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sábado, 6 de agosto de 2016

Juca Ferreira: "A festa emocionante que vimos hoje estava pronta quando a presidenta foi afastada. É lamentável que tenha sido presidida por um usurpador"

O Brasil democrático driblou o golpe e se mostrou pro mundo.

Por Juca Ferreira - Via Facebook - 05/08/2016 

Foi linda a abertura dos jogos olímpicos. Linda como espetáculo e não ficou devendo nada às aberturas anteriores. Mostrou um Brasil orgulhoso de sua formação miscigenada e de sua diversidade cultural, marcas de nossa posição singular no mundo. Parabéns aos artistas e técnicos que criaram este espetáculo assistido por mais de quatro bilhões de pessoas em todo o Planeta.

Parabéns ao presidente Lula, que acreditou num Brasil livre de complexos de inferioridade, e se empenhou pessoalmente para que pudéssemos fazer um evento com a grandeza desta cerimônia olímpica.

Parabéns à presidenta Dilma Rousseff e toda a sua equipe de governo, que trabalharam para organizar os jogos e proporcionar ao Brasil e ao mundo esta oportunidade única de celebrar as potencialidades humanas expressas no esporte, na arte e na cultura.

A festa emocionante que vimos hoje estava pronta quando a presidenta foi afastada. É lamentável que tenha sido presidida por um usurpador, cujo pálido desgoverno em nada se identifica com a mensagem confiante e generosa com o Brasil e os brasileiros que transmitimos esta noite.

O Brasil desta abertura olímpica é o Brasil democrático. Um Brasil livre, das ruas, de índios, brancos, negros. Um Brasil da cidade e da periferia, dos povos das florestas, da capoeira, dos terreiros. Da diversidade sexual. Brasil que vai de Tom ao funk. De muito samba. É o Brasil de Chico Gil e Caetano, de Elza Soares, D2, Benjor, Paulinho da Viola. Brasil, que se forjou na soma e não na divisão, que desponta do nosso poder criativo, da nossa capacidade de sonhar e da resistência que temos para dar a volta por cima. Este é o Brasil que prevalecerá.

Parabéns Dilma, parabéns Lula e todo o povo brasileiro.
Olimpicamente, ‪#‎ForaTemer‬


terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Veja porque Brizola merece ser um herói da pátria

POR QUE É FUNDAMENTAL REVERENCIAR LEONEL BRIZOLA

Brasil 247 - 29/12/2013



A decisão da presidente Dilma Rousseff de incluir o político gaúcho Leonel Brizola na lista dos heróis da pátria faz justiça a um dos maiores líderes da história do País; em 1961, ele teve papel central na Campanha da Legalidade, que garantiu a posse de João Goulart após a renúncia de Jânio Quadros; como governador do Rio Grande do Sul e, depois, do Rio de Janeiro, Brizola elegeu a educação como pilar central de suas administrações; com Darcy Ribeiro a seu lado, Brizola idealizou os Cieps, modelo do que hoje seriam os CEUs, da periferia de São Paulo; ao longo de toda sua trajetória, Brizola sofreu feroz oposição da Globo, que, em 1994, foi obrigada a lhe conceder um histórico direito de resposta; atacado de forma vil pela imprensa, Brizola sempre esteve ao lado dos trabalhadores

247 – A presidente Dilma Rousseff tomou uma decisão mais do que acertada, nesta terça-feira 29, ao incluir o político gaúcho Leonel Brizola na galeria dos heróis da pátria, fazendo justiça a um dos principais líderes nacionais do século 20.

Bastariam cinco motivos para que Brizola seja sempre lembrado ao lado de outros heróis nacionais, como Tiradentes e Zumbi dos Palmares. A eles:

1) Em 1961, como governador do Rio Grande do Sul, Brizola lançou a Campanha da Legalidade, por meio de transmissões diárias de rádio. Graças a sua resistência, João Goulart, que era vice de Jânio Quadros, pôde tomar posse após a renúncia do presidente, adiando assim o golpe de 1964.

2) Mais do que qualquer outro político, Brizola colocou a educação como pilar central de suas administrações, tanto no Rio Grande do Sul como no Rio de Janeiro, estado que também governou. Um de seus principais colaboradores foi Darcy Ribeiro, que idealizou os Cieps, escolas modelo que foram inspiração para os CEUs, da periferia de São Paulo.

3) Brizola sempre atuou em defesa dos interesses nacionais e dos trabalhadores. Primeiro, no PTB, de Getúlio Vargas. Depois, no PDT, que ele próprio criou, após o PTB ter sido empastelado pela ditadura militar.

4) Combatido de forma vil e implacável pelos meios de comunicação conservadores, em especial pela Globo, Brizola sempre denunciou o poderio das oligarquias midiáticas. Em março de 1994, ele obteve um direito de resposta histórico, lido por Cid Moreira, em pleno jornal nacional. Confira abaixo:

5) Em 1989, na primeira eleição presidencial após a redemocratização, Brizola era a grande esperança da esquerda brasileira. No entanto, por uma margem mínima deixou de ir para o segundo turno contra Fernando Collor. Mesmo derrotado, Brizola não hesitou em apoiar o operário Lula e cunhou uma de suas frases mais lembradas. Disse que a elite brasileira ainda teria que "engolir o sapo barbudo".

