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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

PNAD: de 2004 até 2014 houve uma redução de 63% na taxa de extrema pobreza do país.

O Brasil de hoje é muito melhor que o do passado. Só não vê quem não quer

Carlos Motta - Crônicas do Motta - 30/12/2015


O Brasil vem mudando muito, para melhor, nos últimos anos, em todas as áreas, embora uma pequena parcela da população teime em achar que a vida aqui era melhor nos tempos da privataria e do apagão, ou mais antigamente, quando a ordem era fazer crescer o bolo para depois reparti-lo entre os famélicos.

Essas mudanças são constatadas por todas as pesquisas sérias feitas pelas mais diversas entidades que se dedicam ao estudo social e econômico do país.

Uma das mais abrangentes é a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, a PNAD, sob a responsabilidade do IBGE.

Os resultados da edição de 2014 da PNAD mereceram estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, o mais respeitado "think tank" brasileiro, que lançou hoje uma Nota Técnica especialmente dedicada ao levantamento do IBGE.

Há números impressionantes no estudo.


Um deles aponta que de 2004 até 2014 houve uma redução de 63% na taxa de extrema pobreza do país.

Outro mostra que a cobertura previdenciária saltou de 63,4% em 2004 para 72,9% em 2014.

Na educação, o Brasil atingiu em 2014 a média de dez anos de estudos da população entre 18 a 29 anos - em 2004 essa média era de 8,4 anos.

No mercado de trabalho, o PNDA 2014 indica que os rendimentos crescem continuamente desde 2004, e a informalidade (39,93% em 2014) e o desemprego (6,9% em 2014) estão muito abaixo do observado no início da série histórica.

Os resultados da PNAD referente a 2015, este ano maldito, só serão conhecidos em 2016.

Mas certamente mostrarão um ponto fora da curva de otimismo e crescimento que marca o Brasil da última década, graças, principalmente, à guerra sem trégua que a oligarquia empreende contra o governo trabalhista, sob o qual o Brasil tem mudado tanto.

E é sob esse ângulo que a análise do Brasil de hoje deve ser feita: o seu desenvolvimento econômico e social parece não interessar ao estrato superior da sociedade, esse que detém o capital, e que vê na melhoria das condições da população uma ameaça ao seu projeto de poder.

A seguir, trecho da apresentação da Nota Técnica do Ipea, com as suas conclusões mais relevantes:

sábado, 5 de dezembro de 2015

Presidenta Dilma, saia do palácio e venha para o meio do povo. "A defesa do mandato presidencial tem que ser feita com e no meio do povo." - " Venha e seja uma mulher valente aqui no nosso meio e a história a reconhecerá como a Presidenta do povo. Enquanto os golpistas se reúnem em torno de lautas refeições e de bebidas caras para arquitetar golpes a senhora virá para no nosso meio se juntar aos mais humildes, que não comem caviar, mas que se alimentam do pão da justiça social em busca da paz."

Nova carta aberta à Presidenta Dilma Roussef


Por Dom Orvandil Moreira Barbosa - Cartas Proféticas - 05/12/2015

Prezada Presidenta Dilma

Ontem assisti o seu discurso e o seu encontro com os participantes da 15ª Conferência da Saúde.

Vi o entusiasmo dos participantes que deliraram com sua entrada e gritaram muitas vezes “não vai ter golpe”!

Escutei-a durante todo o seu discurso. Vi uma grande mulher falar como quem se sente acuada, sem conseguir esboçar suas belezas feminina, política e de a maior líder do nosso povo.

Meu coração doeu pela senhora, por nosso povo e por nosso País.

Doeu porque vi na tribuna a nossa maior líder afirmando que não praticou nenhum crime e que fará de tudo para defender o seu mandato.

Pensei com meus poucos botões que a senhora não precisa dizer que não cometeu crime algum. Todos sabem disso, desde os mais honestos que militam apaixonadamente na construção de uma sociedade mais justa até aos mais malandros e sujos da oposição, inclua-se neste elenco maluco e mau caráter o senhor Eduardo Cunha.

Quanto a defesa do mandato que não é seu, mas do povo brasileiro, é justo que a senhora o defenda e o faça como dizemos lá no nosso Rio Grande do Sul, com unhas e dentes.

Mas, permita-me lhe dizer, Presidenta, que a senhora deve defender o mandado emanado dos votos do povo brasileiro não só com articulações palacianas e formalmente jurídicas.

