segunda-feira, 19 de agosto de 2013

IBGE. Brasil em números. Um amplo estudo sobre a realidade brasileira que não recebeu nenhuma cobertura da mídia.

Viralatas, tremei!
Tijolaço - 18/08/2013 

O IBGE divulgou, esta semana, um amplo estudo sobre a realidade brasileira que não recebeu nenhuma cobertura da mídia. Tudo bem que os dados não são novos, mas o estudo traz uma compilação estatística completa da realidade nacional. Se você quiser, portanto, fazer um curso intensivo de Brasil, estude esse arquivo, cuja íntegra pode ser baixada aqui.






Selecionei alguns gráficos, e faço alguns comentários abaixo deles:



Poucos países do mundo podem se gabar de ter uma “flora” partidária tão rica e variada. Há partidos para todos os gostos.



A dívida do setor público tem caído drasticamente nos últimos anos. Isso é muito importante para ampliar a confiança externa em nossa economia, além de abrir espaço para gastos maiores com investimentos.

sábado, 17 de agosto de 2013

247 - Mídia não quer mais brincar de Praça Tahir. Globo, Veja & companhia estão perdendo a paciência. Especialmente porque também são alvos da indignação de parte dos manifestantes.

"No mundo ideal da mídia conservadora, haveria apenas anjos rebeldes – de preferência, bem bonitinhos – protestando contra a ditadura do PT, pedindo a aprovação da PEC 37 e a prisão dos chamados mensaleiros. No entanto, a realidade não se adequou ao roteiro dos sonhos dos Civita e dos Marinho." 

Mídia não quer mais brincar de Praça Tahir
247 - 17/08/2013

Depois de exaltar e estimular as manifestações de junho, que contribuíram para a queda da popularidade da presidente Dilma Rousseff, os meios de comunicação conservadores já demonstram incômodo com as violentas manifestações de rua; capa de Veja desta semana é emblemática: em vez de uma bela jovem enrolada à bandeira nacional, há uma "cara-tapada"; como a própria mídia se tornou alvo de anarquistas e Black Blocs, a brincadeira perdeu a graça; o "sonho" acabou



247 - A Praça Tahir não é mais aqui. Depois dos protestos de junho, que levaram alguns analistas a exaltar o chamado "outono brasileiro", que derrubou a popularidade da presidente Dilma Rousseff e poderia até abreviar o ciclo do PT no poder, a mídia brasileira não quer mais brincar de revolução.

O primeiro sinal veio do jornal O Globo, na edição de ontem, quando a manchete principal destacou que apenas 200 pessoas causaram transtorno a milhares de cidadãos, fechando a Avenida Rio Branco, no centro do Rio (leia mais aqui). A virada definitiva, no entanto, vem da Editora Abril, onde a revista Veja que, há três meses, dedicava uma "edição histórica" às manifestações e colocava uma bela jovem na capa enrolada à bandeira nacional, neste fim de semana fala em sua capa dos "caras-tapadas", os jovens que pregam a anarquia e empregam a violência em seus atos de protesto.

Veja demonstra preocupação com o 7 de setembro, quando os black blocs, um dos grupos mais violentos da leva recente de manifestações, planejam um "badernaço". Se esse cenário se confirmar, em breve, os mesmos veículos que estimularam a onda de protestos de junho estarão pedindo mais repressão policial. E o eixo das coberturas no bordão de "mais uma manifestação pacífica que terminou em violência, quando um pequeno grupo de vândalos..." terá que ser alterado.

Globo, Veja & companhia estão perdendo a paciência. Especialmente porque também são alvos da indignação de parte dos manifestantes.

