Mostrando postagens com marcador Copa 2014. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Copa 2014. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Levou um chute no traseiro. Jerome Valcke é demitido da FIFA - Secretário-geral da Fifa, virou celebridade nos telejornais da TV Globo e herói das elites com complexo de vira-lata

'Chute no traseiro' de Valcke. Globo chora!
Por Altamiro Borges - Blog do Miro - 17/09/2015

Nos preparativos da Copa do Mundo no Brasil, no ano passado, o francês Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, virou celebridade nos telejornais da TV Globo e herói das elites com complexo de vira-lata. Por várias vezes, ele tentou desqualificar o país, afirmando que as obras não ficariam prontas e que o torneio seria um fiasco - o que a realidade desmentiu cabalmente. Numa ocasião, o arrogante cartola chegou a rosnar que daria "um chute no traseiro" do governo Dilma. Agora, porém, ele é quem leva um baita "chute na bunda", sendo afastado da Fifa por graves denúncias de corrupção. Será que a TV Globo, que também transita pelo submundo do futebol, vai chorar pelo triste fim do seu cartola?

Imagem: "Levou um chute no traseiro. Jerome Valcke é demitido da FIFA". Facebook Romário Faria
Segundo a própria Fifa, mais suja do que pau de galinheiro, "Jerôme Valcke foi demitido com efeito imediato, até nova ordem. A Fifa tomou conhecimento de uma série de denúncias e pediu para que uma investigação oficial seja realizada pela sua Comissão de Ética", justificou a entidade, Segundo a mídia inglesa, que repercutiu amplamente o escândalo, há suspeitas do envolvimento do cartola num esquema de venda ilegal de milhares de ingressos da Copa do Mundo de 2014. A acusação foi feita por um executivo de uma empresa de marketing responsável pela comercialização das entradas VIP.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

2014, O ANO QUE NUNCA VAI ACABAR - O ANO DA DECADÊNCIA DA REVISTA VEJA - E 2014, que parecia ser o ano da glória de Aécio, termina de forma melancólica para o senador mineiro.

2014, O ANO QUE NUNCA VAI ACABAR

Lelê Teles - 247 - 29/12/2014

O ano em que o Brasil sediou, mais uma vez, uma copa do mundo e tomou uma surra em casa, é um ano para nunca mais se esquecer.

Mesmo porque é inútil tentar apagar a história.

Foi no ano da graça de 2014 que o mundo assistiu, estarrecido, ao desaparecimento de um gigantesco boing 777, lotado de passageiros.

Embora vivamos vigiados diuturnamente, com câmeras em satélites, drones, câmeras subaquáticas, em shoppings, ruas, praças, banheiros e até a novíssima e exclusiva glande angular, que criei para ser usada e introduzida em filmes pornôs, a aeronave esvaiu-se sem deixar rastro.

Com mil diabos!

Mas o Brasil, meus amigos, não ficou pra trás. Na terra do jabuti e da jabuticaba, um helicóptero com meia tonelada de cocaína também virou pó e desapareceu do mapa, embora tenha deixado muitos rastros.

Coisa do capeta.

O ANO DA DECADÊNCIA


A revistaveja, todos sabemos, em 2006 abandonou de vez o jornalismo e entrou no ramo do marketing, pessoal e político, construindo e destruindo reputações. Lembro-me de Alckmin, então candidato à presidência, na capa da revistona, estampada panfleticamente em todas as bancas de jornais e em outdoors, às vésperas das eleições.

Propaganda disfarçada de jornalismo. Mas deram com os burros n’água. Lula meteu vexosos 7x1 em Alckmin.

Em 2010, a revistona foi de Serra. Também na capa, foto meiga, mão no rosto, um doce; um leão comendo alface.

E com esse santinho do santíssimo Serra, deram novamente com os burros n’água. O careca foi surrado por Dilma com o mesmo placar de 7x1.

E em 2014, a superação.

Aécio na capa, olhos esbugalhados e fixos, dentes brancos, riso careta, rasgando a blusa e mostrando no peito a tecla verde das urnas.

Era só confirmar.

Às vésperas do pleito, os descarados mandaram, descaradamente imprimir e distribuir a mais abjeta de todas as capas, só a capa, uma vez que não tinha conteúdo jornalístico a peça, tratava-se simplesmente de um endiabrado santinho.

Com esse inusitado panfleto, a revistaveja esticou a corda, testou até o limite o seu poder de influência e manipulação.

E, novamente, deu com os burros n’água.

Este ano, o PT chegou à quarta vitória consecutiva. Da varanda de casa dava pra ouvir Galvão Bueno gritar eufórico, abraçado ao Rei Pelé: “É tetraaaa, é tetraaaa”.

Durma com um barulho desses.

domingo, 6 de julho de 2014

A Copa resgata a natureza cordial do brasileiro. Permitiu a redescoberta de um perfil sociocultural que andava oculto, soterrado por uma avalanche de notícias negativas e assombrado por explosões de descontentamentos por causas difusas e generalizadas. A Folha de S. Paulo, por exemplo, esperava um “maracanazo social”. A mídia espírito-de-porco negativista e ranzinza não conseguiu contaminar a maioria dos brasileiros.

A Copa resgata a cordialidade
Por Luciano Martins Costa - 04/07/2014 - Observatório da Imprensa
CHARGE: DALCIO MACHADO
O Brasil sempre parou para assistir os jogos de sua seleção de futebol. Esse é um dos cordões que unem a diversidade do país. Os relatos sobre a Copa do Mundo de 1950 falavam em “comoção nacional” após o maracanazo – a derrota para o Uruguai na partida final do Maracanã. Era um desses lugares-comuns que pululavam no texto jornalístico antes que o Jornal do Brasil, sob o comando de Alberto Dines, inaugurasse a moderna imprensa brasileira.


Mas, juntando o bordão celebrizado pelo corintiano Lula da Silva com a frase célebre de Winston Churchill, nunca antes neste país tanta coisa dependeu tanto de tão poucos.

O consenso da imprensa já dizia que, ao entrar em campo na tarde de sexta-feira (4/7), a equipe brasileira não estaria carregando apenas a responsabilidade de vencer a partida contra a Colômbia e se classificar para as semifinais do Mundial. O que estaria em jogo, entre as quatro linhas do gramado, desde a abertura do torneio, é a redescoberta de um perfil sociocultural que andava oculto, soterrado por uma avalanche de notícias negativas e assombrado por explosões de descontentamentos por causas difusas e generalizadas. A Folha de S. Paulo, por exemplo, esperava um “maracanazo social”.