Leia, ainda, texto de Fernando Brito, que colaborou diretamente com Brizola e hoje edita o Tijolaço:

Veja porque Brizola merece ser um herói da pátria


domingo, 6 de dezembro de 2015

Manifesto nacional dos juristas contra o Impeachment de Dilma. O manifesto é encabeçado pelo maior nome do Direito Administrativo brasileiro, Celso Antônio Bandeira de Mello

Manifesto nacional dos juristas contra o Impeachment de Dilma

Por Tardo Cabral Violin - BLOG DO TARSO - 07/12/2015
Charge especialmente elaborada para o manifesto dos juristas pelo chargista Lucar Fier
Juristas que participaram do movimento estudantil de Direito nas décadas de 1990-2000 e fundaram a Federação Nacional dos Estudantes de Direito – FENED, juntamente com professores universitários, magistrados, membros do Ministério Público e bachareis em Direito estão lançando hoje (07) o Manifesto dos Juristas contra o Impeachment ou Cassação de Dilma. Em uma reunião de vários juristas com a presidenta Dilma Rousseff (PT) em Brasília.
O manifesto é encabeçado pelo maior nome do Direito Administrativo brasileiro, Celso Antônio Bandeira de Mello, Professor Emérito de Direito Administrativo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, que prontamente aceitou assinar o manifesto em defesa da Democracia e do resultado das eleições de 2014.
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Vários outros grandes juristas ainda vão assinar o documento durante o mês de dezembro.
O manifesto já conta conta com assinaturas de importantes juristas das mais variadas regiões do país, como Weida Zancaner (Professora de Direito Administrativo da PUC/SP), os advogados trabalhistas Edésio Passos e Wilson Ramos Filho (Xixo), o Professor Carlos Frederico Marés de Souza Filho, os advogados defensores dos direitos humanos Jacques Távora Alfonsin e Aton Fon Filho, e Paulo Abrão, presidente da Comissão de Anistia e ex-Secretário Nacional de Justiça.
O documento foi elaborado na sexta-feira (4) e até domingo (6) já contava com centenas de importantes assinaturas.
Um dos realizadores do manifesto, o advogado e professor de Direito Administrativo, Tarso Cabral Violin, autor do Blog do Tarso, disse que “o manifesto dos juristas, que nasce com mais de 100 assinaturas, demonstra que setores importantes da sociedade, como dos juristas, professores de Direito, advogados, magistrados, com atuações essenciais dentro dos Podres constituídos, da Administração Pública e dos movimentos sociais, não aceitarão um Impeachment ou uma Cassação de um Chefe do Poder Executivo que não cometeu nenhum crime de responsabilidade”.
Se você é advogado, professor universitário de Direito, bacharel ou estudante de Direito, ou mesmo quer apoiar a causa, pode assinar o manifesto aqui e ajudar a divulgar o documento.
O texto completo do manifesto é o seguinte:
Pela construção de um Estado Democrático de Direito cada vez mais efetivo, sem rupturas autoritárias, independentemente de posições ideológicas, preferências partidárias, apoio ou não às políticas do governo federal, nós, juristas, advogados, professores universitários, bacharéis e estudantes de Direito, abaixo-assinados, declaramos apoio à continuidade do governo da presidenta Dilma Rousseff, até o final de seu mandato em 2018, por não haver qualquer fundamento jurídico para um Impeachment ou Cassação, e conclamamos todos os defensores e defensoras da República e da Democracia a fazerem o mesmo.
Brasil, dezembro de 2015
Para assinar o manifesto basta completar aqui com seu nome, e-mail e no comentário seu mini-currículo ou se é estudante de Direito.
Além dos signatários do Manifesto, vários respeitáveis juristas já se manifestaram contra o Impeachment ou Cassação de Dilma:
Dalmo de Abreu Dallari: brasil247.com
Celso Antônio Bandeira de Mello e Fábio Konder Comparato: blogdotarso.com
Juarez Tavares e Geraldo Prado: emporiododireito.com.br
Ricardo Lodi Ribeiro: www.conjur.com.br
Roberto Requião e Hipólito Gadelha Remígio: blogdotarso.com
Marcelo Lavenerè: www.ocafezinho.com
Gilberto Bergovici: veja o parecer de Bercovici aqui
Pedro Serrano: blogdotarso.com

sábado, 5 de dezembro de 2015

Presidenta Dilma, saia do palácio e venha para o meio do povo. "A defesa do mandato presidencial tem que ser feita com e no meio do povo." - " Venha e seja uma mulher valente aqui no nosso meio e a história a reconhecerá como a Presidenta do povo. Enquanto os golpistas se reúnem em torno de lautas refeições e de bebidas caras para arquitetar golpes a senhora virá para no nosso meio se juntar aos mais humildes, que não comem caviar, mas que se alimentam do pão da justiça social em busca da paz."

Nova carta aberta à Presidenta Dilma Roussef


Por Dom Orvandil Moreira Barbosa - Cartas Proféticas - 05/12/2015

Prezada Presidenta Dilma

Ontem assisti o seu discurso e o seu encontro com os participantes da 15ª Conferência da Saúde.

Vi o entusiasmo dos participantes que deliraram com sua entrada e gritaram muitas vezes “não vai ter golpe”!

Escutei-a durante todo o seu discurso. Vi uma grande mulher falar como quem se sente acuada, sem conseguir esboçar suas belezas feminina, política e de a maior líder do nosso povo.

Meu coração doeu pela senhora, por nosso povo e por nosso País.

Doeu porque vi na tribuna a nossa maior líder afirmando que não praticou nenhum crime e que fará de tudo para defender o seu mandato.

Pensei com meus poucos botões que a senhora não precisa dizer que não cometeu crime algum. Todos sabem disso, desde os mais honestos que militam apaixonadamente na construção de uma sociedade mais justa até aos mais malandros e sujos da oposição, inclua-se neste elenco maluco e mau caráter o senhor Eduardo Cunha.

Quanto a defesa do mandato que não é seu, mas do povo brasileiro, é justo que a senhora o defenda e o faça como dizemos lá no nosso Rio Grande do Sul, com unhas e dentes.

Mas, permita-me lhe dizer, Presidenta, que a senhora deve defender o mandado emanado dos votos do povo brasileiro não só com articulações palacianas e formalmente jurídicas.

A defesa do mandato presidencial tem que ser feita com e no meio do povo.




Por favor, não se trancafie nos palácios do Planalto e da Alvorada. Isso gera muita insegurança e dá munição para a direita midiática e golpista inventar bobagens sobre a senhora. Abre espaços para que os golpistas veicularem fofocas e alimentem o ódio por todos os meios. Lembre-se de que o nosso povo desconfia muito de reuniões palacianas e de quem se esconde dele.

