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sábado, 25 de março de 2017

Esquerdopatas, aqueles que estarão do seu lado quando seus direitos estiverem sendo retirados pelo governo, legislativo e judiciário.

QUEM SÃO OS ESQUERDOPATAS

Por Fernando Horta - via Facebook - 25/03/2017 
Quando você tiver sido molestada ou estuprada e ninguém estiver ao seu lado, sabe quem vai lutar com você? As feministas, aquelas esquerdopatas.

Quando você for demitido sem direitos e sem receber absolutamente nada para que possa sustentar sua família, sabe quem vai te defender? Os trabalhistas, aqueles esquerdopatas.

Quando você sofrer violência policial, for agredido intimidado, sequestrado... Sabe quem vai te ouvir, acolher e ajudar nesta luta? Os defensores dos direitos humanos, aqueles mesmos esquerdopatas.

Quando tirarem de você as escolas públicas ou a oportunidade de um ensino superior gratuito e de qualidade, sabe quem vai estar lá fazendo greve e apanhando da PM pelos teus direitos? Os professores, aqueles esquerdopatas.

Quando passarem a te servir comida transgênica sem pesquisas suficientes e inundadas de agrotóxicos, sabe quem estará lá para te defender e lutar pela tua saúde alimentar? O MST, aqueles esquerdopatas.

Quando os juros forem tão altos e os salários tão baixos que você tenha perdido a dignidade social, sabe quem estará lá em greves, fazendo piquetes, organizando estudos contrapondo os absurdos? Os partidos de esquerda, obviamente esquerdopatas...

Quando você estiver sendo agredido ou prejudicado em função do Deus que você ora, sabe quem estará lá ao seu lado encarando os fundamentalistas? Os ateus e defensores do estado laico, aqueles esquerdopatas.

Quando você estiver sem forças para negociar aumento de salário ou melhorias necessárias para o teu trabalho, sabe quem estará lá na linha de frente tomando bomba e gás na cara? Isso mesmo, os sindicalistas, aqueles esquerdopatas.

Quando você não acreditar que o governo, o judiciário o legislativo estejam retirando teus direitos, tua aposentadoria e vendendo as riquezas do teu país, sabe quem estará lá votando contra, xingando, travando votação e etc.? Os partidos de esquerda, cheios de esquerdopatas.

Enquanto isto, sabe onde estão o teu deputado defensor da "família", o teu pastor defensor de "cristo", o teu senador defensor da "liberdade" ou o teu ídolo defensor do "livre mercado"? Estão em casa descansando, aproveitando o dinheiro que ganharam defendendo os que eram contra ti e prometendo continuar te entregando em troca de mais dinheiro e poder.

"Esquerdopatas" são como as mãos, os pés, ou qualquer outro membro que você só sente falta quando perde. E este é o momento em que todos estamos perdendo. Pense.

segunda-feira, 2 de março de 2015

O ajuste fiscal e a esquizofrenia esquerdista. O esquerdismo, incluindo setores do PT, vem se posicionando contra as medidas de ajuste fiscal. A única tábua de salvação que o governo tem é a recuperação da economia. Para que a economia se recupere é preciso restabelecer a confiança. O ajuste fiscal pode ser um meio para ajudar a restabelecê-la.

O ajuste fiscal e a esquizofrenia esquerdista, por Aldo Fornazieri

Aldo Fornazieri - Jornal GGN - Luiz Nassif Online - 02/03/2015

O indefectível Maquiavel advertia que muitas vezes um governante, pensando em estar fazendo o bem está fazendo o mal. Em outras vezes, é preciso fazer o que o senso comum considera que é o “mal” para fazer o bem. Ou seja, a piedade pode ser cruel e a crueldade pode ser piedosa. Em se tratado dos problemas fiscais dos Estados, invariavelmente, as visões esquerdistas não conseguem compreender esse paradoxo e propendem a defender ou fazer o mal ao invés de manter a saúde fiscal do poder público – condição necessária para o exercício do bom governo, entendido como governo que prioriza o interesse público comum.



É certo que nem só a esquerda (ou aquilo que é considerado como tal) é responsável pela irresponsabilidade fiscal. A crise europeia recente mostra que partidos socialdemocratas e liberais-conservadores também são useiros em promover desequilíbrios e depois tentar corrigi-los com violentas políticas de austeridade jogadas nos ombros dos trabalhadores e do funcionalismo público. A irresponsabilidade fiscal faz com que determinados Estados e sociedade vivam acima de suas condições durante determinado período. Mas no final da festa, alguém sempre tem que pagar a conta. Os mais ricos mostram-se os mais avaros nesse momento.

