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domingo, 29 de janeiro de 2017

Lula fez Hospital "de bacana" a atender pelo SUS. Seis hospitais filantrópicos, "chiques", da rede particular formalizaram em 2008 uma rede de apoio aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

D. Marisa não está no SUS, mas Lula fez Sírio Libanês atender o SUS
Por Eduardo Guimarães - Blog da Cidadania - 28/01/207

Na semana que finda, os que ainda conservam a humanidade em um país que está se tornando desumano sofreram um duro golpe. A esposa do ex-presidente Lula sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, o tipo mais grave. A partir dali, seguiu-se uma tempestade de selvageria, desumanidade, ódio e maldade que agride as pessoas decentes.

De alguns anos para cá, o ex-presidente Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff tiveram cânceres e, agora, a esposa do ex-presidente, dona Marisa Letícia, foi vitimada pelo AVC. Nem Lula nem Dilma fundaram o SUS nem tampouco são responsáveis pelos problemas de atendimento que possa haver na rede pública de saúde brasileira, mas ao adoecerem com tanta gravidade receberam ataques que nenhum outro presidente recebeu ao adoecer e ter que se tratar em hospitais.

Por exemplo: ano passado, em julho, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso descobriu que tinha um problema cardíaco e teria que usar um marca-passo. Foi internado no Hospital do Coração, em São Paulo, para realizar o procedimento. Nenhum dos subumanos que atacaram Lula, Dilma e dona Marisa exigiram que ele se tratasse no SUS. Por quê?

Se o fato de ser presidente de um país em que o sistema público de saúde tem falhas obriga esse presidente, durante ou após o mandato, a usar esse sistema em caso de doença, isso não deveria valer para todos os presidentes e ex-presidentes? Por que só ex-presidentes petistas são cobrados dessa forma?

As ponderações acima são apenas exercício de retórica porque todos sabem que o intuito de pessoas como as duas mulheres na foto acima e da horda de monstros que infecta a internet não decorre de questões de interesse público, mas de perversidade, de gana de fazer sofrer quem pensa diferente.

O SUS melhorou muito durante os governos do PT. Foi criado o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em 2003, as UPA’s (Unidades de Pronto Atendimento 24 horas), o programa Mais Médicos, que garantiu a vinda de 14.462 médicos estrangeiros para cobrir o déficit de profissionais em localidades mais isoladas e pobres nas quais a população nunca tinha tido médico. Mas essa não é a questão.

Nenhum presidente da República é responsável sozinho pelo SUS. Os governos estaduais e municipais também têm responsabilidade. E todos sabem que nenhum governador ou prefeito que não seja do PT é cobrado pela saúde pública por gente como essa que agrediu dona Marisa no momento mais terrível de sua vida.

Essa gente diz ter religião, em geral uma religião que prega amor ao próximo, perdão, generosidade… Eis por que religião não diz nada, não serve para aquilo que deveria, ou seja, tornar as pessoas melhores. Há muito ateu que segue muito mais os preceitos do cristianismo que esses ratos de igreja que cometem atos desalmados como as duas mulheres da foto no alto da página.

Mas o que é mais irônico nem é isso. Dona Marisa está sendo agredida por estar em um hospital dito “VIP” como ocorre com qualquer pessoa da família de um político importante, mas foi graças ao marido dela que não apenas o SUS melhorou muito como muitas pessoas humildes, que se tratam no SUS, tiveram acesso a esse tipo de hospital “classe A”.

Sim, é isso mesmo. Lula foi o primeiro presidente a fazer com que os hospitais “chiques” atendessem o SUS.

O Ambulatório de Filantropia do Hospital Sírio-Libanês (HSL) completou em outubro do ano passado dez anos de atendimento a pacientes com câncer de mama referenciadas pelo Sistema Único de Saúde.

A partir de 2005, o Núcleo de Mastologia do Sírio Libanês realizou 2.371 cirurgias plásticas e, em pelo menos mil destes casos, também foram feitas reconstruções e simetrização das mamas, durante o mesmo procedimento cirúrgico da mastectomia.

Mas não é só. A obra de Lula para dar oportunidade a pacientes do SUS para tratamento em hospitais “de bacana” foi muito mais longe.

Seis hospitais filantrópicos da rede particular formalizaram em 2008 uma rede de apoio aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de 2009, hospitais como Albert Einstein, Sírio Libanês, Oswaldo Cruz e Samaritano, que estão entre os mais caros de São Paulo, começaram a garantir o atendimento da população carente em suas unidades em troca de isenção de tributos federais.

Em 2009, Lula assinou a Medida Provisória 446, que regulamentou o apoio de hospitais classificados como filantrópicos aos hospitais do Sistema Único de Saúde. Seis instituições firmaram o acordo e apresentaram por escrito suas propostas de melhorias para a rede SUS

Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz, Hospital do Coração (HCor), Samaritano e Moinhos de Vento deixaram de recolher quase R$ 1 bilhão de encargos trabalhistas. Em troca, realizaram cerca mais de uma centena de projetos de apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS). Alguns deles, afirmam especialistas, supriram carências importantes da rede pública.

Nunca antes na história deste país um presidente da República melhorou tanto o SUS quanto o presidente Lula, com medidas como a supra descrita e outras tão importantes quanto, como o Programa Mais Médicos, que permitiu que milhões de brasileiros se consultassem com um médico pela primeira vez na vida. E justamente esse presidente é atacado dessa forma.

domingo, 13 de novembro de 2016

Teria Lula saído com a piscina do Alvorada debaixo do braço? Não! O Globo de 2010 já mostrou a provas.

A CABEÇA DO OVO E A PISCINA DO ALVORADA

Por Mauro Santayana - 13/11/2016

Surreal e kafquiana, para dizer o mínimo, a nova investigação em curso para saber se a Odebrechet teria "beneficiado" Lula fazendo, de graça, consertos na piscina do Palácio do Alvorada.

"Beneficiado", como? Lula, agora, virou dono do Palácio do Alvorada? Se a construtora consertou a piscina do palácio, ótimo. Ela arrumou e valorizou o patrimônio público. Nesse caso, qual foi o prejuízo para o erário? 

Ou o Sr. Luis Inácio, já acusado antes - sem provas - de "roubar" crucifixos, faqueiros "fakes", cujas fotos foram tiradas de um site de leilões dos EUA, etc, saiu com a piscina debaixo do braço, quando deixou de ser Presidente da República? 

Ou mandou consertá-la para cometer outros crimes, quem sabe para fazer um "test-drive" nos emblemáticos - e caríssimos, ostentatórios - pedalinhos do sítio de Atibaia? 

No afã de encontrar crimes que possam ser atribuídos ao ex-presidente da República, os responsáveis pelo "caso" tem que ter um mínimo de bom-senso e de sentido de proporção, para não passar ao mundo a impressão de que estão simplesmente forçando a barra para criar mais um de uma longa série de factoides políticos, ou simplesmente procurando, com microscópio eletrônico, pêlo em cabeça de ovo para incriminar o ex-presidente da República.


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Mas o Lulinha não é dono da Friboi? PF não vê traços de corrupção nas finanças de dois filhos de Lula.

