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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Xingamento a Dilma. Quem envergonhou o Brasil aqui e lá fora?

Quem envergonhou o Brasil aqui e lá fora?
Leonardo Boff - 17/06/2014

Pertence à cultura popular do futebol a vaia a certos jogadores, a juízes e eventualmente a alguma autoridade presente. Insultos e xingamentos com linguagem de baixo calão que sequer crianças podem ouvir é coisa inaudita no futebol do Brasil. Foram dirigidos à mais alta autoridade do pais, à Presidenta Dilma Rousseff, retraída nos fundos da arquibancada oficial.


Esses insultos vergonhosos só podiam vir de um tipo de gente que ainda têm visibilidade do pais, “gente branquíssima e de classe A, com falta de educação e sexista’ como comentou a socióloga do Centro Feminista de Estudos, Ana Thurler.

Quem conhece um pouco a história do Brasil ou quem leu Gilberto Freyre, José Honório Rodrigues ou Sérgio Buarque de Hollanda sabe logo identificar tais grupos. São setores de nossa elite, dos mais conservadores do mundo e retardatários no processo civilizatório mundial, como costumava enfatizar Darcy Ribeiro, setores que por 500 anos ocuparam o espaço do Estado e dele se beneficiaram a mais não poder, negando direitos cidadãos para garantir privilégios corporativos. Estes grupos não conseguiram ainda se livrar da Casa Grande que a tem entranhada na cabeça e nunca esqueceram o pelourinho onde eram flagelados escravos negros. Não apenas a boca é suja; esta é suja porque sua mente é suja. São velhistas e pensam ainda dentro dos velhos paradigmas do passado quando viviam no luxo e no consumo conspícuo como no tempo dos príncipes renascentistas.

Na linguagem dura de nosso maior historiador mulato Capistrano de Abreu, grande parte da elite sempre “capou e recapou, sangrou e ressangrou” o povo brasileiro. E continua fazendo. Sem qualquer senso de limite e por isso, arrogante, pensa que pode dizer os palavrões que quiser e desrespeitar qualquer autoridade.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Hildegard Angel. O que penso da vaia chula de ontem da Elite Branca Brasileira à presidenta, e o que Dilma deveria ter feito e não fez!

O que penso da vaia chula de ontem da Elite Branca Brasileira à presidenta, e o que Dilma deveria ter feito e não fez!
Hildegard Angel - 13/06/2014


Todas as críticas à Abertura sem graça da Copa do Mundo (responsabilidade Exclusiva da Fifa) se apagam, diante do vexame dado pela Elite Branca Brasileira. Da falta de educação. Da falta de modos. Falta de respeito com a própria família brasileira presente, ao cantar um “hino” chulo, bradando ofensas contra a Chefe do Estado Brasileiro, eleita pelo povo. Vexame planetário!

Se a elite é assim tão baixa, como agirão os iletrados, os desfavorecidos, os que não tiveram acesso à instrução e a uma boa formação no Brasil? Devem ter pensado os mais de um bilhão de estrangeiros que assistiam à transmissão direta da abertura da Copa do Mundo.

Mais da metade dos presentes ao Itaquerão era convidada dos patrocinadores. Gente das multinacionais, do mundo financeiro. O high society. O creme do creme. The top of the top. Bradando em coro contra a presidenta da República a pior das ofensas que pode ser feita a uma mulher.

Lamentei que a presidenta Dilma, ex-aluna do Colégio Sion em Belo Horizonte, tenha mantido os bons modos. Não tenha reagido. Tivesse ela tomado o microfone e, à primeira vaia, antes do início do jogo, dissesse com todas as letras e energia o que guardava na alma naquele momento, faria do limão uma bela limonada. Algo do tipo:

- Quero agradecer a vaia dos aqui presentes: a Elite Brasileira. Porque, infelizmente, o alto custo dos ingressos, imposto pelos realizadores do evento, impede que aqui esteja o povo. O preço alto dos ingressos não autoriza que aqui compareça pelo menos uma parcela mínima dos 30 milhões de brasileiros que ascenderam socialmente, saindo da zona de miséria, ou aqueles outros milhões que, graças ao Pró-Uni, puderam realizar e concluir seus cursos universitários, ou mesmo aqueles tantos milhões, que, enfim, alcançaram o almejado sonho da casa própria. Tudo isso devido ao esforço e às metas de 12 anos de nossos governos, que a Elite Brasileira, que com isso parece não se conformar, ofende aqui, através de minha pessoa, com palavras chulas. Palavras que envergonham a Nação, porém não toldam a beleza deste espetáculo e o esforço desta nossa Seleção, que aprendi, desde menina, a chamar de Seleção Canarinho. Pois voem neste belo gramado, Canarinhos nossos, e deem o exemplo de nossa pujança! Estou torcendo por vocês, pelo nosso país, assim como estão todos aqueles brasileiros que nos assistem: os que estão do lado de fora do Itaquerão, por não poderem pagar, e também os aqui do lado de dentro, pagantes ou convidados dos patrocinadores. Pois, apesar das diferenças políticas, somos todos brasileiros ansiosos pelas vitórias de nosso país. Muito obrigada.