A defesa do mandato presidencial tem que ser feita com e no meio do povo.




Por favor, não se trancafie nos palácios do Planalto e da Alvorada. Isso gera muita insegurança e dá munição para a direita midiática e golpista inventar bobagens sobre a senhora. Abre espaços para que os golpistas veicularem fofocas e alimentem o ódio por todos os meios. Lembre-se de que o nosso povo desconfia muito de reuniões palacianas e de quem se esconde dele.

Faça como aconteceu no encontro da saúde, comungue com o povo.

Ao encontrar com o povo diga os nomes dos traidores da Pátria, dos corruptos que assaltam os cofres públicos, dos que desviam os recursos do povo para contas pessoais com o objetivo de alimentar vaidades e podridões miseráveis de quem não o ama o povo e com ele não trabalha.

Venha para o meio do povo e denuncie os movimentos do imperialismo no esforço de golpear a democracia para roubar nosso pré-sal e nossas estatais.

Venha e denuncie os bancos que estrangulam nosso Tesouro e nossa economia, sem se preocupar com o desemprego e com a asfixia de nossos direitos.

Venha para o meio da classe trabalhadora e conte sobre as pressões dos poderosos para que a senhora aplique o receituário do arrocho que desemprega, adoece, destrói direitos e mata crianças e velhos.



Nos corredores dos palácios a articulação, a pressão e manipulação dos poderosos entram no poder como o ar que se transmuda em tempestade no vale onde vivemos como maioria.

Foi nos escritórios do Palácio que Fernando Henrique Cardoso constrangeu Lula a assinar a diabólica “carta aos brasileiros”, que o obrigou a aplicar parte do programa neoliberal.

Sabemos que a senhora é honesta e é incapaz de urdir o mal contra o nosso povo. É assim que a senhora ensina para seu neto quando ele vai ao Alvorada. A senhora mostra que nas coisas do povo brasileiro ele não deve tocar, porque são sagradas.

Porém, Presidenta, também sabemos o quão poderosas são as forças inimigas dos pobres, dos trabalhadores, dos negros, dos jovens, dos indígenas, das mulheres, enfim dos excluídos. Elas atuam às sombras. Pressionam e ameaçam, sem se preocuparem com os valores éticos de amor ao nosso povo e ao nosso País democrático, por quem a senhora lutou de armas nas mãos. Elas pisam em sua honestidade e alma ilibada como os elefantes esmagam as flores.

Por isso a conclamação para que a senhora rompa o cerco e venha para o meio do povo e do Brasil social e produtivo.

A senhora será bem recebida. A senhora será amada. A senhora será fortalecida. A senhora será prestigiada.




Venha para romper com esse programa econômico que arrocha, que corta investimentos, que encolhe o País, que ameaça o desenvolvimento, que encolhe a renda e destrói a democracia que a senhora tanto ama.

A senhora é a pessoa que mais tem poder de mobilização. Ao libertar-se de uma presidência burocrática e tímida a senhora encontrará na unidade de nosso povo as forças para romper e esfarinhar o golpe sujo.

A senhora tem o poder de convocar cadeias de rádio e televisão para convocar o povo. Ninguém tem essa privilegiada prerrogativa. Use-a a nosso favor, querida Presidenta Dilma.

A senhora encontrará riscos de segurança com insanos que a querem matar. Mas também não há ninguém que conte com tanto aparato de segurança de uma pessoa quanto a senhora.

Lembre-se de que nenhum de nós conta com qualquer esquema de segurança que proteja a vida quanta a senhora. Aqui no vale nacional somos assaltados e mortos todos os dias, principalmente os pobres, mulheres e negros.

Ao vir para cá, prezada Presidenta, construirá a mais gigantesca e histórica respeitabilidade como a mulher que veio às ruas para, a partir daí, defender nosso povo e a Pátria dos golpes dos insanos que derrubam CPMF para depois, nas campanhas eleitorais, mentirem que o sistema de saúde é ruim por causa de Lula e de Dilma; que derrubam os direitos para depois acusarem-na de nada fazer pelo povo que a elegeu.



Ao nosso lado a senhora ajudará a nos defender do cinismo e da hipocrisia que viram alienação e ódio entre irmãos.

Ao nosso lado a senhora ajudará muito mais a defender a democracia do que nas articulações palacianas.