PF vasculha 10 anos das finanças de Lulinha e conclui que não há corrupção

Jornal GGN - 25/10/2016


Jornal GGN - A pedido da Lava Jato, a Polícia Federal analisou a evolução patrimonial de Fábio Luis Lula da Silva, filho mais velho do ex-presidente Lula, e concluiu que não há indícios de corrupção.
O conteúdo do relatório foi publicado pelo Estadão nesta terça (25), em matéria sob o título"Lulinha teve rendimento de R$ 5,2 milhões em dez anos". Só no último parágrafo é que o jornal informa: "O relatório da PF aponta que a evolução patrimonial de Lulinha, entre 2004 e 2014, é compatível com suas finanças."

O relatório foi encomendado pelo delegado Márcio Anselmo, que investiga a família de Lula por causa do Sítio de Atibaia e do triplex no Guarujá. Na visão da força-tarefa da Lava Jato, Lula é dono oculto da propriedade localizada no interior paulista, que está em nome dos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar, sócios do filho de Lula.

O laudo apontou apenas uma "suspeita" em relação às finanças de Lulinha: "(...) não obstante possuísse 50% das quotas da G4, no ano de 2012, senhor Fábio recebeu 100% da distribuição de lucros, no valor de R$ 750 mil.”

"Dos valores recebidos por Lulinha [total], aproximadamente R$ 3,8 milhões (73%) foram oriundos da distribuição de lucros da empresa G4 Entretenimento Tecnologia Ltda. A empresa pertence a ele (50%) e aos irmãos Fernando Bittar e Kalil Bittar (25% cada), filhos do ex-prefeito de Campinas (SP) Jacó Bittar – amigo de Lula desde a fundação da PT. "

Além disso, a PF acha atípico que a empresa de palestras de Lula, a LILS, tenha repassado dividendos para a empresas dos filhos do ex-presidente.

Essa semana, o GGN também mostrou que a PF também vasculhou a vida financeira de outro filho de Lula, Luis Cláudio e, na comparação entre a movimentação financeira e as fontes de recursos declaradas à Receita Federal, entre 2011 e 2014, não houve identificação de traços de corrupção como os alarmados pelo Ministério Público Federal, que creditam à família de Lula, ainda, a posse do apartamento no Guarujá.

Ao responder sobre a compatibilidade entre a movimentação financeira no período analisado e as fontes de recursos, o perito escreveu ao delegado Anselmo: "Observando-se esses valores, é possível constatar que movimentação financeira efetiva a crédito das contas bancárias de titularidade de Luis Cláudio Lula da Silva, apresenta maior divergência nos anos de 2013 e 2014. Nos demais anos, e no acumulado do período, a movimentação financeira exibe montantes próximos ao da fonte de recursos."

O perito explica a "divergência" detectada em 2013: "decorre em grande parte da diferença entre os valores transferidos pela empresa LFT Marketing (R$ 318.939.20), aqueles declarados como rendimentos (R$ 66.000,00), conforme comentado na subseção anterior."

No caso de 2014, "um dos motivos da divergência é a inclusão como fonte de recursos do valor de R$ 111.808.38 (informações do cônjuge), partir de dados constantes do Dossiê Integrado da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Contudo, não foi identificada movimentação bancária que pudesse justificar tal entrada de recursos. Tendo em vista que não foram localizadas as DIRPFs da Sra Fátima Rega Cassaro (cônjuge do investigado), não foi possível efetuar cruzamento de dados."

Outro motivo para a divergência em relação a 2014 é que Luis Cláudio não informou o valor da venda do veículo Hyundai I30, no valor original de R$ 58.000.00, "cuja quantia foi considerada como fonte de recursos, mas não consta a movimentação bancária correspondente."

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Jean Wyllys: não há muita diferença entre os surtos de Janaína Paschoal e as "convicções" dos procuradores do Paraná! Eles parecem a reencarnação das fanáticas de Salem.

PRA QUE PROVAS QUANDO O MPF PODE APRESENTAR UM POWER POINT?

Por Jean Wyllys - Via Facebook - 14/09/2016
Charge Vitor Teixeira para Brasil de Fato
Dessa vez, o nível de arbitrariedade, irresponsabilidade e desprezo pelas garantias legais por parte dos membros do Ministério Público Federal que conduzem a operação Lava Jato bateu seu recorde. Ao apresentar suas "razões" para tentar incriminar Lula - proposta que ainda será avaliada em preliminares e no mérito por um juiz - o MPF do Paraná conseguiu transformar o que deveria ser uma denúncia séria e sustentada em provas num constrangedor comício político anti-Lula e antipetista, cuja estrela principal foi um tosco power point que, em minutos e acertadamente, virou alvo de chacota nas redes sociais. Apenas a Globo News e a home da Folha de São Paulo levaram aquele esquema de ensino fundamental a sério. Por que será?

Os digníssimos procuradores iniciaram o comício com uma frase que fez corar qualquer pessoa com conhecimento mínimo em Filosofia do Direito e Teoria da Justiça: não teremos provas, mas temos convicções! Repito: Não teremos provas, mas temos convicções. Ou seja, bastam as convicções dos procuradores para de se incriminar uma pessoa! Surreal! E surreal é a imprensa lhe dar microfones sem crítica.

Como se não houvesse no Brasil um rito legal para ser seguido em casos de corrupção, uma "denúncia" é apresentada num evento claramente político transmitido ao vivo por televisão, assim como um lançamento da nova programação da Globo para potenciais anunciantes. Sem provas, nem argumentos objetivos, foram apresentados sucessivos desenhos e gráficos no modelo power point que "mostram" a misteriosa relação entre as "reações de Lula", a "expressividade" e "Lula", grande, no centro. Parece uma piada? E é uma piada: não há outra maneira de encarar aquilo. A falta de consistência na peça processual foi substituída por estratégias mais próprias de um aluno que não estudou para a prova... Aliás, a apresentação tem a cara de quem faz curso de Direito à base de apostila e slides!

A "tese" apresentada como "notícia bomba" não traz nenhum fato novo e repete, em grande medida, a "teoria do domínio do fato", antes utilizada no julgamento do "mensalão" (não, não estou me referindo à compra de parlamentares para garantir a reeleição de Fernando Henrique Cardoso; este "mensalão" nunca foi julgado nem chegou às manchetes dos jornais), ou seja, se Lula era o líder de um grupo político, conclui-se que sabia de todos os supostos crimes cometidos pelos membros do seu governo (dentro e fora dele); supõem um sequestro da consciência e da vontade dos subalternos por parte de Lula.

É a "paranoiacracia"!

Vejam que não há muita diferença entre os surtos de Janaína Paschoal e as "convicções" dos procuradores do Paraná! Eles parecem a reencarnação das fanáticas de Salem.

No país que viu um governador (atual senador) construir aeroporto na fazenda do tio com dinheiro público e outro dançar em Paris de guardanapo na cabeça junto de empresários ligados a esquemas de corrupção, Lula é apresentado como "o maior dos corruptos" que, ao final da história, restaria com um simples apartamento mediano no Guarujá (no Guarujá!) e que, até agora, não está provado que seja mesmo dele. É uma situação tão ridícula (mas igualmente revoltante!) que só poderia mesmo acabar em memes nas redes sociais.

A duas semanas da eleição, parece no mínimo "oportuno" apresentar fatos que já eram de conhecimento das pessoas num grande show. É o MPF do Paraná buscando intervir no resultado das eleições municipais sem apresentar candidaturas claras!

Ora, há nessa ação dos procuradores da Lava Jato um desrespeito profundo das garantias jurídicas; e a imprensa embarca no desrespeito por razões político-partidárias, afamando concurseiros com salários astronômicos e pouco senso de justiça. Isso é intolerável!