Faça como aconteceu no encontro da saúde, comungue com o povo.

Ao encontrar com o povo diga os nomes dos traidores da Pátria, dos corruptos que assaltam os cofres públicos, dos que desviam os recursos do povo para contas pessoais com o objetivo de alimentar vaidades e podridões miseráveis de quem não o ama o povo e com ele não trabalha.

Venha para o meio do povo e denuncie os movimentos do imperialismo no esforço de golpear a democracia para roubar nosso pré-sal e nossas estatais.

Venha e denuncie os bancos que estrangulam nosso Tesouro e nossa economia, sem se preocupar com o desemprego e com a asfixia de nossos direitos.

Venha para o meio da classe trabalhadora e conte sobre as pressões dos poderosos para que a senhora aplique o receituário do arrocho que desemprega, adoece, destrói direitos e mata crianças e velhos.



Nos corredores dos palácios a articulação, a pressão e manipulação dos poderosos entram no poder como o ar que se transmuda em tempestade no vale onde vivemos como maioria.

Foi nos escritórios do Palácio que Fernando Henrique Cardoso constrangeu Lula a assinar a diabólica “carta aos brasileiros”, que o obrigou a aplicar parte do programa neoliberal.

Sabemos que a senhora é honesta e é incapaz de urdir o mal contra o nosso povo. É assim que a senhora ensina para seu neto quando ele vai ao Alvorada. A senhora mostra que nas coisas do povo brasileiro ele não deve tocar, porque são sagradas.

Porém, Presidenta, também sabemos o quão poderosas são as forças inimigas dos pobres, dos trabalhadores, dos negros, dos jovens, dos indígenas, das mulheres, enfim dos excluídos. Elas atuam às sombras. Pressionam e ameaçam, sem se preocuparem com os valores éticos de amor ao nosso povo e ao nosso País democrático, por quem a senhora lutou de armas nas mãos. Elas pisam em sua honestidade e alma ilibada como os elefantes esmagam as flores.

Por isso a conclamação para que a senhora rompa o cerco e venha para o meio do povo e do Brasil social e produtivo.

A senhora será bem recebida. A senhora será amada. A senhora será fortalecida. A senhora será prestigiada.




Venha para romper com esse programa econômico que arrocha, que corta investimentos, que encolhe o País, que ameaça o desenvolvimento, que encolhe a renda e destrói a democracia que a senhora tanto ama.

A senhora é a pessoa que mais tem poder de mobilização. Ao libertar-se de uma presidência burocrática e tímida a senhora encontrará na unidade de nosso povo as forças para romper e esfarinhar o golpe sujo.

A senhora tem o poder de convocar cadeias de rádio e televisão para convocar o povo. Ninguém tem essa privilegiada prerrogativa. Use-a a nosso favor, querida Presidenta Dilma.

A senhora encontrará riscos de segurança com insanos que a querem matar. Mas também não há ninguém que conte com tanto aparato de segurança de uma pessoa quanto a senhora.

Lembre-se de que nenhum de nós conta com qualquer esquema de segurança que proteja a vida quanta a senhora. Aqui no vale nacional somos assaltados e mortos todos os dias, principalmente os pobres, mulheres e negros.

Ao vir para cá, prezada Presidenta, construirá a mais gigantesca e histórica respeitabilidade como a mulher que veio às ruas para, a partir daí, defender nosso povo e a Pátria dos golpes dos insanos que derrubam CPMF para depois, nas campanhas eleitorais, mentirem que o sistema de saúde é ruim por causa de Lula e de Dilma; que derrubam os direitos para depois acusarem-na de nada fazer pelo povo que a elegeu.



Ao nosso lado a senhora ajudará a nos defender do cinismo e da hipocrisia que viram alienação e ódio entre irmãos.

Ao nosso lado a senhora ajudará muito mais a defender a democracia do que nas articulações palacianas.

Lembre-se Presidenta de que o povo escolhe para presidir e liderar o seu País o melhor dentre os seus filhos e filhas.

A senhora e não Michel Temer foi a escolhida para ser nossa Presidenta.

A senhora é a melhor filha deste povo. A senhora é nossa melhor irmã brasileira.

Lembre-se de que o problema do golpe por meio do processo do impeachment não é jurídico nem moral. É político.

E problemas políticos se vencem no meio dos maiores e melhores políticos que somos nós, o povo.
O parlamento é composto pelos representantes do povo. Mas quando os bons representantes são hostilizados e outros representam não o povo, mas interesses contra nós é preciso ir direto ao povo e com ele lutar.

Venha Presidenta.

Aqui nos sindicatos, nas associações de moradores, nas igrejas, nos movimentos sociais e nas ruas é o seu lugar, porque são os lugares onde lutamos, vivemos e onde nos sentimos ameaçados nesse momento.




Aqui no vale a senhora retomará a bravura e a história da Vanda que lutou contra o terror de um golpe das trevas.

Hoje não lutamos com metralhadoras e bombas, mas com as armas dos direitos humanos, da defesa da democracia e da soberania nacional.

Aqui é o lugar e agora é o tempo de recuperar a bravura, a coragem e a verdade defendidas quando a senhora perdeu a liberdade, submetida às agruras das prisões e das torturas.

Venha, grande mulher, e faça conosco a boa luta nos ajudando a mobilizar o Brasil contra o golpe. Ninguém tem mais força para isso do que a senhora.

Lembre-se do grande patriota Leonel de Moura Brizola, admirado por todo o País por defendê-lo do golpe. Os tempos e a conjuntura são outras, mas os golpistas querem dar o mesmo golpe de sempre, ainda que com novas roupagens.

Lembre-se do que disse o “cavaleiro da esperança” sobre a admiração do povo por Brizola. Luiz Carlos Prestes disse que o ex-governador gaúcho e carioca cultivava os valores da valentia e da honestidade, que o povo estima.