No mundo ideal da mídia conservadora, haveria apenas anjos rebeldes – de preferência, bem bonitinhos – protestando contra a ditadura do PT, pedindo a aprovação da PEC 37 e a prisão dos chamados mensaleiros. No entanto, a realidade não se adequou ao roteiro dos sonhos dos Civita e dos Marinho.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Maconha medicinal. Menina de 6 anos, com uma forma rara de epilepsia, após tratada com maconha, ela fala e caminha pela 1ª vez

Menina de 6 anos tratada com maconha caminha pela 1ª vez
Postado em: 14 ago 2013 às 22:34
Convulsões frequentes desde os três meses de vida agora são raras na garota. Tratada com maconha, ela fala e caminha pela primeira vez


Charlotte Figi, seis anos, desenvolveu uma rara e grave forma de epilepsia que fazia com que ela sofresse milhares de convulsões por semana. Seus pais resolverem adotar um controverso tratamento que envolve alimentá-la com doses precisas e controladas de maconha medicinal. Desde que começou o procedimento, a garota britânica conseguiu caminhar e falar pela primeira vez. (Foto: Daily Mail)
Uma criança britânica que sofria milhares de convulsões toda semana está enfim se recuperando, depois que seus pais iniciaram um controverso tratamento com maconha medicinal. Médicos disseram a Paige e Matt Figi que sua filha, Charlotte, não teria muito tempo de vida depois de ser diagnosticada com uma condição rara de epilepsia. Depois de anos pesquisando uma forma de curar a doença, eles passaram a alimentá-la com doses controladas de cannabis sativa – parte de um procedimento que ainda não conta com ampla aceitação médica. As informações são do Daily Mail.

Os pais relatam que poucos meses depois de dar início ao tratamento, Charlotte começou a caminhar e falar pela primeira vez, e suas convulsões praticamente pararam. “Tentamos todo o possível, e os doutores continuavam nos dizendo que ela iria morrer. Quando Matt me falou sobre o tratamento, fiquei horrorizada, mas estávamos tão desesperados que decidimos tentar”, informou a mãe da menina.

Charlotte, hoje com seis anos, teve as primeiras convulsões aos três meses de idade. Dentro de uma semana, ela começou a ter crises diversas vezes por dia. Ela foi diagnosticada com síndrome de Dravet – ou epilepsia mioclônica severa da infância -, uma forma rara de epilepsia que começa nos primeiros meses de vida. Crianças com essa condição costumam se desenvolver normalmente enquanto bebês, porém seu crescimento começa a estagnar por volta dos dois anos de vida. Pacientes com essa condição registram maior incidência de morte súbita inesperada em epilepsia.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Fundamentalismo midiático: a religião ocupando as concessões públicas. O avanço de setores religiosos na programação da TV aberta

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Fundamentalismo midiático: a religião ocupando as concessões públicas
Revista Forum - 14/08/2013 11:55 am

Bia Barbosa e Helena Martins, integrantes do Setorial de Mulheres do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação, comentam o avanço de setores religiosos na programação da TV aberta

Por Bia Barbosa e Helena Martins, no Geledés

A maioria da população brasileira não sabe, mas o espaço ocupado pela transmissão dos sinais de rádio e televisão é público, o que dá às emissoras o dever de respeitarem, em sua programação, os princípios constitucionais. E o Brasil é um Estado laico. Não é demais, portanto, esperar que a programação do rádio e da TV não privilegie nenhuma religião e tampouco seja espaço para o proselitismo religioso.

Porém, se você já cansou de “zapear” em busca de conteúdo não-religioso na TV, prepare-se para usar ainda mais o controle remoto. Desde o ano passado, a Rede Globo tem estabelecido uma forte parceria com o setor evangélico, o que foi expresso na cobertura do musical “Festival Promessas”, na contratação de artistas gospel para a gravadora do grupo, a Som Livre, e na inclusão de personagens evangélicas na teledramaturgia – Ivone (Kika Kalache), de “Cheias de Charme”, e Dolores (Paula Burlamaqui), de “Avenida Brasil”. Líderes evangélicos reunidos em 2012 com a maior emissora do Brasil pediram mais: uma heroína evangélica no horário nobre.

A parceria com a emissora é mais uma mostra da penetração das igrejas na mídia, um fenômeno que não é recente, mas que ganha proporções cada vez mais significativas. Levantamento realizado por Figueredo Filho, apoiando-se em dados de 2006, revela que 25,18% das emissoras de rádio FM e 20,55% das AM nas capitais brasileiras são evangélicas – muitas neopentecostais que, hoje, concorrem com a Igreja Católica, antes liderança no número de altares eletrônicos.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Marilena Chauí. O posicionamento da mídia em relação às manifestações no Brasil, a "classe média", a não adesão da USP ao ENEM...