Se o procurador diz que não terá "provas cabais de que Lula é efetivo proprietário no papel do apartamento", mas que tem "convicção", eu posso afirmar que tenho a convicção de que os procuradores responsáveis pelo caso são uns burocratas classistas, com baixa compreensão da política e servidores indiretos dos corruptos e plutocratas do PSDB e do DEM. E aí?

Convicção por convicção, eu fico com a minha!

sábado, 6 de agosto de 2016

Juca Ferreira: "A festa emocionante que vimos hoje estava pronta quando a presidenta foi afastada. É lamentável que tenha sido presidida por um usurpador"

O Brasil democrático driblou o golpe e se mostrou pro mundo.

Por Juca Ferreira - Via Facebook - 05/08/2016 

Foi linda a abertura dos jogos olímpicos. Linda como espetáculo e não ficou devendo nada às aberturas anteriores. Mostrou um Brasil orgulhoso de sua formação miscigenada e de sua diversidade cultural, marcas de nossa posição singular no mundo. Parabéns aos artistas e técnicos que criaram este espetáculo assistido por mais de quatro bilhões de pessoas em todo o Planeta.

Parabéns ao presidente Lula, que acreditou num Brasil livre de complexos de inferioridade, e se empenhou pessoalmente para que pudéssemos fazer um evento com a grandeza desta cerimônia olímpica.

Parabéns à presidenta Dilma Rousseff e toda a sua equipe de governo, que trabalharam para organizar os jogos e proporcionar ao Brasil e ao mundo esta oportunidade única de celebrar as potencialidades humanas expressas no esporte, na arte e na cultura.

A festa emocionante que vimos hoje estava pronta quando a presidenta foi afastada. É lamentável que tenha sido presidida por um usurpador, cujo pálido desgoverno em nada se identifica com a mensagem confiante e generosa com o Brasil e os brasileiros que transmitimos esta noite.

O Brasil desta abertura olímpica é o Brasil democrático. Um Brasil livre, das ruas, de índios, brancos, negros. Um Brasil da cidade e da periferia, dos povos das florestas, da capoeira, dos terreiros. Da diversidade sexual. Brasil que vai de Tom ao funk. De muito samba. É o Brasil de Chico Gil e Caetano, de Elza Soares, D2, Benjor, Paulinho da Viola. Brasil, que se forjou na soma e não na divisão, que desponta do nosso poder criativo, da nossa capacidade de sonhar e da resistência que temos para dar a volta por cima. Este é o Brasil que prevalecerá.

Parabéns Dilma, parabéns Lula e todo o povo brasileiro.
Olimpicamente, ‪#‎ForaTemer‬


quarta-feira, 16 de março de 2016

Um lance decisivo no Game of Thrones brasileiro - LULA, A MÃO DO REI

LULA, A MÃO DO REI

(um lance decisivo no Game of Thrones brasileiro)

Por Jean Wyllys - Via Facebook - 16/03/2016

Todos sabem que sou leitor atento das "Crônicas de gelo e fogo", de George R.R. Martin, e espectador entusiasmado da série "Game of Thrones", adaptação para a tevê dessas mesmas crônicas. Livro e série são muito mais que ficção de realismo fantástico para entreter pessoas interessadas em narrativas que misturam tradição nobiliárquica medieval com dragões, bruxas e zumbis: são um tratado de filosofia e ciência políticas acerca de períodos de profunda crise de representação político-institucional e de ameaças maiores aos nossos modos de vida.

Nesse sentido - e levando-se em conta que o mundo globalizado se encontra mergulhado numa crescente crise econômico-financeira associada a uma crise política, das quais, decorrem guerras reais e simbólicas pelo controle dos recursos materiais disponíveis e pela definição de novas regras para o jogo (sendo o "Trono de Ferro", na obra de George R.R. Martin, a metáfora da possibilidade de controle dos recursos materiais disponíveis e de manutenção da regra do jogo, as crises emergem justamente quando os recursos disponíveis se tornam escassos e/ou as regras ou não servem mais para o jogo que se deseja jogar ou são quebradas deliberadamente por um ou mais dos jogadores em cena), mas das quais também decorrem ameaças que escapam ao controle dos jogadores e que estão acima de suas guerras, como, por exemplo, o aquecimento global e a extinção da espécie humana (ameaças maiores representadas, nas "Crônicas de gelo e fogo", pelos "Caminhantes Brancos", exército de zumbis que se multiplica a cada dia) - Nesse sentido, livro e série de tevê captam o espírito da época que vivemos e, por isso, são um sucesso retumbante.

"Game of Thrones" serve, portanto, para refletirmos também sobre os impactos dessa crise econômico-financeira e política no Brasil (sim, a literatura e a filosofia não são saberes inúteis como o querem os tecnocratas e fascistas). E a figura política que tomarei como chave dessa breve reflexão sobre os impactos da crise entre nós é a "Mão do Rei". Na ficção de George R.R. Martin, a "Mão do Rei" é o conselheiro-mor do soberano que ocupa o "Trono de Ferro", uma espécie de "Ministro-chefe da Casa Civil" em regimes presidencialistas ou de "Primeiro Ministro" em regimes parlamentaristas. A "Mão do Rei" tem papel crucial na gestão de crise artificial ou natural que ameace a soberania e a legitimidade do rei... ou da rainha.

Ameaçada desde o primeiro dia de seu segundo mandato por uma crise política estimulada e alimentada pelos partidos derrotados nas eleições de 2014 (PSDB, DEM, PPS e Solidariedade), pelos meios de comunicação de massa aliados desses partidos e por um juiz (Sérgio Moro) com mal-disfarçada posição ideológica e partidária e vocação pra Messias, mas também ameaçada pelos escândalos de corrupção em que se envolveram figuras proeminentes do PT e pelas conspirações feitas por Eduardo Cunha e outros traidores de sua base parlamentar, Dilma Rousseff decidiu nomear Lula sua nova "Mão do Rei", ou seja, o novo Ministro-chefe da Casa Civil, para desespero dos que querem tirá-la de qualquer jeito do "Trono de Ferro".

Lula tem a experiência de já ter sentado no trono por dois reinados, que não só produziram um tempo de prosperidade e paz para e entre os "Sete Reinos" (o conjunto das elites econômicas e políticas) como também conciliaram nobres e plebeus (maioria da população) ao convencer a nobreza de que dar um mínimo de dignidade aos trabalhadores e mais pobres não era necessariamente um mal negócio. Deixou o trono amado pelas massas e fez sua sucessora.

Acontece que durante o primeiro reinado de Dilma os ventos do inverno começaram a soprar mais fortemente, sinal de que o tempo de prosperidade havia se esgotado. Então, a parte mais rica da nobreza - preocupada com a distribuição dos recursos disponíveis em tempos de escassez invernal - decidiu que não fazia mais sentido manter uma rainha que continuasse se preocupando com a vida dos plebeus (é como diz o di
to popular, "farinha pouca, meu pirão primeiro").

Essa parte da nobreza inicia, então, e com apoio dos meios de comunicação de massa, uma crise política que objetiva tirar Dilma Rousseff do "Trono de Ferro" e sentar, nele, um dos seus. Nesse esforço para derrubá-la, tudo serve de arma à nobreza oposicionista: as inegáveis incompetências da rainha, sua falta de traquejo com o idioma comum, sua identidade de gênero, o envolvimento de alguns dos seus conselheiros em esquemas de corrupção e a aplicação dos recursos da união em políticas para os mais pobres, mas principalmente a disposição de alguns de seus aliados em traí-la e sabotá-la deliberadamente (é o caso do corrupto Eduardo Cunha).