Lembre-se Presidenta de que o povo escolhe para presidir e liderar o seu País o melhor dentre os seus filhos e filhas.

A senhora e não Michel Temer foi a escolhida para ser nossa Presidenta.

A senhora é a melhor filha deste povo. A senhora é nossa melhor irmã brasileira.

Lembre-se de que o problema do golpe por meio do processo do impeachment não é jurídico nem moral. É político.

E problemas políticos se vencem no meio dos maiores e melhores políticos que somos nós, o povo.
O parlamento é composto pelos representantes do povo. Mas quando os bons representantes são hostilizados e outros representam não o povo, mas interesses contra nós é preciso ir direto ao povo e com ele lutar.

Venha Presidenta.

Aqui nos sindicatos, nas associações de moradores, nas igrejas, nos movimentos sociais e nas ruas é o seu lugar, porque são os lugares onde lutamos, vivemos e onde nos sentimos ameaçados nesse momento.




Aqui no vale a senhora retomará a bravura e a história da Vanda que lutou contra o terror de um golpe das trevas.

Hoje não lutamos com metralhadoras e bombas, mas com as armas dos direitos humanos, da defesa da democracia e da soberania nacional.

Aqui é o lugar e agora é o tempo de recuperar a bravura, a coragem e a verdade defendidas quando a senhora perdeu a liberdade, submetida às agruras das prisões e das torturas.

Venha, grande mulher, e faça conosco a boa luta nos ajudando a mobilizar o Brasil contra o golpe. Ninguém tem mais força para isso do que a senhora.

Lembre-se do grande patriota Leonel de Moura Brizola, admirado por todo o País por defendê-lo do golpe. Os tempos e a conjuntura são outras, mas os golpistas querem dar o mesmo golpe de sempre, ainda que com novas roupagens.

Lembre-se do que disse o “cavaleiro da esperança” sobre a admiração do povo por Brizola. Luiz Carlos Prestes disse que o ex-governador gaúcho e carioca cultivava os valores da valentia e da honestidade, que o povo estima.

Venha e seja uma mulher valente aqui no nosso meio e a história a reconhecerá como a Presidenta do povo.

Enquanto os golpistas se reúnem em torno de lautas refeições e de bebidas caras para arquitetar golpes a senhora virá para no nosso meio se juntar aos mais humildes, que não comem caviar, mas que se alimentam do pão da justiça social em busca da paz.

Será mais justo a senhora e o povo defendermos o nosso mandato presidencial do que perdermos o poder e o povo.

Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz sociais.
• Dom Orvandil, OSF: bispo cabano, farrapo e republicano, presidente da Ibrapaz, bispo da Diocese Brasil Central e professor universitário, trabalhando duro sem explorar ninguém.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

A "moralidade" caolha, de ocasião está dando muita bandeira. "Nunca persistiu na investigação a megaescândalos da oposição. Silencia, esconde ou encolhe delações e acusações contra líderes da oposição."

Derrubar a Dilma, "ouvir o Lula na PF" e ... silenciar sobre a oposição
Bob Fernandes - Via Facebook - 14/09/2015

Cresce o cerco dos que querem o impeachment de Dilma. Ainda falta coesão entre os que disputam o Poder. E clareza sobre os riscos da operação.

Riscos internos e externos. Internos porque, passado down e perplexidade virá a realidade: a conta gigantesca, e o contra-ataque dos quem tem pressa e fome.

Risco externo porque derrubar presidente é ato seríssimo. Mancha quem cai, mas pode manchar para sempre quem, mesmo com a mão do gato, derruba ou se associa à derrubada.

Se não for o impeachment uma ação estritamente legal, aos olhos da História e do mundo será altíssimo o custo de voltar a portar-se como republiqueta de bananas e golpes.

A cada mês tem mudado o motivo para pedir o impeachment. Do motivo "moral", a corrupção, à óbvia incompetência e mediocridade em ações do governo.

A "moralidade" é caolha, de ocasião. Nunca persistiu na investigação a megaescândalos da oposição. Silencia, esconde ou encolhe delações e acusações contra líderes da oposição.

Charges Ululantes
"Mensalões". O do PT, por exemplo, está nas manchetes há 10 anos, e deu cadeia. O do PSDB, sob o manto do silêncio, dorme numa gaveta em Minas.