No primeiro mandato do governo Dilma foram feitas algumas “bondades” que agora vêm se revelando cruéis: desonerações fiscais, incentivos e vultosas concessões de empréstimos a juros subsidiados com dinheiro público via BNDES. Essa “brincadeira” toda custou caro, como disse Joaquim Levy. O resultado fiscal de 2014 foi R$ 100 bilhões inferior ao prometido. Outras torneiras. desnecessária e ineficientemente abertas do gasto público. também contribuíram para o agravamento da situação fiscal do país. As desonerações e os incentivos não resultaram em mais investimentos por parte dos setores beneficiados e, consequentemente, não geraram novos empregos. As “bondades” do BNDE$S alavancaram os Eike Batistas da vida ou a Friboi, que doou o equivalente a 10% dos empréstimos a juros subsidiados para campanhas eleitorais. Desonerações e subsídios geralmente são feitos sem critérios e resultam em injustiça, pois determinados setores são beneficiados sem que outros o sejam. Setores que, normalmente, são amigos do rei.

O Perigo da Esquizofrenia

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Por que a direita anda mais raivosa do que nunca?

Por que a direita anda mais raivosa do que nunca?

Os barões das grandes corporações midiáticas perceberam que, para haver uma oposição de direita forte, é preciso uma ampla opinião pública direitista.

Antonio Lassance (*) - Carta Maior - 19/06/2014 

Charge Vitor Teixiera: "Um meio de comunicação odioso forma uma sociedade odiosa."
Faz tempo que as campanhas eleitorais são espetáculos dantescos, movidos por baixarias sem limites. Enquanto o Tribunal Superior Eleitoral fica muitas vezes cuidando da perfumaria, os dinossauros reinam.

Mas há algo de novo nesta campanha.

A começar do fato de que boa parte da perversidade de campanha seguia, antes, o seguinte roteiro: denúncias na imprensa, primeiro em jornais e revistas, que depois se propagavam na tevê e no rádio e, finalmente, ganhavam a rua pela ação dos cabos eleitorais.

Agora, o roteiro é: denúncias pela imprensa, mas divulgadas primeiro via internet; propagação pelas redes sociais; repetição pela tevê e pelo rádio e, por último, sua consolidação pelo colunismo e editorialismo da imprensa tradicional.

Embora essa imprensa ainda seja, normalmente, a dona da informação, seu impacto é cada vez menos medido pela audiência do próprio meio - que anda em declínio em praticamente todos os veículos tradicionais - e mais pela sua capacidade de propagação pela internet - blogs, redes sociais e canais de vídeo, principalmente pelo Youtube. E a versão que se propaga da notícia acaba sendo tão ou mais importante do que a notícia em si.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

TVT. Melhor e Mais Justo: Guerra da informação. A mando de quem parte da mídia distorce os fatos? Debate com Cynara Menezes, Maria Frô, Eduardo Guimarães, Wagner Nabuco

Melhor e Mais Justo: Guerra da informação

"A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa". A frase de George Orwell, escritor e jornalista britânico ilustra bem como opera...

A frase de George Orwell, escritor e jornalista britânico ilustra bem como opera boa parte dos grandes meios de comunicação que, diariamente, manipulam informações e influenciam o modo de pensar e de agir da sociedade, normalmente com o ímpeto de atender interesses mercadológicos, de grupos políticos ou instituições governamentais.

Diante desse cenário, existem perguntas ainda não respondidas: é possível ser mídia independente? Há como produzir informações e conteúdos com independência financeira e editorial? A chamada mídia alternativa, muitas vezes, não reproduz o mesmo modelo da mídia tradicional, e se diferencia apenas por apresentar o contraponto?

O Melhor e Mais Justo analisa essas e outras questões que envolvem a democratização da comunicação e aproveita o rico espaço de comunicação para fortalecer e enriquecer a capacidade crítica da sociedade.​

Melhor e Mais Justo exibido em 19/12/2013

Tema: Guerra da Informação - A mando de quem parte da mídia distorce os fatos?
PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3

http://www.youtube.com/watch?v=5EQEqfi34mA

sábado, 16 de novembro de 2013

Biógrafo de Che: “Que herói a direita tem para colocar em camisetas? Pinochet?”