Preocupada com a habilidade e o carisma do antigo rei (Lula) num eventual auxílio à rainha que deseja depôr, a nobreza oposicionista decide destruí-lo em paralelo, explorando seu suposto envolvimento em práticas de corrupção tão comuns entre os membros dessa mesma nobreza. Contando com a simpatia de um juiz que conduz investigação sobre crimes de corrupção, a nobreza oposicionista quer (e pode) prender o antigo rei Lula, que já não conta com a imunidade conferidas pela majestade.

Dilma Rousseff e Lula, certos de que a nobreza oposicionista e corrupta está preste a lhes dar um xeque-mate nesse jogo cujas regras vêm sendo deliberadamente burladas por seus adversários, e cientes de que só lhes resta ou entregar o jogo ou fazer um derradeiro e arriscado lance (que poderá mexer no tabuleiro e lhes tirar da iminência do xeque-mate), Dilma e Lula decidiram continuar o jogo. Se é pra perder, que se perca com dignidade. E, então, a rainha nomeia Lula a "Mão do Rei", para o desespero da nobreza oposicionista e golpista que desejava prendê-lo, já que transfere seu julgamento para juízes mais isentos e menos arbitrários. Lula pode até ser uma "Mão do rei" com um dedo a menos, mas ainda assusta boa parte dos nobres por sua capacidade de trabalho.

O lance da rainha Dilma e da "Mão do Rei" é arriscado e pode só precipitar seus fins, mas é o que lhes resta no momento. Na obra de George R.R. Martin, o lance do rei Robert Baratheon em nomear Ned Stark sua "Mão" para conter a conspiração que o ameaçava resultou num fim trágico para ambos: o rei morreu envenenado e os conspiradores conseguiram levar o justo Ned Stark para a guilhotina. Mas, noutro momento de "Game of Thrones", um lance parecido - a nomeação de Tyrion Lannister como "Mão do Rei" Joffrey Lannister para debelar a tentativa de usurpação do "Trono de Ferro" por parte de Stannis Baratheon, que acusava Joffrey de "bastardo" e, portanto, um rei ilegítimo - resultou em vitória para ambos! Mesmo cercado e em grande desvantagem, Tyrion Lannister (cujo perfil curiosamente tem algo de Lula), usando "fogo vivo" (uma arma improvável naquelas circunstâncias) venceu a batalha de "Black Water" contra Stannis Baratheon e manteve Joffrey no "Trono de Ferro" temporariamente.

Qual será o resultado do lance de Dilma e Lula? Levará ambos a perderem o "Trono de Ferro" e suas vidas, como aconteceu com Robert Baratheon e Ned Stark? Ou os levará a uma inesperada virada no jogo, vitória da batalha e conservação do "Trono de ferro", ainda que temporariamente, como aconteceu com Joffrey e Tyrion Lannister? Só o tempo dirá!

Concluo essa reflexão ressaltando que, embora eu tenha muitas críticas ao reinado de Dilma Rousseff e não ponha minha mão no fogo em relação a Lula, desejando que este seja punido no tempo das garantias jurídicas caso se prove que ele está diretamente envolvido em esquemas de corrupção e enriquecimento ilícito, embora tudo isso, eu tenho horror à hipocrisia e à demagogia da nobreza oposicionista, corrupta e egoísta desde sempre, mas protegida pelos meios de comunicação e por seus representantes no Judiciário. Ver essa gente tentar usurpar o "Trono de Ferro" na base do grito, da mentira e da manipulação, faz-me torcer para que o lance de Dilma e Lula no "Game of Thrones" dê certo. Oxalá tomara!

Enquanto isso, sigo preocupado com os ventos do inverno e seus caminhantes brancos que nos ameaçam a todos e todas e se aproximam da vez mais rápido enquanto os reinos guerreiam.

sexta-feira, 4 de março de 2016

No JN Lula foi mais uma vez destruído pela Globo - "Só falta a direção colocar um “Procura-se” na redação com oferta de recompensa para quem trouxer matérias bombásticas contra o ex-presidente."

JN foi histórico e só será superado pela cobertura da Globo no dia 13

Renato Rovai - Revista Forum - 03/03/2016 

O Jornal Nacional de hoje foi histórico. Talvez mais parcial do que a montagem do debate de Lula e Collor, em 1989.

A Globo assumiu como totalmente verdadeira a suposta delação de Delcídio e citou trecho por trecho a matéria da Isto É.

Mesmo absurdos insustentáveis como o da CPI dos Bingos, que teria sido interrompida para não atingir a candidata Dilma, segundo a tal delação, foram dados como verdadeiros, sendo que essa CPI terminou em 2006, quando Lula ainda estava no seu primeiro mandato. E nem tinha se reelegido. Ou seja, não havia a Dilma candidata.

Lula, aliás, foi mais uma vez destruído pela Globo. Que segundo colegas da emissora colocou todos os seus repórteres para investigá-lo. Só falta a direção colocar um “Procura-se” na redação com oferta de recompensa para quem trouxer matérias bombásticas contra o ex-presidente.

Poucas vezes na história desse país uma pessoa foi tão investigada e triturada por um veículo com o peso da Globo como Lula.

Se ele conseguir sair dessa com um mínimo de dignidade, Lula se tornará mais do que um herói. Será um mito.

Não é pouca coisa o que a Globo fez hoje.

Mas se isso mostra o quanto ela pode inflar uma notícia, também é sintoma de sua fraqueza.

A Globo vem piscando ultimamente. E vem demonstrando que não consegue mais com três minutos do Jornal Nacional impor suas narrativas. Precisa de 30 minutos. De 1 hora.

E além disso, não pode mais ignorar a força de manifestações de uma torcida organizada, como a Gaviões. E nem o poder de influência dos blogues.

E por isso elegeu Lula como vítima. E o governo como alvo.

Só a cobertura do dia 13 deve superar o JN de hoje. O dia 13, das manifestações, deve se tornar algo memorável. E não deve ser desconsiderado como objeto de estudo. Afinal, depois a Globo costuma querer reinventar a história.

Afinal, como os amigos bem sabem, a Globo não apoiou a ditadura. Essa foto é só uma miragem.


Foto: Roberto Marinho de braços dados com o ditador João Figueiredo

terça-feira, 1 de março de 2016

Fernando Morais não dará mais declarações à Globo devido à sordidez do noticiário do JN.

Fernando Morais: "não dou mais declarações para veículos das organizações globo. ninguém vai perceber isso, eu sei, mas dormirei mais tranquilo."

Fernando Morais  - Facebook - 02/03/2016 


minha indignação com a sordidez do noticiário do jornal nacional, agora à noite, fez subir a pressão. é o primeiro troco dos marinho no lula depois do cacete sem dó que o ex-presidente deu na globo, sábado à noite, na festa do pt no rio de janeiro.

o que uma pessoa como eu, que não tem nenhuma arma na mão, nem real nem metafórica, pode fazer para protestar contra essa gente sem vergonha, além desses choramingos aqui no foicebook? quase nada.

faço o que posso. a partir de hoje, estendo aos marinho o solitário protesto que venho mantendo com a revista veja: não dou mais declarações para veículos das organizações globo. ninguém vai perceber isso, eu sei, mas dormirei mais tranquilo.

isso significa que o depoimento que eu tinha agendado com a globonews para a semana que vem, para um especial que estão preparando sobre fidel castro, está desmarcado. sei de gente honesta, competente e isenta que trabalha lá. mas pros marinho não falo mais. sobre nada.