"Zelotes" e "Contas Secretas do HSBC" são escândalos do agora, do há pouco. De megaempresas e milionários, escândalos estimados em R$ 38 bilhões.

Investigações? Manchetes? Panelas? Indignação moral? Não. Silêncio.

No Metrô de São Paulo, em governos do PSDB, roubaram R$ 1 bilhão.

A última notícia? Não há acusação contra altos executivos da CPTM, ou dos governos tucanos... Esse bilhão deve ter sido coisa do maquinista, ou da bilheteira.

O impeachment depende de Eduardo Cunha, para quem o procurador pede 184 anos de prisão e a devolução de US$ 40 milhões. Há dias, a Câmara de Cunha aprovou a, incrível, ocultação das doações de campanha.

"Delegado da Polícia Federal quer ouvir Lula". Segundo o próprio delegado "não existem provas contra Lula". Mas isso garantiu manchetes desmoralizantes para o fim de semana.

Manchete dessa segunda, 14: PSDB já discute sua participação no eventual governo Temer.

Imposta a hegemonia na narrativa midiática para multidões, se tenta intimidar quem ouse questionar tanta moralidade caolha, tanto silêncio e tanta bandeira.

sábado, 22 de novembro de 2014

O tucano que iluminou o Brasil. Ricardo Semler, autor do artigo "Nunca se roubou tão pouco neste país", "constitui uma reserva de sensatez e espírito público em uma agremiação que vem se perdendo em hipocrisia e cegueira política, ideológica e social." - "ter gente como Semler dentro do PSDB ajuda a impedir que o partido piore ainda mais, mesmo que esse empresário provavelmente tenha pouca influência junto às hostes tucanas."

O tucano que iluminou o Brasil

Eduardo Guimarães - Blog da Cidadania - 22/11/2014

Charge Facebook - Humor Inteligente
Ricardo Semler tem o perfil tucano padrão. Rico, 55 anos, paulista, empresário de renome, é hoje vice-presidente da Fiesp, além de CEO (executivo-chefe) e sócio majoritário da empresa Semco S/A. E não tem apenas perfil tucano; é filiado ao PSDB. E das antigas. Filiou-se quando Franco Montoro presidia o partido.

Semler tornou-se conhecido por ter implantado em sua empresa fórmulas inovadoras de gestão empresarial. Sob sua gestão, o faturamento da empresa subiu de quatro milhões de dólares em 1982 para 212 milhões de dólares em 2003.

A revista TIME elegeu o executivo paulista como um dos “100 Jovens Líderes Globais”, em 1994. O Fórum Econômico Mundial também o apontou em trabalhos semelhantes. Foi exaltado como gestor pelo Wall Street Journal – como “Empresário do Ano na América Latina”, em 1990, e “Empresário do Ano no Brasil”, em 1992.

Semler formou-se em Direito na USP e estudou Administração em Harvard. Além disso, escreveu livros que se tornaram sucesso em vendas no Brasil e exterior.

Na última sexta-feira (21), o empresário surpreendeu o país com um artigo no jornal Folha de São Paulo na linha super sincero. No texto, reconheceu que, apesar da gritaria hipócrita entoada hoje sobre corrupção – sobretudo na imprensa –, nunca se roubou tão pouco neste país.

O artigo em questão se espalhou como fogo e provocou polêmica apesar de não conter novidade. Tivesse sido escrito por um petista ou mesmo por um cidadão sem coloração partidária, teria passado batido. O que fez o texto repercutir tanto foi o fato de seu autor, declaradamente tucano, contrariar o discurso de seu partido.

O artigo de Semler gerou polêmica a partir do título: “Nunca se roubou tão pouco”. Dali em diante, sem abrir mão do discurso tucano contra o PT – de que, ao longo dos governos Lula e Dilma, houve corrupção e barbeiragens na economia –, o empresário tucano demonstrou que é possível defender as próprias bandeiras políticas e ideológicas sem cair no mau-caratismo.

O discurso de Semler em um texto literalmente antológico e que, a esta altura, quem se interessa por política com certeza já leu, se fosse entoado por Fernando Henrique Cardoso faria dele alguém que seria respeitado pela maioria, em vez de repudiado.

Infelizmente, à diferença do correligionário no PSDB, FHC se entregou à politicagem mais barata que se possa conceber, causando surtos de indignação quando se dá ao desfrute de fazer acusações de corrupção aos adversários políticos. Justamente ele, FHC…

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Seca em São Paulo ou Indústria da Seca Sudestina? Tudo indica que a seca não migrou para o planalto paulista. O que migrou para São Paulo foi a indústria da seca?