Diante dos fatos que desmentem as profecias catastrofistas de uma Copa caótica e sujeita a distúrbios graves, o brasileiro se demonstra cordial, no sentido que deu à palavra o historiador Sérgio Buarque de Holanda – ou seja, afeito a relações de sociabilidade informal que usa a “lhaneza no trato” como forma de arregimentação.

Mas a palavra “cordial” também remete a decisões tomadas “de coração” e não pela razão – e nos eventos ligados à Copa do Mundo também se manifestam as expressões legítimas de fundo emotivo que movem o brasileiro.

Os jornais e os programas noticiosos que ocupam quase toda a grade da televisão por estes dias estão repletos de exemplos, com cenas e entrevistas de torcedores estrangeiros que identificam essa característica do nosso povo.

Ao expressar sua dificuldade em cumprir os ritos sociais de modelo europeu, o brasileiro surpreende com o afeto expansivo e caloroso, que pode ser percebido na curiosidade genuína com que se aproxima dos visitantes.

O espírito-de-porco

terça-feira, 1 de julho de 2014

Petróleo que a mídia dizia não existir já enche 500 mil barris/dia. Assim como nas previsões sobre o “dia do juízo final” na Copa, a mídia estrangeira foi na conversa da mídia “brasileira” e agora, tanto quanto no esporte, pagará mico também na economia.

Petróleo que a mídia dizia não existir já enche 500 mil barris/dia
Eduardo Guimarães - Blog da Cidadania - 30/06/2014 

Ao longo dos últimos anos, o “viralatismo” midiático e tupiniquim se cansou de fazer previsão tão furada quanto as que fez sobre a Copa de 2014, que afundaram como o Titanic assim que a competição começou. A mídia tucana dizia que o petróleo que o governo Lula e, depois, o governo Dilma afirmaram que jorraria do pré-sal não passava de “propaganda do governo” e que, se esse petróleo existisse, demoraria 10, 20 anos para ser extraído.

Assim como nas previsões sobre o “dia do juízo final” na Copa, a mídia estrangeira foi na conversa da mídia “brasileira” e agora, tanto quanto no esporte, pagará mico também na economia.

No início do ano, o vetusto diário ianque Washington Post cravou espalhafatosa matéria sob inspiração dos vira-latas tupiniquins: “Petróleo do Brasil, da euforia à dura realidade”. O “Post” dizia que a “euforia” brasileira com o pré-sal era tiro de festim, pois a existência das reservas era questionável e, caso o petróleo existisse, iria “demorar a jorrar”.

Clique na imagem para visitar a matéria do “Post” original.



A mídia internacional, afinal de contas, vem vindo na onda da brasileira desde 2008, quando o governo Lula já avisava da imensa descoberta que mudaria o futuro da nação. Pobre mídia gringa…

Aqueles oráculos do “viralatismo” verde-amarelo eram os de sempre – e ainda são. Suas previsões furadas eram as de sempre – e ainda são. Assim como previram o caos na Copa, previram que o pré-sal era balela – mas, sobre essa, não terão como “prever” mais nada…

E ninguém melhor para ilustrar um texto sobre previsões furadas em economia do que ele, o bom e velho Carlos Alberto Sardemberg, quem, nos fins de noite globais, ao lado do sombrio Willian Waack protagoniza verdadeira sessão-depressão em rede nacional.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Quem vai adotar os vira-latas? Após a mea culpa sem culpa da Rede Globo, é preciso recolher nas ruas os órfãos do “quanto pior, melhor”, que começaram torcendo para a Croácia na partida inaugural e já não sabem quem são.

Quem vai adotar os vira-latas?
Luciano Martins Costa - Observatório da Imprensa - 27/06/2014
CHARGE VITOR TEIXEIRA
A imprensa brasileira já vinha fazendo lentamente o caminho de volta para a realidade ao reconhecer que a Copa do Mundo no Brasil é, até aqui, um grande sucesso e uma ampla coleção de recordes. Até a revista Veja, que há alguns anos abandonou o jornalismo, já ensaiou o processo de transição do pessimismo para a celebração, caso os fatos continuem a desafiar suas próprias previsões.

Faltava a Rede Globo de Televisão, que vinha remoendo em suas entranhas a contraditória situação de beneficiária e contestadora do evento. Não falta mais: na edição de quinta-feira (26/6), o Jornal Nacional dedicou 2 minutos e 21 segundos a uma espécie de mea culpa sem culpa. Ou, melhor, a emissora reconhece que havia um excesso de pessimismo no noticiário durante o período que antecedeu o pontapé inicial na bola, mas a culpa não foi da imprensa brasileira: segundo a Globo, foi apenas a imprensa internacional que errou na dose de negativismo.

Em tom conciliador, o apresentador William Bonemer Júnior, conhecido como Bonner, fez a passagem da emissora para o campo oficial da festa (ver aqui o vídeo e o texto correspondente).

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A velha mídia, um Velho do Restelo à brasileira que não só torce contra o Brasil, mas também joga contra. Aqui ele se impregnou nas redações de revistonas e jornalões. Sai de campo numa maca, como uma espécie de Suárez que mordeu a si mesmo.

O VELHO DO RESTELO SAI DE CAMPO CONTUNDIDO
Lelê Teles - Blog Fala Que Eu Te Escuto - 25/06/2014 

Charge Vitor Teixeira
Quando Vasco da Gama partia a caminho das Índias, conta-nos Camões em seu famoso e longo poema épico, havia um ancião derrotista, fracassomaníaco e catastrofista, mirando de longe as naus e vaticinando urubologamente: não vai dar certo!

Seu vaticínio deu com os burros n’água e a expedição deu no que deu!

Mas o espírito do Velho do Restelo continua vivo. Aqui ele se impregnou nas redações de revistonas e jornalões e se transformou; o Velho do Restelo à brasileira não só torce contra o Brasil, mas também joga contra.

Até as vésperas do maior evento internacional ocorrido nestas plagas, a mídia bilionária e familiar vocacionava em alto e bom som, para todo o planeta ouvir, que o evento não daria certo.