Última entrevista de Fernando Morais no Programa do Jô - 19/09/2014 - Assista aqui


sábado, 13 de fevereiro de 2016

Lava Jato, a origem. A promiscuidade entre as empreiteiras e políticos teve início com a ditadura militar e com a cumplicidade explicita da mídia.

Samuel Wainer escancara as relações entre a “grande” imprensa no Brasil e as empreiteiras

Por Cynara Menezes - Socialista Morena - 12/06/2016

O jornalista Samuel Wainer (1910-1980) foi, para quem não conhece a sua trajetória, um dos maiores jornalistas do país. Judeu do bairro do Bom Retiro, em São Paulo, de origem humilde, conseguiu construir seu próprio jornal, o Última Hora, um diário de perfil popular que logo conquistaria tiragens gigantescas, ameaçando o poderio da meia dúzia de famílias que detém o controle da imprensa em nosso país. Claro que os coronéis midiáticos não iriam permitir que um joão-ninguém roubasse seu público, e patrocinaram a destruição do império jornalístico fundado por Wainer com o apoio de Getúlio Vargas.

Compara-se muito atualmente a caçada a Lula à perseguição a Getúlio e a Juscelino Kubitschek. Pois eu encontro mais paralelos entre a história da Última Hora/Samuel Wainer e a do PT/Lula: o jornal de um outsider que tenta, para sobreviver, fazer o mesmo que os outros meios de comunicação fazem, ou seja, conseguir dinheiro junto às grandes fortunas brasileiras, ao governo e às empreiteiras. Os demais jornais podiam (e podem) fazer isso. A Última Hora e Wainer, não. O mesmo aconteceu com o PT e Lula: tentaram fazer parte de um clube que não os aceitava como sócios. Obviamente estão sendo expulsos agora. Samuel Wainer e a Última Hora foram investigados, assim como Lula e o PT, enquanto os outros jornais/partidos seguem inimputáveis.

Mas quando foi que começou essa promiscuidade entre as empreiteiras e os políticos? Não é verdade que foi a partir da ditadura militar. Segundo conta Samuel Wainer em sua autobiografia, Minha Razão de Viver, estas relações remontam à década de 1950, e contaram com a cumplicidade explícita dos meios de comunicação. A coisa funcionava assim: os donos de jornais atuavam como representantes das empreiteiras, a garantia de que o serviço prestado seria pago. Chantageavam o governo para que utilizasse tal empreiteira em determinada obra; se não o fizesse, passaria a ser atacado pelo veículo em questão. Se cedesse, o dono do jornal ganhava da empreiteira 10% sobre o valor orçado para a obra. Ora, ora, e nós pensando que foram os políticos que inventaram a propina…

O empreiteiro era, segundo Wainer, “uma figura essencial aos interessados em decifrar os segredos do jogo do poder no Brasil”. E continua sendo… A única diferença é que, em vez da relação direta que tinham com os donos dos jornais, o dinheiro foi providencialmente “limpo”: passaram a ser anunciantes. Ainda hoje as grandes construtoras figuram entre os que mais publicam anúncios na imprensa –só perdem para o governo, que tragédia. Será que se a Lava-Jato fosse uma operação séria estes elos poderiam ser melhor revelados? Difícil acreditar, quando a operação Zelotes, que originalmente foi criada para investigar um escândalo de sonegação de impostos que envolvia meios de comunicação, acabou tendo como único foco o ex-presidente Lula e seus familiares…

Samuel Wainer também fala das benesses que os empresários de comunicação obtinham do governo federal, como a isenção fiscal e a facilidade para a importação de papel-jornal e maquinários –sem contar os anúncios. Quando o PSDB ocupava a presidência não era muito diferente. Em 1999, o BNDES, um banco público, se tornou SÓCIO da Globo Cabo (4,8% de participação). Em 2002, ainda no governo FHC, o BNDES injetou 284 milhões de reais, em valores da época, na emissora. Obviamente o presidente FHC não iria faltar à inauguração do reluzente novo parque gráfico dos Marinho.


Em 2003, já no governo Lula, os jornais tentaram conseguir junto ao BNDES um novo empréstimo, desta vez em conjunto, para salvar sua situação financeira. O empréstimo não foi concedido. Quando eu vejo a pressão da imprensa pela volta dos tucanos ao poder, fico pensando: não haveria aí algum interesse financeiro? Se o PSDB voltar ao poder, haverá um Proer da mídia? Me parece meio óbvio.



Fiquem com Samuel Wainer e o trecho de Minha Razão de Viver em que fala sobre as relações promíscuas dos donos da imprensa com as empreiteiras.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

"Nesta carta singela desejo lhe dizer que me senti ofendido e desrespeitado como cidadão com seu discurso ao justificar seu voto a favor da prisão de Delcídio do Amaral, nesta manhã. A senhora disse que antes nos fizeram acreditar que a esperança venceu o medo. É evidente que a senhora se referiu à campanha eleitoral e eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem citá-lo."

Carta aberta à ministra Carmen Lúcia, do STF

Por Dom Orvandil Moreira Barbosa - Cartas Proféticas - 25/11/2015

Prezada Ministra Carmem Lúcia

Nosso País acordou estupefato com a prisão de um senador da República. Por outro lado, alivio-me com a prisão de um banqueiro, um dos mais ricos do Brasil.

Não guardo intimidade com o pensamento do Senador Delcídio do Amaral em virtude de suas origens políticas, ligadas à privatizações e ao nefasto neoliberalismo. Porém, sua prisão nos coloca sob espanto pelo colorido de arbitrariedade em face da imunidade parlamentar de que gozam os eleitos pelo povo para ocupar cadeira na mais alta casa legislativa.

Perdoe-me, ministra Carmem, por me dirigir a senhora sem o traquejo jurídico próprio dos advogados, já que não sou um e sem a formalidade de um tribunal, já que não pertenço a nenhum.

Aqui tenho o objetivo de questioná-la pelo que disse na 2ª turma do STF ao justificar seu voto na decisão do ministro Teori Zavascki ao ordenar a prisão do Senador Delcídio do Amaral e do Banqueiro André Esteves.

É de se esperar que os homens e as mulheres eleitos e eleitas sejam honestos, honestas, probos e probas nas suas atividades parlamentares, embora alguns afrontem e desrespeitem a sensibilidade social e a cidadania, como é o caso do Senador Ronaldo Caiado, que frequentemente usa camiseta amarela com os sinais de 9 dedos, em deboche a deficiência física do ex-presidente Luiz Inácio Luiz da Silva, sem que seja incomodado em momento algum por esse preconceito e crime.

Nesta carta singela desejo lhe dizer que me senti ofendido e desrespeitado como cidadão com seu discurso ao justificar seu voto a favor da prisão de Delcídio do Amaral, nesta manhã.

A senhora disse que antes nos fizeram acreditar que a esperança venceu o medo. É evidente que a senhora se referiu à campanha eleitoral e eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem citá-lo.

