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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Latifundiários da mídia, tremei! Em terras gaúchas, o governo do estado passou a reservar 20% das verbas publicitárias para as mídias locais, regionais e comunitárias. Um começo do que pode se tornar uma política pública nacional.

Latifundiários da mídia, tremei!
Por Bruno Marinoni - Coletivo Intervozes - 06/06/2014

Em terras gaúchas, o governo do estado passou a reservar 20% das verbas publicitárias para as mídias locais, regionais e comunitárias. Um começo do que pode se tornar uma política pública nacional.

O Rio Grande do Sul sancionou uma nova lei que reserva 20% das verbas publicitárias do Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado para as chamadas mídias locais, regionais e comunitárias. A medida redistribui a aplicação do dinheiro público, antes direcionada, prioritariamente, ao oligopólio midiático.


Se a lei já valesse no ano de 2013, por exemplo, no qual foram gastos cerca de R$ 52 milhões com propaganda oficial pelo Executivo Estadual do Rio Grande do Sul, teríamos R$ 10,4 milhões fomentando o desenvolvimento de pequenas iniciativas em terras gaúchas. Embora a proposta não vá além dos limites do que poderíamos considerar um misto contraditório de “intervencionismo” com “liberalismo clássico” (o Estado alimentando a fé de que o fomento da concorrência é a solução para os nossos males), a desconcentração do poder privado é uma ação importante em um setor que, ao longo de toda sua história, foi dominado pelo oligopólio empresarial e pela exploração comercial.

Os grandes grupos de comunicação no país funcionam como verdadeiros centros de gravidade que parasitam os recursos públicos. Os governos, interessados em autopromoção, injetam dinheiro nas empresas de mídia que concentram as maiores audiências, o maior número de leitores, etc. Assim conseguem mais visibilidade para os seus feitos e colhem os frutos nos períodos eleitorais. O oligopólio se fortalece e aumenta sua capacidade de concentrar público e atrair dinheiro do Estado. Está dado o círculo vicioso.

É preciso vontade política e dispositivos legais que façam com que a propaganda oficial se transforme numa política pública de fomento da pluralidade e da diversidade. A comunicação social, para a maioria dos nossos governos, é pensada como um instrumento de autopromoção, e não um direito que precisa ser garantido a todos e todas. Como resultado, tem-se o giro de uma engrenagem que concentra o poder econômico e ideológico-cultural nas mãos dos mesmos donos da mídia e o poder político nas mãos das mesmas elites regionais e nacionais. A população, em geral, é alijada desse sistema.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Alckmin torra R$ 3,8 milhões da educação em 15.600 assinaturas da Folha, Estadão e Veja

"A que interesses você acha que mais atende estas assinaturas?
1) Aos barões da mídia, donos dos jornalões e revistas, que compensam a queda de vendas e assinaturas avulsas com as compras governamentais paulistas;
2) Ao governador Alckmin, que ganha a gratidão dos barões da mídia, e é blindado no noticiário destas publicações;
3) Aos corruptos tucanos que receberam o propinão da Siemens e da Alstom, e os jornais e revistas não fazem jornalismo investigativo, se limitando a publicar só o que já é fato consumado em investigações oficiais;
4) Ao PSDB que acredita que o noticiário do PIG (Partido da Imprensa Golpista) tem o poder de fazer lavagem cerebral nas cabeças juvenis dos estudantes, para eles se tornarem neoliberais reacionários lendo esta velha mídia.
5) Todas as anteriores."

Alckmin torra R$ 3,8 milhões da educação em 15.600 assinaturas da Folha, Estadão e Veja
Do Blog Amigos do Presidente Lula - Por: Zé Augusto - 23/08/2013




Não foi só a revista Veja que teve 5.200 assinaturas feitas pelo governo Alckmin (PSDB-SP) na calada da noite.

O governo tucano usou verba da educação para comprar um total de 15.600 assinaturas, dos jornais "Folha de São Paulo" e "O Estado de São Paulo", além da citada revista Veja.

Foram 5.200 assinaturas de cada publicação, por seis meses, totalizando o valor de R$ 3.778.840,00 os três contratos.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

PHA. Juiz do Rio Grande do Norte suspende publicidade oficial e transfere para a saúde. O Estado gasta R$ 11 milhões com Saúde e R$ 16 milhões em publicidade no PiG

JUIZ SUSPENDE PUBLICIDADE OFICIAL E DÁ DINHEIRO À SAÚDE
Conversa Afiada - 31/07/2013
O Estado gasta R$ 11 milhões com Saúde e R$ 16 milhões em publicidade no PiG


Marcus Vinicius enfrentou o mega PiG do Rio Grande do Norte. Foto: Sidys.com

Conversa Afiada entrevistou nessa quarta-feira (31), por telefone, o juiz da comarca de Currais Novos (RN), Marcus Vinícius Pereira Jr., de 32 anos.

O juiz da pequena comarca de Currais Novos, que fica a 200 quilômetros de Natal, decidiu ontem bloquear todos os recursos do Estado do Rio Grande do Norte destinados à propaganda institucional. 

O dinheiro será transferido para a Saúde pública.

A decisão se deu em uma ação de uma senhora que processava o Estado para obrigá-lo a realizar um procedimento cirúrgico fundamental no tratamento do câncer. 

Segundo o juiz Marcus Vinícius, existem mais de 40 processos do mesmo tipo na comarca de Currais Novos que, segundo ele, vive um colapso na saúde.

Na sentença, baseado em números do Tribunal de Contas do Estado, o juiz constatou que, no ano de 2011, o Estado do Rio Grande do Norte gastou 11 milhões de reais em Saúde, enquanto destinou 16 milhões em propaganda institucional. 

Por força da decisão, as empresas: InterTV Cabugi, TV Ponta Negra, TV Bandeirantes Natal, TV Tropical, TV União, TV Universitária, Sidys TV a Cabo, Jornal Tribuna do Norte, Rádios (96, 98, 104,7 e Cabugi3) já pararam de receber os recursos do Estado.