Seca em São Paulo ou Indústria da Seca Sudestina?

Fábio de Oliveira Ribeiro - Jornal GGN - 14/11/2014 

Charge: Moesio Fiuza - Tribuna do Ceará
A crise hídrica no sudeste é grave e, curiosamente, ocorre exatamente no momento em que o governo federal está otimizando os recursos federais aplicados no nordeste para combater a seca. A construção de cisternas familiares e de pequenos reservatórios para captar água da chuva, a manutenção dos açudes e a transposição do São Francisco estão revolucionando o nordeste, fixando o nordestino na região. Nos próximos anos o governo Dilma Rousseff proporcionará uma significativa melhora da economia e no padrão de vida no semi-árido. O relevante papel do Exército e dos engenheiros militares nesta revolução não pode ser esquecido.

Ainda é cedo, mas pelo menos no nordeste parece que a indústria da seca chegou ao fim.

“Indústria da seca é um termo utilizado no Brasil para designar a estratégia de certos segmentos das classes dominantes que se beneficiam indevidamente de subsídios e vantagens oferecidos pelo governo a partir do discurso político da seca. O termo começou a ser usado na década de 60 por Antônio Callado, que denunciava no Correio da Manhã os problemas da região do semi-árido brasileiro.

O Governo Federal Brasileiro dispõe de alguns programas, como a Operação Carro-pipa desenvolvida pelo Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil, com o Exército Brasileiro, que buscam contornar os efeitos da seca e minimizar a falta de investimento em infra-estrutura básica em determinadas regiões do país.

A problemática da seca remonta aos tempos de Dom Pedro II, que chegou inclusive a afirmar que venderia as jóias da coroa, fato que não aconteceu, para acabar com o problema, agravado pela grande seca do Nordeste em 1877."

http://pt.wikipedia.org/wiki/Seca_no_Brasil#Ind.C3.BAstria_das_secas

O problema da seca no sudeste preocupa. O Estado de São Paulo não realiza obras para melhorar a captação de água há 20 anos. Há 10 anos o primeiro sinal de alerta foi dado, mas os governos tucanos nada fizeram além de privatizar a Sabesp e permitir a distribuição dos lucros auferidos pela companhia. No ano passado os reservatórios paulistas quase secaram. Neste ano, eles estão ficando secos meses antes do início do período das chuvas.

Apavorado pelo problema que criou, Alckmin pediu aproximadamente 3,5 bilhões de reais ao governo federal para sanar a crise hídrica em São Paulo. O governo Dilma Rousseff reclama que o governador paulista não detalhou como e onde pretende usar o dinheiro público dos brasileiros.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A mentira do PSDB sobre a inflação no período de FHC. Em janeiro de 1995, quando houve a posse de FHC, a inflação foi mantida em 1,7%. FHC recebeu de Itamar Franco uma inflação moderada e não uma inflação anual superior a 900% como afirma o PSDB.

A mentira do PSDB sobre a inflação no período de FHC

Por João Sicsú - 12/10/2014 - Revista Forum

Leia o post do PSDB na foto e VEJA a mentira e a manipulação grosseira dos números.

Fernando Henrique Cardoso tomou posse em 1º de janeiro de 1995. A inflação caiu em julho de 1994, durante o governo de Itamar Franco. A nova moeda, o real, teve início em 1º de julho. Aqui foi o momento de queda da inflação. Observe a tabela com as taxas de inflação referentes a 1994, em variação %.
● Janeiro: 41,3
● Fevereiro: 40,3
● Março: 42,8
● Abril: 42,7
● Maio: 44
● Junho: 47,5
☆ Julho: 6,8
☆ Agosto: 1,9
☆ Setembro: 1,5
☆ Outubro: 2,6
☆ Novembro: 2,8
☆ Dezembro: 1.71
A MENTIRA
Em janeiro de 1995, quando houve a posse de FHC, a inflação foi mantida em 1,7%. FHC recebeu de Itamar Franco uma inflação moderada e não uma inflação anual superior a 900% como afirma o PSDB. Basta olhar os números da tabela para se ter a certeza que não existem os tais 900%. AQUI ESTÁ A MENTIRA.
A TENTATIVA DE MANIPULAÇÃO
Só é possível encontrar o número sugerido pelo PSDB se somarmos a inflação de janeiro a dezembro de 1994, mas não foi exatamente isto que foi herdado. A herança foi a inflação de julho a dezembro de 1994. Houve uma mudança estrutural durante o ano de 1994. FHC herdou a inflação com o Plano Real já implantado. Não podemos somar laranjas com bananas (não podemos somar a inflação antes e depois do Plano Real). AQUI ESTÁ A MANIPULAÇÃO GROSSEIRA.
OS DEMAIS NÚMEROS SÃO CORRETOS
FHC entregou para Lula uma inflação superior a 12,5% e que estourou a meta limite em 2001 e 2002. Nos governos de Lula e Dilma, a inflação voltou para a meta e aí está desde 2004.
Armínio Fraga é o ex-presidente do Banco Central campeão de juros altos: 45% ao ano. Ele foi presidente do BC durante o 2º governo de FHC, de 1999 a 2002.