E vencemos mesmo, ministra Carmem. Milhões de brasileiros fomos ameaçados com o estouro do dólar, com a fuga dos empresários que investiriam em outros Países abandonando o Brasil ao desemprego e à pobreza. Uma atriz da TV Globo apareceu em noticiários e na propaganda eleitoral do PSDB fazendo caras teatrais de assustada e dizendo: “ai, estou com medo”. Pois vencemos essa tentativa. Os milhões de votos investidos em Lula transcenderam fronteiras partidárias para afirmar nossa esperança contra as ameaças rasteiras e desonestas. Vencemos o medo, com muita esperança. O Brasil se sentiu recompensado com essa vitória. A senhora sabe!

Como cidadão e como povo me sinto ofendido e agredido em minha esperança e em minha fé com essa sua fala, para mim irônica e sem nenhuma relação com o mensalão da mídia, com muitos casos dúbios e influenciados pela opinião publicada.

A senhora carregou sobre a ironia sem nexo ao afirmar que “agora o escárnio venceu o cinismo”.
Qual a relação do possível crime do Senador Delcídio do Amaral, nem investigado totalmente e, muito menos julgado e condenado, com a vitória da esperança em 2002?

A senhora quer nos envolver em todos os possíveis crimes de Delcídio? A senhora falou pensando em investigação e condenação do ex-presidente Lula, o candidato a respeito de quem se usou o slogan “a esperança venceu o medo”? A senhora já sabe, mesmo sem julgamento, que o Senador Delcídio do Amaral é criminoso, até mesmo antes da manifestação da casa onde ele é parlamentar?
Na fundamentação de seu voto a favor da prisão do aludido senador a senhora asseverou que “ agora o escárnio venceu o cinismo”.

Pergunto se o seu voto não se referia a um senador? Se se referia ao Senador Delcídio do Amaral qual a relação da ironia com os votos de milhões de brasileiros que tiveram esperança de mudar aquela realidade triste de desemprego, de miséria e de pobreza em 2002?

A senhora ameaçou quem ao afirmar posteriormente que “criminosos não passarão sobre a justiça”, alertando a todos do mundo da corrupção?

Perdão, ministra, mas a minha ofensa também vem do fato de a senhora misturar ironicamente fatos e valores sem nenhuma relação, sendo que a esperança realmente venceu o medo e sempre vencerá as vilanias da classe dominante, principalmente da rapinagem dos poderosos internacionais, que atuam por meio de jagunços nacionais.

Pior, a sua referência de falso senso de oportunidade choca por estabelecer nexos irreais entre um senador atual, preso acusado de atrapalhar investigações, com toda a força da esperança de um povo.
Choca mais o fato de a senhora não fazer nenhuma menção ao banqueiro André Esteves, dono do Banco BTG Pactual, também preso como suspeito de fazer uma operação polêmica na área internacional da Petrobras, ao comprar poços de petróleo na África, sendo ele um dos homens mais ricos do Brasil, um País pobre e, mesmo assim, de esperanças que vencem os medos.

A senhora não disse nada sobre André Esteves foi pelo fato de ele ser banqueiro e rico? Haveria na senhora algum senso de seletividade, como o há na mídia que reforçou com grande destaque as suas palavras?

Enfim, perdoe-me pela ousadia de exercer o direito de questionar, de me indignar contra as seletividades e contra o deboche em relação ao povo que tem esperança, apesar do medo que diuturnamente lhe impingem.

• Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz sociais.
• Dom Orvandil, OSF: bispo cabano, farrapo e republicano, presidente da Ibrapaz, bispo da Diocese Brasil Central e professor universitário, trabalhando duro sem explorar ninguém.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

A "moralidade" caolha, de ocasião está dando muita bandeira. "Nunca persistiu na investigação a megaescândalos da oposição. Silencia, esconde ou encolhe delações e acusações contra líderes da oposição."

Derrubar a Dilma, "ouvir o Lula na PF" e ... silenciar sobre a oposição
Bob Fernandes - Via Facebook - 14/09/2015

Cresce o cerco dos que querem o impeachment de Dilma. Ainda falta coesão entre os que disputam o Poder. E clareza sobre os riscos da operação.

Riscos internos e externos. Internos porque, passado down e perplexidade virá a realidade: a conta gigantesca, e o contra-ataque dos quem tem pressa e fome.

Risco externo porque derrubar presidente é ato seríssimo. Mancha quem cai, mas pode manchar para sempre quem, mesmo com a mão do gato, derruba ou se associa à derrubada.

Se não for o impeachment uma ação estritamente legal, aos olhos da História e do mundo será altíssimo o custo de voltar a portar-se como republiqueta de bananas e golpes.

A cada mês tem mudado o motivo para pedir o impeachment. Do motivo "moral", a corrupção, à óbvia incompetência e mediocridade em ações do governo.

A "moralidade" é caolha, de ocasião. Nunca persistiu na investigação a megaescândalos da oposição. Silencia, esconde ou encolhe delações e acusações contra líderes da oposição.

Charges Ululantes
"Mensalões". O do PT, por exemplo, está nas manchetes há 10 anos, e deu cadeia. O do PSDB, sob o manto do silêncio, dorme numa gaveta em Minas.

"Zelotes" e "Contas Secretas do HSBC" são escândalos do agora, do há pouco. De megaempresas e milionários, escândalos estimados em R$ 38 bilhões.

Investigações? Manchetes? Panelas? Indignação moral? Não. Silêncio.

No Metrô de São Paulo, em governos do PSDB, roubaram R$ 1 bilhão.

A última notícia? Não há acusação contra altos executivos da CPTM, ou dos governos tucanos... Esse bilhão deve ter sido coisa do maquinista, ou da bilheteira.

O impeachment depende de Eduardo Cunha, para quem o procurador pede 184 anos de prisão e a devolução de US$ 40 milhões. Há dias, a Câmara de Cunha aprovou a, incrível, ocultação das doações de campanha.

"Delegado da Polícia Federal quer ouvir Lula". Segundo o próprio delegado "não existem provas contra Lula". Mas isso garantiu manchetes desmoralizantes para o fim de semana.

Manchete dessa segunda, 14: PSDB já discute sua participação no eventual governo Temer.

Imposta a hegemonia na narrativa midiática para multidões, se tenta intimidar quem ouse questionar tanta moralidade caolha, tanto silêncio e tanta bandeira.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Bob Fernandes: O alvo é e sempre foi Lula. O lado da rua que foi às ruas no domingo deixou isso claro.

"Lula será esmagado se existir a mais ínfima prova legal contra ele. Por ora basta espalhar que existe. Repetir, seja fato ou boato, é o caminho para a desmoralização."

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Dilma aprovou mais leis e políticas públicas favoráveis aos interesses dos trabalhadores do que o do ex-presidente Lula : foram pelo menos 14 proposições criando ou recuperando direitos, contra nove do seu antecessor.

Dilma aprovou mais leis favoráveis ao trabalhador
Najla Passos - Carta Maior - 21/08/2014

Brasília - O governo da presidenta Dilma Rousseff aprovou mais leis e políticas públicas favoráveis aos interesses dos trabalhadores do que o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: foram pelo menos 14 proposições criando ou recuperando direitos, contra nove do seu antecessor. Quem afirma é o jornalista e analista político Antônio Augusto Queiroz, diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), o órgão que assessora mais de 900 entidades sindicais dos trabalhadores com o objetivo de transformar em normas legais as reivindicações predominantes, majoritárias e consensuais da classe.


Os dados, segundo ele, contrariam a visão predominante no movimento sindical, de que o governo Lula privilegiou mais os trabalhadores do que sua sucessora. “A percepção do movimento em relação ao governo da presidenta Dilma é um tanto quanto distorcida. Talvez pelo fato dela não ter dialogado diretamente com a mesma frequência que o Lula, deu a impressão de que deixava em segundo plano esses atores importantes”, avalia o diretor do Diap.