Os estádios não ficariam prontos, os aeroportos entrariam em colapso, não haveria transporte público, haveria uma epidemia de dengue (em pleno inverno!) e faltariam ainda bolas, gandulas e apitos.

A mídia internacional, ao invés de embarcar na nau para o novo mundo, ficou na praia a ouvir os resmungos e rabugens do Velho derrotista.

Quando se deu conta, viu que perdia o seu precioso tempo, quem foi na frente descobriu o mundo novo.

A Copa do Mundo no Brasil é um sucesso. O mundo inteiro está aqui, direta e indiretamente, e está maravilhado: os estádios são lindos e funcionais, os aeroportos estão belos e confortáveis, o país tem uma ginga própria, um multiculturalismo invejável, uma culinária variada e original, uma paisagem encantadora e os gringos estão fascinados pela beleza feliz da nossa gente. Não falta quem diga que voltará outras vezes.

O Brasil ganhou credibilidade no planeta, nunca teve a sua imagem exposta por tanto tempo e pra tanta gente e por um preço tão baixo. O país, que era um mito no imaginário mundial, agora ganhou carne e osso.

E parece que é só o começo de uma grande festa, que a redescoberta do Brasil atrairá um enorme volume de turistas estrangeiros ao país. E teremos, ainda e para reforçar, uma Olimpíada daqui a pouco.

O ÍNDIO BLACK BLOC

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Kotscho e a cobertura midiática da Copa. Para alcançar seus mal disfarçados objetivos políticos e eleitorais, após três derrotas seguidas, os antigos "formadores de opinião" abrigados no Instituto Millenium resolveram partir para o vale tudo, e quebraram a cara. Mas a canalhice não tem limites...

Maior legado da Copa no Brasil é a força do povo
Kotscho - Balaio do Kotscho - 24/06/2014

Faz duas semanas, deixei um país em guerra, afundado nas mais apocalípticas previsões, e desembarquei agora noutro, na volta, bem diferente, sem ter saído do Brasil. Durante meses, fomos submetidos a um massacre midiático sem precedentes, anunciando o caos na Copa do Fim do Mundo.

Link da imagem  Aqui para ouvir o 
Fomos retratados como um povo de vagabundos, incompetentes, imprestáveis, corruptos, incapazes de organizar um evento deste porte. Sim, eu sei, não devemos confundir governo com Nação. Eles também sabem, mas, no afã de desgastar o governo da presidente Dilma Rousseff, acabaram esculhambando a nossa imagem no mundo todo, confundindo Jesus com Genésio, jogando sempre no popular quanto pior, melhor.

Estádios e aeroportos não ficariam prontos ou desabariam, o acesso aos jogos seria inviável, ninguém se sentiria seguro nas cidades-sede ocupadas por vândalos e marginais. Apenas três dias após o início da Copa, o New York Times, aquele jornalão americano que não pode ser chamado de petista chapa-branca, tirou um sarro da nossa mídia ao reproduzir as previsões negativas que ela fazia nas manchetes até a véspera. Certamente, muitos torcedores-turistas que para cá viriam ficaram com medo e desistiram. Quem vai pagar por este prejuízo provocado pelo terrorismo midiático?

Agora, que tudo é festa, e o mundo celebra a mais bela Copa do Mundo das últimos décadas, com tudo funcionando e nenhuma desgraça até o momento em que escrevo, só querem faturar com o sucesso alheio e nos ameaçam com o tal do "legado". Depois de jogar contra o tempo todo, querem dizer que, após a última partida, nada restará de bom para os brasileiros aproveitarem o investimento feito. Como assim? Vai ser tudo implodido?

A canalhice não tem limites, como se fossemos todos idiotas sem memória e já tenhamos esquecido tudo o que eles falaram e escreveram desde que o Brasil foi escolhido, em 2007, para sediar o Mundial da Fifa. Pois aconteceu tudo ao contrário do que previam e ninguém veio a público até agora para pedir desculpas.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Mosaico de uma imprensa vira-lata. As maiores asneiras terroristas publicadas sobre a Copa do Mundo: vídeos, manchetes de jornais, capas de revista, editoriais, previsões catastrofistas.

As piores previsões da mídia sobre a Copa
Jornal GGN - 24/06/2014
 

As manifestações mais esdrúxulas sobre a Copa do Mundo 
Luis Nassif - Jornal GGN - 23/06/2014 - 08:41 - Atualizado em 23/06/2014 - 12:23

Vamos montar um mosaico das maiores asneiras terroristas publicadas sobre a Copa do Mundo: vídeos, manchetes de jornais, capas de revista, editoriais, previsões catastrofistas. Depois, faremos uma seleção das dez piores para uma votação visando eleger a campeã. http://jornalggn.com.br/noticia/as-manifestacoes-mais-esdruxulas-sobre-a-copa-do-mundo


segunda-feira, 23 de junho de 2014

Pensamento único nos veículos de mídia. A cartelização mediocrizante da notícia. Nossa mídia é um cartel, no sentido clássico do termo.


A cartelização mediocrizante da notícia
Luis Nassif - Jornal GGN - 23/06/2014 

1. TODOS os grupos de mídia fizeram a mesma cobertura negativa da Copa, com os mesmos tons de cinza, o mesmo destaque às irrelevâncias, prejudicando seu próprio departamento comercial pelo desânimo geral que chegava aos anunciantes.

2. NENHUM grupo preparou uma reportagem sequer mostrando os detalhes de uma organização exemplar, que juntou governos federal, estaduais, municipais, Ministério Público, Tribunais de Conta, Polícia Federal, Secretarias de Segurança, departamentos de trânsito, construtoras, fundos de investimento. NENHUM!

3. Depois, TODOS fazem o mea culpa e passam a elogiar a Copa no mesmo momento.



4. Na CPMI de Carlinhos Cachoeira TODOS atuaram simultaneamente para abafar as investigações.

5. Na do “mensalão”, TODOS atuaram na mesma direção, no sentido de amplificar as denúncias e esmagar qualquer medida em favor dos réus, até as mais irrelevantes.

6. Na Operação Satiagraha, pelo contrário, TODOS saíram em defesa do banqueiro Daniel Dantas, indo contra a tendência histórica da mídia de privilegiar o denuncismo.