Copa 2014. Uma estreia manchada pela torcida e pelo juiz. Eu me pergunto também se, se naquele estádio houvesse apenas faxineiras, operários, motoristas, domésticas, metroviários, sacoleiros etc etc etc Dilma seria xingada como foi. Acho que não seria.

A seleção, espelho de uma elite careta e covarde
Milly Lacombe - Blog da Milly - 13/06/2014

Neymar faz o gol da virada, a torcida comemora por alguns segundos e então decide mandar a presidente tomar no cú. Nada poderia definir melhor a nossa elite.

Elite que conheceu Itaquera hoje. Elite que, se posso chutar, frequenta estádios com a mesma regularidade que o Halley passa por aqui. Elite que, ao escutar que ganharia ingresso para ir ao jogo da Copa que ela há quatro anos critica furiosamente, não apenas aceitou o ingresso como saiu correndo para comprar uma camisa da seleção.

A elite foi para o estádio de van, sabendo que estava segura porque não haveria povo no jogo. A arquibancada estava higienizada. E fodam-se as criticas à Copa, se ganhei ingresso vou mesmo e depois volto a reclamar do Brasil e da Copa e da roubalheira. Como chega lá nessa Itaquera, alguém sabe?

Hino à capela. Bonito, mas para que mesmo? Começa o jogo. Brasil!, Brasil! e silêncio e silêncio. O tempo passa, mais silêncio. Gol dos croatas. Silêncio se aprofunda. Empate de Neymar, cantoria começa e, depois de segundos, acaba. Educados que são, sentam-se.

Intervalo. Hora de instagramar e facebucar fotos da festa. Mulheres de salto, maquiadas, jeans justíssimos. Homens de gel, calças igualmente justas e mocassim. Reclamam das filas para lanchonete e banheiro e da conexão ruim. Volta o jogo. Brasil consegue um penalti suado e roubado. Comemoram por segundos e decidem xingar outra vez a chefe de estado.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Marilena Chauí. O posicionamento da mídia em relação às manifestações no Brasil, a "classe média", a não adesão da USP ao ENEM...

A decisão sobre a adesão ou não ao ENEM é tomada pelo conselho universitário da reitoria, que é majoritariamente ligada ao PSDB. Então, eu não diria que é uma ação imediata e direta do governo estadual para contrapor a proposta de democratização do ensino feita pelo governo federal, mas sim uma ação indireta de PSDBistas ligados à reitoria da USP, um fato deplorável no meu ponto de vista. Esta resistência por parte da USP me entristece muito. Sou muito cautelosa ao concordar que somos a vanguarda do ensino. Podemos até ser em algumas áreas, porém em outras eu diria que somos a pior retaguarda de todas, principalmente nas questões políticas que dizem respeito à democratização dos direitos humanos.

Marilena Chaui: “Não existe nova classe média”
Socialista Morena (Cynara Menezes) - Carta Capital - 12/08/2013

“Eu odeio a classe média!”, bradou a filósofa e professora da USP Marilena Chauí em uma palestra em maio, causando furor na direita e perplexidade em parte da esquerda. “A classe média é uma abominação política porque é fascista; é uma abominação ética porque é violenta; e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim”, completou. Confesso que eu mesma fiquei confusa com a afirmação. Não somos todos nós, progressistas, também classe média? Não seria uma generalização? Ou é apenas uma provocação?
O leitor João Paulo Martins, estudante de jornalismo na Cásper Líbero, me mandou uma entrevista que fez com Marilena onde ela fala das manifestações pelo país, de Espinosa, do ENEM e também explica a que classe média se referia em sua diatribe. E diz mais: para Chaui, a tal “nova” classe média não é classe média coisa nenhuma, mas sim “uma nova classe trabalhadora”.
Eu ainda tô na dúvida. Concordo quando ela diz que “ideologicamente, vitoriosa é a classe média”, porque se refere a uma determinada linha de pensamento que, desafortunadamente, vem ganhando espaço no País –inclusive nesse “nova” classe ascendente que a filósofa diz que é a “trabalhadora”. Mas continuo achando que há várias classes médias e não apenas uma. Me digam o que vocês pensam.
***
Por João Paulo Martins
Como a senhora analisa as manifestações que estão acontecendo pelo Brasil?