Para o analista político, Dilma designou integrantes da sua equipe, com poder de decisão, para dialogar com os trabalhadores e movimentos sociais, especialmente dentre os quadros do Ministério do Trabalho e da Secretaria Geral da Presidência da República. E isso resultou em avanços significativos para a classe. “Nós temos um conjunto de leis em favor dos trabalhadores, tanto quantitativa quanto qualitativamente, muito mais consistente do que no governo Lula, ainda que algumas tenham sido iniciadas no governo dele”, afirma.

Como exemplos concretos, ele cita a Lei 12.382/11, que institui a política de aumento real para o salário mínimo até 2015, e a Lei 12.506/11, que amplia o aviso prévio de 30 para 90 dias. E também a Lei 12.382/11, que cria a Certidão Negativa de Débito Trabalhista. “Essa lei exige que qualquer prestador de serviço ou qualquer empresa que venda produtos ao governo apresente uma certidão negativa de débitos trabalhistas, um salto fabuloso”, esclarece.

A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 72, a PEC das Domésticas, é outra medida legislativa conquistada pelo governo Dilma que o analista político destaca. “A PEC das Domésticas fecha um ciclo do ponto de vista de corrigir distorções e injustiças da classe trabalhadora. Os trabalhadores do campo e da cidade já tinham os mesmos direitos, mas os domésticos estavam apartados desses direitos”, justifica.

sábado, 17 de maio de 2014

Lula: A Globo precisa ser partida em vários pedaços – como a Argentina fez com o grupo Clarin. “E não me venham falar que isso é censura”

Lula avisa a Globo: acabou a brincadeira; regulação da velha mídia vem aí!
Rodrigo Vianna - Escrevinhador - 16/05/2014

A Globo precisa ser partida em vários pedaços – como a Argentina fez com o grupo Clarin. “E não me venham falar que isso é censura” – disse Lula. O movimento de blogueiros colheu uma enorme vitória. Ajudou a pautar esse debate, agora encampado pelo ex-presidente.


O debate de abertura ainda não tinha acabado, quando um burburinho começou a se ouvir pelos corredores. E não era Stanley quem se aproximava. Mas Lula. O ex-presidente e a regulação da mídia no Brasil são dois fantasmas, que provocam calafrios na velha imprensa dos Civita, Frias e Marinhos. Então, podem se preparar: os calafrios vão aumentar. Os locutores gagos da CBN vão ficar ainda mais gagos.

O auditório estava lotado: mais de trezentos blogueiros e ativistas digitais de todo o Brasil. Três dezenas de jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos da velha mídia já se aglomeravam no fundo do salão. Na mesa, o jornalista espanhol Pascual Serrano demolia o surrado conceito de “liberdade de imprensa” que os donos da mídia usam para brecar qualquer regulação.

“Só um setor da sociedade pode utilizar a chamada liberdade de imprensa. É um direito apenas para o empresariado”, disse Serrano, um dos convidados internacionais do Quarto Encontro de Blogueiros e Ativistas Digitais.

O norte-americano Andrés Conteris, do site Democracy Now, disse que os blogs – no mundo todo – cumprem um papel decisivo: “ir aos locais onde está apenas o silêncio”.

sábado, 22 de março de 2014

16 conselhos para você fazer sucesso como um novo anticomunista

16 conselhos para você fazer sucesso como um novo anticomunista
Kiko Nogueira - DCM - 23 Mar 2014


O anticomunismo está na moda, como na Guerra Fria. Com uma novidade: nunca tantos malucos foram tão barulhentos, ao menos no Facebook e em marchas. Não é preciso muito: basicamente, você só tem de ser relativamente ignorante e repetir feito um papagaio alguma poucas palavras e expressões como “petralha ladrão”, “lulopetista”, “Miami é que é bom”, “isso aqui não tem jeito”. Esse é um bom começo.
Mas a verdade é que os socialistas estão batendo às nossas portas, ameaçando as nossas famílias e, se você quiser fazer sucesso numa festa de gente burra e sem noção da realidade, eis alguns conselhos importantes para se tornar um novo anticomunista.

  1. Insista que o marxismo está desacreditado, desatualizado e totalmente morto e enterrado. Em seguida, faça uma carreira lucrativa batendo nesse cavalo morto pelo resto da sua vida.
  2. Comunismo ou marxismo é o que você quiser que seja. Sinta-se livre para rotular países, movimentos e regimes como “comunistas”, independentemente de coisas como ideologia, relações diplomáticas, política econômica etc.
  3. Se houver um conflito envolvendo comunistas, todas as mortes devem ser culpa do comunismo. Tenha cuidado ao aplicar isto à Segunda Guerra Mundial. Fascistas que lutaram contra os soviéticos tudo bem, mas tente não elogiar abertamente a Alemanha nazista. Deixe isso para conversas privadas.
  4. Cite constantemente George Orwell. Fale da “Revolução dos Bichos” ou de “1984”. Diga que Lula é o Grande Irmão.
  5. Cite Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino, Olavo de Carvalho. Cite Nelson Rodrigues, que você nunca leu e não entende muito bem, mas isso não vem ao caso.
  6. Mencione quantidades maciças de “vítimas do socialismo” sem se importar com demografia ou consistência. 3 milhões de pessoas mortas de fome? 7 milhões? 10 milhões? 100 milhões no total? Você não precisa se preocupar com ninguém verificando se é verdade, o que é bom já que você não tem a menor ideia.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Mandela e Fidel Castro

"Dizem que foi o homem que acabou com a odioso "apartheid" sul-africano, o que é uma meia-verdade. A outra metade do mérito cabe a Fidel e a Revolução Cubana, que com sua intervenção na guerra civil angolana selou o destino dos racistas, ao derrotar as tropas do Zaire (hoje República Democrática do Congo), o Exército Sul-Africano e dois exércitos mercenários angolanos organizados, armados e financiados pelo os EUA através da CIA.

Graças à sua heroica colaboração, na qual uma vez mais se demonstrou o nobre internacionalismo da Revolução Cubana, se conseguiu manter a independência de Angola, assentar as bases para a posterior emancipação da Namíbia e disparar o tiro de misericórdia contra o "apartheid" sul-africano.Por isso, interado do resultado da crucial batalha de Cuito Cuanavale, em 23 de março de 1988, Mandela escreveu desde o cárcere que o desfecho do que foi chamado de "a Stalingrado Africana" era "o ponto de inflexão para a libertação do nosso continente, e do meu povo, do flagelo do apartheid"." 
 Atílio A. Borón, do jornal Página 12, da Argentina

MADIBA (1918-2013)
Blog O ANTI-PIG - 07/12/2012 

Os últimos anos têm nos reservados obituários difíceis de suportar. Ano passado se foram, nos últimos meses, Eric Hobsbawn e Oscar Niemeyer, o estudioso e o artista, o metódico e o gênio, o historiador e o inovador, humanistas que elevaram a dignidade da espécie a qual pertencemos.

Agora, depois do adeus a Hugo Chavez, lamentamos a passagem de Mandela. Nas palavras do presidente sul-africano Jacob Zuma, "Esta nação perdeu um grande filho". Vou além, e digo que o mundo se despediu de um gigante, talvez como os que povoaram a terra no princípio dos tempos. Um colosso em estatura moral.

(...)

