"Não é nem golpe nem impeachment, é uma puta de uma manobra... pra impedir a Lava Jato, para impedir a investigação, pra impedir todo mundo ir pra cadeia."
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Jornal da Gazeta e os áudios do Jucá: "Que tal mudar o slogan de "Governo de salvação nacional" para "Governo do salve-se quem puder"?
A repercussão das conversas entre Jucá e machado foi imediata no congresso. O PSOL entrou com uma representação na procuradoria-geral da república para pedir a prisão de Jucá. O partido alega que o ministro, agora licenciado, tentou atrapalhar as investigações da operação Lava Jato.
Na representação, o PSOL defende que a situação de Jucá é semelhante à do senador cassado Delcídio do Amaral, que acabou preso após ser flagrado tentando obstruir a Lava Jato.
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Aos poucos, vai-se revelando a hipocrisia continental do nosso país. As leis, as instituições, os controles, só servem para os do outro lado, qualquer que seja o lado. Numa tentativa cômica de defesa, Jucá chegou a dizer que a operação lava jato, no PT é uma coisa, mas no governo Temer, é outra !! Dilma não pode nomear Lula ministro, porque o estaria protegendo. Temer nomeou oito citados na lava a jato, além dele próprio. Até hoje tem gente acampada na Avenida Paulista defendendo o impeachment. Mas a mesma polícia de Alckmin que os protege, expulsou um acampamento no alto de pinheiros, contra temer. Que tal mudar o slogan de "Governo de salvação nacional" para "Governo do salve-se quem puder"?
Fonte texto e vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=SRnvaWKyF7c
sábado, 21 de maio de 2016
Bemvindo Sequeira - Jornal do Golpe - Direto da Terra Temerária - Dia 09 da era da Temeridade
"Aí Michel, quando a até a Fernandona [Fernanda Montenegro] protesta é porque o negócio tá feio mesmo e banderoso"
terça-feira, 17 de maio de 2016
"A extinção do Minc é só a primeira demonstração de obscurantismo e ignorância dada por esse Governo ilegítimo."
Estadão pede texto a Wagner Moura sobre o fim do MinC e se recusa a publicar
Do Blog do Juca, por Wagner Moura: - Via Diário do Centro do Mundo - 17/05/2016Escrevi essa resposta-texto para jornalistas do Estado e da Zero Hora que queriam minha opinião sobre a extinção do Minc. O Zero Hora vai dar. O Estado se recusou.
A extinção do Minc é só a primeira demonstração de obscurantismo e ignorância dada por esse Governo ilegítimo.
O pior ainda está por vir.
Vem aí a pacoteira de desmonte de leis trabalhistas, a começar pela mudança de nossa definição de trabalho escravo, para a alegria do sorridente pato da FIESP, que pagou a conta do golpe.
Começaram transformando a Secretaria de Direitos Humanos num puxadinho do Ministério da Justiça.
Igualdade Racial e Secretaria da Mulher também: tudo será comandado pelo cara que no Governo Alckmin mandou descer a porrada nos estudantes que ocuparam as escolas e nos manifestantes de 2013.
Sob sua gestão, a PM de São Paulo matou 61% a mais.
Sabe tudo de direitos humanos o ex-advogado de Eduardo Cunha, o senhor Alexandre de Moraes.
Mas claro, a faxina não estaria completa se não acabassem com o Ministério da Cultura, que segundo o genial entendimento dos golpistas, era um covil de artistas comunistas pagos pelo PT para dar opiniões políticas a seu favor (?!!!).
Conseguiram difundir essa imbecilidade e ainda a ideia de que as leis de incentivo tiravam dinheiro de hospitais e escolas e que os impostos de brasileiros honestos sustentavam artistas vagabundos.
Os pró-impeachment compraram rapidamente essa falácia conveniente e absurda sem ter a menor noção de como funcionam as leis (criadas no Governo Collor!) e da importância do Minc e do investimento em Cultura para o desenvolvimento de um país. É muito triste tudo.
Ontem vi um post em que Silas Malafaia comemorava a extinção “do antro de esquerdopatas”, referindo-se ao Minc. Uma negócio tão ignóbil que não dá pra sentir nada além de tristeza. Predominou a desinformação, a desonestidade e o obscurantismo.
Praticamente todos os filmes brasileiros produzidos de 93 para cá foram feitos graças à lei do Audiovisual. Como pensar que isso possa ter sido nocivo para o Brasil?!
Como pensar que o país estará melhor sem a complexidade de um Ministério que cuidava de gerir e difundir todas as manifestações culturais brasileiras aqui e no exterior?