terça-feira, 30 de julho de 2013

Tijolaço na "classe média". O vídeo de 2005 que está irritando os “coxinhas”. Papagaio de todo telejornal, que acredita na imparcialidade da revista semanal...

O vídeo da música que está irritando os "coxinhas"
Tijolaço - 29/07/2013

O compositor e cantor Max Gonzaga está “bombando” na internet com a música “Classe Média”, despertando a ira dos “coxinhas”, o nome que pegou para os jovens de classe média que reproduzem o discurso superficial e de direita da mídia.

Max, coitado, está sendo acusado de fazer a música para zombar das manifestaçoes do mês passado, mas a gravou há oito anos, em 2005.

Aliás, Max diz cantando, muito mais simples e bem-humorado, o que a Marilena Chauí falou, provocando tanta polêmica.

Se alguém quiser o disco do Max, a propaganda é grátis, basta clicar aqui e ele combina um jeito de entregar.
Em tempo: a classe média é e pode ser diferente. Foi dela que saíram Chico Buarque, Caetano, Gil e uma geração de artistas e intelectuais geniais, como anos antes tinham surgido Vinìcius, Graciliano, Jorge Amado e tantos outros. Mas é preciso, para isso, apenas um detalhe: não ter o umbigo no centro do Universo e lembrar que o povo é a terra de onde o intelecto se alimenta para brotar e poder florir.
Por: Fernando Brito


Max Gonzaga, autor do hit ‘Classe Média’, fala ao Blog da Cidadania
Eduardo Guimarães - 08/05/2013



Nos últimos anos, uma composição algo antiga, de meados da década passada, proliferou pela internet e por blogs e sites ditos “progressistas”, surgidos no âmbito de um movimento pela democratização da comunicação que ganhou força desde então devido ao esgotamento da paciência dos setores pensantes da sociedade com um oligopólio composto por impérios de comunicação que vêm toldando as questões mais prementes da cidadania e a pluralidade do debate das grandes questões de interesse nacional.

sábado, 18 de maio de 2013

Paulo Nogueira. A ira santa de Marilena Chauí. As justas pancadas da filósofa na mídia e na classe média "fascista, violenta e ignorante"

Post relacionado:
Marilena Chauí sobre a "classe média": “Eu odeio a classe média!” - "é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim”
Mino Carta - A herança da casa-grande - Por que os super-ricos me incomodam menos do que seus aspirantes.



A ira santa de Marilena Chauí
PAULO NOGUEIRA 17 DE MAIO DE 2013

As justas pancadas da filósofa na mídia e na classe média.
Você só encontra essa voz provocadora e inteligente na internet
Você só encontra essa voz provocadora e inteligente na internet
A filósofa Marilena Chauí fez duas apreciações interessantes nesta semana, uma sobre a mídia, outra sobre a classe média.

Numa, sobre a mídia, ela foi econômica. Noutra, sobre a classe média, foi torrencial.

Em ambas, ela estava essencialmente certa.

Sobre a mídia, ela disse que qualquer apreciação que fizesse conteria obscenidades.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Marilena Chauí sobre a "classe média": “Eu odeio a classe média!” - "é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim”


Dez anos pós-neoliberais são marcados por gestos inaugurais
Por Cezar Xavier - Publicado em 14.05.2013

O ineditismo de medidas governamentais e seus resultados surpreendentes foram analisados durante o lançamento do livro 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma, com presença de Lula, Emir Sader, Márcio Pochmann e Marilena Chauí.

Nesta segunda-feira à noite, o aquário do Centro Cultural São Paulo recebeu o público para um espetáculo diferente daqueles que costumam lotar o teatro de arena. Embora tenha no palco o sociólogo Emir Sader e o economista Márcio Pochmann, quem esteve ali filosofou. Não apenas pela presença militante rara e contundente de Marilena Chauí, mas principalmente pelos raciocínios e sínteses aguçadas do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.