Plutarco foi o criador do gênero que conhecemos como biografia. Sua monumental obra, Vidas Paralelas, traz 23 pares de relatos da vida de um grego e a de um romano. A mais conhecida é a que contrapõe Alexandre a Júlio César. Não de hoje, mas é fato que no mundo moderno, há um paralelo entre Mandela e Lula. A origem humilde, na essência de suas respectivas pátrias, a luta contra a legalidade instituída de forma iníqua, a formação de um partido político que representa o povo à margem das decisões e, o principal, a renúncia à vingança como forma de fazer política, apesar das absurdas injustiças que sofreram. Os "grandes interlocutores dos pobres", nas palavras de Bono Vox.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Bolsa Família. Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome desmonta mitos do programa. Homem adulto que recebe o Bolsa trabalha; mulher não engravida para ter o dinheiro.

CAMPELLO DERRUBA OS MITOS CONTRA O BOLSA FAMÍLIA
Conversa Afiada - 29/10/2013
Homem adulto que recebe o Bolsa trabalha ! Mulher não engravida para ter o dinheiro.

O governo lançará nesta quarta-feira (30), na comemoração do aniversário dos dez anos do Bolsa Família, em Brasília, com a Presidenta Dilma e o Nunca Dantes, um livro de 500 páginas com estudos sobre o programa.

O livro desmonta os mitos – preconceitos – contra o Bolsa Família.

O mito de quem recebe o Bolsa Família não trabalha.

Ou seja, o pobre é vagabundo.

O mito de que a mulher engravida para não sair do Bolsa Família.

Ou seja, a mulher pobre é pilantra.

O mito de que o Bolsa Família não tem “porta de saída”.

Ou seja, o Bolsa dá a vara mas não ensina a pescar.

O mito de que o Bolsa Família é um desperdício, “patrimonialista”, “paternalista”.

Ou seja, o Lula criou o Bolsa Família para assegurar os votos do Nordeste.

Paulo Henrique Amorim entrevistou, por telefone, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

Ela desmonta os mitos todos.

Eis a entrevista em áudio e texto:

domingo, 20 de outubro de 2013

Bolsa Família faz 10 anos e já vai de Nova York à Suíça. Atacado por muitos no Brasil, ele é considerado, pela ONU e ONGs internacionais um dos principais programas de combate à pobreza do mundo

Bolsa Família faz 10 anos e já vai de Nova York à Suíça
247 - 19/10/2013

Neste domingo 20, completa exatos dez anos o maior programa social do Brasil; odiado por muitos, que o consideram assistencialista, pernicioso e, sobretudo, eleitoreiro, mas pedra de toque dos governos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, o certo é que o Bolsa Família está se tornando cada vez mais imitado em todo mundo; depois de ser implantado em Nova York, com a colaboração de técnicos brasileiros, chega à Suíça nas próximas semanas, com votação marcada no congresso do país europeu famoso pela riqueza; aqui, benefícios pagos a 13,8 milhões de famílias variam de R$ 32 a R$ 306 por pessoa; lá, em versão 2.0, transferências serão de até R$ 6 mil; repita-se: R$ 6 mil!; neste 2013, investimento total do governo brasileiro é de R$ 24 bilhões; ou você acha que é gasto?



247 – O principal programa social do governo, iniciado durante a gestão do ex-presidente Lula e pedra de toque da administração Dilma Rousseff, completa 10 anos neste domingo 20 - e se globaliza. Atacado por muitos no Brasil, ele é considerado, pela ONU e ONGs internacionais um dos principais programas de combate à pobreza do mundo, tendo sido nomeado como "um esquema anti-pobreza originado na América Latina que está ganhando adeptos mundo afora" pela revista The Economist. Governos de todo mundo estão de olho", registra o Wikipédia. Para o jornal francês Le Monde, "o bolsa família amplia, sobretudo, o acesso à educação, a qual representa a melhor arma, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, contra a pobreza".

Nas próximas semanas, informa o governo da Suíça, o modelo Bolsa Família será implantado em uma pequena região do pais. Mas numa versão 2.0, com benefícios equivalentes a R$ 6 mil (abaixo). Nos Estados Unidos, Nova York foi a primeira cidade a adotar o programa, hoje atingindo cerca de 3 mil famílias, com ajuda de técnicos brasileiros.

Para a pesquisadora italiana Francesca Bastagli, da London School of Economics, o programa foi "desenhado" de forma a permitir a emancipação dos beneficiados. "O bolsa família tem uma estrutura que vai em direção contrária ao assistencialismo", acrescenta Francesca, que estuda ações de diversos países direcionadas à transferência de renda para os pobres.

No Brasil, pode-se amá-lo ou odiá-lo. Nos 10 anos de implantação do programa, sobrou pouco espaço para o meio termo da oposição. Denúncias sobre irregularidades pontuais aparecem com frequência na mídia, mas uma coisa se reconhece: ele mudou a face do Brasil, ao atingir milhões de famílias.

"O Bolsa Família acomoda a população pobre", analisou certa vez a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Para a entidade, o programa seria "só uma ajuda pessoal e familiar. É verdade que 11 milhões de famílias recebem no Nordeste e no Norte, mas isso levou a uma acomodação, a um empanzinamento".

ESTUDO INÉDITO - Mas para o governo, é mesmo a sua menina dos olhos. Em estudo inédito divulgado na terça-feira 15 em comemoração ao aniversário de uma década do programa, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômico Aplicada) revelou que a iniciativa implantada no governo Lula reduziu a extrema pobreza em 28% nos últimos dez anos, superando em 70% o patamar estabelecido pela meta do milênio da ONU.

Atualmente, o Bolsa Família atende a cerca de 13,8 milhões de famílias – quase 80 milhões de pessoas. Para a ministra Tereza Campello, o programa traz melhorias, principalmente, na redução da pobreza e na redução da desigualdade. "Nós temos dados, estatísticas robustas que comprovam os benefícios que o Bolsa Família trouxe para as famílias ao aliviar a pobreza, ao levar crianças para salas de aula, ao melhorar o desempenho escolar e a reduzir a mortalidade infantil", afirmou a ministra.

Segundo Marcelo Neri, presidente do Ipea, a cada 2% gasto com o Bolsa Família, 12,5% são transformados em benefício para a população, ou seja, o programa ajuda não só a reduzir a pobreza, mas também a estimular a economia a partir do consumo da população mais pobre. "O Bolsa Família tem um efeito multiplicador na economia, cada real que você gasta no Bolsa Família, ele faz a economia girar R$ 2,40. Ele tem um impacto sobre a pobreza, com impacto direto de 36%, ou seja, a pobreza cai de 4,9% para 3,6% com o Bolsa Família sem levar em conta os efeitos multiplicadores", afirmou.

Os dados do impacto do programa também apontam que a renda dos mais pobres cresceu em torno de quatro vezes mais rápido do que a renda dos mais ricos. O investimento pelo governo federal no Bolsa Família em 2013 é de R$ 24 bilhões, o que representa 0,46% do Produto Interno Bruto (PIB). "Ele (o Bolsa Família) gasta apenas 0,5% do PIB, então ele consegue fazer muito na pobreza e na desigualdade. Ele consegue fazer muito, gastando relativamente pouco", disse Neri.

Com informações do Ipea e do Blog do Planalto

Abaixo, notícia do portal Infomoney, parceiro_247:

Suíça votará projeto de Bolsa Família no valor de quase R$ 6.000 por pessoa

InfoMoney