7. No episódio Petrobras, TODOS repetiram a mesma falácia de que a presidente Maria da Graça disse que foi um mau negócio e o ex-presidente José Sérgio Gabrielli disse que foi bom negócio. O que ambos disseram é que, no momento da compra, era bom negócio; com as mudanças no mercado, ficou mau negócio. TODOS cometeram o mesmo erro de interpretação de texto e martelaram durante dias e dias, até virar bordão.

8. No anúncio da Política Nacional de Participação Social, TODOS deram a mesma interpretação conspiratória, de implantação do chavismo e outras bobagens do gênero, apesar das avaliações dos próprios especialistas consultados, de que não havia nada que sugerisse a suspeita. Só depois dos especialistas desmoralizarem a tese, refluíram - com alguns veículos ousando alguma autocrítica envergonhada.

É um cartel, no sentido clássico do termo.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Imagina nas Olimpíadas! Resta à grande imprensa lançar "Em 2016 não vai ter Olimpíadas!"

Resta à grande imprensa lançar 'Em 2016 não vai ter Olimpíadas!

Washington Araújo - Brasil 247 - 19/06/2014

E se não gostarem pela evidente falta de criatividade, aqui temos outro bordão que eles criaram, festejaram e deu no que deu: Imagina nas Olimpíadas! Quem viver verá.

Link imagem: Facebook
Sim, é inegável: Nossa Copa é um sucesso total. Sucesso de organização e de segurança. Sucesso de infraestrutura, com aeroportos tendo transtornos normais a qualquer evento extraordinário em que o número de passageiros é quintuplicado. Sucesso esportivo: é a Copa com o maior número de gols de todos os tempos. Excelente nível técnico marca esse torneio mundial de futebol. Mesmo sendo seu êxito praticamente escanteado das primeiras páginas, dos editoriais e do o jeto de atenção dos colunistas, a verdade é que é um êxito celebrado por The New York Times, Olé (da hermana Argentina!), El País, ESPN, Fox, YAHOO! e dezenas de importantes meios de comunicação sediados fora do Brasil.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Copa 2014, a copa da inclusão. A paixão brasileira do mundo esportivo foi democratizada de forma única e inigualável, com inclusão do "resto do Brasil", cidades sedes de times de "várzea" e de futebol refugo.

COPA DO BRASIL: ESTA NAÇÃO JAMAIS SERÁ A MESMA!
WASHINGTON ARAÚJO -Brasil 247 -  15/06/2014

Charge Vitor Teixeira
A arena da Amazônia é de uma beleza e perfeccionismo de encher os olhos! Uma arquitetura arrojada, um design refinado e uma bela cidade. Essa é a receita para ter esse novo templo do futebol.

A paixão nacional, até cinco anos passados se celebrava somente em três ou quatro estados brasileiros: Rio, São Paulo, Porto Alegre e Salvador. Com esta Copa 2014 a paixão brasileira do mundo esportivo foi democratizada de forma única e inigualável.

A autoestima do "resto do Brasil", tendo que ser sempre visto como lugares do futebol-refugo, sedes de times menosprezados como de "várzea", agora está engalanado:

1. Quem iria imaginar que Manaus um dia sediaria jogo oficial de Copa do Mundo reunindo duas campeãs do mundo de futebol com a tradição de Itália e Inglaterra?

2. Quem imaginaria, também, que um dia o México enfrentaria os Leões Camaronenses no moderno altar do futebol brasileiro que é a sofisticada Arena das Dunas em Natal?

3. E, em meio a um dos mais belos cenários do mundo, no coração do pantanal matogrossense, alguém sonharia em colocar um jogo de Copa do Mundo em Cuiabá, como esse em que o Chile daria uma lavada de 3 x 1 na Austrália?

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Hildegard Angel. O que penso da vaia chula de ontem da Elite Branca Brasileira à presidenta, e o que Dilma deveria ter feito e não fez!

O que penso da vaia chula de ontem da Elite Branca Brasileira à presidenta, e o que Dilma deveria ter feito e não fez!
Hildegard Angel - 13/06/2014


Todas as críticas à Abertura sem graça da Copa do Mundo (responsabilidade Exclusiva da Fifa) se apagam, diante do vexame dado pela Elite Branca Brasileira. Da falta de educação. Da falta de modos. Falta de respeito com a própria família brasileira presente, ao cantar um “hino” chulo, bradando ofensas contra a Chefe do Estado Brasileiro, eleita pelo povo. Vexame planetário!

Se a elite é assim tão baixa, como agirão os iletrados, os desfavorecidos, os que não tiveram acesso à instrução e a uma boa formação no Brasil? Devem ter pensado os mais de um bilhão de estrangeiros que assistiam à transmissão direta da abertura da Copa do Mundo.

Mais da metade dos presentes ao Itaquerão era convidada dos patrocinadores. Gente das multinacionais, do mundo financeiro. O high society. O creme do creme. The top of the top. Bradando em coro contra a presidenta da República a pior das ofensas que pode ser feita a uma mulher.

Lamentei que a presidenta Dilma, ex-aluna do Colégio Sion em Belo Horizonte, tenha mantido os bons modos. Não tenha reagido. Tivesse ela tomado o microfone e, à primeira vaia, antes do início do jogo, dissesse com todas as letras e energia o que guardava na alma naquele momento, faria do limão uma bela limonada. Algo do tipo:

- Quero agradecer a vaia dos aqui presentes: a Elite Brasileira. Porque, infelizmente, o alto custo dos ingressos, imposto pelos realizadores do evento, impede que aqui esteja o povo. O preço alto dos ingressos não autoriza que aqui compareça pelo menos uma parcela mínima dos 30 milhões de brasileiros que ascenderam socialmente, saindo da zona de miséria, ou aqueles outros milhões que, graças ao Pró-Uni, puderam realizar e concluir seus cursos universitários, ou mesmo aqueles tantos milhões, que, enfim, alcançaram o almejado sonho da casa própria. Tudo isso devido ao esforço e às metas de 12 anos de nossos governos, que a Elite Brasileira, que com isso parece não se conformar, ofende aqui, através de minha pessoa, com palavras chulas. Palavras que envergonham a Nação, porém não toldam a beleza deste espetáculo e o esforço desta nossa Seleção, que aprendi, desde menina, a chamar de Seleção Canarinho. Pois voem neste belo gramado, Canarinhos nossos, e deem o exemplo de nossa pujança! Estou torcendo por vocês, pelo nosso país, assim como estão todos aqueles brasileiros que nos assistem: os que estão do lado de fora do Itaquerão, por não poderem pagar, e também os aqui do lado de dentro, pagantes ou convidados dos patrocinadores. Pois, apesar das diferenças políticas, somos todos brasileiros ansiosos pelas vitórias de nosso país. Muito obrigada.