Venha e seja uma mulher valente aqui no nosso meio e a história a reconhecerá como a Presidenta do povo.

Enquanto os golpistas se reúnem em torno de lautas refeições e de bebidas caras para arquitetar golpes a senhora virá para no nosso meio se juntar aos mais humildes, que não comem caviar, mas que se alimentam do pão da justiça social em busca da paz.

Será mais justo a senhora e o povo defendermos o nosso mandato presidencial do que perdermos o poder e o povo.

Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz sociais.
• Dom Orvandil, OSF: bispo cabano, farrapo e republicano, presidente da Ibrapaz, bispo da Diocese Brasil Central e professor universitário, trabalhando duro sem explorar ninguém.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Quem tem medo do povo? Senador Requião defende participação popular prevista em decreto de Dilma. "Os monopolistas da mídia não querem conselhos populares cobrando o fim da propriedade cruzada dos meios de comunicação, como é regra em países dominados pelo “bolivarismo” como os Estados Unidos e a Inglaterra. …..Não querem o direito de resposta. Não querem o contraditório. Não querem a democratização das informações."

Requião defende participação popular prevista em decreto de Dilma
Roberto Requião - 04/11/2014 


Ano passado, quando a Constituição de 1988  fez 25 anos, sessões especiais nos legislativos de todo o país, conferências, seminários, debates, programas de rádio e televisão, encartes em jornais e revistas,   paradas e desfiles cívicos, documentários, filmes,  missas solenes, Te Deum  e até bailes homenagearam a ilustríssima aniversariante pelo jubileu de prata.
Uma festa de discursos e adjetivos altissonantes, rimbombantes.
Essas comemorações vieram-me fortemente à memória na terça-feira, dia 28, quando a Câmara dos Deputados sustou o decreto presidencial que previa  a criação dos conselhos populares.
Houve quem visse no episódio o troco, a vingança do presidente da Câmara pela derrota nas eleições estaduais no Rio Grande do Norte. Pode ser que, como diz o povo, que a fome e a vontade de comer tenham se irmanado na decisão de derrubar o decreto. Pode ser.
A verdade é que  o decreto já estava condenado. E a Câmara não fez mais que confirmar uma verdade: é permitido que se façam todos os elogios à Constituição Cidadã, desde que seu conteúdo verdadeiramente cidadão, democrático e popular não seja regulamentado.
É bom que a gente se lembre, e se lembre sempre: a tão versejada  Constituição de 88 que, na minha opinião,  não chega a ser a maravilha das maravilhas, mas representou um avanço, é resultado de determinada conjuntura, de um balanço de forças circunstancial.
Fazia pouco que o país emergira da ditadura e era natural que a pressão por avanços democráticos, pelo alargamento da participação popular, fosse absorvida pela Constituição.  Além do que, some-se a mobilização das organizações populares e sindicais à época. E a composição do Congresso Constituinte, bem menos conservadora que Câmara e Senado de hoje.
Se a composição da Constituinte de 1988 fosse a do Congresso atual, temos todas as razões para duvidar que, por exemplo, o Sistema Único de Saúde fosse aprovado .  E os títulos VII, Da Ordem Econômica e Financeira; e o Capítulo VIII, Da Ordem Social, certamente teriam conteúdos e redações absolutamente diferentes.
Ora, assim sendo, toda a regulamentação da Constituição que faça cócegas, por mais leves que sejam,  nos conservadores parlamentares, nos conservadores mediáticos, nos conservadores religiosos reproduzirá a forte resistência que vimos no dia 28 de novembro.
É ocioso, é perda de tempo argumentar que alguns conselhos a que se refere o decreto que institui a Política Nacional de Participação Social e o Sistema Nacional de Participação Social já vigoram, já existem. Por exemplo, o Conselho de Comunicação Social.
É bem verdade que este Conselho levou um bom tempo para ser instalado. Regulamentado em de dezembro de 1991, só foi instalado onze anos depois, em 2002. Funcionou por quatro anos e ficou inativo até julho de 2012,  quando foi reinstalado. Aliás, ao que parece, a ressurreição apenas se deu porque sua composição  favorece claramente a representação empresarial, a imprensa-empresa.
De todo modo, o Conselho de Comunicação Social é prova de que os conselhos, mesmo que de forma tímida e, às vezes, desvirtuada, já fazem parte da vida brasileira. Na esteira da criação do Conselho de Comunicação Social  foram criados os Conselhos estaduais do Amazonas, Pará, Alagoas, Bahia, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
Para quem não sabe, o Conselho de Comunicação Social reúne-se  nas dependências desta Casa  toda primeira segunda-feira do mês, é presidido pelo cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta e tem como vice ex-secretário de Comunicação do Senado, o nosso amigo  Fernando César Mesquita.
E pelo que sabemos, a existência deste Conselho não abalou, não subverteu, não “venezualizou”, não “boliviarianizou” nossa pátria amada.
Na verdade, a criação dos conselhos de participação popular antecede, em décadas, a Constituição de 88. O primeiro dos conselhos a ser criado, o Conselho de Educação, foi instalado em 1936, portanto, há 78 anos. E nem o Estado Novo de 1937 e o golpe militar de 1964 suprimiram o Conselho de Educação.
Registre-se que até mesmo os militares criaram conselhos aos moldes do decreto da presidente Dilma, por exemplo, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT, instalado em 1966.
Evidentemente, a participação nesses conselhos, durante o Estado Novo e a ditadura de 64, era selecionada e vigiada.
Pergunto aos senhores deputados que derrubaram o decreto 8.243 e aos senadores que prometem fazê-lo o mesmo nesta Casa se também vão cancelar o Conselho de Educação e o Conselho do FAT.
Mais ainda, pergunto o que vão fazer fulminar os 5.553 Conselhos de Saúde existentes no país.
As senhoras e os senhores senadores sabiam que apenas 17 dos 5.570 municípios brasileiros não têm Conselhos de Saúde? E que existem 3.784 Conselhos de Meio Ambiente?
E que há mais de cinco mil Conselhos de Educação?
Ora, revogue-se de vez  a tão incensada Constituição Cidadã; cancele-se o princípio da Democracia Participativa; dê-se nova redação ao artigo 14 da Constituição que diz: “A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos e, nos termos da lei, mediante plebiscito, referendo, iniciativa popular”.
Chega de hipocrisia, chega de cinismo, chega de impostura.
O que incomoda e provoca urticária na velha e na nova direita brasileira, o que deixa a grande mídia empresarial com comichões autoritários são as pequenas, as modestíssimas brechas da Constituição de 88 à participação popular.
A possibilidade de conjugação da democracia representativa com mecanismos de participação popular, tornando viável a democracia direta, é isso que está por trás da reação furiosa dos conservadores ao decreto presidencial. É contra isso, é contra essa conjugação que se insurgem a velha e a nova direita.
Houve tempo em que Norberto Bobbio era o autor preferido dos que se opunham a uma leitura marxista ou gramsciana da política.  Os nossos liberais adotaram-no como profeta. Pois bem, é a Bobbio que recorro para recuperar um dos pilares de seu pensamento: quanto maior a soberania popular, mais verdadeira, mais efetiva a democracia, diz ele.