Inflação: moderada e sob controle ou alta e descontrolada?
Por João Sicsú 09/10/2014 - Revista Forum

A discussão sobre as causas e efeitos da inflação tem sido muito rebaixada. Usa-se qualquer rótulo para classificar a inflação.  Não há compromisso com os fatos, despreza-se a coerência e faz-se o culto à superficialidade.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O candidato Aécio Neves (PSDB) entra no segundo turno com um paradoxo difícil de explicar ao eleitor: foi demitido pelo povo mineiro. No mínimo, muitos vão querer saber melhor as razões de ele ter perdido a eleição justamente onde é mais conhecido.

Vitrine de Aécio Neves quebrou em Minas Gerais

Helena Sthephanowitz - Rede Brasil Atual - 06/10/2014

Comparação direta entre dois candidatos envolve propostas para o futuro, biografia, realizações e confiança a partir do que fez no passado. Quadro mineiro põe em xeque credenciais do tucano

O candidato Aécio Neves (PSDB) entra no segundo turno com um paradoxo difícil de explicar ao eleitor: foi demitido pelo povo mineiro. Teve uma votação nacional acima do que as pesquisas indicavam, ultrapassando com folga Marina Silva (PSB), chegando em segundo lugar na disputa pelo segundo turno, mas sofreu uma derrota acachapante em Minas Gerais, seu reduto eleitoral, onde fez toda sua carreira política.

Aécio entrou na campanha acreditando que largaria com ampla vantagem no seu estado, o segundo maior colégio eleitoral, e esperava equilibrar o resultado em São Paulo, o maior colégio, onde ele era uma incógnita. O resultado foi bem diferente. Em Minas, onde reinou nos últimos 12 anos, mantendo a hegemonia tucana em todas as eleições estaduais, teve uma votação menor do que sua adversária no segundo turno, Dilma Rousseff (PT), e ainda viu seu candidato a governador perder em primeiro turno para o candidato Fernando Pimentel (PT), aliado de Dilma. Enquanto isso, de São Paulo veio sua maior vitória, casada com o bom desempenho nas urnas do PSDB paulista.

Esse quadro dificulta a campanha do candidato tucano no segundo turno. Sua maior credencial a ser exibida ao eleitor era justamente os governos de Minas, onde foi governador por oito anos. Ao perder a eleição onde é bem conhecido, parte do eleitorado que votou nele onde era desconhecido, pode ficar com a pulga atrás da orelha.

No mínimo, muitos vão querer saber melhor as razões de ele ter perdido a eleição justamente onde é mais conhecido.

sábado, 30 de novembro de 2013

Fundamentos da economia são as pessoas, ó turma do tripé…

Link da imagem
"O homens e mulheres que vivem enchendo a boca para repetir, como um mantra, a tal história da “perda das conquistas” de Fernando Henrique, de “tripé macroeconômico”, deveriam ver estes números olhando nos olhos das pessoas que eles retratam, porque se trata de gente e não de simples números.

Vamos, portanto, a eles, olhando seres humanos em cada uma destas informações."
(...)
"Não é preciso fazer um texto de tom “ideológico”, basta transcrever os comentários técnicos do IBGE:

“Nesta década, houve um aumento significativo da proporção de trabalhadores em trabalhos formais, que passou de 44,6%, em 2002, para 56,9%, em 2012. Neste período, o crescimento foi de 12,3 pontos percentuais e ocorreu uma variação um pouco maior no caso das mulheres (13,1 pontos percentuais). Dentre os fatores que contribuíram para esse resultado, pode-se citar a retomada do crescimento econômico, o aumento da renda real, a redução do desemprego, a política da valorização do salário mínimo e a política de incentivo à formalização,como, por exemplo, a criação do Simples Nacional.”