Bradar contra o Minc e contra as leis (ao invés de contribuir com ideias para melhorá-las) é mais que ignorância, é má fé mesmo.
E agora que a ordem é cortar gastos, o presidente que veio livrar o Brasil da corrupção e seu ministério de homens brancos, com sete novos ministros investigados pela Lava Jato, começa seu reinado varrendo a Cultura da esplanada dos Ministérios… Faz sentido.
Os artistas foram mesmo das maiores forças de resistência ao golpe. Perdemos feio.
Acabo de ler que vão acabar também com a TV Brasil.
Ótimo. Pra que cultura?
Posso ouvir os festejos nos gabinetes da Câmara, nos apartamentos chiques dos batedores de panela, na Igreja de Malafaia e na redação da Veja:
“Acabamos com esse antro de artistazinhos comprados pelo PT! Estão pensando o que? Acabamos a mamata da esquerda caviar! Chega de frescura! Viva o Brasil!”
Trevas amigo… E o pior ainda está por vir.
Vem aí a pacoteira de desmonte de leis trabalhistas, a começar pela mudança de nossa definição de trabalho escravo, para a alegria do sorridente pato da FIESP, que pagou a conta do golpe.
Começaram transformando a Secretaria de Direitos Humanos num puxadinho do Ministério da Justiça.
Igualdade Racial e Secretaria da Mulher também: tudo será comandado pelo cara que no Governo Alckmin mandou descer a porrada nos estudantes que ocuparam as escolas e nos manifestantes de 2013.
Sob sua gestão, a PM de São Paulo matou 61% a mais.
Sabe tudo de direitos humanos o ex-advogado de Eduardo Cunha, o senhor Alexandre de Moraes.
Mas claro, a faxina não estaria completa se não acabassem com o Ministério da Cultura, que segundo o genial entendimento dos golpistas, era um covil de artistas comunistas pagos pelo PT para dar opiniões políticas a seu favor (?!!!).
Conseguiram difundir essa imbecilidade e ainda a ideia de que as leis de incentivo tiravam dinheiro de hospitais e escolas e que os impostos de brasileiros honestos sustentavam artistas vagabundos.
Os pró-impeachment compraram rapidamente essa falácia conveniente e absurda sem ter a menor noção de como funcionam as leis (criadas no Governo Collor!) e da importância do Minc e do investimento em Cultura para o desenvolvimento de um país. É muito triste tudo.
Ontem vi um post em que Silas Malafaia comemorava a extinção “do antro de esquerdopatas”, referindo-se ao Minc. Uma negócio tão ignóbil que não dá pra sentir nada além de tristeza. Predominou a desinformação, a desonestidade e o obscurantismo.
Praticamente todos os filmes brasileiros produzidos de 93 para cá foram feitos graças à lei do Audiovisual. Como pensar que isso possa ter sido nocivo para o Brasil?!
Como pensar que o país estará melhor sem a complexidade de um Ministério que cuidava de gerir e difundir todas as manifestações culturais brasileiras aqui e no exterior?
Bradar contra o Minc e contra as leis (ao invés de contribuir com ideias para melhorá-las) é mais que ignorância, é má fé mesmo.
E agora que a ordem é cortar gastos, o presidente que veio livrar o Brasil da corrupção e seu ministério de homens brancos, com sete novos ministros investigados pela Lava Jato, começa seu reinado varrendo a Cultura da esplanada dos Ministérios… Faz sentido.
Os artistas foram mesmo das maiores forças de resistência ao golpe. Perdemos feio.
Acabo de ler que vão acabar também com a TV Brasil.
Ótimo. Pra que cultura?
Posso ouvir os festejos nos gabinetes da Câmara, nos apartamentos chiques dos batedores de panela, na Igreja de Malafaia e na redação da Veja:
“Acabamos com esse antro de artistazinhos comprados pelo PT! Estão pensando o que? Acabamos a mamata da esquerda caviar! Chega de frescura! Viva o Brasil!”
Trevas amigo… E o pior ainda está por vir.
segunda-feira, 16 de maio de 2016
"Coup in Brazil" - NYTimes, Guardian, BBC, El País, imprensa alemã, francesa, russa, portuguesa etc... A mídia gringa está batendo pesado.
No Brasil já ecoam panelas e “Fora Temer”. Mundo afora, críticas e deboche.
"Temer não tem legitimidade para conduzir o País..."
Essa é a opinião de Joaquim Barbosa, que presidiu a condenação ao PT no "Mensalão".
Barbosa diz também ter "sinceras dúvidas" sobre "justeza e acerto político do impeachment".
O ministério é só de homens e brancos, e recheado de investigados e citados em crimes.
