos alimentares...; do consumo de soja e milho, usados na formulação das rações, determinando queda de preços e redução da área plantada... Podemos multiplicar o número de desempregados e pequenos produtores quebrados.

Agora dois dados que a maioria dos que opinam não sabem: só 20% da carne bovina produzida, 20% da carne suína e 30% da carne de aves são exportadas, nos propiciando aproximadamente oito bilhões de dólares (mais de vinte e quatro bilhões de reais) por ano nas reservas cambiais.

80% da carne bovina, 80% da carne suína e 70% da carne de aves são consumidas no mercado interno, no Brasil, por brasileiros.

E o segundo dado, criminosamente omitido pela mídia: existem 4 837 abatedouros e processadores de carne, no Brasil. Vou repetir: 4 837 abatedouros e processadores de carne, e SÓ FORAM ENCONTRADAS IRREGULARIDADES em 21 abatedouros e processadores, menos de 0,5% de propriedades desse setor, uma empresa em cada duzentas.

Os relatórios da Polícia Federal falseiam com a verdade em alguns pontos e lançam dupla interpretação em outros.

A lei não permite que a carne seja embalada diretamente em papelão, e por motivos óbvios: o papelão absorve a umidade da carne, desidratando-a e se transformando em criatório de bactérias, por causa da umidade e a presença de sucos orgânicos, alimentando-as. A carne deve ser embalada em plástico ou papel impermeável (papéis manteiga ou celofane) e aí, sim, colocada em caixas de papelão.

Como os caras colocaram a carne diretamente nas caixas, não digitaram carne no papelão, mas papelão na carne, levando o consumidor a pensar que estava comendo papelão nos embutidos.
Os embutidos levam farelo de soja, mais barato que papelão. Trocar é aumentar o custo de produção, o que nenhum empresário faria.

Depois o citar substâncias sem esclarecer o que são e para que servem, caso do ácido ascórbico, a comumíssima vitamina-C, que pode ser usada mesmo em grandes quantidades, já que é hidrossolúvel (dissolve-se na água), sendo eliminada na urina (perigosas, se usadas em super dosagens são as vitaminas lipossolúveis. Como se dissolvem em gordura, ficam armazenadas em nosso corpo). Sem saber, o povo se assustou com a vitamina-C.

E a quem atende essa suruba?

Vou dar a pista: o Brasil já foi o maior produtor e exportador de borracha e café in natura do mundo (de café continua sendo).

Tudo ia muito bem, até que resolvemos industrializar a borracha aqui, vendendo os seus produtos e não in natura.

Os gringos se aproveitaram de uma prática usada por brasileiros desonestos, de colocar paus e pedras na borracha, para que pesasse mais (é vendida a peso) e passaram a fazer o mesmo, depreciando a nossa borracha, ao mesmo tempo que plantando seringais no leste asiático, hoje maiores produtores de borracha in natura, industrializada na Europa e nos Estados Unidos.

O mesmo com o café: enquanto vendemos café in natura tudo bem. Começamos a vender café embalado (torrado e moído, pronto para consumo) ou industrializado (solúvel, balas e doces...) e passaram a colocar milho, gravetos, folhas... No nosso café, de maneira que continuamos a só exportar os grãos in natura, com a nossa indústria cafeeira desmoralizada no exterior, e aqui já dá para entender: as gigantes da agroindústria brasileira já quase não vendem carne in natura, mas beneficiada (embutidos, pastas, defumados, temperadas, em cortes...), concorrendo diretamente com a Austrália e os Estados Unidos, e aí a Operação Carne Fraca, a Lava Jato do setor agropecuário, para que nos limitemos a só vender carne in natura.

A lava Jato destruiu as nossas empreiteiras, a nossa tecnologia nuclear, a indústria bélica de ponta (drones e radares) e está fazendo de tudo para destruir a Petrobrás, já tendo destruído pelo menos quatro milhões de postos de trabalho, desempregando quatro milhões.

A Carne Fraca é a Lava Jato do Campo.

Não é por acaso que o epicentro do escândalo da carne fica no estado do Paraná, o mesmo da Lava Jato, hoje um estado funcionando como território politicamente ocupado pelos Estados Unidos.
Cabe ao parlamento brasileiro abrir uma CPI para investigar a quem tem servido a Polícia Federal, inclusive acabando com o mensalão legal criado por FHC e tolerado por Lula e Dilma, pago pelos Estados Unidos à Polícia Federal brasileira.

Não à Operação Carne Fraca, mais um crime contra nós.

Francisco Costa
Rio, 21/03/2017