E junto com o trabalho decente veio uma renda menos indecente"

Fundamentos da economia são as pessoas, ó turma do tripé…
Fernando Brito - Tijolaço - 29/11/2013



A pesquisa Síntese de Indicadores Sociais, divulgada esta manhã pelo IBGE é longa e detalhada.

Merece, portanto, que suas mais de 250 páginas sejam lidas e analisadas com atenção.

Mas há alguns dados impressionantes, que seleciono para vocês.

Dados que mostram a imensa injustiça e o imenso desafio de corrigi-las.

E como uma década de políticas socialmente justas nos fizeram avançar.

sábado, 5 de outubro de 2013

25 anos da Carta Magna. Quem foi Quem na Constituinte de 1988 nas questões de interesse do trabalhadores. DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) deu nota de 0 a 10 aos parlamentares.

Quem foi Quem na Constituinte - nas questões de interesse do trabalhadores - 1988

Fonte: DIAP - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar

A publicação registra a atuação de cada um dos 573 parlamentares durante o processo de elaboração da Constituição de 1988. Aos parlamentares foram atribuídas notas de zero a dez. As questões fundantes para essa avaliação concentraram-se nas votações de projetos com os seguintes temas: sistema de governo, soberania da economia nacional, democracia participativa, organização sindical, liberdades democráticas, reforma agrária e, sobretudo, direitos sociais dos trabalhadores.

Quem foi Quem na Constituinte - nas questões de interesse do trabalhadores - São Paulo

10,00: LULA
10,00: Jose Genoíno
10,00: Luiz Gushiken
7,00: Geraldo Alckimin
6,25: Mário Covas
5,00: FHC
3,75: José Serra
2,25: Michel Temer

Quem foi Quem na Constituinte - nas questões de interesse do trabalhadores - Minas Gerais

9,00: Itamar Franco
5,00: Aécio Neves

Eleições 2010: compare como votaram Lula, FHC e Serra na Constituinte
DIAP - 13/10/2010

Os tucanos ficam literalmente apopléticos quando se faz comparações entre as gestões de Lula e FHC. Partem para o ataque, apelam, justificam e se irritam quando o debate sucessório segue esse script.

Em política, com todo o desgaste que o processo político-eleitoral sofre entre a população e os eleitores, as propostas dos candidatos, as plataformas - que por razões óbvias não tem como ser detalhadas nos programas do horário eleitoral e nos debates - são parecidas.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Programa Mais Médicos. Estamos na iminência de um “xeque-mate” do PT?

"Os políticos de oposição e seus ghost writers na chamada "imprensa de mercado" têm toda a razão do mundo para essa grita intempestiva que ora se escuta e se lê nos "jornalões". Não tem dinheiro, seja oriundo do fundo partidário, de doação legal de grande empresa; não tem "mensalão" ou "trensalão" que pague essa publicidade que o ministro de Lula/Dilma está recebendo graciosa e forçosamente nessas mesmas empresas de "jornalismo" que exercem, com impressionante desenvoltura, seu "pluralismo" e "imparcialidade" mercantis."

Estamos na iminência de um “xeque-mate” do PT?
247 - Lula Miranda - 27 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 17:43

Eis que o partido dos trabalhadores, aparentemente, fez uma jogada de mestre no xadrez político que joga hoje com o PSDB, com a assistência dos demais partidos, notadamente PSB e PMDB, que a tudo acompanham, lance a lance a lance, atentamente. E já dá o tradicional alerta, que serve como uma espécie de aviso-prévio de uma derrota anunciada ao seu contendor:

- "Xeque!".

Mas quem será o enxadrista por detrás de tão desconcertante e improvável jogada?

Enquanto seus opositores, distraídos e displicentes e, pelo visto, mais familiarizados ao jogo de damas ou a um singelo dominó, ainda celebravam a queda da aprovação do governo Dilma nas recentes pesquisas de opinião, o governo lançou, incontinente, o programa Mais Médicos, que, se efetivamente implementado, poderá acarretar nas eleições de 2014, guardadas as devidas proporções, o mesmo impacto que teve o Plano Real para as eleições de 1994. Ou, melhor comparando, pode significar o mesmo que o PAC representou para a candidatura Dilma.