Vários deles serviram aos governos de Fernando Henrique, Lula e Dilma.
Hélio Bicudo, auxiliar na cobertura à gambiarra jurídica para o impeachment, já lamenta e cobra:
-O povo foi às ruas contra a cleptocracia"; ou seja, um Estado governado por ladrões.
NYTimes, Guardian, BBC, El País, imprensa alemã, francesa, russa, portuguesa etc... A mídia gringa está batendo pesado.
Críticas ao governo afastado, mas os adjetivos duros, e o deboche, reservados aos que afastaram Dilma:
-O grande e orgulhoso Brasil ao lado de Honduras e Paraguai (...) impeachment é falência do Brasil (...) irregular (...) recuo aos velhos tempos...
Segue a pancadaria:
-(...) traída (...) chocantes e ridículos (...) casta política corrupta (...) vexame (...) espetáculo indigno prejudica de forma duradoura instituições e a imagem do país...
Domingo. Quarto dia do interino. Temer no "Fantástico" e panelaços Brasil adentro. Já são outras panelas...
Estilingue agora é vidraça, vidraça torna-se estilingue. Multiplicam-se manifestações e ocupações.
Na concha acústica do Teatro Castro Alves, na Bahia, no Beira-Rio, no Pará, em estádios, escolas, teatros, ruas, nos coros e cartazes pelo país as mesmas fotos e frases:
-...Fora Temer... golpístas...
Em São Paulo, caminhada de 10 mil pessoas. Sem o glamour de transmissões ao vivo e o imã, o chamariz dos helicópteros sobrevoando com "chamadas" desde o início da manhã.
A organização Repórteres Sem Fronteiras rebaixou o Brasil do 58º para 104º lugar em 180 países. E explicou seus motivos:
-Concentração de propriedade dos meios de comunicação (...) fortemente dependentes dos centros de poder político e econômico.
Disse ainda a Repórteres Sem Fronteiras:
-De maneira pouco velada, os principais meios de comunicação incitaram o público a ajudar na derrubada da presidenta Dilma Rousseff.
Mundo afora jornalistas leram tal relatório. E não fizeram de conta não ter lido.
Essa é a opinião de Joaquim Barbosa, que presidiu a condenação ao PT no "Mensalão".
Barbosa diz também ter "sinceras dúvidas" sobre "justeza e acerto político do impeachment".
O ministério é só de homens e brancos, e recheado de investigados e citados em crimes.
Vários deles serviram aos governos de Fernando Henrique, Lula e Dilma.
Hélio Bicudo, auxiliar na cobertura à gambiarra jurídica para o impeachment, já lamenta e cobra:
-O povo foi às ruas contra a cleptocracia"; ou seja, um Estado governado por ladrões.
NYTimes, Guardian, BBC, El País, imprensa alemã, francesa, russa, portuguesa etc... A mídia gringa está batendo pesado.
Críticas ao governo afastado, mas os adjetivos duros, e o deboche, reservados aos que afastaram Dilma:
-O grande e orgulhoso Brasil ao lado de Honduras e Paraguai (...) impeachment é falência do Brasil (...) irregular (...) recuo aos velhos tempos...
Segue a pancadaria:
-(...) traída (...) chocantes e ridículos (...) casta política corrupta (...) vexame (...) espetáculo indigno prejudica de forma duradoura instituições e a imagem do país...
Domingo. Quarto dia do interino. Temer no "Fantástico" e panelaços Brasil adentro. Já são outras panelas...
Estilingue agora é vidraça, vidraça torna-se estilingue. Multiplicam-se manifestações e ocupações.
Na concha acústica do Teatro Castro Alves, na Bahia, no Beira-Rio, no Pará, em estádios, escolas, teatros, ruas, nos coros e cartazes pelo país as mesmas fotos e frases:
-...Fora Temer... golpístas...
Em São Paulo, caminhada de 10 mil pessoas. Sem o glamour de transmissões ao vivo e o imã, o chamariz dos helicópteros sobrevoando com "chamadas" desde o início da manhã.
A organização Repórteres Sem Fronteiras rebaixou o Brasil do 58º para 104º lugar em 180 países. E explicou seus motivos:
-Concentração de propriedade dos meios de comunicação (...) fortemente dependentes dos centros de poder político e econômico.
Disse ainda a Repórteres Sem Fronteiras:
-De maneira pouco velada, os principais meios de comunicação incitaram o público a ajudar na derrubada da presidenta Dilma Rousseff.
Mundo afora jornalistas leram tal relatório. E não fizeram de conta não ter lido.
