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domingo, 11 de maio de 2014

A mídia tucana segue fingindo que não haverá eleição em São Paulo. Fez um pacto de invisibilidade. Não há pesquisa, não há debate. Mesmo sendo o Estado mais rico e mais populoso do país com problemas gravíssimos relacionados à gestão estadual: segurança pública, água, educação.

Não existe eleição em SP? A seca de informações…
Rodrigo Vianna - O Escrevinhador - 11/05/2014

Boa parte do eleitorado brasileiro mal teve tempo de refletir sobre a eleição nacional. Muitos só o farão lá para agosto, após a Copa – quando o horário eleitoral na TV começar.

Mas o noticiário político segue tomado por notícias sobre Dilma/Lula, Aécio/Serra, Eduardo/Marina. É nítido o esforço para enfraquecer Dilma e forçar um segundo turno – aliás, cada vez mais provável.

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Ao mesmo tempo, nos jornais, portais de internet, rádio e TV, mal se fala da eleição estadual. O Estado mais rico e mais populoso do país tem problemas gravíssimos relacionados à gestão estadual: segurança pública, água, educação. Mas a velha mídia segue a esconder a eleição paulista. Há uma espécie de pacto de invisibilidade.


A Petrobras e a inflação são jogados no colo de Dilma. É justo… Mas e a água de São Paulo? De quem é a responsabilidade? Alckmin não é cobrado. Do além, surge um tal “Volume Morto da Cantareira” – água podre do fundo das represas, que o paulista prepara-se para beber.

O alerta sobre a invisibilidade da eleição para governadores veio do jornalista Florestan Fernandes Jr, no facebook:

“Amigos, chamo mais uma vez a atenção de vocês para a total falta de interesse da nossa mídia, principalmente a de São Paulo e Minas Gerais, para as eleições estaduais. Isso vem se repetindo desde 2002, o objetivo é claro: evitar que a maioria dos eleitores tome conhecimento antecipado dos candidatos. Todos os holofotes ficam voltados apenas para a eleição presidencial. Trata-se de uma mãozinha amiga para facilitar a reeleição de alguns governadores. Você se lembra qual foi a última vez em que o Datafolha, e o Ibope realizaram pesquisa para a corrida estadual?”

De fato, chama atenção que não haja pesquisa. Mas o mais grave é não haver debate. Candidatos de oposição a Alckmin só aparecem na mída convencional se o objetivo for atacá-los.