Copa 2014. Uma estreia manchada pela torcida e pelo juiz. Eu me pergunto também se, se naquele estádio houvesse apenas faxineiras, operários, motoristas, domésticas, metroviários, sacoleiros etc etc etc Dilma seria xingada como foi. Acho que não seria.

A seleção, espelho de uma elite careta e covarde
Milly Lacombe - Blog da Milly - 13/06/2014

Neymar faz o gol da virada, a torcida comemora por alguns segundos e então decide mandar a presidente tomar no cú. Nada poderia definir melhor a nossa elite.

Elite que conheceu Itaquera hoje. Elite que, se posso chutar, frequenta estádios com a mesma regularidade que o Halley passa por aqui. Elite que, ao escutar que ganharia ingresso para ir ao jogo da Copa que ela há quatro anos critica furiosamente, não apenas aceitou o ingresso como saiu correndo para comprar uma camisa da seleção.

A elite foi para o estádio de van, sabendo que estava segura porque não haveria povo no jogo. A arquibancada estava higienizada. E fodam-se as criticas à Copa, se ganhei ingresso vou mesmo e depois volto a reclamar do Brasil e da Copa e da roubalheira. Como chega lá nessa Itaquera, alguém sabe?

Hino à capela. Bonito, mas para que mesmo? Começa o jogo. Brasil!, Brasil! e silêncio e silêncio. O tempo passa, mais silêncio. Gol dos croatas. Silêncio se aprofunda. Empate de Neymar, cantoria começa e, depois de segundos, acaba. Educados que são, sentam-se.

Intervalo. Hora de instagramar e facebucar fotos da festa. Mulheres de salto, maquiadas, jeans justíssimos. Homens de gel, calças igualmente justas e mocassim. Reclamam das filas para lanchonete e banheiro e da conexão ruim. Volta o jogo. Brasil consegue um penalti suado e roubado. Comemoram por segundos e decidem xingar outra vez a chefe de estado.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O modus operandi do viralatismo brasileiro

O modus operandi do viralatismo brasileiro
Por Jornalismo Wando - 29/05/2014

"Só no Brasil mesmo""É por isso que esse país não vai pra frente!""Brasil-sil-sil-sil""o problema é o povinho brasileiro" - essas são as frases mais repetidas na busca por um diagnóstico dos problemas da nação. Não importa quem está no governo, não importa a situação do país, não importa nada. Falar mal de si e da terra natal é uma antiga paixão nacional do brasileiro. É o que Nelson Rodrigues chamava de "complexo de vira-lata" - "uma inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo".
Os momentos que antecedem a Copa do Mundo têm produzido chorumes com alto teor de viralatismo. Muita gente está preocupada com o que os gringos vão pensar de nós. E pra não nos envolvermos nessa roubada, nada como fugir das nossas responsabilidades e nos colocar como estrangeiros na hora de apontar nossas mazelas: "Só podia ser nesse país. Êta povinho, viu?!".
A marca de roupa Ellus também está indignada com esse paisinho que não vai pra frente. Ao lançar sua coleção primavera-verão, a empresa aproveitou a onda indignatória contra a Copa e lançou a campanha: "#protestoEllus: Abaixo Este Brasil Atrasado". A empresa sacou muito bem o espírito do momento e, com um senso de oportunidade huckeano, resolveu vestir bem os portadores do complexo de vira-latas que se espalham pelo país.

Apesar da indignação contra "esse Brasil atrasado", a Ellus não pensou duas vezes antes de utilizar mão de obra escrava nas suas confecções, como apontou o Ministério Público. É um tipo de viralatismo que late contra a injustiça social em público, mas escraviza seus trabalhadores em privado. O atraso da Ellus é tão grande que ela ainda está no século XIX, em plena época da escravatura.
Mas a literatura do viralatismo nacional é farta. Os inúmeros problemas ocorridos durante a construção dos estádios foram martelados pelos noticiários e jogados na conta da nossa brasilidade. Acompanhamos uma exaltação diária dos nossos fracassos com os inúmeros problemas decorrentes das obras: atrasos, morte de operários, valores muito acima do previsto, processos e problemas de infraestrutura. "Ah, só podia ser no Brasil mesmo!". Mas basta prestar um pouquinho mais de atenção ao redor do mundo, que descobrimos que essas coisas acontecem nas melhores famílias:

domingo, 25 de maio de 2014

As vitórias pouco divulgadas do Brasil. O atingimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, comprovando que o Brasil entrou em um novo estágio civilizatório.

As vitórias pouco divulgadas do Brasil
Luis Nassif - GGN - 25/05/2014

O Brasil cumpriu integralmente dois dos oito Objetivos do Milênio (ODM) das Nações Unidas (ONU) com anos de antecedência. A meta de reduzir a mortalidade infantil em dois terços em relação aos níveis de 1990 até 2015 foi cumprida em 2011. A meta de reduzir a fome e a miséria foi cumprida em 2012. (mais aqui)
O pessimismo geral do país é um caso clássico de esquizofrenia, alimentado por uma mídia do eixo Rio-São Paulo que perdeu a noção da notícia.

Durante dois anos, martelaram diariamente atrasos em obras da Copa, realçaram detalhes de obras inacabadas, uma campanha diuturna sobre a suposta incapacidade do país em se preparar para a Copa – como se depreciando a engenharia brasileira, os grupos privados envolvidos com as obras, os governos estaduais corresponsáveis pelo processo, a criação do clima de derrotismo se abatesse exclusivamente sobre o governo Dilma Rousseff.

À medida que a Copa se aproxima, que os tapumes das obras são retirados, os usuários descobrem aeroportos de primeiro mundo, arenas esportivas de qualidade invejável, novas estatísticas mostrando o potencial financeiro do jogos.