Não é gratuita ou forçada essa comparação com o Plano Real – ao qual o PT inicialmente, lembre-se, para marcar (o)posição, também foi contra. Tal qual faz a oposição agora, com relação ao Mais Médicos. Tal qual o Plano Real, na época, a força desse programa é incomensurável, tamanha são as carências da população na área da saúde e tamanho é o seu apelo social.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Fernando Veríssimo. A imprensa, a direita, Brizola, Lula e o propinoduto tucano. Não há dúvidas da antipatia da mídia em geral com o PT e com o ex-presidente Lula. A direita não digeriu o “sapo barbudo”

Veja também:
Lóbi irresistível 
"Irônico e certeiro, o escritor Luis Fernando Veríssimo comenta nesta quinta-feira (8) na sua coluna no jornal O Globo a "surpreendente" cobertura da mídia nativa sobre o escândalo do propinoduto em São Paulo. "Me desculpe, grande imprensa nacional", brinca. Ele lembra do caso do "mensalão" do PSDB de Minas Gerais que foi engolido pelo "pântano silencioso" da mídia e critica "os sistemas métricos diferentes" utilizados nas coberturas jornalísticas. Genial. Vale conferir:"
Altamiro Borges

Veríssimo: "Sapo barbudo ainda não foi digerido"
24712 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 08:07

Ao comentar caso de cartel em contratos de metrô em governos do PSDB, escritor diz que não há dúvidas da antipatia da mídia em geral com o PT e com o ex-presidente Lula. Ele aponta como causas o preconceito social e lembra que Brizola dizia que a burguesia teria de engolir o 'sapo barbudo'. "O torneiro mecânico que chegou à Presidência da República inculto não fez um governo catastrófico, na minha opinião foi melhor do que o anterior", diz

247 – Ao comentar as denúncias de cartel em contratos de trem e metrô de SP, o escritor Fernando Veríssimo disse que caso prova que nem o PSDB que tem espécie de reserva moral está a salvo da corrupção. “É uma descrença geral”. Segundo ele, não há dúvidas da antipatia da mídia em geral com o PT e com o ex-presidente Lula. Assista a entrevista concedida à Rede TV:

Direita não digeriu o “sapo barbudo”, diz Veríssimo

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Emprego: um semestre de Dilma é melhor que oito anos de FHC

"Ao todo o governo Dilma, segundo dados do Caged, criou 4.428.220 empregos. Se compararmos com o terceiro ano do primeiro governo Lula, foram criados, de janeiro de 2003 até maio de 2006, 4.191.033. O número de empregos criados até maio de 2006 eram mais de cinco vezes maior que o registrado nos oito anos do governo anterior. E adivinhem quem era o presidente!

O saldo real dos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso (FHC) ficou em 770.936. Portanto, abaixo do semestre de 2013 de Dilma que gerou mais de 800 mil."

Emprego: um semestre de Dilma é melhor que oito anos de FHC
Cadu Amaral - 24/07/2013

Existem diversos problemas no Brasil. A cada problema que se resolve, outros surgem. Isso faz parte da dialética da vida real. As demandas surgem a partir das situações concretas. De dez, onze anos para trás, a grande pauta reivindicatória era o emprego. A questão da qualidade e das garantias por vezes eram secundarizadas. Afinal, não se tinha nem emprego, então como cobrar qualidade e direitos? A partir de 2003 essa lógica começou a mudar.

Com uma política econômica de viés desenvolvimentista, o gráfico do desemprego caiu consideravelmente na última década. Para o desespero da direita, da grande mídia, dos especuladores e dos “mamãe eu sou reaça” em geral, no governo Dilma atingimos o chamado pleno emprego. Claro que pleno emprego nos marcos do capitalismo. Nossa taxa de desemprego gira em torno dos 5%.

Os últimos dados revelados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) doMinistério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram uma elevação da taxa de emprego, para o ambiente de crise do capital, especialmente na Europa, excepcional. De maio para junho foram criados 123.836 empregos formais, com carteira assinada. Aumento de 0,31%. A soma do primeiro semestre de 2013 é de 826.168. E nos últimos 12 meses 1.016.432.