sábado, 25 de outubro de 2014

Existem diferenças fundamentais entre Dilma e Aécio. É preciso ter olhos para ver

Dilma X Aécio: algumas comparações
Por Cynara Menezes - 25/10/2014

Imagem: Viomundo - Aécio, por ele mesmo: “Mulheres no Brasil têm vida fácil”

Dilma
 Rousseff e Aécio Neves nasceram em Belo Horizonte, Minas Gerais. Dilmaem 1947. Aécio em 1960.
O pai de Dilma era um imigrante búlgaro, Pedro Rousseff, advogado e empresário. Aécio vem de uma família de políticos. Seu avô materno era Tancredo Neves, que foi ministro da Justiça de Getúlio Vargas, governador de Minas Gerais e primeiro presidente civil eleito, ainda no colégio eleitoral, pelo MDB. O pai de Aécio, Aécio Cunha, foi deputado federal pela Arena, partido que apoiava a ditadura militar.
A jovem Dilma lutou como guerrilheira contra a ditadura militar, foi presa e barbaramente torturada. Aécio era criança no período.
Dilma e Aécio se formaram em economia. Dilma pela UFRGS e Aécio pela PUC-MG.
O primeiro emprego de Dilma foi aos 28 anos, como funcionária da FEE (Fundação de Economia e Estatística), de onde seria demitida pela ditadura. Torna-se assessora da bancada do PDT, partido no qual militava junto com o então marido, Carlos Araújo. Em 1986, é indicada secretária municipal da Fazenda do prefeito Alceu Collares, de cuja campanha participara ativamente. Em 1989, indicada pelo PDT, torna-se diretora-geral da Câmara de Vereadores. Retorna à FEE em 1991 como sua presidente, nomeada por Collares, agora governador do Rio Grande do Sul. Em 1993, torna-se Secretária de Minas, Energia e Comunicações do governo gaúcho. Em 1999, indicada pelo PDT, é nomeada Secretária das Minas e Energia do governo Olívio Dutra. Em 2001, Dilma filia-se ao PT e em 2002 integra a equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. É indicada por Lula ministra das Minas e Energia e, em 2005, para a Casa Civil. Lula a lança candidata a presidente da República e, em 2010, ela é eleita.
Aos 17 anos, enquanto estudava no Rio, Aécio foi nomeado para seu primeiro emprego: oficial de gabinete do Cade, orgão do ministério da Justiça, com sede na capital federal. Aos 19 anos, ainda estudando e morando no Rio, se tornou assessor do gabinete do próprio pai, deputado federal, em Brasília. Em 1983, se torna secretário particular do avô, o governador Tancredo Neves. Ao se eleger presidente, Tancredo indicou o neto como secretário de Assuntos Especiais da Presidência só em 1990 a prática de manter parentes sob a chefia imediata foi proibida. Após a morte de Tancredo, recém-formado em Economia, aos 25 anos, Aécio é nomeado diretor de loterias da Caixa Econômica pelo presidente José Sarney e por seu primo, o ministro da Fazenda Francisco Dornelles. Em 1986, é eleito deputado federal e reeleito em 1990, 1994 e 1998. Em 2002 foi eleito governador de Minas e em 2006, reeleito.
Dilma é odiada pelos militares que participaram ou aprovam a ditadura. Aéciorecebeu o apoio deles.
Dilma chama o golpe militar de “golpe”. Aécio chama o golpe de “revolução”.
O padrinho político de Dilma é o ex-presidente Lula, do PT, cujo governo foi marcado pelo crescimento, pela valorização das empresas e bancos públicos, pela diminuição da desigualdade e da pobreza, pelo salário mínimo em alta, pelo fim da dívida externa, pelo respeito à soberania nacional, pelo baixo desemprego, pela valorização do ensino superior, pela abertura de novas universidades e pela política externa voltada para a América do Sul, para os países emergentes e para a África.
O padrinho político de Aécio (além de seu avô Tancredo) é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, cujo governo foi marcado pelas privatizações de empresas públicas, pela recessão, pelo desemprego, pela desigualdade, pela fome no Nordeste, pelo salário mínimo em queda, pela dependência do FMI (Fundo Monetário Internacional), pelo sucateamento do ensino superior e pela política externa de subserviência aos Estados Unidos.
Entre os artistas que apoiam Dilma, estão Chico Buarque, Luis Fernando Verissimo e Gilberto Gil. Aécio tem o apoio de Chitãozinho & Xororó, Dado Dolabella e Luciano Huck.
Dilma recebeu o apoio do deputado federal e militante da causa LGBT Jean WyllysAécio tem o apoio dos homofóbicos Marco Feliciano, Pastor Malafaia e Bolsonaro.
No primeiro turno, Dilma teve mais votos entre os mais pobres e negros. Aécio teve mais votos entre os mais ricos e brancos.
Quando Dilma sobe nas pesquisas, os especuladores não gostam e a bolsa cai. Quando Aécio sobe nas pesquisas, os especuladores comemoram e a bolsa sobe.
Dilma é rejeitada pelas multinacionais do petróleo. A possibilidade de Aécio ser eleito já virou motivo de comemoração para as multinacionais do petróleo.
Machistas odeiam Dilma. Machistas adoram Aécio e enumeram suas façanhas amorosas.
Dilma é contra a redução da maioridade penal. Aécio é a favor.
Dilma sofreu oposição ferrenha da imprensa durante a maior parte do seu governo, mas nunca censurou nem perseguiu ninguém, embora o PT seja acusado seguidas vezes pela mesma imprensa de “atentar” contra a liberdade de expressão.
Aécio foi blindado pela imprensa local e nacional durante toda a sua carreira política, mas é acusado de censurar e perseguir jornalistas.