E os jornais passam a se dar conta que a Copa será a maior vitrine do país em toda sua história, com os 14 mil correspondentes, os recordes de visitantes e da audiência esperada para o televisionamento dos jogos.

Por esse sentimento permanente de baixa autoestima, provavelmente não se dará o devido valor a um feito extraordinariamente superior ao de abrigar a maior Copa do mundo da história (na opinião da Fifa): o atingimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, comprovando que o Brasil entrou em um novo estágio civilizatório.

***

O conceito de Metas do Milênio nasceu em 2000, quando líderes mundiais acertaram uma agenda mínima global de compromissos pela promoção da dignidade humana e de combate à pobreza, à fome, às desigualdades de gênero, às doenças transmissíveis e evitáveis, à destruição do meio ambiente e às condições precárias de vida.

***

Conforme os dados do 5º Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, com quatro anos de antecedência, o país conseguiu alcançar a meta de redução de dois terços a mortalidade infantil, que caiu de 53,7 mortes por mil nascidos vivos em 1990, para 17,7 em 2011.

No saneamento, em 1990 70% da população tinham acesso à agua e 53% à rede de esgotos ou fossa séptica. Em 2012, os indicadores saltaram para 85,5% e 77% respectivamente.

***

terça-feira, 13 de maio de 2014

A caravana passa e ela, a imprensa, como sempre vai ladrar seu complexo de vira-latas. Uma imprensa claramente facciosa e tendenciosa. A surreal cobertura das obras da Copa nos canais e programas de esporte, da TV, rádio e internet. Uma competição para ver quem é o comentarista mais ácido. Um festival de desinformação, chavões e senso comum com a "roubalheira da Copa", na voz dos guardiões do "nosso" dinheiro...

Sobre a cobertura das obras para a Copa
Por A. Tambelli - 13/05/2014  - Jornal GGN

Prezados
Realmente, trata-se de algo surreal.

Vamos à anamnese: Quando do pretenso "apagão aéreo" de alguns anos atrás, Marilena Chaui - que já estava demonizada pela mídia nativa - em uma entrevista utilizou a deliciosa expressão " comovente" para qualificar as preocupações da imprensa com o desfiar diuturno da quantidade e extensão dos atrasos dos voos. Equipes em todos os aeroportos nos mantinham com precisão religiosa, informados de como o Brasil e os brasileiros sofriam as consequências de terem um governo incompetente. Atrasos corriqueiros, atrasos com razões consideráveis e atrasos que mereciam repto, todos eram colocados no mesmo saco de maldades de uma imprensa claramente facciosa e tendenciosa.

Ótimo! Por que será que ainda surpreende quando esta mesma imprensa massacra geralmente sem contraditório e com imprecisões dignas de nota, seus outros alvos? (já, já vai ser o ENEM - prepare-mo-nos)

Agora o surreal, só para ilustrar: Na ESPN, o quase slogan é - a melhor cobertura da Copa! Só pode ser gozação. Há meses (anos) este canal do cabo só faz criticar e espinafrar com e sem razão, a Copa no Brasil. Chegam a ser muito chatos! E bota muito nisso! Já foi dito com todas as letras por praticamente todos seus comentaristas que será a pior Copa de toda a história. Bom, neste caso o quase slogan deveria ser - a melhor cobertura da pior Copa de todas!

Corta para o Redação SportTv: André Rizek, Artur Xexéo e Rui Castro - lá pelas tantas Rizek diz: "nós aqui quando temos que ser críticos, criticamos" - Xexéo: " ultimamente se você disser no buteco que vai assistir a Copa será vaiado, esta todo mundo muito azedo". Bom, se considerarmos que realmente o canal menos crítico com relação à Copa foi o SporTv, por razões mercaológicas do sistema Globo (uma parte bate, outra assopra), os próprios participantes do Redação considerarem que o clima é contrário à Copa da uma dimensão do estrago que foi feito.

Coxinha, desculpa aí, mas a Copa é boa para o Brasil sim. O Brasil não deixou de investir em saúde e educação e infraestrutura por causa da Copa.

Desculpa aí, mas a Copa é boa para o Brasil sim
04/05/2014 - Muda Mais

Existe no Brasil uma geração que nunca viu a seleção brasileira conquistar a Copa do Mundo. Essa galera também não sabe que o país tinha regras diferentes, onde não cabia opções: ou se investia em educação ou saúde, em saneamento, nem pensar! Era gasto. E a casa própria era apenas paras as classes B e A. Mas o Brasil mudou e hoje, no lugar de escolher uma alternativa, o pais adotou o agregar e incluir. Agora a população pode ter sim mais saúde, mais educação, mais infraetrutura, mobilidade urbana e também Copa do Mundo. Está na dúvida? Então veja os números:
Desde 2010 o governo investiu R$ 968 bilhões em educação, saúde e infraestrutura. E como a nova onda é a de somar, ainda foram investidos R$ 17,6 bilhões em toda a infraestrutura envolvendo a Copa.
Em educação, por exemplo,o governo entregou 1300 creches até o início desse ano e outras 3100 estão em construção. São 49 mil escolas com ensino de tempo integral e o objetivo é chegar a 60 mil até o fim do ano. Para aperfeiçoar o ensino, professores alfabetizadores estão sendo preparados para ajudar as crianças a chegar ao 8 anos de idade já sabendo ler e fazer as operações básicas de matemática.
Adicione a isso a retomada dos investimentos para o ensino técnico, com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec). Sozinho e com pouco mais de dois anos de existência, recebeu R$ 14 bilhões de investimentos, opa... muito mais do que foi investido em todos os estádios da Copa (R$ 8 bilhões). Além disso, foram criadas novas escolas técnicas federais e novas universidades. Poderíamos até parar por aqui, mas tem muito mais. Com a criação do Sistema de Seleção Unificada, que oferece vagas de ensino superior com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), muito mais gente conseguiu conquistar um diploma. Isso sem contar os programas como o ProUni e o Ciência sem Fronteiras.
Assim como à educação, os investimentos em saúde têm várias frentes. Por exemplo, são 10.121 novas unidades de saúde(link is external), outras 8.506 estão sendo ampliadas e mais 8.349 reformadas, com investimentos que chegam a R$ 3,5 bilhões. Outro programa é a Rede Cegonha(link is external), que já atendeu 2,6 milhões de gestantes, em mais de 5 mil municípios. Lançado em 2011, tem o objetivo de oferecer às gestantes do Sistema Único de Saúde (SUS) um atendimento cada vez mais qualificado e humanizado. Para a aplicação, foram investidos inicialmente R$ 9,4 bilhões.
Tem ainda o Brasil Sorridente(link is external), que já beneficiou 80 milhões de pessoas em todo o país e é considerado o maior programa bucal do mundo, com mil Centros de Especialidades Odontológicas e 23.150 equipes de saúde bucal, que atendem inclusive nas Unidades Básicas de Saúde. Até o final de 2014, terão sido investidos R$  3,6 bilhões no programa. É claro, tem ainda o Mais Médicos(link is external), que levou 13.235 profissionais a 4040 municípios e também os investimentos em pesquisas(link is external) –  R$ 248,7 milhões para encontrar soluções inovadoras a serem aplicadas ao SUS.
Quanto a mobilidade urbana(link is external), foram investidos R$ 143 bilhões em 3.859 km de vias para transporte coletivo urbano, seja sobre trilhos, pneus ou corredores fluviais. A prioridade está em empreendimentos de transporte público coletivo, de alta e média capacidade e que atendam áreas com população de baixa renda.
A esses R$ 143 bilhões somam-se R$ 8 bi que envolvem 42 projetos do escopo Copa do Mundo. Eles garantiram 17 novos corredores e vias expressas, 5 novas estações e terminais de trens e metrôs, 13 BRTs e 2 VLTs, obras essenciais, ainda que o mundial não fosse no Brasil e que beneficiarão 62 milhões de pessoas.
Os aeroportos das cidades-sede e também de regiões turísticas próximas passaram por reforma, na maioria dos casos para ampliar a capacidade de passageiros e de taxiamento de pistas. O benefício desses R$ 6,3 bilhões investidos não serão restritos à Copa, muito pelo contrário, turistas, homens e mulheres de negócios, ou seja, qualquer pessoa que utilizar um aeroporto neste e nos próximos anos encontrará um ambiente mais confortável e agradável. 

