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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

William Waack pôs Joaquim Levy de castigo no canto da sala, de madrugada, para ao vivo lhe dar aquele pito. "Depois desse fuzilamento verbal e antes do "boa noite" de praxe quase deu para ouvir William Waack decretar: "Ministro, o senhor está demitido"!"

William Waack quase demite Levy ao vivo
Alex Solnik - Brasil 247 - 10/09/2015

Rebaixado, de "castigo", no cantinho da sala, esperando pelo pito do professor Waack e professora Pelajo (assista aqui as perguntas e respostas

No finzinho do jogo Santos vs. São Paulo, o locutor da Globo Cleber Machado anunciou: daqui a pouco o ministro Joaquim Levy ao vivo no Jornal da Globo. Passava de meia-noite. Pensei que ele estaria falando diretamente de seu gabinete, em Brasília, envolvido em sucessivas reuniões para destrinchar esse osso duro de roer que foi o rebaixamento do Brasil para a Série B do mundo capitalista, mas não: ele estava no estúdio, frente a frente com William Waack e Cristiane Pelajo. Não exatamente frente a frente, mas num nicho solitário, abaixo dos apresentadores, confortavelmente instalados na bancada. Ele parecia aquele aluno de castigo que o professor colocou no canto da sala com aquele chapeuzinho de bobo na cabeça porque tirou nota zero. William Waack disse logo de cara que o que aconteceu foi que o Brasil ficou com nome sujo na praça e Levy engoliu em seco. Percebendo que o ministro, que deveria ser o mais forte do governo, estava visivelmente com a guarda baixa e mais desanimado que habitualmente (alguém já o viu sorrindo?), Waack partiu para cima dele com uma intensidade de que nem a presidente Dilma seria capaz. Enquadrou o ministro e o encurralou no canto neutro com algumas perguntas que o deixaram grogue. Ele deve ter achado, certamente, que fora convidado para dar uma palavra de alento aos brasileiros e não para sofrer um bombardeio. Primeira pergunta:

"Ministro, o senhor assumiu com a missão explícita de evitar que o Brasil perdesse a nota de crédito de uma agência como a Standard & Poor's, mas o Brasil perdeu a nota de crédito. Isso impõe escolhas políticas ao senhor".