Nos governos do partido de Dilma, o PT, todas as denúncias foram investigadas, permitindo que membros de seu partido fossem punidos. Nos governos do partido de Aécio, o PSDB, todas as denúncias foram engavetadas e ninguém jamais foi punido.
Dilma é a favor das cotas por raça e renda. O vice de Aécio, Aloysio Nunes (PSDB), foi o único senador brasileiro que votou contra as cotas.

domingo, 19 de outubro de 2014

Aécio Neves e o Duping Delight . Para psicólogo, expressões faciais de Aécio Neves em debate da Band mostram “desprezo” por adversária

Para psicólogo, expressões faciais de Aécio Neves em debate da Band mostram “desprezo” por adversária

Por Redação - Revista Forum - 19/10/2014 

De acordo com doutor em Psicologia da UnB, a “excessiva quantidade de microexpressões de desprezo transmite uma ideia de narcisismo, de superioridade presumida, o que não agrada ao eleitor comum”

Por Redação
Sergio Senna Pires é doutor em Psicologia pela Universidade de Brasília (UnB) e professor do Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Atualmente, é servidor efetivo na Câmara dos Deputados como Consultor Legislativo nas áreas de Defesa Nacional, Segurança Pública e Direitos Humanos.  Além disso, Senna Pires desenvolve trabalhos acadêmicos nas temáticas de análise da mentira, linguagem corporal e regulação do comportamento por crenças e valores.
Analisando os debates entre presidenciáveis na disputa eleitoral deste ano, o psicólogo publicou, em sua página profissional, uma análise das expressões faciais do candidato Aécio Neves (PSDB), que tem gerado polêmica por ser considerado “debochado” e “agressivo” em suas colocações. Abaixo, republicamos a análise de Sergio Senna Pires na íntegra:
Aécio Neves e o Duping Delight
Depois do debate do segundo turno na Rede Bandeirantes de Televisão, comecei a notar uma grande movimentação nas redes sociais dando conta do desprezo mostrado pelo candidato à Presidência da República Aécio Neves.
Eu havia identificado diversas expressões de desprezo durante as falas, mas não pensei que fossem causar o impacto que causaram. Hoje, analisaremos essas expressões e explicarei o duping delight.
O que é o duping delight?
O duping delight (não existe uma expressão em Língua Portuguesa) na literatura científica norte-americana é, numa tradução livre, o prazer proveniente do ato de enganar. Penso que é mais adequado entender que é um prazer proveniente do êxito de uma estratégia ou mesmo da antecipação psicológica desse êxito, não necessariamente associado ao ato de enganar.
Vejam:
imagem1
É uma emoção irresistível, inicialmente não consciente também associada ao risco ou à fuga dele. Também aparece nas situações em que há desprezo pelo interlocutor ou pela situação em questão. Outro cenário em que aparece é diante do orgulho soberbo em compartilhar conquistas ou em alguém que busca a admiração pelas suas façanhas. É muito difícil de conter, por isso vale a pena aprender a identificá-la.
Quando uma pessoa sente que seu plano vai dar certo, ela pode mostrar o duping delight. Um exemplo disso é aquele sorrisinho discreto e unilateral que seu algoz no trabalho exibe quando você passa por alguma dificuldade em frente aos colegas. Dessa forma, essa expressão também está associada ao desprezo que alguém sente em relação à outra pessoa…. Veja a figura ao lado e tente lembrar se já viu essa expressão.
Aécio no debate da Band
A quantidade de expressões de desprezo mostradas pelo candidato Aécio Neves durante o debate foi notadamente alta. Sob o ponto de vista comportamental, isso explica o porquê da impressão que as pessoas tiveram. Apesar de não serem técnicos e não conseguirem explicar as suas impressões, o sentimento é que Aécio desprezava Dilma… Esse foi o comentário nas redes sociais. Como expliquei acima, não há uma indicação positiva no uso dessa expressão…. O candidato Aécio Neves só perde com ela.
Vejam as expressões:

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A mentira do PSDB sobre a inflação no período de FHC. Em janeiro de 1995, quando houve a posse de FHC, a inflação foi mantida em 1,7%. FHC recebeu de Itamar Franco uma inflação moderada e não uma inflação anual superior a 900% como afirma o PSDB.

A mentira do PSDB sobre a inflação no período de FHC

Por João Sicsú - 12/10/2014 - Revista Forum

Leia o post do PSDB na foto e VEJA a mentira e a manipulação grosseira dos números.