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Copa das Confederações já pagou estádios, diz estudo. Foram R$ 9,7 bilhões adicionados à economia até a véspera do evento. R$ 1 bilhão a mais do que a última estimativa. A expectativa é de que o Mundial gere resultado ao menos três vezes maior: R$ 30 bilhões para o PIB. Copa deve gerar 48 mil postos de trabalho no setor turístico

COPA DAS CONFEDERAÇÕES JÁ PAGOU ESTÁDIOS, DIZ ESTUDO

247 - 07/04/2014

Pesquisa que acaba de ser concluída pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) calcula que o impacto dos jogos da competição sediada no Brasil em 2013, durante duas semanas, foi de R$ 9,7 bilhões adicionados à economia até a véspera do evento, quase R$ 1 bilhão a mais do que a última estimativa do que se gastaria com a construção das arenas da Copa do Mundo; com base nesses números, expectativa é de que o Mundial gere resultado ao menos três vezes maior: R$ 30 bilhões para o PIB; "Os números demonstram que investir em turismo e em grandes eventos vale a pena", constata ministro do Turismo, Vinicius Lages


247 – O dinheiro injetado na economia brasileira por conta da Copa das Confederações, que durou duas semanas em 2013, em seis capitais, ultrapassou o valor que deverá ser gasto com a construção dos 12 estádios da Copa do Mundo. É o que revela um estudo que acaba de ser concluído pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que aponta que foram adicionados R$ 9,7 bilhões no País até a véspera do evento. Segundo a última estimativa oficial da Fifa, divulgada em janeiro, o custo dos estádios deverá ser de R$ 8,9 bilhões.

Encomendado pelo ministério do Turismo, o levantamento mostra que o gasto de turistas nacionais durante a Copa das Confederações chegou a R$ 346 milhões, enquanto os estrangeiros desembolsaram R$ 102 milhões no País. O evento gerou ainda 303 mil vagas de trabalho, 40% nas cidades-sede e 60% em outros locais. Os números finais são ainda mais positivos: considerado o efeito multiplicador do evento, ou seja, a partir do impacto na economia para cada real investido, o total movimentado foi de R$ 20,7 bilhões.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Copa 2014. Espantando o complexo de vira-lata e enfrentando as 10 mentiras espalhadas sobre o mundial. Combater as falsas informações é a melhor maneira de provar ao mundo que o Brasil fará não só sua Copa do Mundo, mas a melhor Copa do Mundo da história!

10 mentiras espalhadas sobre a Copa e como enfrentá-las
Pedro Luiz Teixeira de Camargo (Peixe) * - Vermelho - 07/02/2014

Há quase 7 anos, no dia 30 de Setembro de 2007, uma verdadeira algazarra tomou conta do Brasil: era a chance do país do futebol poder realizar de novo uma Copa do Mundo. Passados 64 anos desde a primeira Copa realizada em terras tupiniquins e 36 anos depois da última Copa na América do Sul.

Alegria esta, que passou, ao longo do tempo, a contrastar com o medo e o pânico de realizar tal evento (e propagado com ênfase pela imprensa): Será que damos conta? O que vai ficar para os brasileiros depois da Copa? Como pode um país de terceiro mundo realizar um evento deste porte?

O eterno “complexo de vira latas”, imortalizado por Nélson Rodrigues, sempre paira em qualquer evento de grande porte. Foi assim na Jornada Mundial da Juventude, onde o Rio de Janeiro recebeu muito mais gente e em um espaço menor e não fez feio! E o Rock in Rio? Houve grandes problemas? Por que passaríamos vergonha agora?

A turma “do contra”, deveria repensar suas posições, primeiro porque já fizemos uma Copa do Mundo por estas bandas, e segundo, porque se criaram lendas urbanas de que o evento é inviável. Combater uma por uma com informação e a serviço da verdade, é dever de todos os que acreditam realmente na importância de um evento deste porte. Vamos a eles:

1- “Tem dinheiro pra Copa, mas não tem pra educação”: Esta é uma frase folclórica sem o menor sentido. Tem dinheiro pra Copa e tem pra educação. O evento futebolístico vai consumir 26 bilhões de reais, já para a educação, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) vai destinar “apenas” R$ 82,3 bilhões no desenvolvimento do ensino. Ou seja, R$ 25,4 bilhões a mais que o valor previsto na Constituição (18% da arrecadação). Fora o FUNDEB que receberá R$ 104,3 bilhões!

