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terça-feira, 30 de julho de 2013

Pastor Marcos Feliciano chama mídia de ‘desonesta’ ao repercutir fala de Papa sobre gays

FUTURO MINISTRO DA JUSTIÇA DE MARINA SILVA: Feliciano chama mídia (TV GLOBO) de ‘desonesta’ ao repercutir fala de Papa sobre gays.
Justiceira de Esquerda - 30/07/2013
O presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara dos Deputados, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), criticou nesta segunda-feira a imprensa, e afirmou que os veículos de comunicação distorceram as declarações do papa Francisco sobre homossexuais de forma "desonesta".
Nesta segunda-feira, ainda no avião, em sua viagem de volta ao Vaticano, Francisco afirmou que os homossexuais não devem ser discriminados e sim integrados à Igreja. “Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”, disse o Papa.

Em sua página no Twitter, Feliciano publicou uma série de cinco mensagens, e disse concordar com o representante maior da Igreja Católica. De acordo com o parlamentar, porém, a imprensa tratou a declaração de forma "desonesta".

“Li todas as reportagens da entrevista com o Papa sobre homossexuais. O que ele diz faz sentido, ninguém pode julgar ninguém, Mateus 7:1. Também concordo que as igrejas estejam abertas para receber os gays que procuram Deus, aliás isso sempre foi feito pela igreja evangélica. A imprensa só deveria ser mais honesta e colocar com letras garrafais que, entretanto, o Papa disse que a igreja não muda seus posicionamentos. Ou seja, ela ama o pecador mas não ama o pecado. Aceita o homossexual, mas não aceita o ato homossexual. A igreja não muda o que a bíblia diz. Ao fazerem uma matéria com o tema que fizeram a mídia é desonesta, dá-se a entender q o Papa liberou o que a bíblia proibiu”, afirmou.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Será o Papa um Feliciano com muito mais poder e com apoio da Globo? Homofobia, machismo, apego ao dinheiro, religião interferindo no Estado. Os motivos que inspiram o “Fora Feliciano” se aplicam ao papa. Com o agravante de que ele é bem mais poderoso

"(...)a maior TV do país (bem como quase todos os outros veículos de imprensa) ajoelha-se ao mandatário da tv católica. E não acredito ser esta uma decisão baseada somente pela audiência. A missa de domingo está na grade da Globo há décadas --atualmente é celebrada ao vivo pelo Padre Marcelo. E a emissora, apenas recentemente, de olho na perda de audiência e de dinheiro, começou um flerte institucional com os evangélicos, inaugurado com o festival de músicas gospel Promessas."

"A igreja católica sempre tratou a mulher de forma diferenciada. A começar pelo fato de que elas não podem ser ordenadas. Aos homens (padres) cabe orientar os fiéis, ditar os rumos da igreja e do mundo. Às freiras cabem tarefas como cuidar dos enfermos e necessitados e, por exemplo, cozinhar, lavar e passar para o “homem simples de fala mansa” que está entre nós."

"O amplo uso de estruturas e verbas públicas durante a visita de Francisco; o mesmo lobby para isenções fiscais e outras benesses financeiras; a mesma submissão dos governantes (de Dilma ao vereador de Pindamonhangaba). Mais: há crucifixos em repartições públicas (desrespeitando os evangélicos, inclusive) e mensagens religiosas nas notas de dinheiro, que são um símbolo nacional. E por aí vai."

Papa é um Feliciano com muito mais poder e o apoio da Globo

Homofobia, machismo, apego ao dinheiro, religião interferindo no Estado. Os motivos que inspiram o “Fora Feliciano” se aplicam ao papa. Com o agravante de que ele é bem mais poderoso
Carta Capital por Lino Bocchini — publicado 23/07/2013 14:49, última modificação 23/07/2013 16:34

globo papa.jpg
No Jornal Nacional, fiel chora de emoção ajoelhada diante do microfone da Globo
Os evangélicos estão sendo injustiçados. O tsunami de críticas que atingiu Marco Feliciano, Silas Malafaia e demais líderes evangélicos fundamentalistas se aplica ao papa Francisco e à Igreja Católica. Explico: as mesmas bandeiras conservadoras levantadas pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos do Congresso estão no centro da atuação da igreja católica há séculos. E o argentino Mario Bergoglio, agora chamado de Francisco, comunga destes ideais e não se mostra disposto a alterá-los. Pelo contrário.
Vamos por partes:
Primeiro, a homofobia