A decisão sobre a adesão ou não ao ENEM é tomada pelo conselho universitário da reitoria, que é majoritariamente ligada ao PSDB. Então, eu não diria que é uma ação imediata e direta do governo estadual para contrapor a proposta de democratização do ensino feita pelo governo federal, mas sim uma ação indireta de PSDBistas ligados à reitoria da USP, um fato deplorável no meu ponto de vista. Esta resistência por parte da USP me entristece muito. Sou muito cautelosa ao concordar que somos a vanguarda do ensino. Podemos até ser em algumas áreas, porém em outras eu diria que somos a pior retaguarda de todas, principalmente nas questões políticas que dizem respeito à democratização dos direitos humanos.

Marilena Chaui: “Não existe nova classe média”
Socialista Morena (Cynara Menezes) - Carta Capital - 12/08/2013

“Eu odeio a classe média!”, bradou a filósofa e professora da USP Marilena Chauí em uma palestra em maio, causando furor na direita e perplexidade em parte da esquerda. “A classe média é uma abominação política porque é fascista; é uma abominação ética porque é violenta; e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim”, completou. Confesso que eu mesma fiquei confusa com a afirmação. Não somos todos nós, progressistas, também classe média? Não seria uma generalização? Ou é apenas uma provocação?
O leitor João Paulo Martins, estudante de jornalismo na Cásper Líbero, me mandou uma entrevista que fez com Marilena onde ela fala das manifestações pelo país, de Espinosa, do ENEM e também explica a que classe média se referia em sua diatribe. E diz mais: para Chaui, a tal “nova” classe média não é classe média coisa nenhuma, mas sim “uma nova classe trabalhadora”.
Eu ainda tô na dúvida. Concordo quando ela diz que “ideologicamente, vitoriosa é a classe média”, porque se refere a uma determinada linha de pensamento que, desafortunadamente, vem ganhando espaço no País –inclusive nesse “nova” classe ascendente que a filósofa diz que é a “trabalhadora”. Mas continuo achando que há várias classes médias e não apenas uma. Me digam o que vocês pensam.
***
Por João Paulo Martins
Como a senhora analisa as manifestações que estão acontecendo pelo Brasil?

Saul Leblon. Mídia e metrô tucano: como servir a Deus sem trair o Diabo?

"Como servir a Deus sem trair o Diabo?
Foi o que tentou a Folha nesse caso.
De um lado, mitigar a cumplicidade pública entre ela e Serra.
De outro, ao comprometer o tucano, faze-lo de forma tão frívola, que levou o jornal a omitir até mesmo reportagens anteriores de sua própria lavra, que endossariam a denúncia da Siemens.
Em 26 de outubro de 2010, a Folha revelou que seis meses antes da licitação dos lotes 3 e 8 da linha 5 (Lilás) do metrô, sua reportagem já tivera acesso aos nomes dos vencedores das obras.
A Folha registrou então as empresas vencedores em vídeo e em cartório nos dias 20 e 23 de abril de 2010. (Leia a cópia da reportagem da Folha ao final dessa nota)
Se isso não é uma corroboração forte de práticas sistêmicas de conluio, corrupção e cartel no governo Serra, o que mais seria então?
Por que a Folha menosprezou esses antecedentes?"

Mídia e metrô tucano: como servir a Deus sem trair o Diabo?
Saul Leblon - Carta Maior - 11/08/2013

Nunca a sorte política do PSDB – seus caciques e derivados— dependeu tanto da indulgência da mídia conservadora como agora.

E nunca, como agora, esse centurião de todas as horas esteve tão frágil para ajudá-los.

A sobrevivência mesmo esfarrapada do PSDB depende dramaticamente da decisão em torno da qual orbitam há dias os proprietários, editorialistas, colunistas, pauteiros e mancheteiros do dispositivo midiático conservador.