Quem em sã consciência pode dizer que falta verba para educação? E não aumentou por conta da Copa do Mundo, isto já estava previsto. Uma verba não tem nada, absolutamente nada a ver com a outra, portanto isto é uma tremenda bobagem, uma mentira deslavada!

2- “O dinheiro da Copa está sendo torrado em estádios”. Outra besteira sem tamanho! Dos 26 bilhões de reais, que estão sendo gastos com tudo, apenas 8 bilhões estão indo para estádios, o resto da verba, está indo praticamente toda para serviços de infraestrutura e formação da mão de obra. Ou seja, 70% do valor não está indo para estádios, mas para buscar melhorias para o próprio cidadão!

Não se pode negar que muitas das obras de transporte (principalmente) estão atrasadas, assim como outras mal saíram do papel, entretanto a culpa por tais situações tem muito mais a ver com os gestores locais que, seja por má vontade política, seja por incompetência administrativa, não conseguiram levar em frente estas obras. Exemplos claros disto são o BRT de Belo Horizonte, o metrô de Salvador e a negligência de Curitiba em ajudar o Atlético PR a adequar seu estádio ao chamado “Padrão Fifa”.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Quais os atores do "#naovaitercopa" e suas verdadeiras intenções. Quem são esses grupos que estão nas ruas? O que eles querem? Como se vestem? Como se reproduzem? Não, você não vai ver isso no próximo Globo Repórter.

"(...) contrariando todas as verdades absolutas do #NãoVaiTerCopa, um estudo da FGV prevê que R$142 BILHÕES serão injetados na economia com a realização da competição, além de mais de 3 milhões de empregos e, consequentemente, um acréscimo de R$63,48 bilhões à renda da população. Essas pesquisas científicas não ajudam em nada o movimento, principalmente num ano de eleição. Qual seria o custo político do sucesso - inclusive financeiro - da organização da Copa? Provavelmente a consolidação da candidatura Dilma na ponta da corrida eleitoral. Uma tragédia a ser evitada pelos opositores, sejam eles de esquerda ou direita.

É por essas e outras que PSOL, PSTU, tucanos, black blocs, acadêmicos do guarani-kaiowá, entusiastas do golpe militar e Batman do Leblon, já decidiram o que é melhor para o país. Por isso, gritemos todos numa só voz #NãoVaiTerCopa*.

#AcordaBrazil #PartiuGuerraCivil

* o movimento #NãoVaiTerCopa é filho do movimento #AcordaBrazil e, caso a Copa se concretize, automaticamente será rebatizado como #NãoVaiTerEleição."
#NãoVaiTerCopa #NãoVaiTerFusca #PartiuGuerraCivil

Por Jornalismo Wando - 28/01/2014

A cena acima foi registrada no último sábado em São Paulo, em meio a uma onda de protestos motivados pela campanha #NãoVaiTerCopa

Um protesto cujas motivações não poderiam ser mais nobres: os excessivos gastos do governo com a Copa. Apesar de tudo estar definido desde 2007, o Brasil que despertou em junho sabe que agora pode mais. Pode tanto que já decidiu pelo povo. E o povo não quer a Copa.

O mais difícil é identificar os personagens de um movimento tão heterogêneo, em que todos gritam com autoridade: "Não vai ter Copa!", mas poucos revelam suas verdadeiras intenções.

Mas quem são esses grupos que estão nas ruas? O que eles querem? Como se vestem? Como se reproduzem? Não, você não vai ver isso no próximo Globo Repórter. Eu mesmo ousarei traçar o perfil dos diversos atores do #NãoVaiTerCopa - uma tarefa nada fácil diante da complexidade desse novo Brasil, o mesmo país que sediou a Treta no Leblon na semana passada.

Seguem os rótulos:

Black Blocs = a face mais visível e violenta do movimento. Destruidores de símbolos capitalistas, os jovens anarquistas escolhem a dedo os seus alvos: relógios públicos, pontos de ônibus, orelhões, lojas de departamento e agências bancárias. São contra a Copa, os partidos, a direita, a esquerda, a família, a propriedade privada, o Estado burguês e mais uma lista infinita de itens considerados nocivos ao povo. Um autoritarismo adolescente que sabe muito bem o que o povo quer.



Militantes PSOL e PSTU = jovens de esquerda. Leram - ou afirmam ter lido - Marx, Gramsci, Lênin. Consideram o futebol o ópio do povo e Dilma uma traidora da esquerda de raiz. Fazem questão de se diferenciar dos arruaceiros black blocs, mas admiram o ímpeto revolucionário do grupo e adoram ver o circo pegar fogo. Não visam a eleição no final do ano, mas apenas o bem estar da população.

Indignados do Facebook = frequentadores assíduos das caixas de comentários dos grande portais, esses divulgadores do senso comum multinível dizem ser contra todos os políticos e partidos, mas no fundo, bem lá no fundo, são antipetistas fanáticos. Suas principais bandeiras políticas são: contra a corrupção, contra a impunidade, contra o mal, contra a violência urbana, contra a fome na África e contra tudo-o-que-está-aí. Para eles, os black blocs são vandalos infiltrados pelo PT para manchar seu movimento pacífico pela volta dos militares, os únicos realmente capazes de fazer valer a vontade do povo. Maycon Freitas é um dos líderes desse grupo.

Acadêmicos do Guarani-Kaiowá = intelectuais acadêmicos de esquerda que têm ojeriza à política partidária engravatada e tendem a glamurizar todo e qualquer movimento jovem, sexy e ousado que se insurgir contra o status quo. Os Acadêmicos dão sustância intelectual às ações diretas do movimento e convencem muita gente da importância política do quebra-quebra. Estão sempre dispostos a cumprir o papel de ídolo da garotada.

Fora do Eixo = máquina de papar edital conectada com todos os grupos acima, o grupo horizontaliza e dissemina a ideia do mundo pós-rancor, onde é possível captar dinheiro dos grandes capitalistas pra lutar contra o capitalismo, ter apoio do governo para lutar contra o governo e, assim, ganhar o lastro político necessário pra manter a máquina em movimento. Tudo ao mesmo tempo, agora e ao vivo pela TV Ninja.