Fernando Henrique Cardoso tomou posse em 1º de janeiro de 1995. A inflação caiu em julho de 1994, durante o governo de Itamar Franco. A nova moeda, o real, teve início em 1º de julho. Aqui foi o momento de queda da inflação. Observe a tabela com as taxas de inflação referentes a 1994, em variação %.
● Janeiro: 41,3
● Fevereiro: 40,3
● Março: 42,8
● Abril: 42,7
● Maio: 44
● Junho: 47,5
☆ Julho: 6,8
☆ Agosto: 1,9
☆ Setembro: 1,5
☆ Outubro: 2,6
☆ Novembro: 2,8
☆ Dezembro: 1.71
A MENTIRA
Em janeiro de 1995, quando houve a posse de FHC, a inflação foi mantida em 1,7%. FHC recebeu de Itamar Franco uma inflação moderada e não uma inflação anual superior a 900% como afirma o PSDB. Basta olhar os números da tabela para se ter a certeza que não existem os tais 900%. AQUI ESTÁ A MENTIRA.
A TENTATIVA DE MANIPULAÇÃO
Só é possível encontrar o número sugerido pelo PSDB se somarmos a inflação de janeiro a dezembro de 1994, mas não foi exatamente isto que foi herdado. A herança foi a inflação de julho a dezembro de 1994. Houve uma mudança estrutural durante o ano de 1994. FHC herdou a inflação com o Plano Real já implantado. Não podemos somar laranjas com bananas (não podemos somar a inflação antes e depois do Plano Real). AQUI ESTÁ A MANIPULAÇÃO GROSSEIRA.
OS DEMAIS NÚMEROS SÃO CORRETOS
FHC entregou para Lula uma inflação superior a 12,5% e que estourou a meta limite em 2001 e 2002. Nos governos de Lula e Dilma, a inflação voltou para a meta e aí está desde 2004.
Armínio Fraga é o ex-presidente do Banco Central campeão de juros altos: 45% ao ano. Ele foi presidente do BC durante o 2º governo de FHC, de 1999 a 2002.

Inflação: moderada e sob controle ou alta e descontrolada?
Por João Sicsú 09/10/2014 - Revista Forum

A discussão sobre as causas e efeitos da inflação tem sido muito rebaixada. Usa-se qualquer rótulo para classificar a inflação.  Não há compromisso com os fatos, despreza-se a coerência e faz-se o culto à superficialidade.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O candidato Aécio Neves (PSDB) entra no segundo turno com um paradoxo difícil de explicar ao eleitor: foi demitido pelo povo mineiro. No mínimo, muitos vão querer saber melhor as razões de ele ter perdido a eleição justamente onde é mais conhecido.

Vitrine de Aécio Neves quebrou em Minas Gerais

Helena Sthephanowitz - Rede Brasil Atual - 06/10/2014

Comparação direta entre dois candidatos envolve propostas para o futuro, biografia, realizações e confiança a partir do que fez no passado. Quadro mineiro põe em xeque credenciais do tucano

O candidato Aécio Neves (PSDB) entra no segundo turno com um paradoxo difícil de explicar ao eleitor: foi demitido pelo povo mineiro. Teve uma votação nacional acima do que as pesquisas indicavam, ultrapassando com folga Marina Silva (PSB), chegando em segundo lugar na disputa pelo segundo turno, mas sofreu uma derrota acachapante em Minas Gerais, seu reduto eleitoral, onde fez toda sua carreira política.

Aécio entrou na campanha acreditando que largaria com ampla vantagem no seu estado, o segundo maior colégio eleitoral, e esperava equilibrar o resultado em São Paulo, o maior colégio, onde ele era uma incógnita. O resultado foi bem diferente. Em Minas, onde reinou nos últimos 12 anos, mantendo a hegemonia tucana em todas as eleições estaduais, teve uma votação menor do que sua adversária no segundo turno, Dilma Rousseff (PT), e ainda viu seu candidato a governador perder em primeiro turno para o candidato Fernando Pimentel (PT), aliado de Dilma. Enquanto isso, de São Paulo veio sua maior vitória, casada com o bom desempenho nas urnas do PSDB paulista.

Esse quadro dificulta a campanha do candidato tucano no segundo turno. Sua maior credencial a ser exibida ao eleitor era justamente os governos de Minas, onde foi governador por oito anos. Ao perder a eleição onde é bem conhecido, parte do eleitorado que votou nele onde era desconhecido, pode ficar com a pulga atrás da orelha.

No mínimo, muitos vão querer saber melhor as razões de ele ter perdido a eleição justamente onde é mais conhecido.

sábado, 27 de setembro de 2014

Marina desdenha da luta dos mais pobres por políticas públicas governamentais. Marina, "Governos populares não dão coisas como se fossem caridade, eles atendem o que a população necessita, reivindica e reclama."

"Quando Marina desdenha destas conquistas sociais realizadas em governos populares, Marina está negando a política como instrumento de transformação da sociedade. No fundo, ela está fazendo apologia neoliberal de que cada um deve se virar apenas por si mesmo, individualmente, dançando como a banda do livre mercado tocar, sem batalhar por conquistas coletivas e por direitos através da organização do Estado."

Marina desdenha da luta dos mais pobres por políticas públicas governamentais
Helena Sthephanowitz - Rede Brasil Atual - 27/09/2014

Candidata do PSB faz declaração desastrosa no Rio de Janeiro desprezando as políticas transformadoras para ascensão social ocorridas no país
Charge Vitor Teixeira

Antes do Minha Casa, Minha Vida, por mais que trabalhassem duro, famílias não conseguiam comprar a casa própria

Assustadora a declaração da candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB) desdenhando das políticas públicas transformadoras para ascensão social da população mais pobre.

Na sequência de encontro com presidenciáveis promovido pela Central Única das Favelas (Cufa) no Rio de Janeiro, Marina visitou a sede da entidade na quinta-feira (25), e disse: "Não é correto o governo, de quem quer que seja, se apropriar do esforço das pessoas e tentar passar a ideia de que tudo o que você conquistou foi porque o governo te deu".

Óbvio que o esforço individual de cada um é fundamental. Não adianta haver oportunidades se a pessoa não souber aproveitá-las. Mas também não há esforço que chegue quando o trabalhador, o estudante, o empreendedor só encontra portas fechadas à sua frente, por não existir oportunidade.