Aliviar ou não para um PSDB mergulhado até o nariz no conluio com oligopólios e corrupção no caso das licitações para compra de vagões do metrô, em São Paulo?

A hesitação no ar é tão densa que dá para cortar com uma faca.

Jorros de ambiguidade escorrem dos veículos impressos no café da manhã.

Num dia, como na 4ª feira passada, a Folha escondeu o escândalo retirando-o da 1ª página.

Mas encontrou espaço para estampar ali outra ‘grave denúncia’: a reforma de calçadas no centro de São Paulo não tem plano equivalente para as periferias.

Na edição seguinte, porém, o jornal dos Frias precipitou a publicação de um indício de envolvimento direto de José Serra com o cartel, em 2008.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Fernando Veríssimo. A imprensa, a direita, Brizola, Lula e o propinoduto tucano. Não há dúvidas da antipatia da mídia em geral com o PT e com o ex-presidente Lula. A direita não digeriu o “sapo barbudo”

Veja também:
Lóbi irresistível 
"Irônico e certeiro, o escritor Luis Fernando Veríssimo comenta nesta quinta-feira (8) na sua coluna no jornal O Globo a "surpreendente" cobertura da mídia nativa sobre o escândalo do propinoduto em São Paulo. "Me desculpe, grande imprensa nacional", brinca. Ele lembra do caso do "mensalão" do PSDB de Minas Gerais que foi engolido pelo "pântano silencioso" da mídia e critica "os sistemas métricos diferentes" utilizados nas coberturas jornalísticas. Genial. Vale conferir:"
Altamiro Borges

Veríssimo: "Sapo barbudo ainda não foi digerido"
24712 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 08:07

Ao comentar caso de cartel em contratos de metrô em governos do PSDB, escritor diz que não há dúvidas da antipatia da mídia em geral com o PT e com o ex-presidente Lula. Ele aponta como causas o preconceito social e lembra que Brizola dizia que a burguesia teria de engolir o 'sapo barbudo'. "O torneiro mecânico que chegou à Presidência da República inculto não fez um governo catastrófico, na minha opinião foi melhor do que o anterior", diz

247 – Ao comentar as denúncias de cartel em contratos de trem e metrô de SP, o escritor Fernando Veríssimo disse que caso prova que nem o PSDB que tem espécie de reserva moral está a salvo da corrupção. “É uma descrença geral”. Segundo ele, não há dúvidas da antipatia da mídia em geral com o PT e com o ex-presidente Lula. Assista a entrevista concedida à Rede TV:

Direita não digeriu o “sapo barbudo”, diz Veríssimo

domingo, 11 de agosto de 2013

JB. Jornal canadense diz que Canadá deve seguir exemplos da economia brasileira

Jornal canadense diz que Canadá deve seguir exemplos da economia brasileira
Jornal do Brasil - 09/08 às 10h00 - Atualizada em 09/08 às 10h14

Artigo publicado nesta sexta (09/08), no jornal canadense Globe & Mail, de Toronto, destaca a visita do ministro Baird a sete países da América Central e do Sul, entre eles o Brasil, para dar continuidade ao "Diálogo de Parceria Estratégica Brasil-Canadá", iniciado no ano passado. Segundo Jennifer Jeffs, autora da publicação, esta é uma indicação tranquilizadora do compromisso do governo Harper na construção e consolidação das relações nas Américas.

O artigo ressalta que o Brasil merece atenção especial, por ser um dos maiores produtores mundiais de alimentos, energia e minerais, bem como o número que representa como produtor de café, cana-de-açúcar e suco de laranja. “Abundantemente rico em recursos naturais, o Brasil tem aproveitado esses dons para uma maior prosperidade. Ele também está engajado globalmente com determinados países e regiões ao longo das últimas duas décadas, como parte de uma estratégia para garantir um crescimento econômico sustentável, tática que o Canadá faria bem em imitar. O Brasil também tem usado os seus recursos naturais e estratégicos ao longo da última década para se transformar em uma potência mundial, a sexta maior economia do mundo, que apresenta como um forte senso de propósito social de poder econômico”, diz a matéria.