"(...)o legado que deixou, de que um homem pode tentar mudar o mundo e que pode deixar um exemplo que estimule outros a segui-lo – inclusive depois de morto –, é mais duradouro. Universalmente, o Che é, fracassado em vida ou não, visto como um herói, um símbolo de rebeldia e princípios diante de um status quo injusto. Isto é o que enlouquece os de direita, o que os incomoda: que o Che siga potente como um símbolo, um mártir, um herói. Que herói eles têm para ostentar à raiz da Guerra Fria, alguém que a garotada queira pôr em camisetas? Pinochet??? "

Biógrafo de Che: “Que herói a direita tem para colocar em camisetas? Pinochet?”
Cynara Menezes - Socialista Morena - CartaCapital - 16/11/2013

Em 2007, quando o assassinato de Che Guevara completou 40 anos, a revista Veja, cujo modelo de jornalismo já conhecemos (leia aqui sobre minha experiência na semanal da Abril) publicou uma reportagem de capa, ao estilo “guia politicamente incorreto” de seus foquinhas amestrados, para tentar demolir o mito. Dias depois, uma carta pública do biógrafo de Che, o premiado jornalista norte-americano Jon Lee Anderson, desmentia o teor da reportagem praticamente por completo, acusando seu autor de ter sido parcial e desonesto (leia aqui).

“O que você fez com Che é o equivalente a escrever sobre George W. Bush utilizando apenas o que lhe disseram Hugo Chávez e Mahmoud Ahmadinejad para sustentar seu ponto de vista”, escreveu Anderson, cujo livro é apontado pela própria Veja como “a mais completa biografia de Che”. Espantosamente, este libelo de mau jornalismo vem sendo utilizado nos últimos anos pela direita indigente intelectual brasileira para tentar reduzir Che a um “assassino”, como se o contexto, uma revolução, não justificasse mortes. Tem colunista de jornal aí que só se refere a ele como “porco fedorento”. Este é o nível deles.

Mas qual o interesse dos cérberos reaças de enlamear Che Guevara? Será que é porque não tem nenhum ídolo do lado de lá para servir de modelo aos jovens a não ser torturadores, generais ditadores e exploradores da miséria do mundo? Leiam abaixo a entrevista que fiz com Jon Lee Anderson para CartaCapital na época e vejam o que ele responde.
***
(O jornalista Jon Lee Anderson. Foto: divulgação)
Guerra é guerra*
O jornalista norte-americano Jon Lee Anderson, autor de Che Guevara – Uma Biografia (Editora Objetiva), considerado o mais completo relato sobre a vida do guerrilheiro executado em 1967, rebate incisivamente as acusações de que Che fosse não um herói, mas um assassino frio que se regozijava de matar seus inimigos. Lee Anderson é colaborador da revista The New Yorker desde 1998.Respeitado correspondente internacional, escreveu, além do livro sobre Che, A Queda de Bagdá (Editora Objetiva) e Guerrillas (inédito no Brasil), em que analisa os mujaheddin do Afeganistão, a FMLN (Frente Farabundo Martí de Liberación Nacional), de El Salvador, a Unidade Nacional Karen (KNU) birmanesa, a Frente Polisário do Saara Ocidental e um grupo de jovens palestinos que luta contra Israel na Faixa de Gaza.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A caixa de pandora aberta por Antonio Prata e sua falsa guinada à direita

A caixa de pandora aberta por Antonio Prata e sua falsa guinada à direita
kiko Nogueira - DCM - 05/11/2013

“Caralho. Esse tem culhão.”

A reação do roqueiro Roger, no Twitter, ao artigo de Antonio Prata na Folha foi entusiasmada. Prata escreveu uma coluna chamada “Guinada à Direita”. Confessava que, às vésperas de completar 40 anos, havia tomado juízo e arejado as ideias.

“A rubra súcia domina o governo, as universidades, a mídia, a cúpula da CBF e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, na Câmara. O pensamento que se queira libertário não pode ser outra coisa, portanto, senão reacionário”, escreveu.

“Quando terroristas, gays, índios, quilombolas, vândalos, maconheiros e aborteiros tentam levar a nação para o abismo, ou os cidadãos de bem se unem, como na saudosa Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que nos salvou do comunismo e nos garantiu 20 anos de paz, ou nos preparemos para a barbárie”.

Mais: “O branco encontra-se escanteado”.

“Contra o poder desmesurado dado a negros, índios, gays e mulheres (as feias, inclusive), sem falar nos ex-pobres, que agora possuem dinheiro para avacalhar, com sua ignorância, a cultura reconhecidamente letrada de nossas elites, nós, da direita, temos uma arma: o humor.”