Com essa declaração desastrosa, a candidata do PSB deseduca politicamente a população mais pobre a não participar da disputa para influir nas decisões governamentais.

Cada cidadão precisa de leis e políticas públicas que valorizem seu esforço. O mesmo trabalhador de salário mínimo que lutava para ganhar US$ 100 por mês, hoje ganha mais de US$ 300, graças a políticas de valorização do trabalhador. Da mesma forma, sem política de crédito que só bancos públicos oferecem, e sem incentivos para vender alimentos, o agricultor tem dificuldade para produzir.

O estudante pobre que, muitas vezes, se esforçava mais do que um rico, podia até passar no vestibular, mas se a faculdade era particular, muitos deles não conseguiam prosseguir nos estudos, antes de haver políticas públicas como o ProUni, o Fies e cotas nas universidades para alunos que estudaram em escolas públicas.

Antes de ter uma política pública como o "Minha Casa, Minha Vida", tinha famílias que passavam a vida toda se esforçando para conseguir a casa própria e, por mais que trabalhassem duro, não conseguiam.

Faz parte do esforço do cidadão a consciência para se organizar e fazer a luta política para obter conquistas, inclusive escolhendo qual governo quer na hora de votar, e pressionando os poderes legislativo e executivo durante os mandatos.

Políticas governamentais e governos, na verdade, são disputados tanto por banqueiros que estão com Marina, como por trabalhadores, e pelos mais diversos segmentos da sociedade. Cada um com suas reivindicações, cada grupo puxa a brasa para sua sardinha e cada um vota, apoia, pressiona e participa para ter suas demandas atendidas.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Treze Razões para Votar Contra a Independência do Banco Central. Conceder independência ao Banco Central é: “colocar raposa para tomar conta de galinheiro”; “dar o apito para o treinador do time adversário”...


Treze Razões para Votar Contra a Independência do Banco Central

A segunda razão para votar contra a Independência do Banco Central é Cívica, isto é, referente aos direitos cívicos do cidadão como elemento integrante do Estado. A civilidade relaciona-se também ao dever de observar as formalidades que os cidadãos adotam entre si para demonstrar mútuo respeito e consideração. Cabe evitar o corporativismo dos funcionários do Banco Central. Eles não podem ser servidores públicos autônomos sem prestar contas e voltados para seus próprios interesses particulares.
A terceira razão para votar contra a Independência do Banco Central é a Separação entre os PoderesÉ essencial para a manutenção da liberdade política que o Estado seja dividido em apenas três poderes: o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Em regime democrático, os representantes do povo são eleitos para legislar e fiscalizar, assim como é eleito o(a) presidente(a) da República. Não há como comparar as exigências das carreiras dos magistrados do Poder Judiciário com as das carreiras de economistas que compõem o COPOM – Comitê de Política Monetária.
A quarta razão para votar contra a Independência do Banco Central é o Critério de Escolha da Diretoria. O verdadeiro objetivo dos assessores econômicos que fazem a cabeça para uma candidata defender o anacronismo dessa independência é escolher colegas de pensamento econômico ultraliberal para o dominar esse Quarto Poder.
A quinta razão para votar contra a Independência do Banco Central é o Viés da Validação Ilusória. Os membros de sua Diretoria buscariam só dados que corroborassem suas projeções como fosse um pensamento único coletivo. Sem pluralismo, falariam só com analistas que pensam da mesma maneira, selecionariam apenas informações que apoiassem sua decisão. O correto seria ter contatos com pessoas com pensamentos distintos ou fontes que questionassem suas hipóteses, fazendo-os refletir, procurar por pontos que não seriam capazes de prever.
A sexta razão para votar contra a Independência do Banco Central é a Rejeição da TecnocraciaDemocracia é governo no qual o povo, direta ou indiretamente, toma as decisões importantes a respeito das políticas públicas, não de forma ocasional ou circunstancial, mas segundo princípios permanentes de legalidade. Não se confunde com Tecnocracia, isto é, o sistema de organização política e social fundado na supremacia dos técnicos, e/ou com Meritocracia, quando há predomínio social daqueles que supostamente têm mais méritos intelectuais segundo o julgamento com o viés de auto validação de seus próprios pares de pensamento similar. Independência do Banco Central é um Golpe Tecnocrata!

domingo, 14 de setembro de 2014

Médicos com Dilma: nem só de coxinhas de jaleco é formada a classe médica do país



Médicos com Dilma: nem só de coxinhas de jaleco é formada a classe médica do país
Maria Frô - 13/09/2014

Cento e Oitenta médicos e médicas em todo país dão início ao recolhimento de assinaturas em apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Eles manifestam seu apoio e ressaltam, entre outras coisas, os avanços pelos quais o Brasil tem passado nos últimos anos e o compromisso assumido pela Presidenta com mudanças estruturais, como, por exemplo, seu apoio ao Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político.


O manifesto pode ser acessado em Médicos com Dilma. Há espaço para depoimentos e novas assinaturas. Há também uma Fã Page no Facebook
Conheça o Programa Mais Médicos e ouça a avaliação de médicos brasileiros efetivamente comprometidos com a saúde pública sobre o programa:

Carta dos Médicos em Apoio à reeleição da Presidenta Dilma!

Médicos com Dilma, por mais Futuro

Médicos com Dilma

1. No nosso trabalho como médicos e médicas, seja atendendo diretamente a população ou em outras funções no Sistema Único de Saúde (SUS), percebemos claramente o impacto das políticas públicas nas condições de vida do povo brasileiro nos últimos anos. Acompanhamos com empatia e senso de responsabilidade as dores e a vida sofrida do povo, os ganhos sociais e as alegrias do povo. Arregaçamos as mangas fazendo o nosso melhor. E assim como participamos das transformações pelas quais o Brasil passou nos últimos anos e não deixamos de nos posicionar em defesa dos interesses nacionais, hoje novamente o fazemos.