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| Charge: Renato Aroeira Le Monde Diplomatique Brasil |
sábado, 14 de maio de 2016
Vídeo - Carlinhos Brown: "Seu Michel, quem não deve, não tema, devolva o Ministério da Cultura pra gente"
BROWN: ‘SENHOR MICHEL, QUEM NÃO DEVE, NÃO TEMA’
Bahia 247 - 14/05/2016
Em show na reabertura da Concha Acústica do Teatro Castro Alves, nesta noite, o cantor e compositor Carlinhos Brown deu seu 'recado' ao presidente interino Michel Temer, sobre a extinção do Ministério da Cultura, que voltou a ser incorporado ao da Educação; "Eu sou semianalfabeto. Se não fosse a cultura brasileira, eu continuava assim"; "Com respeito à autoridade", o artista 'ousou dizer': "Senhor Michel, quem não deve, não tema", sob aplausos da plateia, que respondeu com gritos de 'fora Temer'
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| Imagem: Famosos na Web |
Bahia 247 - Em show na reabertura da Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, nesta noite, o cantor, compositor e multi instrumentista Carlinhos Brown deu seu 'recado' ao presidente interino da República, Michel Temer, sobre a extinção do Ministério da Cultura, que voltou a ser incorporado ao da Educação.
"O que eu tenho a falar sobre essa questão da nossa classe artística em relação ao Ministério da Cultura? Vou dar apenas um exemplo: eu sou semianalfabeto. Se não fosse a cultura brasileira, eu continuava assim", disse Brown.
"Com respeito à autoridade", o artista 'ousou dizer': "Senhor Michel, quem não deve, não tema", sob aplausos da plateia, que respondeu com gritos de 'fora Temer'.
"O que eu tenho a falar sobre essa questão da nossa classe artística em relação ao Ministério da Cultura? Vou dar apenas um exemplo: eu sou semianalfabeto. Se não fosse a cultura brasileira, eu continuava assim", disse Brown.
"Com respeito à autoridade", o artista 'ousou dizer': "Senhor Michel, quem não deve, não tema", sob aplausos da plateia, que respondeu com gritos de 'fora Temer'.
Bemvindo Sequeira - Jornal do Golpe - Direto da Terra Temerária - Dia 03 da era da Temeridade
Conselho, de quem não é advogado, para a OAB que critica os ministros de Temer ligados à Lava Jato: "Quem pariu Mateus que o embale. Eu vou explicar melhor OAB. Em relação ao governo golpista, toma que o filho é teu."
Governo Temer: "Indicaram para Ministro da Justiça o ex-advogado de Cunha (indicado por ele inclusive), ex-advogado do PCC"
Em menos de 24h, Brasil dá a mais brusca guinada à direita desde o golpe abril de 1964
Facebook de Orlando Silva - 13/05/2016
1 - Acabou o Ministério da Cultura, das Mulheres, dos Direitos Humanos, da Igualdade Racial e Juventude.
2 - Temos o primeiro governo, desde Geisel, sem mulheres no ministério... e, claro, nenhum negro.
3 - Três ministros são investigados diretamente na Lava Jato e passam a ter foro privilegiado (tipo aquilo que Lula não podia de jeito nenhum).
4 - Controladoria Geral deixa de ser independente e passa a ser subordinada ao governo. Volta a era do engavetador.
5 - Indicaram para Ministro da Justiça o ex-advogado de Cunha (indicado por ele inclusive), ex-advogado do PCC, braço direito armado de Alckmin que comandou e revalidou publicamente o ataque violento contra movimentos sociais, adolescentes e as ocupações nas escolas, além de aumentar em quase 70% o número de mortes por ação policial. E já foi declarando que protestos pró-Dilma são ato de guerrilha.
6 - Sete ministros de seus sofrem processos por crimes de corrupção.
7 - O novo ministro do Desenvolvimento Social diz que “Bolsa Família não pode ser proposta de vida”.
8 - Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a coleta de provas de uma investigação contra o senador Aécio Neves.
9 - O novo Ministro da Educação, do DEM, é autor de ação na Justiça que combate as políticas afirmativas e é contra o Fies e o Prouni.
10 - O Ministro da Agricultura é um dos campeões em desmatamento e já propôs o fim do licenciamento ambiental.
11 - O gabinete de Segurança Institucional é ocupado por Sérgio Westphalen Etchegoyen, que é de uma antiga linhagem de militares das Forças Armadas. Tanto o pai - citado no relatório da Comissão Nacional da Verdade - quanto o tio, tiveram participação na ditadura militar, na organização da repressão e na perseguição política.
12 - O filho de Sarney para Ministro.
#EquipeOrlandoSilva
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